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“Não há homem imprescindível, há causa imprescindível. Sem a força coletiva não somos nada” - blog da retórica magia/arte/foto/imagem.

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Marketing, rede e pirâmides globais

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MARKETING PROPAGANDA E PSICOLOGIA

+ Uma rede de estórias em relações com o lado oculto do poder

Fiz essa postagem observando a imensa multidão de pessoas que por alienação tem frequentado e se colocado numa posição de subserviência instintiva e coletiva, principalmente ao engano e a mentira por causa de desvios de conduta e ausência de sabedoria, que conjugam  atributos transfigurados por ilusões de ótica e imaginários disseminados em massa. Por se tratar de um estado de emergência, e por sua complexidade, este assunto transdisciplinar é infinito, aqui eu selecionei algumas áreas mas caberiam muitas outras - aceito sugestões - além da psicologia, sociologia, filosofia, comunicação social, nutrição, segurança alimentar, ciências da informação, matemática ad infinitude... Retroceder nunca, render-se jamais! Boa leitura : )

PIRAMIDE FINANCEIRA MARKETING MULTINÍVEL - CASE STUDY





O que restará se vendermos todos os nossos bens de valor patrimoniais e culturais, pelas leis do livre mercado ou ilusões do sonho americano?

Num ensaio de 1933, Experiência e Pobreza, Walter Benjamin perguntava:

“[...] qual o valor de todo nosso patrimônio cultural, se a experiência não mais o vincula a nós?” (Benjamin, 1986a, p. 196). 

Numa perspectiva identificada como “crítica da cultura”, o autor apontava a “perda da experiência” como uma característica da modernidade. No entanto, é possível que, se concebemos os patrimônios do ponto de vista etnográfico, se abrimos essa categoria e exploramos suas outras dimensões, podemos encontrar formas de patrimônio cultural no mundo contemporâneo que estejam fortemente ligadas à experiência.

São exatamente as formas de “cultura autêntica” que necessariamente escapam das redes desses discursos.

Patrimônios. m. [...] 1. herança familiar 2. conjunto dos bens familiares 3. fig. Grande abundância; riqueza; profusão (p. artístico) 4. bem ou conjunto de bens naturais ou culturais de importância reconhecida num determinado lugar, região, país, ou mesmo para a humanidade, que passa(m) por um processo de tombamento para que seja(m) protegido(s) e preservado(s) [...] 5. JUR. Conjunto dos bens, direitos e obrigações economicamente apreciáveis, pertencentes a uma pessoa ou a uma empresa [...]. 

Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa 
A cultura, segundo Sapir, quando autêntica, é vivida pelos indivíduos como uma experiência de criação, de transformação. Nela o indivíduo é pensado “[...] como um núcleo de valores cultuais vivos” (Sapir, 1985, p. 318, tradução minha). Em resumo, a cultura, quando autêntica, não se impõe de fora sobre os indivíduos, mas de dentro para fora, sendo uma expressão da criatividade destes.

RESSONÂNCIA

Por ressonância eu quero me referir ao poder de um objeto exposto atingir um universo mais amplo, para além de suas fronteiras formais, o poder de evocar no expectador as forças culturais complexas e dinâmicas das quais ele emergiu e das quais ele é, para o expectador, o representante. (Greenblatt, 1991, p. 42-56, grifo do autor, tradução minha).

MATERIALIDADE² E SUBJETIVIDADE 


Todo fenômeno social possui efetivamente um atributo essencial: seja ele um símbolo, uma palavra, um instrumento, uma instituição, seja ele a língua ou a ciência mais bem feita, seja ele o instrumento que melhor se adapte aos melhores e mais numerosos fins, seja ele o mais racional possível, o mais humano, ainda assim ele é arbitrário. (Mauss, 1979, p. 192-193, grifo do autor). Se nos ativermos à exigência da unidade lógica, a individualidade de cada campo e a característica do seu princípio correm o risco de dissolver-se na universalidade da forma lógica; se, em contrapartida, mergulhamos nesta mesma individualidade e nos limitarmos à sua análise, há o perigo de nos perdermos nela e de não encontrarmos mais o caminho de volta para o universal As variações de significado nas representações sobre a categoria “patrimônio” oscilam possivelmente entre um patrimônio entendido como parte e extensão da experiência, e portanto do corpo, e um patrimônio entendido de modo objetificado, como coisa separada do corpo, como objetos a serem identificados, classificados, preservados, etc. Por um lado, um patrimônio inseparável do corpo e suas técnicas – o corpo, que é, em si, um instrumento e um mediador social e simbólico entre o self e o mundo (Mauss, 2003, p. 401-424); e, por outro lado, um patrimônio individualizado e autonomizado, com a função de assumir o papel de “representação” ou de “expressão” emblemática de categorias que são transformadas em alguma forma de entidade, seja a nação, o grupo étnico, a região, a natureza, entre outras.

Ao lado de lendas e mitos tais como a terra prometida ou a nau dos insensatos* e tantas outras alegorias do mundo ocidental, existem mitos bem atuais e recorrentes que se apoiam não exclusivamente nas tradições nórdicas mas valem-se do acumulo de conhecimento antigo com expressão nas ciências modernas e no potencialmente vasto universo das redes sociais.

