Scientia Ad Sapientiam

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“Não há homem imprescindível, há causa imprescindível. Sem a força coletiva não somos nada” - blog da retórica magia/arte/foto/imagem.

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A ilusão da liberdade de escolhas em saúde, alimentação e cuidados pessoais

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A imagem mostra o grau de concentração corporativa em várias áreas importantes do nosso consumo cotidiano.


Temos teoricamente muitas escolhas, mas na realidade se trata essencialmente de dez grupos.
O texto que acompanha os que organizaram a imagem é eloquente, e se refere à “ilusão da escolha”:

“If you look at the brand groupings, it makes a lot of sense. Of course Nestle owns a bunch of animal feed, candy, cosmetics, and powdered food companies, they’re probably all made from the same ingredients. It’s the clothing brands that throw me. Perhaps some of the dehydrated horse meat they make the dog food with is set aside, and the best cuts are used for belts. Regardless of how it goes down, all these brands seem to all be owned by about ten larger brands namely Kraft, Nestle, Coca-Cola, Pepsi-Co, General Mills (very fitting), Proctor & Gamble, Johnson & Johnson, Mars, and Unilever.” (L. Dowbor)

In this project i've done total analysis of unilever History to till today. How they get in problem and how to solve it.


UNILEVER - A TROUBLED GIANT

PROBLEM WITH THE STRUCTURE

Concept of strategically independent units led to high cost structure from duplication of manufacturing facilities at various locations.

1980 to 1995“the sleeping giant” 


Rationalized manufacturing approach

PROBLEMS WITH THE STRUCTURE

The unending acquisitions made the operations cumbersome and the company became inflexible to adapt to the market dynamism.

Performance drift
Organizational fatigue Excess of bureaucracy

Confusion – of accountability and responsibility
Conflicting priorities in the special committee
Decision making became constipated
Structural detritus , accumulated over decades
Absolute chaotic condition
Extra levels of complexity were imposed on an already convoluted structure


  • What was the need for unilever to have separate legal identity but operate as a single entity? 
  • Can unilever plc and unilever nv fuse, in future?
  • What was the reason for, the need of frequent restructuring at unilever?
  • Have unilever’s top brands paid the debt for the Structural detritusof unilever?
  • Did unilever’s investment of £ 5 billion on “pgs” payoff?
  • Had unilever grown more than its cradle?
  • Should unilever opt for umbrella branding ever in future? If yes, why? If no, why?



UNIQUE STRATEGIES: KEY FACTOR FOR MNCS. COMPARATIVE DISCUSSION ON STRATEGIES BY UNILEVER AND P&G

This project is about strategies and various practices by MNCs. The comparative study has been carried out between Unilever and P&G. This shows the need of transformation not in terms of products and innovations but also in terms of organisational structure. Brand innovation is very important for any FMCG company. More the product line, better the chances for sustainable growth in market. This also allows going in various markets with their needs. More market present over the world is very necessary to use scale of economy. But the growth in market should be balanced one. P&G admits that they have focused more on home market (US) than foreign market which hampering their growth now. While Unilever which is equally good in home market (Europe) and foreign market, they may catch P&G in next 5 year as per Unilever’s CEO. Brand’s merger and acquisition have major effect on growth pattern. Unilever’s acquisition and disposal pattern is very aggressive. P&G has got a lot from Gillette merger. While doing business ethics are very important for sustainable growth. Both companies were caught doing unethical practices.

Este projeto é sobre estratégias e práticas de várias empresas multinacionais. O estudo comparativo foi realizado entre a Unilever e P & G.

Isso mostra a necessidade de transformação não em termos de produtos e inovações, mas também em termos de estrutura organizacional. Inovação da marca é muito importante para qualquer empresa FMCG. Mais da linha de produtos, melhor as chances de crescimento sustentável no mercado. Isso também permite que vai em vários mercados com as suas necessidades. Mais de mercado atual sobre o mundo é muito necessário o uso de escala de economia. Mas o crescimento do mercado deve ser equilibrada. P & G admite que eles têm-se centrado mais no mercado doméstico (EUA) do que o mercado externo, que dificultam o seu crescimento agora. Enquanto a Unilever, que é igualmente boa no mercado doméstico (Europa) e mercado externo, eles podem pegar P & G no próximo cinco anos de acordo com o CEO da Unilever. Fusão e aquisição da marca tem grande efeito sobre o padrão de crescimento.

Aquisição e alienação padrão da Unilever é muito agressivo. P & G tem um monte de Gillette fusão. Enquanto fazia a ética empresarial é muito importante para o crescimento sustentável. Ambas as empresas foram pegos fazendo práticas antiéticas.

Unilever está procurando ajuda para mudar o mundo [?] 

Análise do discurso através do RP desta megacorporação. 


A gigante europeia de bens de consumo Unilever quer dobrar o seu volume de negócio, mas também quer dobrar os seus cuidados ambientais e a sua responsabilidade social. Para ativar essa ideia, lançou uma plataforma on-line em que convida potenciais parceiros a colaborarem com a sua equipe de investigação na procura de soluções. A Open Inovation Team da Unilever está aberta às contribuições de universidades, empresas de design e engenharia, e grupos ambientais de todo o mundo, na procura de ideias novas que operem ao nível da sustentabilidade. No site, debaixo da entrada Wants & Challenges, podem ser encontrados os desafios técnicos que a companhia está enfrentando e para os quais está pedindo ajuda, entre eles, inovações em packaging, ideias para preservação de comida e tecnologias que permitam reduzir os custos de água potável em países subdesenvolvidos.



1.0 Objetivo e Escopo Este projeto de pesquisa irá sublinhar a importância de estratégias únicas por empresas. A Unilever ea P & G são duas empresas principais no setor FMCG mundo. Suas ações afeta diretamente o setor FMCG em todo o mundo. Este projecto irá falar sobre o seu crescimento e dar recomendações para o seu futuro. Isto é muito importante para estudar a fim de esclarecer os conceitos de marketing. Padrão de presença no mercado, fusões e aquisições, as inovações da marca, e padronização / adaptação etc. é coberto nos estudos. Este estudo também é importante como um gigante P & G está a abrandar o seu crescimento enquanto a Unilever está a crescer com mais velocidade do que a P & G. Isso pode mudar a face FMCG mundo no futuro próximo.

2.0 Introdução ambiente de negócios está mudando continuamente ao longo dos anos. Especialmente em últimas décadas, ambiente de negócios mudou muito por causa da globalização, a liberalização financeira, o desenvolvimento da tecnologia, aumentar em fusões e aquisições, o aumento do Euro como moeda única na Europa, bem como crise como recessão. Todos estes e muitos mais fatores afetam o negócio e as suas actividades no mundo inteiro. O avanço sobre as condições monetárias na Ásia, mudanças nas políticas fiscais, pacotes de ajuda por parte do Japão, reduziu as taxas de juros, expansão de liquidez no mercado, têm dado uma ajuda mãos para muitas empresas (Relatório de Comércio e Desenvolvimento, 2006).
Esses problemas afetam a estratégia, gestão e desenvolvimento estrutural da empresa em todo o mundo. As empresas que operam em diferentes setores mostram diferentes impactos. "A partir de resultados de mercado que eu tenho tanto causados ​​e testemunhou em primeira mão, uma coisa é certa - a sua omissão pode ser ganho do seu concorrente!" - Phil Barden, Decode of Marketing.
Todas as empresas multinacionais que operam em todo o mundo são necessários para fazer suas estratégias para garantir o crescimento constante para manter no mercado global. A maioria das teorias sugerem que, quando uma empresa investe em um mercado estrangeiro, torna-se vantagem sobre o concorrente nacional, mas há muitas questões a serem considerados antes de investir em mercado externo.

As empresas como Unilever, P & G são as empresas que são agora líderes em seus setores de grande consumo. Projeto vai se concentrar em vários aspectos de estratégias de negócios por estas duas empresas.

LEIA MAIS SOBRE A CRISE AQUI

fontes: http://www.webpronews.com/the-brands-that-own-the-brands-infographic-2012-04/ http://www.curezone.org/forums/am.asp?i=1993695 http://dowbor.org/2012/05/a-concentracao-do-poder-corporativo-as-grandes-marcas-do-nosso-cotidiano.html/ http://pt.slideshare.net/arliniabreu/estudo-de-caso-unilever https://rpww.wordpress.com/2012/04/02/unilever-esta-procurando-ajuda-para-mudar-o-mundo/ http://www.brandviewer.com.br/blog/a-psicologia-secreta-do-facebook-porque-nos-curtimos-compartilhamos-comentamos-e-continuamos-a-voltar/
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Crise? Que crise

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Crise que crise? 

Onde vai mais fundo o rio, aí faz menos ruído.






Zé Nabiça quanto vê, quanto cobiça

A dívida pública federal começou na época da ditadura militar com o empréstimo de dinheiro dos Estados Unidos a juros flutuantes, que chegou a elevar os juros de 5% para 23%. Mesmo sendo considerada ação criminosa pela Convenção de Viena de 1969, o governo da ditadura aceitou a situação dos juros flutuantes imposta pelos EUA, o que interfere na pauta econômica do país até hoje.

A auditoria serve como “muleta” para desmascarar o esquema. E mostrar o que realmente é dívida e o que é essa farra do mercado financeiro, utilizando um instrumento de endividamento público para desviar recursos e submeter o País ao poder financeiro, impedindo o desenvolvimento socioeconômico equilibrado. Junto com esses bancos estão as grandes corporações e eles não têm escrúpulos. Nós temos que dar um basta nessa situação. E esse basta virá da cidadania. Esse basta não virá da classe politica porque eles são financiados por esse setor. Da elite, muito menos porque eles estão usufruindo desse mecanismo. A solução só virá a partir de uma consciência generalizada e ação direta da sociedade, da maioria. É a maioria, os 99%, que está pagando essa conta. Somos 99% contra 1%.

Em resposta ao veto da Dilma estamos postando online o Banco de Dados do CADE( Conselho Administrativo de Defesa Econômica ). A Dívida Pública que consome quase metade do orçamento da união. Governantes, Banqueiros e Lobistas do sistema financeiro um aviso: Estamos aqui e vamos ficar!

LEIA A CONTINUAÇÃO DESSE POST AQUI

rush farewell to kings
legenda: Capa do Albúm Farewell to kings - RUSH lançado em 1 de Setembro de 1977
fonte: http://rushfaclubebr.blogspot.com.br/2006/01/a-farewell-to-kings.html
OUVIR AQUI

Confundem-se os heróis, aplaudem-se os vilões.Questionam-se as normas morais e fracassam-lhes as éticas.Derrubam-se os governos, elegem-se os mesmos agentes, leia-se acionistas e banqueiros.E assim o sistema continua o mesmo. Como ele é falso, perfeito na ilusão que cria mas imperfeito por dentro e auto destrutivo.

Uma chance para a crise - os cães ladram... 




Ourobouros - Os primeiros registros deste arquétipo foram encontrados entre os egípcios, chineses e povos do norte europeu (associado a serpente folclórica Jörmungandr) há mais de 3000 anos. Na civilização egípcia, é uma representação da ressurreição da divindade egípcia Rá, sob a forma do Sol. Também é encontrado entre os fenícios e gregos. A origem etimológica do termo Ouroboros está, supostamente, na linguagem copta e no idioma hebreu, na qual ouro, em copta, significa Rei, e ob em hebreu, significa serpente. Mas, precisar sua origem e significado primitivo, torna-se uma tarefa praticamente impossível. Mesmo que de certa forma estejam interligados mas, paralelamente, trazem interpretações distintas.

E a palavra é renovada na verdade, na busca de um novo sentido para uma nova visão - se é que poderemos encontrá-la com a perda dos sentidos.Enquanto houver um coração que pulsa, um sangue que corre e uma alma que deseja...
E transbordados escorrem pelo chão das nossas ruas, guetos e avenidas.


Antigamente os heróis usavam máscaras e os vilões ternos. Hoje as máscaras estão proibidas e os heróis precisam ser trocados. Que venha a nova geração! Sejam bem vindos NOSSOS HERÓIS!


Ainda não vi nada ali de novo surgir sem que destes simbólicos aspectos da existência humana sejam transformados, profundamente de dentro para fora, completamente, culturalmente, conscientemente e instintivamente.



“Se as pedras não voam

os sonhos são em vão”.

 

Pedras e sonhos


Trilha sonora oficial para esta postagem 


Convoque seu Buda!

Vós que arrotais, é porque fartinho estais

1990 – 2005, utilizando como ponto de referência os dispositivos da Constituição
Federal de 1988 e os dados estatísticos da execução orçamentária do governo
federal. O objetivo principal é verificar a capacidade financeira do sistema
previdenciário de saldar os compromissos pactuados e de se expandir para um
processo mais avançado de universalização dos direitos. É feita uma análise
histórica do nascimento e evolução do sistema previdenciário brasileiro
avaliando suas instituições e a forma como é afetado pela dinâmica da
economia nacional. Por fim, faz-se uma análise da conexão que se estabelece
entre a política econômica liberal-ortodoxa adotada no país desde os anos 1990
e a forma de gestão dos recursos da seguridade social. Os resultados dessa
investigação levaram a conclusão de que o sistema de seguridade social é
financeiramente auto-sustentável, sendo capaz de gerar um volumoso
excedente de recursos. Entretanto, parcela significativa de suas receitas é
desviada para aplicações em outras áreas pertencentes ao orçamento fiscal
permitindo que as metas de superávit primário sejam cumpridas e até
ultrapassadas. Ao contrário do que é usualmente difundido, o sistema de
previdência social não está em crise e nem necessita de reformas que visem ao
ajuste fiscal, pois o sistema dispõe de recursos excedentes, mas de reformas
que permitam a inclusão de um grande contingente populacional que hoje se
encontra desprotegido. A capacidade de sustentação futura do sistema
dependerá, no entanto, de mudanças na política econômica que impliquem na
promoção do crescimento associado a políticas de distribuição de renda.

Há uma certeza dominando o debate sobre a previdência social no
Brasil: a de que este é um sistema que apresenta déficit de grandes proporções.
Esse déficit teria crescido de forma acelerada nos últimos anos e se tornará maior
no futuro próximo se nada for feito agora. Economistas e homens de negócios que
lidam com o dia-a-dia da economia têm transmitido a ideia de que a situação das
finanças públicas é um dos grandes obstáculos ao crescimento sustentado da
economia brasileira e o déficit da previdência tem dado uma contribuição
significativa para a magnitude do desequilíbrio fiscal. Por esse motivo, a reforma
da previdência tornou-se um objetivo incansavelmente perseguido pelos vários
governos durante os últimos quinze anos. Mesmo após várias alterações na
Constituição federal e na legislação infraconstitucional que rege a matéria a
reforma da previdência permanece como uma questão inacabada e urgente para
que não se chegue a uma situação de descontrole definitivo sobre as finanças
públicas.

Este discurso tem se repetido incansavelmente, com amplo apoio da
mídia e vem contaminando a todos, do mundo dos negócios às esferas
governamentais, inclusive alguns daqueles que tradicionalmente têm se oposto às
idéias liberalizantes que dominaram o cenário nas últimas décadas.
Teixeira definiu o estado atual das reflexões sobre previdência da
seguinte forma:
A idéia de uma “reforma previdenciária” tornou-se uma expressão
cabalística ou um artigo de fé, perante o qual todos têm que se
curvar e prestar homenagem. Intelectuais, políticos, a imprensa
de modo geral, muitos sem o menor conhecimento do assunto,
proclamam a sua necessidade sem sequer discutir do que se trata.
Formou-se um consenso nacional quanto à importância de
realizá-la, sob o pretexto de que, sem ela, qualquer política
voltada à retomada do crescimento econômico estará fadada ao
mais rotundo fracasso (TEIXEIRA, 2004).


O superávit da seguridade tem servido aos propósitos da política fiscal,
firmemente voltada para a geração de superávits primários em escala crescente.
O problema do déficit fiscal, portanto, não está nos gastos excessivos da
seguridade social, mas no montante de recursos que o governo decide empregar
no pagamento de juros da dívida pública.
Assim, esta pesquisa acabou por se constituir numa versão alternativa
acerca da situação financeira do sistema de seguridade social que se contrapõe à
padronização veiculada pela grande mídia, responsável pela consolidação de um
discurso de falência da seguridade social e, particularmente, da previdência. Não
se está, aqui, de forma alguma desatento à noção de que a tarefa de construir
outra interpretação dos fatos quase beira o impossível, em face da massificação
de informações distorcidas e parciais sobre esse tema.
O que se propõe para superar as barreiras é o um extenso levantamento empírico de números dispostos
metodicamente em tabelas, de uma forma que não está disponível em relatórios
oficiais, para refletir com maior clareza a situação atual da seguridade social.


Os segmentos do mercado que se beneficiam com o resultado da
política econômica de juros altos e com o falso discurso de falência da previdência
social – bancos, seus fundos de previdência privada e seguradoras, assim como
os outros grandes proprietários de títulos públicos pessoas físicas e empresas
não-financeiras, com recursos investidos em fundos de investimento financeiro –
se voltam para a defesa da política fiscal restritiva, que reduz as despesas
correntes do governo federal, entre elas os gastos com a seguridade (com alvo na
previdência), reservando grande parte dos recursos orçamentários para a
acumulação financeira. Em momentos de instabilidade e de reversão das
expectativas esse problema se agrava, porque o governo é pressionado a atuar
como ofertante de hedge contra as incertezas do futuro no mercado financeiro.
Esse é o papel que hoje exerce a dívida pública: ser um instrumento
privilegiado (líquido e sem risco) da acumulação financeira, que não pode
prescindir do desmonte do Estado, do desvio de recursos da área social e da
precarização dos serviços públicos em geral.

O bom desempenho financeiro da previdência não implica também em
concluir que o sistema não necessite de reformas no âmbito gerencial que se
traduzam em esforços para reduzir fraudes e sonegação, incentivar a filiação,
melhorar os serviços de atendimento, recuperar crédito e racionalizar gastos
administrativos. São igualmente relevantes as medidas que visem dar maior
progressividade na tributação dos salários e seletividade na tributação dos
diferentes setores produtivos. São todas medidas imprescindíveis.
A conclusão mais relevante deste trabalho, entretanto, é a constatação de que as reformas não se justificam por motivo de déficit previdenciário e, conseqüentemente, não há
necessidade de implantar reformas que impliquem na substituição parcial ou total
do sistema público ou em sua aproximação com um sistema de capitalização
através de corte de direitos, redução no valor de aposentadorias, maior dificuldade
de acesso aos benefícios e elevação da tributação. A direção da reforma deve ser
a de levantar fundos suficientes para tornar o sistema mais inclusivo e autossustentável
no futuro, o que depende primordialmente da mudança de rumo da
política econômica que derive de um novo padrão de desenvolvimento para o
país, pois é o crescimento dos níveis de produção para patamares mais elevados
que os atuais que fará aumentar o nível de ocupação em empregos formais e
ampliará a massa de rendimento dos assalariados, permitindo, assim, expandir o
nível de receita da previdência pela incorporação de maior número de
contribuintes.

O problema demográfico de envelhecimento da população, sempre
levantado como um ponto de estrangulamento do sistema, embora real, não tem a
gravidade que lhe é atribuído e não representa uma justificativa suficientemente
forte para a realização de reformas radicais “preventivas”, pois conforme
demonstram vários estudos científicos apontados por Andrade (1999), a
configuração das tendências demográficas da população brasileira, até pelo
menos a segunda década deste século, podem ser consideradas como
extremamente favoráveis.61 Os problemas neste campo, portanto, podem ser
contornados com planejamento e com crescimento econômico.

Por fim, cabe dizer que, não obstante os determinantes externos, que
são os que efetivamente limitam a seguridade social, ainda persiste, no interior da
Constituição Federal, um sistema de proteção social complexo e bem acabado,
mesmo após várias reformas. A manutenção desse arcabouço jurídico da
seguridade social permite sustentar um processo de defesa e reerguimento desse
sistema com o objetivo de dar-lhe conteúdo prático. Situar a previdência no âmbito
da seguridade social é fundamental para reconhecer que ela é mais que um
seguro individual: é, antes de tudo, uma política social integrante de um sistema
de proteção social. Dadas as circunstâncias políticas, ideológicas e institucionais
do momento, esse processo, entretanto, só será efetivado sob tensões muito
maiores que as do passado. Fazer vigorar os direitos da cidadania implica em que
o pacto social que está por trás do sistema previdenciário se torne efetivo. Pactos
sociais, entretanto, são quase sempre efetuados sobre circunstâncias extremas.
As formas de proteção social foram historicamente arquitetadas para atenuar os
conflitos sociais e políticos decorrentes dos efeitos devastadores do capitalismo e
assegurar o controle da acumulação. As condições sociais da atualidade de
desigualdade, pobreza e desemprego, já contêm a dramaticidade necessária para
que o Estado intervenha na direção da redução das inquietações sociais,
restabelecendo o contrato social de 1988.

fonte:
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Instituto de Economia
Programa de Pós-Graduação – Doutorado
Denise Lobato Gentil
Orientador: Prof. Dr. Aloísio Teixeira
Tese submetida ao Corpo Docente do Instituto de Economia (IE) – Centro de
Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE) da Universidade Federal do Rio de
Janeiro (UFRJ), como parte dos requisitos necessários à obtenção do grau de
Doutor.
Rio de Janeiro

Setembro – 2006

Há que se investigar a história do Brasil por inteiro!

Baixe, assista e divulgue as dicas de Pepe para formar uma nação de heróis, com ou sem crise, por aqui

Legenda: Palestra Integral

Mujica palestrando na UERJ

Flyer Pop Mujica -01


Onde vai o burro, vão as canastras.

Entrevistas com João Pedro Stédile





Quebrando preconceitos:
O que é e o que querem o pessoal do MST?

Quebrando os monopólios da comunicação e TV 

Dossiê global

Discutir com âncoras da mídia dá nisso - total perda de tempo diante de prepotência dos vendidos.
Se pelo menos abrissem os ouvidos para ouvir aprenderiam um pouco de política e economia, e até quem sabe das experiências de ir ao front nos campos de batalha.


A origem da crise, ou a crise originalmente planejada

 

Resistência Ñande Rú Marangatú


Quanta barbaridade dos seres civilizados!
Antes de julgar os povos, as etnias ou as diferenças quaisquer culturais, aprendamos um pouquinho mais de economia do agronegócio.


Quanto vandalismo federal!
Depois vem me chamar pra uma entrevista.


Os povos Guarani Kaiowá Aty Guasu agradecem aos guerreiros da resistência do povo Terena pelo apoio total. Os povos Guarani Kaiowa acionam guerreiros indígenas e vão enviar mais de 20 mil guerreiros (as) para apoiar a RESISTÊNCIA DE TEKOHA ÑANDERU MARANGATU-ANTONIO JOÃO. Frente à ataque terrorista dos fazendeiros e políticos anti-indígenas ás crianças no tekoha Ñanderu Marangatu MS/Brasil todos povos indígenas se preparam para lutar e enfrentar os pistoleiros/ fazendeiros cruéis. SEGUE A NOTA DE GUERREIROS DE POVO TERENA

fonte: https://www.facebook.com/aty.guasu/posts/690739244394611


“Haverá um núcleo inegociável na construção da arte com propósitos revolucionários”

Galeria

Vila autódromo RESISTE!






Apresentação grupo Lá Vai Maria



Apresentação grupo Lá Vai Maria













fonte: https://www.facebook.com/vivaavilaautodromo?ref=ts&fref=ts

Agenda de atividades abaixo, participe. 

A verdade nunca será televisionada!

“Haverá um núcleo inegociável na construção da arte com propósitos revolucionários” 

Eike resistir!


E até o velho Chico cantou pra todo mundo ouvir:
- Eike, Eike, Eike, Eike, Eike, hay que resistir!
Duas coisas bem distintas, uma é o preço, outra é o valor
Quem não entende a diferença pouco saberá do amor,
da vida, da dor, da glória e tampouco dessa história,
memória de cantador

Revoluções [in] Humanidades

 



A Farewell to Kings Adeus aos reis
A Farewell to Kings
When they turn the pages of history
When these days have passed long ago
Will they read of us with sadness
For the seeds that we let grow?
We turned our gaze
From the castles in the distance
Eyes cast down
On the path of least resistance
Cities full of hatred, fear and lies
Withered hearts and cruel, tormented eyes
Scheming demons dressed in kingly guise
Beating down the multitude and
Scoffing at the wise
The hypocrites are slandering
The sacred halls of Truth
Ancient nobles showering
Their bitterness on youth
Can't we find the minds that made us strong?
Can't we learn to feel what's right
And what's wrong?
What's wrong?
Cities full of hatred, fear and lies
Withered hearts and cruel, tormented eyes
Scheming demons dressed in kingly guise
Beating down the multitude and
Scoffing at the wise
Can't we raise our eyes and make a start?
Can't we find the minds to lead us
Closer to the Heart?
Link: http://www.vagalume.com.br/rush/a-farewell-to-kings-traducao.html#ixzz3kXBnzB8y

PERFEIÇÃO - LEGIÃO URBANA
Vamos celebrar a estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja de assassinos
Covardes, estupradores e ladrões
Vamos celebrar a estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso Estado, que não é nação
Celebrar a juventude sem escola
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade.

Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta de hospitais
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras e sequestros
Nosso castelo de cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda hipocrisia e toda afetação
Todo roubo e toda a indiferença
Vamos celebrar epidemias:
É a festa da torcida campeã.

Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar um coração
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado de absurdos gloriosos
Tudo o que é gratuito e feio
Tudo que é normal
Vamos cantar juntos o Hino Nacional
(A lágrima é verdadeira)
Vamos celebrar nossa saudade
E comemorar a nossa solidão.

Vamos festejar a inveja
A intolerância e a incompreensão
Vamos celebrar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente a vida inteira
E agora não tem mais direito a nada
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta de bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isso - com festa, velório e caixão
Está tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou esta canção.

Venha, meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão.

Venha, o amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera -
Nosso futuro recomeça:
Venha, que o que vem é perfeição

O orgulho nacional em "mais do mesmo" do Legião Urbana de 1998.
Link: http://www.vagalume.com.br/legiao-urbana/discografia/mais-do-mesmo.html

http://www.vagalume.com.br/legiao-urbana/perfeicao-com-trecho-da-musica-ao-vivo.html#ixzz3l4MF0qqw
A Farewell to Kings (tradução)
Quando viram as páginas da história
Quando estes dias já tiverem passado há muito tempo
Lerão sobre nós com tristeza
Pelas sementes que deixamos germinar ?
Nós desviamos nosso olhar dos
Castelos distantes
Olhando para baixo
No caminho de menor resistência
Cidades cheias de ódio
Medo e mentiras
Corações murchos e olhos cruéis e atormentados
Demônios conspiradores vestidos com roupas de rei
Massacrando a multidão
E zombando dos sábios
Os hipócritas estão difamando
As salas sagradas da verdade
Nobres anciões estão descarregando
As suas mágoas na juventude
Será que não podemos encontrar
as mentes que nos tornaram fortes?
Será que não podemos aprender
O que é certo ou errado?
O que é errado?
Cidades cheias de ódio
Medo e mentiras
Corações murchos e olhos cruéis e atormentados
Demônios conspiradores vestidos com roupas de rei
Massacrando a multidão
E zombando dos sábios
Será que não podemos levantar nossos olhos e recomeçar?
Será que não podemos encontrar as mentes
Que nos guiem para mais perto do coração?

Contexto histórico:
Lançamento: 01 de setembro de 1977
Começaram a trabalhar num álbum que teve primeiramente o título de Closer To The Heart. Pouco antes de ser lançado, em setembro de 1977, foi alterado para A Farewell to Kings.
O Rush, fiel à sua palavra (onde descreviam o ao vivo All The World's A Stage como o fim do começo, o encerramento da 'Fase Um'), acabava de trazer um álbum bastante experimental e revigorante. Depois de tocarem de forma exaustiva enquanto se aperfeiçoavam em seus instrumentos, as habilidades criativas dos canadenses os guiavam para novos horizontes musicais. "Aves podem ser ouvidas na introdução de um exercício de fantasia chamado 'Xanadu', certamente a obra mais complexa e multi texturizada que realizamos", diz Peart. "Pegamos mais leve na canção de amor 'Madrigal'. Uma mudança de cenário e nos encontramos nos limites do espaço sideral, no buraco negro de 'Cygnus X-1'.
É a primeira parte de uma história épica que concluiremos no próximo álbum. Deve ser uma das coisas mais fortes que fizemos. Senão mexer com você, é porque não está ouvindo alto o suficiente".

O álbum foi lançado mundialmente em setembro de 1977. Essa foi a primeira vez que um álbum do Rush era lançado ao mesmo tempo nos Estados Unidos e no Reino Unido. Em novembro de 1977, nos Estados Unidos, três álbuns foram certificados com disco de ouro no mesmo dia: 2112, All The World’s A Stage e A Farewell to Kings. Link:http://rushfaclubebr.blogspot.com.br/2006/01/a-farewell-to-kings.html

Vamos comemorar?








fontes:
http://www.ufrj.br/docs/jornal/2007-marco-jornalUFRJ24.pdf
https://idiarte.files.wordpress.com/2010/06/globo_historiasecreta.pdf

https://www.facebook.com/midiaNINJA/videos?fref=photo
https://www.facebook.com/aty.guasu/posts/690739244394611
https://www.facebook.com/events/484174938412379/?fref=ts
http://tvbrasil.ebc.com.br/espacopublico/episodio/espaco-publico-entrevista-joao-pedro-stedile
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Eduardo Hughes Galeano homenagem

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Homenagem à Eduardo Galeano

Sempre que alguém assim se vai, há um fogo que se apaga e uma estrela que se acende.

Toda vez que um ser humano desse naipe morre eu me sinto mais fora do jogo do que carta repetida no baralho.  Mas há que se ter entusiasmo ainda na vida, como disse o mestre. Vale a pena começar por essa palavra e depois destacar um pouco das palavras de Galeano e algumas referências ao seu trabalho.

Entusiasmo (do grego en + theos, literalmente 'em Deus')

Originalmente significava inspiração ou possessão por uma entidade divina ou pela presença de Deus. Atualmente, pode ser entendido como um estado de grande arrebatamento e alegria. Uma pessoa entusiasmada está disposta a enfrentar dificuldades e desafios, não se deixando abater e transmitindo confiança aos demais ao seu redor.

O entusiasmo pode portanto ser considerado como um estado de espírito otimista.

Origem da palavra

Embora a palavra entusiasmo seja de origem grega, ela chegou até nós através dos filósofos franceses no século XVI durante o Renascimento na Europa, um período de grandes mudanças no pensamento humano até então dominado pela Igreja Católica, que foi a transição para a idade do pensamento livre.