Correr na direção de algo que está a cair ou terminar é como correr para qualquer direção e jamais chegar a alcançar um destino. É como correr atrás do vento mesmo quando já se sabe que o vento já não mais  na mesma direção.

 numerosos provérbios e histórias orais transmitidas de geração em geração que, apesar dos esforços de alguns em apaga-los da memória, continuam a transmitir seus contos, lendas e mitos. Bem verdade que o lado escuro do poder as utilizam aliadas a ferramentas e tecnologias, alegando os princípios de crença na humanidade desde os fundamentos da civilização. Desde que o mundo é mundo os mercados surgiram e se expandiram a partir das grandes rotas abertas pelos povos antigos entre eles muitos nômades, mercadores, conquistadores, mercenários, piratas, bandidos e ladrões. Até os dias de hoje não seria estranho esperar que na era do capitalismo neoliberal e da alta conectividade as coisas sairiam diferentes em relação aqueles tempos.

Valha-me a memória, ou a burrice mesmo, os mais espertos e os mais sábios deixaram algumas pistas no meio do caminho, rasta-nos seguir as trilhas do passado. Segundo Al Ries e Jack Trout: 

"A batalha do marketing se desenrola dentro da cabeça dos consumidores!"


Você é do bem ou do mal?


Quando eu comecei na publicidade nos anos 90 meu desejo juvenil era 'desenhar' um mundo mais legal, aberto e humano, onde a diversidade e multiplicidade de talentos – artísticos ou não – prevaleceriam. Alguns anos mais tarde descobri que no mundo laboral através das rotinas e jornadas de trabalho extenuantes (veja que computadores acessíveis e portáteis estavam começando a surgir), estes ambientes tornaram-se verdadeiras fábricas criativas ao serviço de mercados globais para marcas e fantasias, sem ou com pouco valor tangível mas recompensadoras para poucos, eu ainda não compreendia àquela época o que isso significava ainda, talvez essa ideia anos mais tarde começaria a fazer sentido.

A publicidade é somente uma ferramenta usada dentro de várias tecnologias apropriadas (assim, usurpadas) oriundas de mentes iluminadas ou inspiradas como as dos cientistas e alguns gênios, personalidades memoráveis que em algum período mudaram os rumos da história. No caso da propaganda esta tecnologia foi utilizada extensamente por tradições antigas em tempo de guerras, conflitos entre impérios e domínios sobre nações como ferramenta para dominação ou sobreposição de culturas, com sua fase mais obscura recente no período em que o imperialismo britânico tomou as culturas e riquezas significativas do globo terrestre em parcelas do antigo oriente médio (Mesopotâmia) compactuando os reinados do centro europeu através das Indian Trades e chegando até as Américas. As riquezas transladadas desde os antigos reinados Sumérios e os remanescentes da cultura do vale do Nilo, incluindo a capital intelectual Alexandria, agora estariam sob o auspicioso cuidado das alianças entre reinados, líderes carismáticos e seus impérios.

As cruzadas e as grandes navegações no período colonial retratam episódios fantásticos, são divulgados no ocidente como verdadeiras descobertas em missões de paz, porém não foram os únicos a se utilizarem dessa tecnologia propagandista, tampouco as grandes guerras da era moderna e seus conflitos subjacentes são propagandeados e transmitidos em tempo real nas redes globais de forma a difundir a publicidade televisiva de grandes corporações e grupos de interesses políticos.

Similaridades históricas são somente ciclos evolutivos e coincidências históricas não existem. Porquanto retornam inexoravelmente ao ponto de partida dos manejos de riquezas entre nações, ou simplesmente na transfiguração da minha própria história. 

Quando percebi que os recursos por trás das tecnologias eram mão de obra explorada e recursos baratos, sub-utilizados e muitas vezes roubados, desqualificados a partir de uma visão colonialista, patriarcal e elitista, memoráveis e imperdoáveis donos das marcas que sustentam o mundo de consumo do supérfluo de hoje, a pedra fundamental que foi deixada para trás porém não poderá ser esquecida, nem mesmo escondida, porque as histórias continuarão sendo contadas e os traços culturais jamais esquecidos. 

A sensação neste ponto é como acordar de um longo e profundo período de hibernação, chegar na casinha da vovozinha enquanto o lobo mal fantasiado lhe aguarda para o seu jantar.


Acontece que as mensagens que são vinculadas hoje pelas grandes mídias, em formatos diversificados, audiovisuais, convergentes e velozes são coloridos e impactantes, são concebidos a partir de antigos conhecimentos a cerca do funcionamento e padrões da mente humana. 

Freud e sua filha fortemente protagonizaram o desenvolvimento das tecnologias que dominam hoje as comunicações de marketing que praticamente lobotomizam as grandes capitais, dezenas de milhares de massas acríticas e incapazes de visualizar as alternativas nessa realidade magnética tridimensional.

A principal engrenagem dessas ferramentas – seja propaganda, publicidade, marketing ou comunicação para vendas – não é a informação mas a psicologia, fortemente enraizada em tradições filosóficas e conceitos que se desencadearam a partir de narrativas históricas, ou épicas como queiram.
Qualquer que sejam estes fatos há um ponto de contato em comum: todos estavam a expandir suas áreas de influência principalmente a partir do acumulo do vil metal, apoiados em outros tipos de capital, em essência o capital intelectual.
A partir daí transformar seus sonhos em números num terminal bancário jamais seria anti ético.