O florescimento cultural e científico renascentista deu origem a sentimentos de otimismo, abrindo positivamente o homem para o novo e incentivando seu espírito de pesquisa, tendo o entusiasmo sido escolhido por vários intelectuais da época como a palavra da moda. Tipos Existem dois tipos de entusiasmo: endógeno, que é gerado dentro do próprio indivíduo; e o exógeno, que depende de um estímulo externo, chamado comumente de motivação.

Fatores internos

O entusiasmo por si só não se sustenta, ninguém consegue manter-se entusiasmado se não possuir metas claras para alcançar um objetivo principal bem definido, e não se pode ficar esperando as melhores oportunidades para começar. Na maioria das vezes, é necessário ir à busca e criar as oportunidades para que as coisas aconteçam. Em outras palavras, só depende do indivíduo, ninguém pode ter entusiasmo por outra pessoa.

Fatores externos

Enquanto os fatores internos do entusiasmo surgem dos níveis mais altos da hierarquia de necessidades de Maslow e de um objetivo principal bem definido, os fatores externos podem ser vinculados à motivação. Dependendo do nível intelectual e social de cada pessoa, o fator motivacional estará em um determinado nível da escala das necessidades, o mais comum é tentar motivar as pessoas com as necessidades localizadas na base da pirâmide, necessidades fisiológicas, segurança, amor e relacionamentos. Uma política de bonificação financeira é um bom exemplo de motivador externo, mas a perenidade desse motivador é sempre de curta duração.

Eduardo Hughes Galeano

(Montevidéu, 3 de setembro de 1940 – Montevidéu, 13 de abril de 2015) foi um jornalista e escritor uruguaio.

É autor de mais de quarenta livros, que já foram traduzidos em diversos idiomas. Suas obras transcendem gêneros ortodoxos, combinando ficção, jornalismo, análise política e História.

En febrero de 2007, Galeano superó una operación para el tratamiento del cáncer de pulmón. En noviembre de 2008, dijo sobre la victoria de Barack Obama:

La Casa Blanca será la casa de Obama pronto, pero esa Casa Blanca fue construida por esclavos negros. Y me gustaría y espero que él nunca lo olvide.

En abril de 2009, el presidente venezolano Hugo Chávez entregó un ejemplar de Las venas abiertas de América Latina al presidente estadounidense Obama durante la quinta Cumbre de las Américas, celebrada en Puerto España, Trinidad y Tobago.

En mayo de 2009, en una entrevista declaró:

No sólo Estados Unidos, sino algunos países europeos han sembrado dictaduras por todo el mundo. Y se sienten como si fueran capaces de enseñar lo que es democracia.

 

Premios

En septiembre de 2010 recibió el premio Stig Dagerman, uno de los más prestigiosos galardones literarios en Suecia, entregado anualmente por la Sociedad Stig Dagerman a aquel escritor que en su obra reconoce la importancia de la libertad de la palabra mediante la promoción de la comprensión intercultural. Galeano fue distinguido con el galardón por estar "siempre y de forma inquebrantable del lado de los condenados", por escuchar y transmitir su testimonio mediante la poesía, el periodismo, la prosa y el activismo”, según el jurado.

Muerte

Luego de estar internado una semana en el sanatorio del CASMU a raíz de su cáncer de pulmón, falleció el 13 de abril del 2015 a las 8:20 hora local, en Montevideo, Uruguay.

Obras

1962 - 1987
Entrevistas y artículos
Ediciones Del Chanchito

1963
Los días siguientes

1964
China

1967
Los fantasmas del día del león y otros relatos

1967
Reportajes

1967
Guatemala, país ocupado

1968
Su majestad el fútbol

1971
Siete imágenes de Bolivia

1971
Violencia y enajenación

1971
Las venas abiertas de América Latina
ISBN 950-895-094-3
Siglo XXI

1972
Crónicas latinoamericanas

1973
Vagamundo
ISBN 84-7222-307-8

1977
Conversaciones con Raimón
ISBN 84-7432-034-8

1988 - 2002
El tigre azul y otros artículos
ISBN 9590602118
Ciencias Sociales (Cuba)

1990
América Latina para entenderte mejor

1990
Palabras: antología personal

1992
Ser como ellos y otros artículos
ISBN 9788432307614
Siglo XXI

1993
Amares
ISBN 84-206-3419-0
Alianza, España

1993
Las palabras andantes
ISBN 9974620082
Del Chanchito

1994
Úselo y tírelo
ISBN 9507428518
Editorial Planeta

1978
Días y noches de amor y de guerra
ISBN 84-7222-891-6
Del Chanchito
1995
El fútbol a sol y sombra
ISBN 9788432311345
Siglo XXI

1980
La piedra arde

1980
La canción de nosotros
ISBN 84-350-0124-5

1998
Patas arriba: Escuela del mundo al revés
ISBN 9974620147
Macchi

1981
Voces de nuestro tiempo
ISBN 84-8360-237-7

1999
Carta al ciudadano 6.000 millones3
ISBN 84-406-9472-5
Ediciones B

1982 - 1986
Memoria del fuego
ISBN 9974620058
Del Chanchito

2004
Bocas del tiempo
ISBN 978-950-895-160-1

1984
Aventuras de los jóvenes dioses
ISBN 9682320941
Siglo XXI

2006
El viaje
ISBN 84-96592-55-3

1985
Ventana sobre Sandino

2007
Carta al señor futuro

1985
Contraseña

2008
Patas arriba/ la escuela del mundo al revés
ISBN 950-895-050-1

1986
La encrucijada de la biodiversidad colombiana

2008
Espejos
ISBN 978-987-1492-00-8
Siglo XXI

1986
El descubrimiento de América que todavía no fue y otros escritos
ISBN 8476681054
Editorial Laia

2011
Los hijos de los días
ISBN 978-987-629-200-9
Siglo XXI

1989
El libro de los abrazos
ISBN 9788432306907
Siglo XXI

2015
Mujeres - antología
ISBN 978-84-323-1768-2
Siglo XXI

1989
Nosotros decimos no
ISBN 84-323-0675-4
Siglo XXI

 

 

 

 


Premios

 

fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Entusiasmo
http://es.wikipedia.org/wiki/Eduardo_Galeano

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País Rico é um país sem Corruptos e sem Exploradores

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"Grandes almas sempre encontraram forte oposição de mentes medíocres..."

( Albert Einstein )

"Condenação sem investigação é o cúmulo da ignorância."

( Albert Einstein )

"Deixe sua comida ser seu remédio e seu remédio ser sua comida."

( Hipócrates )


Quando a ignorância for vencida pelo amor, todos verão a luz!

FILOSOFANDO NA FOGUEIRA

Se a vida resumi-se a uma resposta, qual seria a pergunta?

Palavras são insuficientes quando expressões e sentimentos são grandes demais para conterem-se nelas.

Ainda assim são as perguntas que nos levam a alguns lugares, logo, quais as palavras que deveriam estar aqui?


SITUAÇÃO DO MERCADO DE AGROTÓXICOS NO MUNDO E NO BRASIL

- Fontes oficiais de diversos estudos realizados por: BNDES, FIESP, SINDICATO DAS INDÚSTRIAS DE DEFENSIVOS AGRÍCOLAS, DIEESE E ANVISA         

Baixe o relatório aqui

CAMPANHA NACIONAL CONTRA O USO DE AGROTÓXICOS E PELA VIDA

Comer é um ato político.
Quais as implicações disso?
Por Marco Weissheimer
Em nossa vida diária, manifestamos indignação contra muitos acontecimentos da vida política e social do país, aos quais temos um acesso, na maioria das vezes, mediado pela forma como eles nos são apresentados pelos meios de comunicação em suas diversas plataformas e modalidades, que hoje não são poucas. A indignação com a corrupção é um exemplo disso. É difícil encontrar uma pessoa que não tenha opinião e convicção formada sobre esse tema. Em geral, nos colocamos fora dele. O corrupto é sempre um outro, um político de modo geral, e nós não temos responsabilidade pelo que ocorre nesta dimensão. No entanto, pouquíssima gente se preocupa com um tema que diz respeito diária e diretamente a nossas vidas, que é a qualidade da nossa alimentação.
A presença de agrotóxicos, hormônios e transgênicos em nosso cardápio diário tornou-se um fato natural como o sol e a chuva e pouca gente parece disposta a pensar sobre o que está comendo e qual a relação que isso tem com a atual ordem econômica, política e social do país. Comer teria algo a ver com a corrupção, por exemplo? A pergunta parece esdrúxula, mas talvez não seja. O agronegócio representa hoje um dos principais elementos formadores do PIB brasileiro, responsável por alguns dos principais produtos que integram a pauta de exportações do país.
Essa força econômica tem expressão direta no Congresso Nacional, nos parlamentos estaduais e municipais, e nos Executivos, no Judiciário, na definição da linha editorial dos grandes meios de comunicação e da pauta de produção das grandes agências de publicidade. O agronegócio é um fator positivo para a economia do país, mas isso não encerra o assunto. Há uma contrapartida que não é exatamente positiva: ele desenvolveu um modo de produção de alimentos que faz do Brasil um dos maiores consumidores mundiais de agrotóxicos. É impossível dissociar o agronegócio da indústria dos agrotóxicos, assim como é impossível dissociá-los da indústria dos transgênicos. Quando iniciou o debate sobre a utilização de Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) na agricultura, uma as principais promessas feitas por seus defensores era que o cultivo de transgênicos, entre outros benefícios, traria uma diminuição do uso de agrotóxicos, em função do desenvolvimento de plantas resistentes a pragas. Passadas cerca de duas décadas, o que se viu no Brasil foi exatamente o contrário. A crescente liberação do plantio de variedades transgênicas de soja, milho e outros cultivos trouxe não uma diminuição, mas um aumento da utilização de agrotóxicos.
Em 2005, quando foi aprovada a Lei de Biossegurança nº 11.105, que impulsionou a liberação de transgênicos no país, o consumo de agrotóxicos no Brasil estava na casa dos 700 milhões de litros/ano. Em 2011, seis anos apenas depois, já estava na casa dos 853 milhões de litros/ano. Em 2013, as estimativas apontam para um consumo superior a um bilhão de litros/ano, uma cota per capita de aproximadamente 5 litros por habitante. O Brasil consome hoje pelo menos 14 agrotóxicos que são proibidos em outros países do mundo. Esse uso intensivo, além dos problemas para a saúde e o meio ambiente, vem provocando o surgimento de novas pragas mais resistentes aos venenos, que demandam o desenvolvimento de novos venenos, numa espiral que parece não ter fim e que vem sendo construída sem os estudos de impacto ambiental necessários.
De 60 a 70% dos alimentos que a população brasileira compra em mercados hoje são controlados por um grupo de apenas dez empresas. A produção da maior parte desses alimentos envolve uso de agrotóxicos, hormônios e transgênicos. Em busca de uma vida mais saudável, os mais ricos aumentam o consumo de produtos orgânicos. Os mais pobres, que não têm acesso aos orgânicos, seguem consumindo alimentos com agrotóxicos, hormônios e transgênicos sem terem acesso a informações sobre o que estão ingerindo. Comer tornou-se, portanto, mais do que nunca, um ato político. O alimento tornou-se um elemento simbólico e material para ligar a realidade de quem vive e produz no campo e de quem vive e produz nas cidades.
As implicações desse laço para a saúde andam de mãos dadas com as implicações para o meio ambiente. No dia 10 de março, em uma audiência pública na Assembleia Legislativa, mulheres integrantes da Via Campesina entregaram para o Ministério Público Estadual e para o MP Federal um dossiê denunciando o impacto dos agrotóxicos no Rio Grande do Sul. Doenças como o câncer, contaminações das mais variadas formas e desaparecimento de abelhas estão entre os problemas apontados. Pense um pouco nisso em sua próxima refeição. Essa reflexão pode ser uma condição para uma digestão mais tranquila e saudável.

Conheça o perfil psicológico das corporações do Agronegócio: QUEM SÃO OS PSICOPATAS1?


O Mundo Segundo A Monsanto (Dublado Portugues Brasil)


Este vídeo tem intuito informativo e educacional e não infringe direitos autorais.

O Mundo segundo a Monsanto

Marie-Monique Robin


Excelente documentário produzido pela autora do livro "O mundo segundo a Monsanto". Mostra como essa multinacional está patenteando sementes transgênicas e introduzindo-as em países emergentes como o Brasil. Presente em 46 países, a Monsanto se tornou líder mundial em sementes e plantações transgênicas e também uma das empresas mais controvertidas na história industrial. Desde sua fundação em 1901, a empresa foi processada judicialmente inúmeras vezes devido à toxidade de seus produtos. Hoje se reinventou como a empresa das "ciências da vida" que se converteu às virtudes do desenvolvimento sustentável.
Usando de documentos até agora não publicados e os testemunhos de vítimas, cientistas e políticos, "O Mundo Segundo a Monsanto" reconstitui a gênese de um império industrial construído sobre mentiras, cumplicidade do governo americano, pressões e tentativa de corrupção. A empresa se tornou principal fabricante de sementes do mundo, espalhando seus cultivos transgênicos para todo o planeta -- em meio à falta de controle em relação a seus efeitos para com o meio ambiente e a saúde humana.
Uma empresa que quer o seu bem seguindo as regras do codex alimentarius até quando vamos engolir isso.

São Paulo, maio de 2012

Transgênicos contribuem para aumento do consumo de agrotóxicos no Brasil

Publicado por Daniel Borgo - 1 ano atrás JusBrasil – Notícias 24 de novembro de 2014

O consumo dessas substâncias aumentou 190%, atingindo quase um milhão de toneladas na safra 2010/2011. No Brasil, a soja concentra 40% do volume total de venenos agrotóxicos.
O uso indiscriminado de agrotóxicos está diretamente associado ao aumento dos transgênicos no campo. A safra 2010/2011, segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), teve um consumo somado de herbicidas, inseticidas e fungicidas, entre outros, de 936 mil toneladas, que movimentou 8,5 bilhões de dólares no país. Não à toa, o Brasil responde a 20% do consumo mundial total desses venenos.
Ainda segundo a Anvisa, órgão responsável por liberar tais produtos no país, o mercado brasileiro de agrotóxicos cresceu 190% nos últimos 10 anos, um ritmo muito mais acentuado do que o do mercado mundial, que foi de 93% no mesmo período.
A Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), já liberou cinco tipos de soja, 18 de milho, 12 de algodão e uma de feijão que, com exceção da nacional Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), utilizam tecnologia transgênica e defensivos agrícolas produzidos pelas seis grandes empresas transnacionais que também lideram o setor em nível global: Monsanto (Estados Unidos), Syngenta (Suíça), Dupont (EUA), Basf (Alemanha), Bayer (Alemanha) e Dow (EUA).
Relatório do Grupo ETC, organização socioambientalista internacional que atua no setor de biotecnologia e monitora o mercado de transgênicos, revelou em março deste ano que estas empresas, apelidadas de “Gene Giants” (Gigantes da Genética), controlam atualmente 59,8% do mercado mundial de sementes comerciais e 76,1% do mercado de agroquímicos, além de serem responsáveis por 76% de todo o investimento privado no setor.
No Brasil, a soja concentra 40% do volume total de venenos agrícolas, seguida pelo milho (15%) e pelo algodão (10%). Entre os alimentos mais com taxas mais elevadas de veneno estão a cana de açúcar, o tomate, a uva, a alface e o pepino.
Relatório do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (Para), da Anvisa, apontou índices elevados de agrotóxicos em seis alimentos no Espírito Santo: pepino, alface, arroz, tomate, uva e abacaxi, referentes aos anos de 2011 e 2012. Ao todo, no Estado, a Anvisa analisou 67 amostras de alimentos em 2011, das quais 22 foram consideradas insatisfatórias. Em 2012, foram 77 amostras coletadas de alimentos – diversos e não necessariamente os mesmos do ano anterior –, dos quais 18 amostras foram consideradas insatisfatórias.
Em âmbito nacional, no mesmo relatório, foi registrado o uso de aldicarbe em uma amostra de arroz. O aldicarbe é o ingrediente ativo de maior toxicidade aguda dentre todos os agrotóxicos de uso agrícola e muito conhecido por ser usado como raticida ilegal, o popular “chumbinho”. Em amostras de uva, foram registrados os ingredientes ativos tebufempirade e azaconazol, que nunca foram registrados no país. Por isso, o seu uso sugeriu a ocorrência de contrabando. No ano de 2012, todos os resultados insatisfatórios das amostras de alimentos, caso da cenoura e do arroz, por exemplo, foram devido à presença de agrotóxicos não autorizados para estas culturas.
Segundo a Anvisa, atualmente 130 empresas atuam no setor de agrotóxicos e, destas, 96 estão instaladas no país. Mas só as dez maiores empresas do setor foram responsáveis por 75% das vendas de agrotóxicos na última safra, dividindo o mercado brasileiro entre si conforme a demanda do produto.