A questão fundamental é a moral que se faz com o papel protagonizado pela sua vida, antes, durante e depois quando todas estas coisas passarem - ou simplesmente sejam varridas do planeta pelas próprias leis do universo - e finalmente tudo o que virá a ser memória e conhecimento repassados de geração em geração.





O que pode-se esperar a partir de então é o que se desenha como valor agregado na economia social, seja no tempo dos impérios ou no estado democrático de direito, tem pouca importância. 
O mecanismo fundamental continua a operar da mesma forma desde tempos imemoriais.







Quando Mamon domina o jogo


Ponzi scheme - the very original episode 

A rede do marketing, as redes de pirâmides financeiras e outros bichos conectados em rede ao mercado da "carne" 

Franquias em expansão
Regras de Mercado
Lei da oferta e da demanda 

Se inexiste valor agregado existe valor de alguma coisa boa que se venda?


Sem vendas inexiste rede; Sem rede inexiste demanda; Sem demanda eficiente criar e consumir produtos surreais - que prometem coisas que desafiam as leis da natureza - é apoiar-se em espetáculos pirotécnicos, ilusionismo, imaginação e toda sorte de fantasias, mágicas, road shows, palestras, comícios e etc. A verdade se sustenta por si só, enquanto a enganação, mentira e bajulação necessita de muitos brinquedos e ferramentas tecnológicas para encantar a audiência. Bem verdade é daí que nasceu a arte, a magia e as grandes ciências que hoje se conectam às redes alienadas e globalizantes.

O que nos diferencia uns dos outros e ao mesmo tempo nos conecta nessa imensa rede de informações, sobretudo de organismos e organizações a favor ou contra a vida?



AS REDES

Regras dos Universais 

Obviamente que a fé continua a existir...
É capaz de criar realidades alternativas que, embora bem tangíveis, no final são como zeros multiplicados por zero, aí a matemática é implacável e imperdoável.


Teste se sua empresa é da área de Negócios Multinível: 


7 Pecadores
e seus 7 pecados




Vídeos documentários Marketing Multinível, Marketing de Rede e Pirâmides Financeiras
Case Study
HERBALIFE


+ VÍDEOS
fontes:
http://brasil.elpais.com/brasil/2017/06/09/cultura/1496969474_772741.html?id_externo_rsoc=FB_BR_CM 


A biblioteca básica para oradores das pirâmides financeiras nos cultos de adoração ao marketing de rede multinível ou ... e muitos outros esquemas piramidais para todos os gostos e bolsos!


A grande História do Marketing Multinível por seus próprios atores

E muitos muitos exemplos espalhados por aí, é só buscar e estudar




Livros para desperta a oratória, a retórica e o discurso de grande devorador de sonhos gananciosos dentro de você!

Se técnicas de lavagem cerebral, a força de um grupo e a vontade individual são realmente poderosas tanto em várias instituições religiosas quanto em empresas multinível (para o escopo do que aqui foi abordado), como podemos lidar com isso, pra tentar evitar o pior?

Fornecemos a resposta a você de bate-pronto: desenvolver o pensamento crítico, senso moral e de justiça elevados. Quando você está ciente de como a “coisa” funciona você possui melhores condições de saber, de estar próximo da melhor decisão a ser tomada. Você fica numa posição privilegiada porque sabe mais sobre a forma em que está inserido o funcionamento de nossa mente. E isso inclui, é claro, as pessoas inteligentes. Daí que, ao sabermos que formas de controle mental funcionam, também podemos, através do exercício do raciocínio, colocar esta informação nas mãos de um número maior de pessoas. Mas somente aquelas pessoas que realmente não possuem ligações com o campo das ideias, crenças e valores reproduzidas no ambiente de uma empresa como essa eventualmente cair numa furada. Se ele estiver precisando naquele momento de preencher algum vazio existencial e a “palavra” do distribuidor de MMN fizer sentido pra ele, provavelmente ou pelo menos será muito tentado a isso.


Cenários e Resumo

Freud diz que não existem características novas no sujeito, e sim que sua predisposição em agir daquela forma encontrou lugar para se expressar. O grupo não aceita muitas críticas externas porque ele QUER estar lá. Não que dentro desses grupos não existam aqueles que estejam de boa fé, mas fatalmente é uma ínfima minoria.E as técnicas de persuasão e manipulação mental potencializam a ligação que essas pessoas terão a partir dali com aquele grupo.



Num grupo, sentimentos e atos são contagiosos a ponto do indivíduo sacrificar seu interesse pessoal pelo grupo (comandado, é claro, pelos sempre atuantes e presentes líderes e ou pastores, que sabem muito bem o que estão fazendo). O contágio é uma manifestação, um efeito da sugestionabilidade. No grupo, sob a influência de uma sugestão, o sujeito empreenderá a realização de certos atos com irresistível impetuosidade fortalecida pela reciprocidade no grupo. Um grupo é impulsivo, mutável e irritável, levado quase exclusivamente por seu inconsciente. A dificuldade de julgamento dentro dele é grande. Não tolera demora entre seu desejo e a realização do que deseja. É crédulo e aberto a influências. Os sentimentos são simples e exagerados, só conhece a CERTEZA.