Monsanto
Entre as razões que justificaram o "Ajuntamento Mundial Contra a Monsanto e em Favor das Sementes Desobedientes", em outubro, estão as descobertas científicas recentes de que os Organismos Geneticamente Modificados (OGMs) da Monsanto podem fazer com que os consumidores desenvolvam problemas graves de saúde, como tumores cancerígenos, infertilidade e anomalias congênitas, além de serem prejudiciais para o meio ambiente. Dossiê da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) relaciona os ingredientes ativos utilizados nos agrotóxicos no Brasil aos riscos à saúde humana e afirma que seu uso intensivo pode causar “doenças como cânceres, má-formação congênita, distúrbios endócrinos, neurológicos e mentais”.
A Monsanto tem, em sua história, o março da fabricação do agente laranja, poderoso veneno usado como desfolhante pelos militares americanos durante a Guerra do Vietnã. O herbicida causou anomalias genéticas, diversos tipos de cânceres, abortos e irritações cutâneas às pessoas que a ele foram expostas. Em 1997, a multinacional foi refundada como empresa agrícola, produtora de sementes - como as de milho e algodão supostamente resistentes a pragas lançadas nos anos 1990 - e demais produtos desse setor.
Em todo o mundo, a versão de que as sementes geneticamente modificadas são realmente resistentes a pragas, e por isso não precisam de agrotóxicos, é amplamente contestada. Há relatos de que se precisa de cada vez mais herbicidas para manter as lavouras desses produtos. Os transgênicos da Monsanto são resistentes aos agrotóxicos da própria marca como, por exemplo, o Roundup, que mata todas as plantas do local onde é aplicado - exceto os transgênicos da Monsanto, preparados para serem especificamente resistentes a ele.
A Monsanto também é acusada de biopirataria, de contrabando de sementes, de manipulação de dados científicos, além de ser responsável pelo suicídio de agricultores indianos, endividados devido aos altos custos das sementes transgênicas e dos insumos químicos necessários a essas plantações. A cada plantio, os agricultores têm que comprar mais sementes porque, devido à patente obtida pela multinacional, cada semente só pode ser usada em um plantio – o que os impede de guardar uma parte da colheita para o próximo ano, como é feito na agricultura tradicional.
Fonte: EcoAgência
Disponível em: http://danielborgo.jusbrasil.com.br/noticias/112119692/transgenicos-contribuem-para-aumento-do-consumo-de-agrotoxicos-no-brasil
13/11/2013 - 09:31

22 novembro 2014 5:09 PM

Kátia Abreu e transgênicos viram alvo de protesto de camponeses no RS

por NINJA


Manifestantes marcham por 10km em direção a fazenda improdutiva durante a madrugada. Foto: Mídia NINJA
Manifestantes marcham por 10km em direção a fazenda improdutiva durante a madrugada. Foto: Mídia NINJA
Na manhã deste sábado (22), cerca de 2 mil jovens ocuparam a Fazenda Pompilho, com 2 mil hacteres de cultivo de milho transgênico à beira da BR 158, que liga a cidade de Palmeira das Missões à região oeste de Santa Catarina.
O objetivo da ocupação, segundo os participantes,  foi denunciar "o modelo do agronegócio, defendido amplamente pela bancada ruralista, e que tem a Senadora Kátia Abreu (presidente da Confederação Nacional da Agricultura) como referência política". 
A Senadora do PMDB acaba de ser convidada pela presidenta Dilma Rousseff para assumir o comando do Ministério da Agricultura. Apesar da nomeação já ser aguardada há algumas semanas, como parte das negociações para assegurar o espaço do partido no novo governo, diversos setores da sociedade se dizem abismados com a possibilidade de um governo do PT abrigá-la num ministério de Estado.
O jornalista Leandro Fortes, por exemplo, disse não ver "racional e emocionalmente, uma justificativa minimamente plausível para ofender os milhões de trabalhadores do campo que, desde sempre, foram perseguidos, usurpados e trucidados por pessoas como a Senadora. Simplesmente, é inacreditável que isso esteja acontecendo".
Camponeses arremessam mudas de milho transgênico de fazenda no interior do Rio Grande do Sul. Foto: Mídia NINJA
Camponeses arremessam mudas de milho transgênico de fazenda no interior do Rio Grande do Sul. Foto: Mídia NINJA
A plantação de milho foi ocupada pelos manifestantes, que denunciam o uso de sementes transgênicas. Foto: Mídia NINJA
A plantação de milho foi ocupada pelos manifestantes, que denunciam o uso de sementes transgênicas. Foto: Mídia NINJA
Para os movimentos da Via Campesina (articulação que agrega diversos movimentos do campo) o agronegócio envenena a terra e contamina a produção dos alimentos e a água da população brasileira. O veneno está na mesa do brasileiro. O consumo de alimentos transgênicos causam inúmeras doenças como o câncer, depressão, doenças de pele, contaminação do leite materno, e etc. Além disso o agronegócio é um dos grandes responsáveis por retirar violentamente camponeses, indígenas e povos originários do meio rural para garantir seu plantio em larga escala para a exportação.  
Marcha reuniu mais de 2000 pessoas no pequeno município de Palmeira das Missões, no RS. Foto: Mídia NINJA
Marcha reuniu mais de 2000 pessoas no pequeno município de Palmeira das Missões, no RS. Foto: Mídia NINJA
Presentes para o Acampamento da Juventude Latinoamericana, jovens de todas as partes do mundo participaram da ação. Foto: Mídia NINJA
Presentes para o Acampamento da Juventude Latinoamericana, jovens de todas as partes do mundo participaram da ação. Foto: Mídia NINJA
"Empresas estrangeiras passaram a controlar o território brasileiro se associando com os latifúndios improdutivos, que se apropriam de terras que deveriam ser destinadas à Reforma Agrária. Não produzem alimentos para o povo brasileiro, deterioram o ambiente com o uso da monocultura, como de soja, eucalipto, cana-de-açúcar, milho e pecuária intensiva” relata Raul Amorim do MST.O Brasil é o maior consumidor de agrotóxicos do mundo desde 2009. Mais de um bilhão de litros de venenos foram jogados nas lavouras, de acordo com dados oficiais. Por isso a ocupação da Fazenda Pompilho tem caráter de denuncia, mas também de propor um novo modelo de agricultura.

Sementes de alimentos orgânicos foram distribuidas no terreno após a retirada das mudas transgênicas. Foto: Mídia NINJA

Paisagem desoladora. A região do norte do Rio Grande do Sul tomada por grandes latifúndios. Foto: Mídia NINJA
“Propomos uma agricultura que tenha como base a agroecologia, a produção de alimentos saudáveis, onde a natureza e os seres humanos sejam respeitados e valorizados.” explica Catiane Cinelli, da direção nacional do Movimento de Mulheres Camponesas.
O ato começou às 4h da manhã com uma batucada de despertar dos participantes do 14º Acampamento Latino-Americano da Juventude da CLOC-Via Campesina para a caminhada em direção à rodovia. Reunindo ativistas de 18 países, o encontro aconteceu todas as vezes na Argentina, tendo sua primeira edição realizada no Brasil esse ano.
* Com informações de mst.org.br

Transgênicos e agrotóxicos: uma combinação letal

Expansão dos organismos geneticamente modificados fez aumentar o uso de defensivos agrícolas. Diversos estudos os relacionam ao crescimento da incidência de câncer
Por Maurício Thuswohl
A expansão dos cultivos transgênicos contribuiu decisivamente para que o Brasil se tornasse, desde 2008, o maior consumidor mundial de agrotóxicos, responsável por cerca de 20% do mercado global do setor. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão vinculado ao Ministério da Saúde e responsável pela liberação do uso comercial de agrotóxicos, na safra 2010/2011 o consumo somado de herbicidas, inseticidas e fungicidas, entre outros, atingiu 936 mil toneladas e movimentou 8,5 bilhões de dólares no país. Nos últimos dez anos, revela a Anvisa, o mercado brasileiro de agrotóxicos cresceu 190%, ritmo muito mais acentuado do que o registrado pelo mercado mundial (93%) no mesmo período.
Não à toa, as lavouras de soja, milho e algodão, principais apostas das grandes empresas de transgenia, lideram o consumo de agrotóxicos no Brasil. Ao lado da cana-de-açúcar, essas três culturas representam, segundo a Anvisa, cerca de 80% das vendas do setor. A soja, com 40% do volume total de venenos agrícolas consumidos no país, mais uma vez reina absoluta, seguida pelo milho (15%) e pelo algodão (10%). De acordo com a Campanha por um Brasil Livre de Transgênicos e Agrotóxicos, somente Brasil e Argentina jogam em suas lavouras transgênicas cerca de 500 mil toneladas de agrotóxicos à base de glifosato a cada ano.
Segundo a Anvisa, 130 empresas atuam hoje no setor de agrotóxicos no Brasil, sendo que 96 estão instaladas no país. Somente as dez maiores empresas do setor, no entanto, foram responsáveis por 75% das vendas de agrotóxicos na última safra, dividindo entre si o mercado brasileiro de acordo com as categorias de produto. Os herbicidas representam 45% do total de agrotóxicos comercializados no país, seguidos por fungicidas (14%), inseticidas (12%) e outras categorias (29%). Quando comparadas as vendas por ingredientes ativos, o glifosato lidera com 29% do mercado brasileiro de venenos agrícolas, seguido pelo óleo mineral (7%), pela atrazina (5%) e pelo novo agrotóxico 2,4D (5%).
A gente já previa há uns anos atrás que os transgênicos iriam alavancar as vendas de agrotóxicos, e é exatamente isso o que está acontecendo

“Entre os principais riscos trazidos pelos transgênicos está o aumento do uso de agrotóxicos”, diz Paulo Brack, professor do Instituto de Biociências da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS): “Temos, nos últimos dez anos, um aumento de mais de 130% do uso de herbicidas e de 70% do uso de agrotóxicos, enquanto a expansão da área plantada foi bem menor do que isso. A gente já previa há uns anos que os transgênicos iriam alavancar as vendas de agrotóxicos, e é exatamente isso o que está acontecendo”, diz.
Brack alerta que a situação tende a piorar nos próximos meses: “Entre o fim de setembro e o início de outubro, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) se debruçará sobre três eventos transgênicos de soja e milho adaptados ao uso do 2,4D, que é um dos componentes do agente laranja”, diz, antes de fazer uma comparação: “Sabemos que o glifosato é tóxico, mas ele é considerado pela Anvisa como sendo de toxicidade baixa. Agora, em relação ao 2,4D, a própria Anvisa reconhece se tratar de um produto altamente tóxico. Isso é um retrocesso violento”.
Segundo o professor da UFRGS, a comunidade científica engajada contra a proliferação indiscriminada de transgênicos e agrotóxicos e as organizações do movimento socioambientalista farão uma grande campanha para que os eventos transgênicos ligados ao veneno 2,4D não sejam aprovados pela CTNBio em outubro: “O uso de transgênicos e agrotóxicos vai aumentar ainda mais. A sociedade tem de se levantar contra isso, pois a nossa saúde está em risco”, diz Brack.



Sem redução Dirigente da AS-PTA, Jean Marc Von der Weid chama atenção para a desmistificação de uma “propaganda enganosa” feita pelas empresas: “Apesar de a propaganda das empresas falar de redução do uso de agrotóxicos, isso só ocorreu nos EUA, nos três primeiros anos do emprego da tecnologia. Depois, como todos os cientistas independentes previram, as ervas tratadas com doses maciças de glifosato adquiriram resistência ao produto e hoje infestam agressivamente os campos de soja, milho e algodão resistentes ao glifosato, produzindo reduções de produtividade que chegam a 50% em casos mais extremos. A perda de eficiência das plantas transgênicas no controle de invasoras e pragas significou que os volumes de agrotóxicos foram aumentando para compensar esse efeito. Além disso, os agricultores tiveram de usar outros agrotóxicos mais agressivos no lugar dos que perdiam sua eficiência, como o glifosato, que está sendo substituído pelo 2,4D, vulgo agente laranja”, afirma.
Jean-Marc cita um exemplo de como a propaganda feita pelas empresas jamais se confirmou na prática: “O milho Bt, que mata uma lagarta cuja infestação no Brasil nunca foi importante antes do uso desse produto, teve desde o começo da sua utilização um problema de efeito colateral. As lagartas ‘mastigadoras’ morriam, mas os insetos ‘sugadores’ se multiplicavam como nunca antes e, no balanço geral, o resultado em termos de produtividade e gastos com os controles de pragas davam empate com os sistemas convencionais”, diz.
Avião despejando pesticidas em plantação (Foto: Jay Oliver/UGA CAES)
Avião despejando pesticidas em plantação (Foto: Jay Oliver/UGA CAES)



Doenças Um dossiê elaborado pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) relaciona com detalhes os diversos ingredientes ativos utilizados nos agrotóxicos no Brasil ao risco que cada um deles representa para a saúde e afirma que seu uso intensivo pode causar “doenças como cânceres, má-formação congênita, distúrbios endócrinos, neurológicos e mentais”. O dossiê cita estudos sobre o aumento da incidência de câncer na população de cidades muito expostas aos agrotóxicos, como, por exemplo, Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, e Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul, entre outras: “Mesmo que alguns dos ingredientes ativos dos agrotóxicos, por seus efeitos agudos, possam ser classificados como medianamente ou pouco tóxicos, não se pode perder de vista os efeitos crônicos que podem ocorrer meses, anos ou ate décadas após a exposição”, alerta o documento.
Há poucos estudos científicos sobre o impacto do uso dos transgênicos, pois a questão de conflito de interesses é grande

A falta de estudos sistemáticos e com abrangência nacional que possam comprovar a inter-relação entre transgênicos, agrotóxicos e câncer, no entanto, contribui para que a questão não seja enfrentada corretamente pelo poder público: “A questão dos transgênicos é bastante complexa em termos de impacto para a saúde humana. Há poucos estudos científicos sobre o impacto do seu uso, pois a questão de conflito de interesses é grande e, em geral, há pouco financiamento de estudos sobre esse tema”, diz Anelise Rizzolo, integrante da Comissão Executiva que elaborou o dossiê da Abrasco sobre agrotóxicos. Na opinião de Anelise, que também é professora da Universidade de Brasília (UnB), “o Princípio da Precaução deve ser o critério utilizado enquanto não houver estudos suficientes que atestem sobre os reais impactos dos transgênicos na saúde”.
Paulo Brack, entretanto, ressalva que os riscos são mais do que conhecidos: “Existem vários trabalhos que comprovam não só a incidência de câncer, mas também de outras doenças. O próprio 2,4D, além de ter uma toxicidade elevada, é também um disruptor endócrino, ou seja, provoca alterações hormonais e pode causar problemas genéticos teratogênicos. Com ele, nós vamos ter mais risco de crianças nascerem defeituosas. No caso do glifosato, que é o mais utilizado, existem vários trabalhos mostrando que altera a divisão celular. Os trabalhos estão cada vez mais fortalecendo essa questão de que ele está relacionado ao surgimento de câncer”, diz.



Outros países Em outros países também já começam a aparecer denúncias sobre o aumento da incidência de cânceres relacionado ao alto consumo de agrotóxicos. Na cidade de Córdoba, na Argentina, um levantamento feito no Bairro Ituzaingó, onde existem centenas de residências ilhadas pelas lavouras de soja transgênica e expostas a banhos de agrotóxicos jogados por aviões, revelou que a incidência de câncer aumentava com a proximidade dos campos de soja. Até 2010 foram registrados naquela região 169 casos da doença, dos quais 32 resultaram em óbito.
Nos Estados Unidos, um estudo do Instituto Nacional do Câncer (NCI, na sigla em inglês) afirma que “toda a população dos EUA é exposta diariamente a numerosos produtos químicos agrícolas, muitos destes suspeitos de conterem propriedades cancerígenas ou atuarem como disruptores endócrinos”. Segundo o documento, “pesticidas (inseticidas, herbicidas e fungicidas) aprovados para uso pela Agência Ambiental dos EUA [EPA, na sigla em inglês] contêm quase 900 ingredientes ativos, muitos dos quais tóxicos”.
O NCI alerta que “pesticidas, fertilizantes agrícolas e medicamentos de uso veterinário são importantes contribuintes para a poluição da água e, como resultado de processos químicos, formam subprodutos tóxicos nocivos à saúde humana quando suas substâncias entram na rede de abastecimento de água”. O perfil das vítimas se repete: “Agricultores e suas famílias, incluindo migrantes trabalhadores, sofrem maior risco com a exposição aos produtos agrícolas”, diz o estudo estadunidense.
A falta de testes exaustivos e conclusivos também é lamentada nos EUA: “Muitos dos solventes, agentes de enchimento e outros produtos químicos incluídos como ingredientes inertes em rótulos de pesticidas são também tóxicos, mas não são necessários testes quanto ao seu potencial para causar doenças crônicas, como o câncer. Os produtos químicos agrícolas muitas vezes são aplicados como misturas, por isso tem sido difícil distinguir claramente os riscos de câncer associado a seus agentes individuais”, diz o estudo do NCI.
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Volume de agrotóxicos ilegais no Brasil mobiliza fiscalização

Fiscalização

O Ibama tem intensificado ação na fronteira do Brasil e Uruguai
por Portal BrasilPublicado: 03/10/2013 17h23Última modificação: 29/07/2014 09h24

Divulgação/Ibama
Ibama intensifica fiscalização nas lavouras do Rio Grande do Sul
Ibama intensifica fiscalização nas lavouras do Rio Grande do Sul
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Por conta do grande volume de registros de entrada de agrotóxicos importados ilegalmente para o País, os agentes ambientais do Escritório Regional do Ibama em Bagé (RS) têm intensificado as fiscalizações nas lavouras da divisa entre Brasil e Uruguai nestes meses de maior uso do produto.
Após pesquisa e levantamentos, o Ibama escolheu algumas rotas a serem fiscalizadas com o uso de helicóptero e já visitou diversas propriedades rurais onde verificou o uso de agrotóxicos em lavouras, mas após revista, foi comprovado o uso de apenas agrotóxicos com registro no Brasil, portanto legais.
As multas para quem for flagrado utilizando agrotóxico importado ilegalmente variam de R$ 500 a R$ 2.000.00,00. Além de apreensão do maquinário e embargo da lavoura onde o produto ilegal esteja sendo utilizado.

Lei
A produção, o transporte, a comercialização e o uso de agrotóxicos no Brasil são regulamentados pela Lei Federal n° 7.802/1989 e pelo Decreto Federal n° 4.074/2002. Somente agrotóxicos avaliados e registrados pelos órgãos federais responsáveis pela agricultura, meio ambiente e saúde podem ser comercializados e utilizados no País.
O transporte, a comercialização, o armazenamento e uso de agrotóxicos ilegais (não registrados, contrabandeados e falsificados) constituem crime e representam riscos para a saúde pública e ao meio ambiente. O contraventor pode responder por crime ambiental, crime de sonegação fiscal, contrabando ou descaminho, além de responder a processo administrativo. As lavouras onde houve aplicação de agrotóxicos ilegais podem ser interditadas (destruídas).


Como reconhecer agrotóxicos ilegais
Os agrotóxicos ilegais geralmente são transportados e encontrados nas regiões agrícolas dos principais Estados produtores, como Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. Segundo a Polícia Federal, a principal porta de entrada é a região da tríplice fronteira (Brasil, Argentina e Paraguai).
As embalagens e rótulos apresentam informações no idioma Espanhol, na grande maioria dos casos. As embalagens são do tipo sacos plásticos, metalizados ou caixas de papel cartão, com peso líquido de 10 a 200 gramas, para facilitar o transporte. Normalmente, os agrotóxicos ilegais são provenientes do Paraguai, China, Chile e Uruguai e são utilizados nas lavouras de soja, trigo e arroz.

Disque Denúncia
Para denunciar o transporte, comércio, armazenamento e uso de agrotóxicos ilegais, deve-se ligar para o número 0800 940 7030. Este número é do Disque Denúncia do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Defesa Agrícola (Sindag). Ele é gratuito e anônimo. Todas as denúncias recebidas são encaminhadas diretamente para as autoridades competentes (Polícia Federal, Civil, Militar, Rodoviária Federal, Ibama e Receita Federal).
Fontes:

 

Qual a quantidade que cada pessoa pode consumir de agrotóxico?

Lydia Cintra 19 de dezembro de 2013

Ao entrar em um supermercado e caminhar entre frutas, verduras e legumes, é possível que você já tenha notado gôndolas destinadas apenas a alimentos orgânicos, que, dentre outras coisas, são cultivados sem o uso de agrotóxicos – assunto que vem ganhando destaque ao longo dos últimos anos no Brasil.
As atenções dos holofotes direcionam-se a constatações como a da Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco): um dos maiores problemas no Brasil é o uso de muitos princípios ativos que já foram banidos em outros países. De acordo com um dossiê da Associação, dos 50 produtos mais utilizados nas lavouras brasileiras, 22 são proibidos na União Europeia, o que faz com que o país seja o maior consumidor de agrotóxicos já banidos em outros locais do mundo. “Quando um produto é banido em um país, deveria ser imediatamente em outros. Quando chega ao Brasil para fazer o banimento é um luta enorme das entidades sanitárias”, diz a médica toxicologista Lia Giraldo, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/ Ministério da Saúde).
Em 2011, uma pesquisa conduzida pela Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) em parceria com a Fiocruz comprovou que até mesmo o leite materno pode conter resíduos de agrotóxicos. O estudo coletou amostras em mulheres do município de Lucas do Rio Verde/MT, um dos maiores produtores de soja do país. Em 100% delas foi encontrado ao menos um tipo de princípio ativo. Em algumas, até 6 tipos.
Hoje, é difícil dissociar safras recordes e indústria química, responsável pela fabricação de herbicidas, inseticidas e fungicidas que matam e controlam a disseminação de plantas daninhas, insetos e fungos nas plantações. Só em 2012, 185 milhões de toneladas de grãos foram colhidas no Brasil. Números tão expressivos se justificam para além das extensões continentais do território brasileiro. Um sem-fim de opções tecnológicas para evitar perdas de produção está disponível aos agricultores. Dentre elas, mais de 1.640 agrotóxicos registrados para uso.
Um dos pontos importantes do processo político de incentivo ao uso de venenos no Brasil aconteceu na época do regime militar, quando, em 1975, foi instituído o Plano Nacional de Defensivos Agrícolas, que condicionava a obtenção de crédito rural pelos agricultores ao uso dos produtos químicos nas lavouras. “Foi também nesta época que apareceram as primeiras denúncias de contaminação de alimentos e intoxicação de trabalhadores rurais”, explica engenheiro agrônomo e consultor ambiental Walter Lazzarini, que teve participação ativa na formulação da Lei dos Agrotóxicos brasileira (7.802) em 1989.
A lei vigora até hoje, com algumas mudanças no texto original. O gargalo, porém, fica visível nocumprimento do que prevê a legislação. “Existe um descompasso entre a regra e os mecanismos para cumpri-la. O país investe menos do que deveria em fiscalização e monitoramento”, comenta Decio Zylbersztajn, professor e criador do Centro de Conhecimento em Agronegócios da FEA/USP.
Um estudo da USP revela que, entre 1999 e 2009, o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas (Sinitox) registrou 62 mil intoxicações por agrotóxico no país – uma média de 15,5 por dia. Apesar de altos, os números não refletem totalmente a realidade, já que projeções do próprio Sistema indicam que para cada caso de intoxicação notificado, 50 acabam no desconhecimento. “Faltam dados de registro das intoxicações para suportar a necessidade de uma política de fiscalização na aplicação”, alerta Lazzarini.
A repercussão dos números levanta debates entre movimentos civis e órgãos regulatórios. Aumentar a rigidez das fiscalizações e proibir o uso dos produtos químicos já banidos em outros países são algumas das exigências da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, que reúne entidades, organizações civis e comunidade científica em Comitês Populares presentes em quase todos os estados brasileiros. Outra proposta da Campanha é a rotulação dos produtos alimentícios com as informações sobre os agrotóxicos utilizados.
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Saúde é quantificável?


Para a aprovação de novos agrotóxicos, são obrigatórios estudos conduzidos em animais de laboratório, que supostamente indicam a quantidade máxima de resíduos que uma pessoa pode consumir por dia. É o IDA: Índice Diário Aceitável.
De acordo com a Anvisa, a ingestão dentro do índice não causa dano à saúde. Mas a médica Lia Giraldo contesta a sua eficiência, uma vez que os testes não levam em conta concentrações prolongadas, mesmo que baixas. “Criou-se uma teoria de que o efeito é decorrente da quantidade e não do produto, das reações químicas. É uma teoria científica muito linear, dose-efeito, como se tudo dependesse só da quantidade. Essa ideia ainda está vigente na regulamentação”, explica. “O que se faz para aceitar os agrotóxicos no mercado são estudos experimentais em animais que tem vida muito curta. Não há tempo para eles desenvolverem as doenças crônicas degenerativas que os humanos manifestam por viverem mais”.
A intoxicação crônica, que se desenvolve ao longo de meses, anos ou até décadas, pode levar a doenças hepáticas e renais, câncer, malformação congênita, problemas de fertilidade, reprodução, além de distúrbios neurológicos, mentais e endócrinos. “Considero que os indicadores fazem uma inversão de complexidade. É anticientífico. Um ser humano é diferente do outro, cada organismo vai manifestar as alterações na sua singularidade. A saúde plena não pode ser garantida, mesmo se o indicador for respeitado”, diz Lia.
Um exemplo: o índice chega a um valor que permite que as pessoas comam um tomate e não morram intoxicadas. “Mas isso não quer dizer que se você comer um tomate todos os dias ao longo de anos você não desenvolva um câncer”, explica a médica. “Não existe quantidade ‘menos pior’. Temos que ser críticos. Há uma convenção baseada em um indicador que não tem sustentabilidade científica, embora se utilize de uma determinada ciência pra justificar sua existência”.
Além disso, analisar e identificar os efeitos combinados de diferentes substâncias químicas, em situações distintas de exposição (ar, água, solo, alimentos), são verdadeiros desafios para a ciência chegar a números que possam ser considerados seguros. “No cozimento quanto é degradado e se transforma em outras substâncias que podem ser até mais tóxicas? O ideal é garantir que não tenha resíduos, e pra isso seria necessário não ter agrotóxicos”.
Leonardo Melgarejo, engenheiro agrônomo que representa o Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) na Comissão Nacional de Biossegurança (CTNBio), também defende que “é equivocado supor que pequenas doses de veneno devem ser aceitas nos alimentos porque causam pequenos danos”. Para ele, a alternativa é buscar produtos orgânicos, que devem (e podem) ser disponibilizados para todos. “A produção em policultivo é maior por unidade de área, mais intensiva em mão de obra e menos demandante de insumos externos. Com ela é possível gerar ocupações produtivas, ampliar a oferta de alimentos e minimizar riscos de intoxicação, custos com a saúde”. (Leia a entrevista com Leonardo Melgarejo na íntegra no post anterior).


Lavar os alimentos resolve?
Na verdade, a prática é importante apenas para higienizá-los, mas não retira os produtos químicos, já que os resíduos circulam nos tecidos vegetais pela seiva. “O agrotóxico é utilizado por todo o ciclo da produção e atinge a planta sistemicamente”, explica a médica.
A Anvisa também alerta que mesmo os chamados agrotóxicos “de contato”, que agem externamente no vegetal, podem ser absorvidos pelas porosidades da planta. A Agência aconselha que produtos in natura devem vir de fornecedores qualificados pelo cumprimento das Boas Práticas Agrícolas, como o respeito ao período de carência (intervalo entre a aplicação do agrotóxico e a colheita).
Este texto é um complemento à reportagem “Comida Química”, publicada na edição verde da Superinteressante, que está nas bancas este mês.
Leia mais:
Imagens: 1. SXC.HU; 2. Lydia Cintra
 

“A natureza reage às monoculturas. É algo que ela considera equivocado”