Quer dizer, o indivíduo sacrificar seu interesse pessoal aqui pode significar a necessidade do dinheiro que precisa naquele momento, daí compra produtos ou entrega o dinheiro à igreja (sem fé, mas esperando retorno). O sacrifício pelo grupo faz referência ao que aquele grupo pode lhe proporcionar, as vantagens, os privilégios, a afeição dos membros e do próprio líder. Ocorreu a sugestão, quer dizer, para ter “isso” você precisa abdicar “daquilo” (papel do líder, reforçado pela atitude de outros membros).

Observem que grupos pertencentes a determinadas instituições religiosas e a essas empresas não permanecem com os mesmos indivíduos por muito tempo. Ao contrário, estão sempre recrutando mais e mais. Existe uma alta rotação na sua base. Por que esses indivíduos, quando se dão conta que seus desejos não estão sendo satisfeitos e que estão ficando no “prejuízo”, pulam fora. Não perseveram.

No caso de empresas de MMN, um exemplo clássico de sacrifício pelo grupo são as coreografias com as mãos e as dancinhas que as pessoas executam, tendo por finalidade o auxílio à mentalidade vencedora. Ou então a força, o incentivo que o grupo fornece para aquela pessoa que está reticente em convidar uma pessoa querida. Com a “força” do grupo, a pessoa executa aquilo que é “soprado” por este, em nome do “projeto pessoal” e da família maravilhosa à qual o convidado do recruta reticente poderá pertencer (claro, o incentivo e a “força” são colocadas à disposição desde que os novos recrutas continuem comprando e fazendo parte do bolo de comissões e bônus dos uplines designados nos planos de marketing particulares). Se o recruta consciencioso não fizer aquilo que está sendo indicado por seus líderes, poderá ser rechaçado de forma grosseira (como exemplo “largue mão dessa visão de perdedor”, ou “o caminho para o sucesso é esse”) ou então ser deixado sutilmente de lado.

Em outras palavras, no caso dessa contribuição mensal compulsória, várias igrejas utilizam textos bíblicos fora de contexto para usar como pretexto para outros objetivos. E como quase ninguém lê ou leu a Bíblia acredita no que está sendo dito. O dízimo é entregue à Igreja pelos fiéis pelo fato de que muitos destes esperam receber de Deus algo em troca (material mesmo, e são muitas vezes alertados que quem não dá o dízimo está roubando de Deus).

Um grupo só pode ser excitado por estímulos excessivos. Para produzir efeito sobre ele não é necessário ter lógica nos argumentos, mas deve-se pintar em cores fortes, exagerar e repetir a mesma coisa diversas vezes. Por isso há a necessidade da existência de um sistema de acompanhamento levado a cabo com mão de ferro nesse tipo de organização, com o objetivo de manter o domínio: no caso de várias empresas de MMN, eventos semanais de treinamento de potencial humano, ou então de encontros menores para recrutamento. No caso de várias instituições religiosas, vários encontros semanais para manutenção do domínio, o que nem sempre tem a ver com adoração pura e simples e louvor à figura de Deus.

O mesmo tipo de raciocínio vale para as empresas de marketing de rede, seus recrutas, e para muitas instituições religiosas e seus fiéis. Líderes desse tipo de empresa tentam pintar de negro o que gostam de chamar de economia do “mercado tradicional”, decadente e injusta, pra logo em seguida falar das maravilhas do MMN, em como esse sistema seria melhor do que o que chamam de “mercado tradicional” (como se o mercado do MMN não precisasse do excomungado mercado tradicional para sobreviver, como se o MMN não fosse injusto também, como se ambos não pertencessem a uma lógica capitalista mais geral e complexa).

Não estando em dúvida quanto ao que é verdade ou erro, pois tem consciência de sua força, um grupo pode ser tão intolerante quanto obediente à autoridade. Respeita a força e só ligeiramente pode ser influenciado pela bondade, que considera um sinal de fraqueza. Exige de seus heróis força e até violência. Quer ser dirigido, oprimido e temer seus senhores. É conservador, tem aversão por inovações e progressos, e respeito ilimitado pela tradição.

Num evento de uma empresa desse tipo, geralmente a apresentação o plano de marketing é seguida de “depoimentos” ou “testemunhos”, e logo em seguida usualmente segue-se o “sermão amedrontador”. Pessoas da audiência virão ao palco relatar as suas histórias.

Depois de ouvir numerosos casos de curas milagrosas através de um produto supostamente milagroso, ou de uma mudança de vida fantástica, a pessoa comum na audiência com um problema menor está certa de que ela pode ser curada ou que ganhará muito dinheiro. Em decorrência disso, a sala fica carregada de medo, culpa e intensa expectativa e excitação.

A isto correspondem os mitos, contos e anedotas, tradições e oralidades que não passam de sofismas e falacias.

Freud analisando Le Bon diz que um grupo é como um rebanho obediente que se submete instintivamente a qualquer um que se indique chefe. para quem acredita e se encanta com ele e com as ideias apregoadas por ele, em cima da idéia de alguém acima de qualquer suspeita, mesmo que tenha até vendido a alma pro diabo pra conseguir aquilo que deseja! E notem que o ato de ser fascinado por uma intensa fé várias vezes está revestido de mentiras e/ou falácias.

Isso ocorre pelo fato de que as estruturas de apresentação de informação falaciosa não respeitam uma lógica correta ou honesta, pois foram manipuladas certas evidências ou ainda porque há insuficiência de prova concreta e convincente para determinada afirmação.

Uma afirmação falaciosa pode ser composta de fatos verdadeiros, mas sua forma de apresentação leva a conclusões erradas. Ela é um argumento logicamente inconsistente, inválido, ou falho na capacidade de provar eficazmente o que afirma. São argumentos que se destinam à persuasão e podem parecer convincentes para grande parte de um público alvo, mas não deixam de ser falsos por causa disso.

Como exemplo do poder de um grupo para libertar instintos inconscientes e para moldar o comportamento de um sujeito, podemos tomar como exemplo a excitação coletiva vislumbrada através da catarse (o purgar, o “vômito” das emoções reprimidas) de uma vítima supostamente possuída por um demônio, que pelo trabalho do pastor é expulso daquele corpo numa suposta obra de Deus. Mas que fique bem claro aqui: não podemos dizer que, algumas vezes, não ocorram alguns eventos que até possam ser considerados de libertação emocional e espiritual em alguns indivíduos, em determinadas circunstâncias. Contudo, devemos ficar atentos para as libertações em “escala industrial”, ligada à “Teologia da Prosperidade”, e da utilização deliberada, por parte de diversos líderes religiosos e de líderes do marketing de rede, de técnicas de manipulação auxiliadas pelo conhecimento de determinados comportamentos de indivíduos em grupo.

Em empresas de marketing multinível, como por exemplo Herbalife, Forever, Hinode, Amway, etc, geralmente a suposta libertação ocorre no jugo da liberdade financeira, da independência financeira. Por exemplo, os distribuidores que estão à frente de um evento e aqueles distribuidores que pertencem a uma escala hierárquica inferior do plano de marketing de uma dessas empresas estão preparados, imbuídos, treinados para bater palmas de forma coletiva, para abordarem um potencial prospecto e utilizar as técnicas aprendidas nos eventos da empresa, de forma ordenada e planejada com antecedência, a fim de convencer o potencial prospecto de que uma vez seguido tim-tim por tim-tim o roteiro elaborado pela empresa e distribuidores top, fatalmente o incauto se transformará em um vencedor, da estirpe de Tim Sales, Oleg Deripaska ou Warren Buffett (mesmo que os recrutas que utilizam essas técnicas não saibam muito bem como aquilo tudo funciona).

Dossie Marketing de Rede ou Multinível

Leia e Baixe nosso dossiê com boletim aos consumidores e investidores pelo Governo Brasileiro, assim como artigos relacionados e o (subnível) das Pirâmides Financeiras

Boletim aos Consumidores Investidores

Governo
CVM DPDC SAC SENACON 


As Técnicas de Culto às Pirâmides
( Esqueça Guizé ou Quéops e seu povo)

O grupo para não se sentir responsável pelos seus atos sente mesmo essa necessidade de ter alguém no controle; se a maioria não está satisfeita, troca-se o líder, mas isso não é o mais comum. Existe sempre o respeito à autoridade que quanto mais força e violência manifesta (que seja verbal), mais força passa para o grupo. Isso por que os líderes representam figuras parentais.

Quando o indivíduo se reúne no grupo suas inibições individuais caem e todos instintos cruéis, brutais e destrutivos adormecidos, despertam para encontrar gratificação livre. Soma-se a isso o fato de que as ideias mais contraditórias podem existir lado a lado e tolerar-se mutuamente sem conflito. Isso se chama vida mental inconsciente.

Freud analisando Le Bon nos indica que os grupos estão sujeitos aos poderes mágicos das palavras. A razão e os argumentos são incapazes de combater certas palavras e fórmulas (revestidas de técnicas como comandos embutidos hipnóticos, mensagens subliminares e PNL). Os grupos, para Le Bon, nunca ansiaram pela verdade. Exigem ilusões e não podem viver sem elas. Constantemente dão ao que é irreal precedência sobre o real; são quase tão intensamente influenciados pelo que é falso quanto pelo que é verdadeiro. Possuem tendência evidente a não distinguir entre as duas coisas, são movidos por uma fé cega na verdade que teria sido “revelada” em algum evento ou numa conversa com alguém muito habilidoso na utilização de técnicas de persuasão e manipulação mental. A necessidade de acreditar faz com que os recrutas ignorem flashes de luz advindos de argumentos consistentes e racionais. A mesma coisa para as instituições religiosas e seus “modos” visando aumentar o tamanho do rebanho. Com a força do grupo e das técnicas de persuasão ele passa a manifestar aquilo que estava reprimido no seu inconsciente (louvar a tal “independência financeira”, expor sua ganância, seu orgulho etc).