Lydia Cintra 18 de dezembro de 2013
“A natureza reage, felizmente”
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No último dia 12, pesquisadores, professores universitários, representantes de órgãos públicos e cidadãos se reuniram em Brasília em encontro promovido pelo Ministério Público Federal e expuseram suas visões sobre os riscos da liberação para uso comercial de sementes de milho e soja geneticamente modificadas tolerantes ao herbicida 2,4-D.
Os agrotóxicos ganharam destaque especialmente a partir da Segunda Guerra Mundial, com investimentos massivos em armas químicas. Muitos dos produtos desenvolvidos para conflitos foram posteriormente destinados à agricultura. Um dos exemplos mais emblemáticos é o agente laranja, usado como desfolhante pelos Estados Unidos na Guerra do Vietnã (1959-1975). Quando pulverizado nas densas florestas vietnamitas, arrancava as folhagens das copas das árvores e aumentava o campo de visão dos soldados norte-americanos. Um dos seus princípios ativos é justamente o 2,4-D, autorizado no Brasil em plantações como arroz, cevada, café, cana-de-açúcar, milho, soja e trigo.
O engenheiro agrônomo Leonardo Melgarejo, Mestre em Economia Rural e Doutor em Engenharia de Produção pela Universidade de Santa Catarina (UFSC), esteve presente no encontro. Melgarejo é representante do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA) na Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), responsável pela aprovação de transgênicos no Brasil, e faz parte do Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural do MDA.
Nessa entrevista, ele explica porque o sistema agrícola baseado em monoculturas é problemático e defende um olhar crítico em relação à aprovação sistemática de sementes transgênicas no país. “Faço parte da CTNBio como membro de um grupo minoritário que é derrotado. Frequentemente pedimos informações e estudos não detalhados nos processos, mas não contamos com a compreensão da maioria, que tende a se satisfazer com os dados gerados pelas empresas, elaborados de forma alinhada aos interesses corporativos”, diz. Leia a entrevista completa abaixo.
Em breve, a gravação da audiência pública estará disponível no site da TV MPF.
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1. Você acredita em uma agricultura sem uso de pacotes químicos e tecnológicos em um país como o nosso, de dimensões continentais e clima tropical? É verdade que no clima tropical as lavouras naturalmente estão mais susceptíveis a pragas?
É verdade que nas regiões tropicais e sub-tropicais a natureza é mais ativa. Nos lugares úmidos a massa verde é mais abundante e isso dá sustentação a universos mais vastos, em termos de vida. As redes tróficas são mais complexas, o que implica em maior número de alternativas de enfrentamento. A natureza reage às tentativas de homogeneização que o homem produz, com as monoculturas. Isto implica em maior incidência de agressão da natureza às monoculturas, trata-se de uma reação a algo que ela considera equivocado. Na natureza não existe a homogeneização porque esta é a pior maneira de aproveitamento dos espaços, do sol, da água etc. Então, em uma visão simplificada, se poderia assumir que sim, existem mais “pragas” em regiões tropicais. Mas também existem mais opções naturais para o controle. Manejos dos agroecossistemas das regiões tropicais e subtropicais oferecem melhores alternativas de produção do que seu paralelo, nas regiões temperadas.
Agora, se vê claramente que a transferência e adaptação de culturas, práticas, agroquímicos e hábitos desenvolvidos em regiões temperadas, para as regiões tropicais e sub tropicais traz consequências. As culturas mais ajustadas a nosso meio tendem a ser desprezadas. O mesmo ocorre em relação às particularidades de nossos ecossistemas. Eles claramente podem oferecer melhores respostas, em dimensões continentais, se trabalhados com práticas que otimizem seu potencial. A agroecologia ensina isso: o manejo deve focar o ecossistema e não uma cultura ou uma prática que o agrida. O esforço e os custos necessários para a manutenção de largas áreas de monocultura sustentadas por agroquímicos não justificam os resultados que são obtidos. Seria possível obter mais e melhores alimentos através da policultura e do manejo de sistemas.
A Embrapa e as organizações de produtores dispõem do conhecimento necessário para isso. Seriam necessárias outras mudanças, envolvendo políticas de planejamento e desenvolvimento territorial, programas de crédito, pesquisa e extensão. A estrutura fundiária, as possibilidades de acesso e uso da terra deveriam ser modificadas. Em poucas palavras, parte do esforço dirigido para a implantação, consolidação e manutenção do atual modelo deveria ser redirecionado para a construção de outro modelo, mais compatível com as necessidades da maioria. É claro que a relação entre os agrotóxicos, as lavouras transgênicas, os oligopólios envolvidos e a rede de influências controlada por seus interesses nega estas possibilidades ao mesmo tempo em que estabelece limitações para sua consolidação.
2. O Brasil está preparado para ser o “celeiro agrícola” do mundo de forma responsável com os consumidores, as populações do campo e com o meio ambiente? Existem níveis seguros de ingestão e aspersão de agrotóxicos?
Sim, o Brasil tem condições sem paralelo para ocupar este espaço. O mercado europeu prefere produtos não transgênicos e o mundo todo prefere alimentos sem venenos.
E esta é uma questão básica: os agrotóxicos são venenos. É equivocado supor que pequenas doses de veneno devem ser aceitas nos alimentos porque causam pequenos danos. Uma lavoura transgênica que recebe banhos de veneno carrega resíduos daquele veneno até o consumidor final. A alternativa é buscar produtos orgânicos, que podem ser disponibilizados para todos. A produção em policultivo é maior por unidade de área, mais intensiva em mão de obra e menos demandante de insumos externos. Com ela é possível gerar ocupações produtivas, ampliar a oferta de alimentos e minimizar riscos de intoxicação, custos com a saúde etc.
Um exemplo? A produção de arroz ecológico nos assentamentos de reforma agrária do RS. Este ano mais de 3 mil hectares foram cultivados sem o uso de venenos. Aqueles agricultores vieram dos acampamentos de lona preta e já estão colhendo mais de 15 mil toneladas por ano. Dominam uma tecnologia que concorre com a lavoura mais moderna e sofisticada do RS, praticam custos inferiores, não poluem as águas, agridem menos o ambiente e ainda oferecem apoio à saúde dos consumidores.
Outro exemplo? A Associação Brasileira de Produtores de Grãos Não Geneticamente Modificados (ABRANGE) sustenta que o Brasil já é o maior produtor e exportador de produtos não transgênicos. Ela relata que a produção de soja “limpa” passou, entre 2009 e 2011, de 12 para 14 milhões de toneladas e que apenas no Mato Grosso agricultores do programa Soja Livre receberam, naquela última safra, receitas adicionais de R$ 235,3 milhões. Eles ainda teriam economizado R$ 47,4 milhões não recolhendo royalties para multinacionais que controlam aquelas tecnologias. Neste último caso, temos lavouras que usam tecnologias tradicionais, sem transgênicos, e que poderiam evoluir para lavouras sem agrotóxicos ou não, dependendo dos estímulos de políticas e mercados.
Portanto, não há dúvida de que podemos avançar muito. Se estes resultados foram obtidos sem apoio intensivo de políticas públicas, o que podemos esperar na presença de crédito, pesquisa e assistência especializada?
3. O modelo baseado em monoculturas é um dos fatores que eleva o Brasil ao patamar de um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo?
Sim. O modelo agrícola implantado no Brasil articula os mercados de agroquímicos e de produtos. As grandes áreas de monocultura exigem aplicações massivas de agroquímicos. Nas frutas e verduras cultivadas em larga escala, ocorre a mesma coisa. É o mesmo nas grandes áreas de arroz. No caso do arroz, os agricultores assentados resolveram este problema pelo fracionamento das lavouras. As áreas são divididas e gerenciadas em grupo, o controle das plantas indesejáveis é realizado pelo manejo da água, o arroz vermelho é controlado com marrecos… existem conhecimentos e tecnologias que permitem alcançar os resultados que eles vêm obtendo, sem agroquímicos. Mas isto exige fracionamento das lavouras, multiplicação no número de gestores e expansão no uso de mão de obra não mecanizável. Trata-se de outro modelo de agricultura, algo que caminha na direção inversa à busca de ganhos de escala, com padronização de insumos e práticas produtivas, sob gerenciamento único e à distância.
Se é possível fazer diferente? Sim, é possível. Mas exige políticas de suporte, processos de capacitação e pesquisa, apoio de crédito, de estruturas para comercialização. Enfim, exige algo semelhante ao que é oferecido para a agricultura empresarial baseada em agroquímicos, mas em menor escala. Com menos do que é oferecido para o agronegócio, através da agroecologia seria possível obter melhores resultados com vantagens ambientais e sócio-econômicas.
4. Você acredita que há maior tolerância no Brasil comparativamente a outros países para registro de produtos agroquímicos? Ou o problema está na forma como os agrotóxicos são usados (sem respeito ao limites e intervalos de segurança, por exemplo)?
A ANVISA enfrenta dificuldades sempre que propõe discussões para reavaliação de agroquímicos, portanto existem dificuldades muito abrangentes e complexas associadas a esta questão. Também é verdade que existem problemas de uso. Os resíduos destes venenos detectados pela ANVISA nos alimentos apontam desde limites acima do tolerado, envolvendo agrotóxicos legalizados para uso no Brasil (alguns proibidos em seus países de origem) até resíduos de agrotóxicos ilegais, ou adulterados no processo de fabricação.
A dissociação entre os produtores e o produto: os produtores se percebem ofertando mercadorias e esquecem que se trata de alimentos. Os consumidores compram alimentos e se esquecem que para os produtores se trata de mercadoria. Há um rompimento de vínculos de responsabilização.A alternativa passa por mudança de hábitos de consumo. Uma campanha pública de conscientização, com apoio para estruturação de canais de comunicação e estabelecimento de relações de reciprocidade positiva, poderia romper a barreira. Organizações e instituições públicas certificando a qualidade do alimento, como elo de conexão entre agricultores e consumidores, possivelmente contribuiria para fortalecer os mercados de produtos limpos.
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5. O Brasil carece de estudos independentes e confiáveis sobre as consequências do uso de determinados pesticidas? Sim. O mesmo se aplica aos produtos transgênicos. São necessários e não são disponíveis estudos independentes assegurando sua inocuidade para a saúde e para o meio ambiente. Universidades e fundações públicas, de pesquisas, deveriam ser contratadas para prestação deste tipo de serviço.
A própria ANVISA deveria receber recursos e infraestrutura para tanto. No caso dos transgênicos, os estudos que atestam segurança para a saúde e o ambiente são produzidos pelas empresas interessadas na venda daqueles produtos. Raramente são publicados na literatura especializada e os dados utilizados nos testes não são disponibilizados para revisão. Eventualmente, a literatura especializada apresenta estudos independentes e estes trazem motivos para preocupação, com indícios ou mesmo evidências de danos para a saúde e o ambiente.
6. Qual a vantagem da chamada tecnologia BT, que coloca dentro das próprias plantas uma bactéria que “mata” a praga? Podemos dizer que o milho bt, por exemplo, funciona, ele próprio, como um inseticida? É correto afirmar isso?
Sim, a tecnologia BT gera plantas inseticidas. A afirmativa de que estas proteínas existem nas bactérias e que os agricultores já usavam este tipo de inseticida em práticas de controle biológico é enganosa. A proteína BT  presente nas bactérias só se torna ativa depois de ingerida por determinados insetos. Os agricultores, quando faziam tratamentos com inseticidas BT, só aplicavam o produto em caso de incidência relevante de lagartas.
Com o milho BT, temos bilhões de plantas com proteínas inseticidas ativas, presentes desde a ponta da raiz até o grão de pólen, todos os anos, em todos os cantos do país. Após a colheita das espigas, os pés de milho que permanecem na lavoura mantêm a atividade inseticida. Após a decomposição daquelas plantas, o solo mantém as proteínas inseticidas ativas por períodos variáveis. Alguns estudos afirmam que, em solos argilosos, o tempo de permanência das proteínas ativas supera os 200 dias. Isto implica em ameaça ainda não bem esclarecida sobre a rede de organismos que assegura a fertilidade dos solos, e, portanto, a produtividade futura.
A afirmativa de que estas proteínas são específicas, só afetam alguns insetos que apresentam determinados receptores intestinais, vem sendo desmascarada pela evidência de que as proteínas Cry1, supostamente específicas para a ordem lepidóptera [borboletas, mariposas], causam danos a coleópteros, enquanto as proteínas Cry3, alegadamente específicas para a ordem coleóptera [besouros], vêm causando danos a lepidópteros. Mas, além disso, e mais grave, é o fato de que sequer conhecemos a totalidade de insetos dos gêneros lepidóptera e coleóptera. Ignoramos sua função completa e estamos criando ambientes que lhes são hostis.
Não podemos deixar de considerar que as reações da natureza aos cultivos transgênicos, mais do que um alerta, podem carregar resultados de nosso interesse coletivo. Como avaliar o que pode vir a acontecer com a fertilidade dos solos, em função desta pressão das plantas inseticidas e dos agrotóxicos sobre as cadeias tróficas? Felizmente a natureza reage.
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7. As indústrias de sementes transgênicas argumentam que uma das vantagens das sementes modificadas geneticamente é o baixo uso de agrotóxicos. Até que ponto este é um argumento verdadeiro? Como se dá a relação entre transgênicos e agrotóxicos?
As Plantas Geneticamente Modificadas (PGM) atualmente no mercado incorporam fundamentalmente duas características: a tolerância a herbicidas (tecnologia HT) e a resistência a insetos (Tecnologia BT), de forma isolada ou combinada. Na tecnologia HT as plantas transgênicas se capacitam a metabolizar determinados herbicidas, de modo a suportar aspersões em cobertura. Isto facilita as decisões de gestão de lavouras, no que diz respeito ao controle de plantas concorrentes pela luz, água, etc. Como a PGM não sofre danos após os banhos daqueles agrotóxicos, a complexidade das decisões sobre sua utilização se reduz enormemente.
Por outro lado, os herbicidas aplicados permanecem algum tempo na planta, o que implica em riscos para os consumidores. As rações animais, as forragens, os alimentos transformados a partir daquelas PGMs apresentam maiores riscos ao consumo, neste caso, do que em situações onde os herbicidas são aplicados apenas entre (e não sobre) as linhas de cultivo.
Mas além disso, as aplicações sucessivas de um mesmo herbicida, em um mesmo local, ao longo dos anos, estimulam reações da natureza. Estas reações se dão na forma de emergência deplantas tolerantes àqueles herbicidas. Diante desta situação, na busca dos mesmos resultados de controle, os agricultores ampliam os volumes e intensificam as dosagens daqueles agrotóxicos.
Mais recentemente, tem sido observado que na sucessão de cultivos transgênicos (por exemplo: no plantio de soja GM após o plantio de milho GM, ambos contendo genes de tolerância a um mesmo herbicida) a safra anterior deixa resíduos que comprometem a safra seguinte. Grãos de milho GM permanecem no solo após a colheita e germinam no meio da lavoura de soja. Como se trata de milho tolerante a herbicida, ele não morre no tratamento previsto pela tecnologia HT, exigindo aplicações de outros produtos. Isto claramente amplia o volume de aplicações e também o custo das lavouras. Como alternativa, estão sendo propostas novas plantas transgênicas, tolerantes ao herbicida 2,4-D. Se trata da mesma tecnologia HT, com um agravante: passa-se de herbicidas considerados de baixa toxicidade (como o glifosato) para herbicidas extremamente tóxicos (uma vez no ambiente, o 2,4-D dá origem a dioxinas, compostos sabidamente cancerígenos). Os riscos envolvidos nesta transição são evidentes e agravados pelo fato de que estamos tratando de produtos que são distribuídos, principalmente, por aviões, em pulverizações aéreas de larga escala.
No caso da tecnologia BT, as PGMs incorporam genes de bactéria letais para alguns insetos. Isto significa que a planta produz seu próprio inseticida, dispensando aplicações de venenos para aqueles insetos. Em tese se trata de uma boa idéia. Entretanto, mais uma vez a natureza reage, e já temos insetos resistentes, que atacam as plantas BT. Mais grave do que isso: as toxinas produzidas pelas PGM não atacam todos os insetos e a redução na população de uma determinada praga abre espaços nos ecossistemas, que são preenchidos por outros insetos.
Assim, como resultado colateral da tecnologia, as plantas passam a ser atacadas por insetos que eram pragas secundárias e não exigiam aplicações de agroquímicos porque causavam danos irrelevantes.
Deve ser considerado, ainda, o fato de que a redução na população de um inseto (por exemplo, da lagarta Helicoperva) afeta a população de outros insetos na cadeia trófica. Logo, a população dos predadores daqueles insetos (por exemplo, da tesourinha do gênero Doru) se reduz. Quando a lagarta adquire resistência ao milho, sua população cresce na ausência de predadores e o controle de danos exige aplicações de inseticidas. E ainda temos a emergência de pragas novas, como a Helicoperva armigera, que provocou determinação de emergência fitossanitária em vista dos danos bilionários causados em lavouras de algodão, soja e milho. Neste caso, o governo autorizou a importação e a aplicação de um inseticida novo, o benzoato de emamectina. Trata-se de produto neurotóxico, tão perigoso para a saúde que a ANVISA recomendou proibição de seu uso no Brasil.
Enfim, as tecnologias BT e HT se associam à expansão no uso de agrotóxicos e na transição de produtos para venenos cada vez mais tóxicos. Os grandes números mostram evidências claras neste sentido. Três a quatro anos após a liberação comercial das PGMs a natureza reage, os agricultores ampliam os volumes de agrotóxicos utilizados, novas PGMs são lançadas, e assim sucessivamente.
Imagens: 1. SXC.HU; 2. Pratos Limpos; 3. Lydia Cintra; 4. SXC.HU
 