  1. Argumentum ad antiquitatem (Argumento de antiguidade ou tradição)
  2. Argumentum ad hominem (Ataque ao argumentador)
  3. Argumentum ad ignorantiam (Argumento da Ignorância)
  4. Non sequitur (Não segue)
  5. Argumentum ad Baculum (Apelo à Força)
  6. Argumentum ad Populum (Apelo ao Povo)
  7. Argumentum ad Numerum (Apelo ao número)
  8. Argumentum ad Verecundiam (Apelo à autoridade)
    8.1) Falácia da autoridade anônima
  9. Generalização Apressada (Falsa indução)
  10. Falácia de Composição (Tomar o todo pela parte – falácia da amostra limitada)
  11. Falácia da Divisão (Tomar a parte pelo todo)
  12. Falácia do homem de palha (espantalho)
  13. Post hoc ergo propter hoc (correlação de coincidência)
  14. Cum hoc ergo propter hoc
  15. Petitio Principii
  16. Circulus in Demonstrando
  17. Falácia da Pressuposição
  18. Ignoratio Elenchi (Conclusão sofismática, ou Falácia da Conclusão Irrelevante)
  19. Anfibologia
  20. Ênfase
  21. Falácias tipo “A” baseado em “B” (Outro tipo de Conclusão Sofismática)
  22. Falácia da afirmação do conseqüente (outro tipo de falácia non sequitur)
  23. Falácia da negação do antecedente (mais outro tipo de falácia non sequitur)
  24. Bifurcação (Falsa dicotomia ou falso dilema)
  25. Argumentum ad Crumenam
  26. Argumentum ad Nauseam
  27. Plurium Interrogationum (falácia da interrogação)
  28. Red Herring (Falácia do avião)
  29. Reificação/Hipoestatização
  30. Tu Quoque (Você Também – outro tipo de falácia ad hominem)
  31. Inversão do Ônus da Prova
  32. Apelo a Preconceitos/Desqualificações (linguagem preconceituosa)
  33. Evidência Anedótica
  34. Argumentum ad Novitatem
  35. Declive Escorregadio (derrapagem)
  36. Apelo à Piedade (Argumentum ad misericordiam)
  37. Apelo às Conseqüências (Argumentum ad consequentiam)
  38. Estilo sem Substância
  39. Inconsistência
  40. Causa genuína, mas insignificante
  41. Falácia Ad Hoc
  42. Argumentum ad Lapidem

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Comunicação para o Marketing


O consumidor além de exigente em tempos de crise está retraído e controlando o consumo

São nestes momentos que a comunicação de marketing fazem a diferença, tanto para grandes empresas, como para empreendedores e pequenos negócios. Cada um dentro das suas realidades e possibilidades de comunicação. Aqui alguns livros que podem ser úteis neste momento.

De acordo com a teoria revolucionária de Charles Darwin, batizada de "a grande árvore da vida", novas espécies surgem da divergência das já existentes. Em "A origem das marcas", Al e Laura Ries aplicam a idéia revolucionária de Darwin sobre evolução aos processos de branding e apontam: as oportunidades de mercado estão na divergência.

"A Origem das Marcas" é resultado de estudos perceptivos sobre produtos convergentes que fracassaram e histórias envolventes sobre produtos que atingiram sucesso mundial. O último livro de Ries mostra como construir uma grande marca a partir da divergência.Darwin representou as afinidades entre todos os seres da mesma classe como uma grande árvore. Os ramos verdes brotando representam espécies existentes e aqueles produzidos em cada ramo precede representam a longa sucessão das espécies extintas. A cada período de crescimento as ramificações tendem a estender seus ramos em todas as direções, superando e destruindo as ramificações e os ramos ao redor, da mesma forma que as espécies e seus grupos tendem a suplantar outras na grande luta pela vida. Ramos e espécies novas surgem da divergência daqueles que já existem. A divergência também criou uma variedade incrível de marcas. Em "A Origem das Marcas" Al e Laura Ries explicam como certas mudanças nas condições do mercado criam infindáveis oportunidades para se construir novas marcas e prosperar. O que Darwin observou na natureza também acontece no mundo dos produtos e serviços.





Ferramentas práticas para criar sua MARCA potencializando o sucesso do seu negócio

Este livro ensina ao empreendedor como criar, posicionar e estabelecer uma identidade de marca que potencialize os resultados de seu negócio. O autor enfatiza a importância das marcas no contexto mercadológico e como elas são estratégicas para o sucesso. A partir daí, é dada uma linha de ensinamentos, passo a passo, direcionada à criação e à implementação de uma marca efetiva. Inclui exemplos práticos e cases de sucesso para a identificação e a compreensão de marcas vencedoras atuantes no mercado.

'Neste livro, o equilíbrio entre teoria e prática se mostra extremamente adequado, pois apresenta um passo a passo essencial e descomplicado, suportado por esquemas (templates) de grande valia. O que vai ajudar a quem precisa construir uma embasada estratégia de marca, que suporte o início dos negócios e esteja pronta para crescer no futuro – tanto no momento inicial de pensar e estruturar um novo empreendimento como em um reposicionamento de marca'.

Luiz Fernando D. Garcia
(diretor geral da graduação da ESPM)

Como agregar valor ao marketing praticado pelas empresas, proporcionando aos seus clientes benefícios e satisfações já na recepção e absorção das mensagens


O novo conceito do estrategista de marketing Bob Gilbreath, Marketing com Valor Agregado, representa o próximo passo evolutivo após o marketing direto e o marketing de permissão.


Em Marketing com Valor Agregado, Gilbreath revela uma nova abordagem revolucionária que preenche as lacunas deixadas quando as pessoas começaram a não dar atenção à mídia tradicional.


Gilbreath descreve a revolução que está em andamento no marketing e as forças poderosas impulsionadoras. Ele apresenta histórias de sucesso do Marketing com Valor Agregado como:


  • As estações de recarga da Samsung para celulares e laptops instaladas em mais de 50 aeroportos nos Estados Unidos. 
  • A campanha Beleza Verdadeira, da Dove, e seu vídeo viral “Evolução” contam com mais de 100 milhões de visualizações. 
  • Os advergames do Burger King para Xbox, que ajudaram a aumentar o lucro da empresa em 40% em um ano. 
Este modelo abrangente para criar e gerenciar uma campanha de Marketing com Valor Agregado usa casos de estudo detalhados de campanhas bem-sucedidas e explica como desenvolver e executar uma estratégia sólida para satisfazer as necessidades dos clientes. O Marketing com Valor Agregado é a forma como os clientes exigem que os negócios sejam feitos hoje. Este livro é seu guia para sobreviver e vencer nesta revolução do marketing.


As 22 Consagradas Leis de Propaganda e Marketing
22 livros em 1


Os mais importantes gurus do Marketing mundial apresentam através, do que ousamos chamar de Leis, princípios básicos e fundamentais das regras que regem o Marketing nos dias de hoje.
Simples, claro, comum e objetivo, você irá conhecer e aprender como os professores de Marketing estão praticando e utilizando todas as ferramentas bem sucedidas, e geram resultados imediatos. Um livro completíssimo.
Até você retirar as camadas e criar uma propaganda excelente, tudo parece um exercício esotérico. Mas, queira ou não, o marketing precisa de um impulso criativo, para alcançar o coração das pessoas. Portanto, como fazer para saltar, cheios de confiança, da séria convencionalidade do mundo dos dados e das cifras apresentadas na sala de diretoria, para o âmbito vivido da imaginação?
Este livro busca dar uma ajuda nesse sentido. Experts de todo o mundo se reuniram para este projeto, o que ocorreu pela primeira vez, para que pudessem revelar com clareza a mágica prática que tornou a propaganda deles tão bem sucedida. É uma tentativa de elucidar o mistério e definir um mapa útil para o futuro. Seus conselhos proporcionam uma visão crítica, mais sutil, intuitiva e perceptiva sobre a propaganda.

Entre os legisladores estão Al Ries, Ian Batey, Kevin Roberts e Marcello Serpa, diretor-presidente e diretor de criação da Almap/BBDO - Brasil.

Este livro é uma oportunidade fantástica para se conhecer as regras fundamentais de propaganda que estão sendo praticadas neste momento em todo o mundo.

Prefácio de Bob Isher Wood
Diretor Internacional de Criação, Saatchi & Saatchi

Introdução – As regras do engajamento (Michael Newman)


  1. A LEI DA SIMPLICIDADE (MARCELLO SERPA)
  2. A LEI DO POSICIONAMENTO (AL RIES)
  3. A LEI DA CONSISTÊNCIA (IAN BATEY)
  4. A LEI DA VENDA (DAVETROTT)
  5. A LEI DA EMOÇÃO (JOHN SHAW)
  6. A LEI DO AMOR (KEVIN ROBERTS)
  7. A LEI DA EXPERIÊNCIA (KASH SHREE)
  8. A LEI DA RUPTURA (ANNE BOLOGNA)
  9. A LEI DO HUMOR (JAMES LOWTHER)
  10. A LEI DA RUPTURA (JEAN-MARIE DRU)
  11. A LEI DO SALTO (SEBASTIANTURNER)
  12. A LEI DA FASCINAÇÃO (REG BRYSON)
  13. A LEI DA IRREVERÊNCIA (JIM AITCHISON)
  14. A LEI DO GOSTO (ALLEN ROSENSHINE)
  15. A LEI DA TOPICALIDADE (MICHAEL NEWMAN)
  16. A LEI DO ELEFANTE DE PRATA (GRAHAMWARSOP)
  17. A LEI DO PAPO (NEIL FRENCH)
  18. A LEI DA GENTILEZA (JAMIE BARRETT)
  19. O ENSINAMENTO DA NEGATIVIDADE (JACKVAUGHAN)
  20. A LEI DA EXECUÇÃO (MIKE O´SULLIVAN)
  21. A LEI DA EVOLUÇÃO (DAVID LUBARS)
  22. O FORA-DA-LEI (MT RAINEY)

  • PÊNDICE 1
    A LEI DOS PRAZOS
  • APÊNDICE 2
    OS 10 CRIMES IRRESPONSÁVEIS CONTRA
  • A PROPAGANDA (Que Sempre Afetam os Lucros)

O Best Seller que mudou o MARKETING para sempre - atualizado para o novo milênio!

Duas décadas atrás, Al Ries e Jack Trout agitaram o mundo do marketing com o inovador e, hoje, clássico Marketing de Guerra, declarando que "o marketing é uma guerra em que o concorrente é o inimigo e o cliente é o terreno a ser conquistado". Hoje, as estratégias de marketing que eles apresentaram continuam sendo válidas e adequada, mais do que nunca. Para comemorar o 20º aniversário desse livro revolucionário, Ries e Trout fazem anotações e expandem seu clássico para a próxima geração de profissionais de marketing.