Frei tem prisão decretada por divulgar vídeo sobre feijão contaminado fornecido a escolas de MG

Lydia Cintra 6 de novembro de 2012
Há alguns meses, o frei Gilvander Luís Moreira, de Belo Horizonte, publicou no YouTube o vídeo“O feijão de Unaí está envenenado?”, em que uma diretora de escola municipal da região de Unaí, no noroeste mineiro, narra experiências com o feijão que é fornecido para a merenda escolar.
“Na entrevista ela afirma que ao tentar cozinhar 30 quilos do Feijão Unaí para a merenda das crianças teve que jogar fora todo o feijão, porque ao abrir os saquinhos as cozinheiras sentiram ocheiro forte de veneno. Em outra ocasião lavaram o feijão, deixaram de molho de um dia para o outro, mas ao cozinhar, o mau cheiro fez as cozinheiras sentirem mal. Havia excesso de gosma acumulando na panela. Não foi possível dar o feijão para as cerca de 200 crianças da escola”, explica o frei em texto divulgado em seu site nesta segunda-feira.
Há alguns dias, o vídeo ganhou projeção e virou polêmica. A empresa responsável pelo feijão Unaí entrou com um processo por danos morais contra o Frei e contra os diretores do Google/YouTube, pela divulgação do material. Não bastasse isso, um juiz da cidade pediu a prisão de Gilvander sob o argumento de crime de desobediência. (Quem desobedece? O que usa veneno acima do permitido ou o que enxerga o problema e o divulga?)
O vídeo, que de acordo com o despacho do juiz deveria ter sido retirado da internet no dia 29 de outubro, continua na rede – e tem sido disseminado por meio de outros canais. Assista abaixo:
Organizações da sociedade civil e movimentos sociais lançaram o Manifesto Contrário ao Uso Excessivo de Agrotóxicos e Contra a Criminalização do Frei Gilvander Luís Moreira. “Um vídeo como este, que pretende alertar as pessoas para o cuidado com o veneno nos alimentos, chegou ao cúmulo de se transformar em um processo no qual a empresa alega ter sofrido ‘danos materiais’ e ‘danos morais’, de haver sido vítima de ‘difamação’”, alerta o texto. “Não há uma narrativa de cunho difamatório, senão apenas informativa em que pessoas dizem sua opinião e o que pensam sobre o dito feijão”.

 

Veneno em excesso

Segundo a prefeitura de Unaí, o município é o maior produtor mundial de feijão. O excesso de uso de veneno, no entanto, está vinculado à alta incidência de casos de câncer na cidade. A conclusão é de um estudo da Subcomissão Especial Sobre Uso de Agrotóxicos e Suas Consequências à Saúde, criada pela Comissão de Seguridade Social e Família, da Câmara dos Deputados, em 2011.
O relatório final é claro: “A incidência de câncer em regiões produtoras de Minas Gerais, que usam intensamente agrotóxicos em patamares bem acima das médias nacional e mundial, sugere uma relação estreita entre essa moléstia e a presença de agrotóxico. Neste estado, na cidade de Unaí, está sendo construído um Hospital de Câncer, em virtude da grande ocorrência desta doença na região”.
Os números ajudam a clarear o problema: são cerca de 1.260 casos de câncer por ano para cada 100.000 pessoas. A média mundial não ultrapassa 400 casos/ano para cada 100.000 habitantes.
O hospital, na mídia local, é tratado como “ousado, moderno e contagiante”. Uma reportagem divulgada na internet apresenta o projeto como o “tão sonhado hospital do câncer de Unaí”.
O relatório ainda recomenda à Secretaria Geral da Presidência da República e ao Ministério da Casa Civil que “a União promova um estudo específico, por intermédio principalmente dos órgãos do Ministério da Saúde, sobre o uso dos agrotóxicos e suas consequências à saúde da população, principalmente na região de Unaí/MG, devido a constatação de um alto índice de casos de câncer nesta região”.
Não parece claro que a lógica da solução está invertida? A região concentra grande parte da produção nacional de feijão, os produtores abusam do uso de agrotóxicos, a população adoece em índices muito acima da média, a discussão não pode ser levada à público e a construção de um hospital é o que de melhor se pode fazer? Como coloca o Frei Gilvander na descrição do seu vídeo, o município se tornou campeão na produção de feijão, no uso de agrotóxico e no número de pessoas com câncer. Algum deles deve ser motivo de orgulho?

 

O que você coloca no prato está diretamente relacionado a um mundo melhor e mais humano. O texto traz à tona questionamentos sobre o nosso modelo de produção e distribuição de alimentos, com temas abordados em uma oficina ministrada pelas jornalistas Cláudia Visoni e Tatiana Achcar, fundadoras do grupo Hortelões Urbanos, de São Paulo.
Tudo começa com a convicção de que há uma relação estreita entre a saúde do ser humano e a saúde do planeta. “Não há como dissociar uma coisa da outra”, dizem. Hoje, boa parte da alimentação brasileira é baseada em monoculturas, ou seja, extensas plantações mecanizadas que desmatam áreas naturais, empobrecem o solo e demandam adubos químicos, fertilizantes e agrotóxicos. “É o modelo do desmatamento. Estamos fabricando um deserto com a monocultura”.
Aproveite e não deixe de assistir o documentário “O Veneno está na mesa”, de Silvio Tendler, que está na íntegra no post.

É possível existir um supermercado que não visa somente ao lucro? O “The People’s Supermarket” é uma experiência inovadora em Londres. No novo modelo, as pessoas tornam-se membros do negócio (e cada membro é também dono) e oferecem horas de trabalho voluntário. Assim, ganham, entre outras coisas, o direito a descontos nas compras. Além do preço menor para os membros, os produtos já têm o valor reduzido, uma vez que o quadro de funcionários fixos é bem pequeno em relação a um supermercado comum.
O objetivo “é criar um comércio sustentável, uma empresa social que alcança o crescimento e as metas de rentabilidade enquanto opera dentro de valores baseados no desenvolvimento da comunidade”.

A água não está somente no chuveiro e na torneira. Indiretamente, ela faz parte do processo produtivo de tudo que comemos, usamos, vestimos… A segurança alimentar depende de um sistema que garanta a produção, distribuição e consumo de alimentos em quantidade e qualidade adequadas, mas que não comprometa a capacidade de alimentar as próximas gerações. “Cresce a importância dessa condição frente aos atritos produzidos por modelos alimentares atuais, que colocam em risco a segurança alimentar no futuro” – os grandes números de desperdício fazem parte desses modelos.

Segundo estudo da Anvisa, os alimentos que entram na estatística das amostras com níveis de agrotóxico acima do recomendando deixam evidentes práticas que estão em “desacordo com as determinações dos rótulos”: maior número de aplicações, quantidades excessivas de agrotóxicos aplicados por hectare, por ciclo ou safra da cultura, e não cumprimento do intervalo de segurança (intervalo entre a última aplicação e a colheita).
O primeiro lugar da lista é ocupado pelo pimentão. Os números realmente assustam: 91,8% das amostras foram insatisfatórias e quase a totalidade destas (84,9%) foram reprovadas com a presença de agrotóxicos não autorizados (NA). Um dos objetivos da pesquisa é ajudar a prevenir as chamadas doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) – consideradas um dos maiores problemas mundiais de saúde pública.

Por que ir a uma feira de rua seria melhor do que fazer compras em um supermercado? O Movimento Vá Pra Feira foi criado em 2011 com o intuito de inspirar pessoas a passearam pelas barracas de uma feira de rua, mas faz mais do que isso: argumenta sobre os motivos que levam esse tipo de comércio a melhorar a relação entre pessoas e cidade (e até mesmo entre as pessoas e sua própria comida). É uma parte do que pode ser feito para evitar que elas diminuam em ritmo constante até que não existam mais.
O Movimento sugere que as feiras são uma forma de valorizar questões urbanas comuns em grandes cidades como São Paulo e, diante de tantos espaços públicos fechados (baseados especialmente no consumo, como os shoppings), proporcionam um olhar diferente para o lugar em que se vive. “As feiras são símbolo de ocupação das ruas e trazem vivacidade ao espaço público, atendem a uma demanda local e por isso são periódicas, desmontáveis e adaptáveis”.
 

Por que se alimentar de forma diferente pode melhorar o mundo (e a sua vida)?

Lydia Cintra 15 de maio de 2012
As jornalistas e pesquisadoras em agricultura e alimentação Tatiana Achcar e Cláudia Visoni são grandes entusiastas da saúde no campo, na cidade e na mesa. Para elas, promover umaalimentação de qualidade é uma das formas de transformar o mundo. Alimentação de qualidade, aqui, significa uma rede de produção do que vai pra mesa do consumidor feita comresponsabilidade e saúde para a terra e para o homem.
Tatiana já viveu experiências como voluntária em fazendas orgânicas dos EUA por meio do WWoofing, rede internacional que conecta pequenos produtores no mundo todo com pessoas interessadas em trabalhar voluntariamente pra aprender o manejo rural em pequena escala, de forma conectada com a natureza e com os ciclos naturais da terra.
Cláudia mantém um blog no qual dá dicas para quem quer começar a repensar a sua relação com a comida. São textos sobre como fazer uma horta em casa/apartamento, alimentos orgânicos, notícias sobre o tema e dicas gerais sobre alimentação.
Ambas estão entre as fundadoras do grupo Hortelões Urbanos. Hortelão é o nome dado a pessoas que cultivam hortas. A comunidade já conta com quase 900 pessoas conectadas pelo Facebook. Por lá, elas trocam informações, ideias e conhecimentos gerais sobre agricultura urbana e marcam encontros como o “picnic” de trocas de mudas e sementes que aconteceu em abril no Parque da Luz, em São Paulo. “Foi um momento riquíssimo de trocas, gente chegando com mudas,  sementes, comidinhas especiais. Tudo ali tinha uma história que as pessoas contavam com amor e entusiasmo”, conta Tatiana. Qualquer um que faça parte da rede social pode se conectar e começar a entender e explorar mais o assunto.
Em Abril, Cláudia e Tatiana ministraram a oficina “No campo, no quintal, no prato: a revolução dos alimentos para um mundo melhor”, que fez parte da programação de atividades da Hub Escola de Outono, do Hub São Paulo, sobre o qual falamos aqui na semana passada.
Cláudia na sua horta, em São Paulo
Para elas, tudo começa com a convicção de que há uma relação estreita entre a saúde do ser humano e a saúde do planeta. “Não há como dissociar uma coisa da outra”, dizem. Hoje, boa parte da alimentação brasileira é baseada em monoculturas, ou seja, extensas plantações mecanizadas que desmatam áreas naturais, empobrecem o solo e demandam adubos químicos, fertilizantes e agrotóxicos. “É o modelo do desmatamento. Estamos fabricando um deserto com a monocultura”. Por isso, nossa alimentação se resume a quatro grandes commodities, que são a base de praticamente todos os outros produtos que consumimos: soja, milho, trigo e arroz.
“É um questionamento do modelo de produção e distribuição dos alimentos. No Brasil, essa discussão quase não existe ainda”. Na mesma medida em que somos uma potência do agronegócio mundial (condição exaltada em propagandas como a deste vídeo abaixo), os caminhos alternativos (alimentos saudáveis e livres de veneno) muitas vezes tornam-se mais difíceis de serem percebidos por grande parte da população. “Às vezes as pessoas até ficam bravas quando se inicia uma conversa sobre isso”, comenta Cláudia.
Por que tanto veneno? Além de resignificar a relação com o alimento, a agricultura urbana e orgânica é uma forma de fugir do uso indiscriminado de agrotóxicos no Brasil. Segundo Tatiana, a primeira medida de mobilização necessária é impedir que o Brasil compre produtos que são proibidos no resto do mundo. É isso mesmo: por conta de uma política dominada por grandes indústrias químicas, ainda comemos alimentos contaminados com venenos que foram banidos há anos em outros países.
A Anvisa mostra que somos responsáveis por usar 19% de todos os defensivos agrícolas produzidos no mundo, na frente dos EUA, que consome 17%. Em 2011, o Brasil registrou 8 mil casos de intoxicação por agrotóxicos.
Segundo dados apresentados pela professora de Geografia da USP Larissa Mies Bombardi em entrevista ao Brasil de Fato, seis grandes empresas controlam mais de 70% do mercado de agrotóxicos no Brasil e tiveram uma renda líquida de R$15 bilhões em 2010.
E mais impressionante ainda é que 84% dos agrotóxicos da América Latina são consumidos no Brasil, que é “muito permissivo” e “tem produtos que são proibidos na União Europeia e nos Estados Unidos há 20 anos”, comenta a pesquisadora. Larissa também explica porque o argumento de que esse sistema é necessário para alimentar toda a população mundial é “mentiroso”. Para ela, não é questão de produção, mas sim de acesso à renda.
O pesquisador Joel Cohen, chefe de Laboratório de Populações da Universidade Rockefeller, nos EUA, segue a mesma linha: “Em 2009-2010, o mundo cultivou 2,3 bilhões de toneladas de cereais. Do total, 46% foi para a boca de pessoas, 34% para animais e 18% para máquinas (biocombustível e plásticos). 90% da soja cultivada no mundo serve para alimentar animais. Nosso sistema econômico não precifica gente que passa fome. A fome é economicamente invisível. Com o que se planta agora, poderíamos alimentar de 9 bilhões a 11 bilhões, mas 1 bilhão passa fome”.

Fazenda Modelo – cultivando a morte

Charge do Angeli: qual modelo de fazenda nós queremos?

Para piorar, no Brasil não existem linhas de financiamento voltadas para a agroecologia. “Parece mentira, mas para conseguir liberação de dinheiro no banco, o produtor precisa mostrar a nota fiscal comprovando que adquiriu agrotóxicos”, diz Cláudia em seu texto “Por que os orgânicos são tão caros?”.
Nossas faculdades de agronomia formam cada vez mais profissionais que vão reproduzir essa forma de tratar a terra e a produção de alimentos. “Nas faculdades de agronomia predomina o ensino da agricultura baseada em insumos químicos, gerando carência de profissionais que sabem cultivar a terra sem apelar para eles. Para complicar de vez a situação, entidades como a FAPESP, o CNPQ e a CAPES não costumam liberar bolsas de estudos para quem se propõe a estudar agricultura orgânica e familiar”.
Muita gente se depara com o dilema do preço. É fato que, na maior parte das cidades brasileiras, ainda é mais caro comer alimentos orgânicos. Este é, no entanto, o típico caso do barato que sai caro para o país. Como enumera Cláudia, nosso sistema agrícola dominante não leva em conta questões como:
1. O custo social representado pelo abandono do campo pelos pequenos produtores e inchaço das periferias urbanas;
2. O custo em saúde pública que tem origem no enorme número de pessoas intoxicadas pelos agrotóxicos, seja de forma aguda ou crônica (câncer, doenças neurológicas e endócrinas entre outras);
3. O custo ambiental devido à contaminação química do ar, da água e do solo, à perda da fertilidade do solo e da biodiversidade.

Campanha


É importante destacar o papel da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, que luta por outro modelo de desenvolvimento nos campos brasileiros. As pessoas que estão nesta linha de frente acreditam em “uma agricultura que valoriza a agroecologia ao invés dos agrotóxicos e transgênicos, que acredita no campesinato e não no agronegócio, que considera a vida mais importante que o lucro das empresas”, diz o site oficial.
No ano passado foi lançado o documentário O Veneno Está na Mesa, do cineasta Silvio Tendler, que está disponível na íntegra na internet para cópia, veiculação e distribuição, e é uma ótima forma de entender melhor a questão. Veja abaixo:
Nascidos e acostumados a este sistema, acabamos perdendo a sensibilidade em relação ao que comemos. O gosto da cenoura ficou menos acentuado. A alface, sem gosto. O sabor do milho é aquele da latinha. Está certo que seja desta forma? Falta um “apreço pelo sabor e pela qualidade do alimento”, enfatizaram Cláudia e Tatiana.
Ao entender que a qualidade do que vai diretamente para dentro do corpo de cada um de nós foi profundamente afetada por uma indústria que objetiva a produtividade acima da saúde da população, o primeiro passo foi dado. Os próximos abrem um caminho longo de busca por mais saúde no prato, no planeta e na sociedade, com espaço para tentativas e aprendizados. “Na agricultura urbana é possível errar, em um mundo em que sempre é preciso acertar”, conclui Tatiana.
Não deixe de ler também:
(Imagens: 1 – sxc.hu; 2 – Cláudia Visoni; 3 – Getty Images; 4 – Reprodução Charge Angeli; 5 – Divulgação)

Dying to Have Known 

(com legendas em pt - Morrendo para ter sabido)

A indústria farmacêutica aliada aos GMO e suas sementes do mal estão 'derrubando' todos os documentários da internet que TESTIFICAM A CURA PARA AS DOENÇAS - INCLUSIVE DEGENERATIVAS, CÂNCER ETC - pois vai de encontro aos seus interesses $$$. Não se espante ao notar que alguns links para estes documentários estão fora do ar. Agora você já sabe quem está por trás disso, com nome e sobrenomes. BOICOTE-OS, NÃO COMPRA, NÃO CONSUMA!


Dying to Have Known do cineasta Steve Kroschel fez uma viagem de 52 dias para encontrar a evidência para a eficácia da terapia Gerson..--a cura do câncer natural suprimido por muito tempo. Suas viagens levá-lo através de tanto o oceanos Atlântico e o Pacífico, de Nova Iorque para San Diego para o Alasca, do Japão e Holanda, Espanha e México. No final, ele apresenta os testemunhos de pacientes, cientistas, cirurgiões e nutricionistas que testemunham a eficácia da terapia está na cura do câncer e outras doenças degenerativas e apresenta a difícil prova científica para fazer backup de suas reivindicações. Você vai ouvir de um professor de escola médica japonesa que curou-se de câncer no fígado há 15 anos, um paciente com linfoma que foi diagnosticado como terminal há 50 anos, bem como notáveis críticos deste método de cura mundialmente renomado que rejeitá-lo fora de controle como "puro charlatanismo." Então a questão que permanece é: "por que esta poderosa terapia curativa ainda reprimida, mais de 75 anos depois foi claramente provado para curar doenças degenerativas?" Os espectadores são deixados para decidir por si próprios.

O Milagre Gerson - A cura para o Câncer - VERDADE INCONTESTÁVEL!


Este documentário produzido no ano de 2004, relata a terapia que CURA praticamente todas as doenças.
Foi desenvolvida por um médico judeu alemão chamado Dr. Max Gerson.
 
A Terapia Gerson, como ficou conhecida é baseada em nutrição, desintoxicação e suplementação, permitindo assim que os mecanismos de cura do nosso próprio corpo atuem.
Tudo o que você acreditou que era certo e confiou durante anos em relação a medicina, vai dar uma "balançada".
O documentário é rico em informações sobre os alimentos que devemos comer e os que devemos evitar, bem como os procedimentos de se fazer a desintoxicação dos elementos químicos nocivos acumulados durante a nossa vida.
  • As informações contidas neste filme não são divulgadas nem apoiadas pela "MÍDIA TRADICIONAL e OFICIAL";
  • Infelizmente existe uma campanha de desmoralização da Terapia Gerson até hoje;
  • Para os que já não acreditam nessa MÍDIA e nessa MEDICINA CAPITALISTA a qual somos submetidos é muito fácil de entender;
  • Essa mídia sofre constantes pressões dos lobbies da "INDÚSTRIA FARMACÊUTICA" da "INDÚSTRIA ALIMENTÍCIA" e da "INDÚSTRIA DO CÂNCER" para manter o "status quo" favorável aos interesses mercantilistas dos grandes laboratórios, bem como os órgãos reguladores do governo;
É preciso que este tipo de informação chegue a um maior número de pessoas.
Câncer como todas as doenças degenerativas estão aumentando a cada dia, é necessário que todos saibam; existem alternativas de cura sem efeitos colaterais para tratar estas doenças, além da Quimioterapia, Radioterapia e Mutilação, que causam danos irreversíveis.

"Condenação sem investigação é o cúmulo da ignorância."
( Albert Einstein )
"Deixe sua comida ser seu remédio e seu remédio ser sua comida."
( Hipócrates )
"Grandes almas sempre encontraram forte oposição de mentes medíocres..."
( Albert Einstein )


STARTER GUIDE
TO GERSON THERAPY
Encontrei no site do Pedro de Lisboa informações sobre a terapia no Brasil.
O site dele é muito informativo e segue resumindo qualificadamente a terapia. Vale a pena ler o site inteiro! O que eu compartilhei antes é material direto do instituto Gerson conduzido pela própria filha dele, a Charllote, por isso está em inglês.
Aqui destaco o que eu encontrei em português e no Brasil no site do Pedro:




Como fazer uma consulta com um médico do Instituto Gerson?* | Terapia Gerson | tgbrasil

Dr. Miven Donato, GPC, DC, DPT, MT O Dr. Donato é o instrutor clínico principal para o programa de treinamento de Gerson Practitioner:


LITERATURA FONTE SAÚDE E PAZ


INFORME-SE!

PROBIÓTICOS










Dr. Max Gerson nasceu em Wongrowitz, Alemanha em 1881.
Frequentou as Universidades de Bresleu, Wuerzburg, Berlin e Freiburg.
Emigrou para os Estados Unidos em 1936 e trabalhou na cidade de Nova York até sua morte em 1959.
Sua filha, Charlotte Gerson continua hoje à frente do Instituto Gerson em San Diego na Califórnia e no Gerson Healing Center em Sedona - Arizona - EUA .
A Terapia Gerson ainda está disponível no Hospital Meridien em Tijuana - México.
Não existem clínicas Gerson nem em Portugal, nem no Brasil, nem na América do Sul.

LINKS


Instituto Gerson Traduzido em Português = http://translate.google.com/translate...
Norwalk, a máquina recomendada pelo Dr. Max Gerson= http://www.nwjcal.com/
Para a clínica na Hungria ver o Link=
Clínica Gerson no México =
Produtos para a Terapia Gerson =
Link Recomendado para Pesquisa em Português =

Alguns documentários recomendados que abordam o mesmo tema:
Food Matters - O Alimento é importante
Morrendo por não saber - 2006
The Beautiful Truth - 2008
O Veneno está na Mesa - 2011


FAIR USE NOTICE: We are making this material available in our efforts to advance understanding of environmental, political, human rights, economic, democracy, scientific, and social justice issues, etc. We believe this constitutes a "fair use" of any such copyrighted material as provided for in section 107 of the US Copyright Law. In accordance with Title 17 U.S.C. Section 107, the material on this site is distributed without profit to those who have expressed a prior interest in receiving the included information for research and educational purposes.
NO INFRINGEMENT OF COPYRIGHT IS INTENDED
Não constitui ofensa aos direitos autorais Lei 9.610/98 Art. 46

CURTA ESPECIAL CANNABINOIDES


INFORMAÇÃO CURA CURTA - especial cannabinoides
"A Demonização da Cannabis" expõe as manipulações políticas e industriais que proibiram uma das mais valiosas plantas da história. O cânhamo já forneceu o papel no qual as notas de bancos dos Estados Unidos eram impressas, o algodão do jeans original da Levi´s e também as velas e cordas dos navios. Durante a Segunda Guerra Mundial, era de uma importância tão estratégica, que o Governo dos Estados Unidos encorajou fazendeiros a aderirem ao cultivo do cânhamo. O documentário mostra como esta variedade do cânhamo vem sendo pesquisada e cultivada internacionalmente, devido às qualidades versáteis da planta e ao fato de não ser nociva ao meio ambiente. Ele mostra como o cânhamo está sendo cultivado como uma fibra industrial para ser usada como uma alternativa à madeira para produção de papel, ao algodão para roupas e ao compensado para construções. Todos se beneficiam, especialmente as florestas e o solo.Exibições: 05/06/2015 23:30 07/06/2015 12:00 08/06/2015 00:00 08/06/2015 17:00 09/06/2015 11:00

RUN FROM THE CURE

TROCANDO A CURA POR DOENÇAS



1 Quem são os Psicopatas

"A Corporação" ataca questões éticas de grandes empresas

Por Richard James Havis


Lista de Reprodução com DOCUMENTÁRIOS DE ALERTA: http://www.youtube.com/view_play_list...
Excelente documentário canadense de 2002, que apresenta o poder das Corporações, mais forte que o poder politico. Através de seus lobbies junto aos governos e suas ferramentas de merchandising, marketing, branding, etc ,elas definem tendencias de consumo de produtos eletrônicos, vestuário, alimentos, entretenimento, medicamentos, etc.
Corporações farmacêuticas influenciam e ate definem o que será e o que não sera ensinado nos curriculos universitários de Medicina, Farmácia e outras áreas de Saúde, para defender seus interesses mercantilistas de vendas de inúmeros medicamentos nocivos.
Os ataques às práticas éticas e sociais das grandes empresas que compõem o documentário "A Corporação" não serão novidade para a maioria dos liberais bem informados.
Mas a pesquisa bem feita, a apresentação clara e a correlação precisa com os escândalos recentes envolvendo grandes empresas norte-americanas devem incentivar os espectadores bem menos informados a refletir mais profundamente sobre o papel das grandes firmas no mundo.
Se tivesse sido exibido alguns anos atrás, "A Corporação" provavelmente tivesse passado desapercebido. Mas o destaque ganho por "Fahrenheit 11 de Setembro" e os escândalos envolvendo empresas norte-americanas devem despertar o interesse do público. O fato de Michael Moore aparecer no filme, como entrevistado, é uma atração adicional.
A produção canadense é dirigida por Mark Achbar ("Manufacturing Consent: Noam Chomsky and the Media") e Jennifer Abbot a partir de um livro de Joel Bakan.
O documentário começa com um breve histórico legal das grandes empresas. De acordo com a lei, as firmas têm os mesmos direitos que os indivíduos: podem processar, ser processadas, etc.
Mas o foco do filme está em mostrar que existe uma grande diferença entre o indivíduos e a corporação. Espera-se dos indivíduos que demonstrem responsabilidade ética e social. Já a corporação tem, por lei, apenas uma responsabilidade: garantir a seus acionistas o maior lucro possível.
O longa-metragem afirma que esta é uma abordagem unidimensional que conduz à exploração da força do trabalho, à devastação do meio ambiente, a fraudes contábeis e várias outras coisas do gênero.

WTC E O OURO

Para comprovar seu argumento, os cineastas entrevistam cerca de 40 pessoas, incluindo Noam Chomsky, Milton Friedman, Mark Moody-Smith (ex-presidente da Royal Dutch Shell) e os jornalistas Jane Akre e Steve Wilson, ex-funcionários da Fox News.
Os temas variam desde fábricas de fundo de quintal no Terceiro Mundo até a destruição do meio ambiente, passando pela patenteação do DNA.
Uma parte perturbadora do filme mostra um negociador de commodities, Carlton Brown, dizendo que, ao assistir ao ataque terrorista contra o World Trade Center, os dealers de ouro acharam que a tragédia teria um aspecto positivo, na medida em que faria o preço do ouro subir.
Os cineastas deram a executivos-chefes como Mooy-Smith a oportunidade de apresentar argumentos em favor da responsabilidade empresarial.
O que Moody-Smith quer mostrar é que existem alguns líderes bons nas grandes empresas, capazes de conduzi-las num rumo positivo.
Os diretores respondem que esses poucos bons líderes não serão capazes de impor uma responsabilidade ética a uma máquina construída com o objetivo único de auferir lucros.
Um raio de esperança é lançado por Ray Anderson, executivo-chefe da Interface, a maior fabricantes mundial de tapetes. Anderson se conscientizou da questão ambiental e reestruturou um terço de sua empresa, que vale 1,4 bilhão de dólares, com base em princípios ecologicamente sustentáveis.
"A Corporação" não é um trabalho de ativismo global que defenda a derrubada do capitalismo. Uma seção final do filme analisa como o poder das grandes empresas pode ser reduzido por meios legais e sociais.
Alguns trechos do filme, como um em que Michael Moore, antes do lançamento de "Fahrenheit", comenta por que a Disney lança filmes de um inimigo declarado das grandes empresas, como ele, estão datados, e o filme fala muito pouco da Worldcom ou da Enron.
Mesmo assim, será muito bem-vindo pela parte do público cujas preferências políticas se situam à esquerda do centro.
Excelente documentário! Apoie os produtores, adquira o DVD!

Domínio [de] Público

 

Muito Além do Cidadão Kane - Dublado (Video PROIBIDO no Brasil) Globo


Vídeo Proibido no Brasil. O documentário acompanha o envolvimento e o apoio da Globo à ditadura militar brasileira, sua parceria com o grupo estadunidense Time Warner (naquela época, Time-Life), algumas práticas vistas como manipulação feitas pela emissora de Marinho (incluindo um suposto auxílio dado a uma tentativa de fraude nas eleições de 1982 para impedir a vitória de Leonel Brizola, a cobertura tendenciosa do movimento das Diretas-Já, em 1984, quando a emissora noticiou um importante comício como um evento de comemoração ao aniversário de São Paulo, e a edição, para o Jornal Nacional, do debate do segundo turno das eleições presidenciais brasileiras de 1989, de modo a favorecer o candidato Fernando Collor de Mello frente a Luís Inácio Lula da Silva), além de uma controversa negociação envolvendo ações da NEC Corporation e contratos governamentais à época que José Sarney era presidente da República. O documentário apresenta depoimentos de destacadas personalidades brasileiras, como o cantor e compositor Chico Buarque de Hollanda, que na época tinha um programa na emissora, os políticos Leonel Brizola e Antônio Carlos Magalhães, o ex-Ministro da Justiça Armando Falcão, o publicitário Washington Olivetto, o escritor Dias Gomes, os jornalistas Walter Clark, Armando Nogueira e Gabriel Priolli e o ex-presidente do Brasil Luís Inácio Lula da Silva.

A TV Brasileira Vista Pelos Estrangeiros (legendado)


Nome do programa original: The Greatest Shows On Earth. Episódio sobre o Brasil.

Ative as legendas (no canto inferior direito do vídeo)!
Neste programa, a apresentadora Daisy Donovan viaja pelo mundo conhecendo a programação de TV local.
Não é um trabalho acadêmico de cunho filosófico ou crítica profunda do patrimônio cultural de uma nação. É um programa de ENTRETENIMENTO que mostra a programação popular do mundo todo.
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