Esta edição especial do best-seller internacional de marketing revela como as empresas de hoje podem obter vantagens contra reais concorrentes, combatendo e enfrentando direta e indiretamente seus opositores. Os autores examinam vinte anos passados de campanhas de marketing, apresentando novas e profundas análises de alguns dos maiores sucessos e fracassos na história do marketing. Ries e Trout explicam como conceber planos de ataques que funcionarão de acordo com a categoria de produtos ou setor de negócios. Eles também mostram:


  • As estratégias essenciais de marketing que a maioria das empresas — tanto grandes quanto pequenas — deveria saber ao desenvolver um programa de marketing. 
  • Os princípios que devemos conhecer das guerras de marketing ofensiva, defensiva, de flanqueamento e guerrilha. 
  • Reproduções de propagandas de sucesso e não tão bem-sucedidas, com os comentários dos autores sobre por que funcionaram ou fracassaram. 
  • Um follow-up valioso sobre os líderes de mercado. 

Com esta nova edição de Marketing de Guerra, você desenvolverá todo o seu arsenal para conquistar mais clientes que seus concorrentes — e marchar para a vitória no atual campo de batalha de marketing!

SOBRE OS AUTORES
AL RIES é chairman da Ries & Ries, uma empresa de estratégias de marketing com sede em Atlanta, dirigida por ele e sua filha e sócia Laura. Ele é um famoso estrategista de marketing e autor/co-autor best-seller de onze livros sobre marketing. Ries assina uma coluna mensal de marketing para a AdAge.com, e é freqüentemente citado em importantes publicações.
JACK TROUT é presidente da Trout & Partners Ltd., onde supervisiona uma rede global de experts que aplicam seus conceitos e desenvolvem sua metodologia no mundo todo. Trout é reconhecido como o maior estrategista de marketing do mundo; seu conceito de "posicionamento" tornou-se a estratégia de negócios nº1 do mundo. Trout assina uma coluna bimestral para a Forbes.com.
Ries e Trout também são autores de diversos livros de marketing.


Redefinindo Marketing Direto Interativo na Era Digital

Como Aplicar com Sucesso Conceitos de Marketing e em seu Plano de Marketing

Redefinindo Marketing Direto Interativo na Era Digital enfoca como se beneficiar de uma verdade fundamental sobre o marketing na era digital. O Marketing interativo é direto. O Marketing direto é interativo. Atualmente, todo profissional de marketing é um profissional de Marketing Direto Interativo.

Para que você obtenha benefícios a partir dessa nova realidade, Stan Rapp introduz um novo paradigma - iDireto - no mecanismo de crescimento do século XXI na junção de tecnologias digitais e práticas de marketing direto.

A lacuna entre o que você presumiu e o futuro do Marketing iDireto é tão vasta que se faz necessária uma equipe de líderes intelectuais para lidar com a questão. Ninguém tem todas as respostas.

Neste livro, Rapp reúne os pontos importantes do marketing com uma variedade de perspectivas que lhe abrirão os olhos para oportunidades inéditas e incríveis. Contém insights surpreendentes de pensadores importantes no marketing direto, incluindo:


  • John Greco, Presidente da DMA 
  • Professor Don Shultz, PhD, Northwestern University 
  • Lucas Donat, Presidente da Donat/Wald 
  • Mike Caccavale, Fundador e Presidente da Pluris Marketing 
  • Michael Becker, Vice-presidente de estratégias móveis da iLoop Mobile 
  • Melissa Read, PhD, Vice-Presidente de Pesquisa e Inovação da Engauge 
  • Tim Suther, Vice-Presidente sênior da Global Multichannel Marketing Services 
SOBRE O COORDENADOR
Stan Rapp fundador da RappCollins é atualmente Presidente da Engauge, agência pioneira em Marketing iDireto. É coautor de seis livros, incluindo o best-seller internacional MAXIMARKETING. A Advertising Age o incluiu como uma das 101 personalidades que formataram a publicidade no século XX. Rapp, ao longo de mais de 30 anos, atuou como Presidente de duas agências que atualmente geram receitas associadas de um bilhão de dólares. Rapp é membro do Hall da Fama da Direct MarketingAssociation.

Turbine seu marketing já!


Zilhões de Ideias Para Turbinar Seu Negócio Recheado de Segredos Para Implementar Já

Como gestor de uma empresa, você está sempre ocupado. Com o tempo precioso e escasso e com tantos caminhos novos para se chegar ao sucesso, e difícil saber por onde começar na comercialização de seus produtos ou serviços. Mídia social? E-mail? Blogs? Vídeos? Otimização para motores de busca?

Somente a ação gera resultados. Para se destacar da multidão, atraindo, envolvendo e conquistando mais clientes, é preciso apenas tomar medidas simples, que o coloque na direção certa. Este livro é o estímulo, o pontapé inicial para o sucesso do seu marketing. Ele dá conselhos fáceis de seguir para ajudar sua empresa a conquistar o mundo passo a passo e dia a dia. É um guia de marketing pé no chão com estratégias, táticas, modelos e ferramentas para destacar o marketing do seu negocio.

O livro Fornece um plano de marketing especial de 21 dias, dando-lhe toda a ajuda de que precisa pra 'estar na pista'. Ele trata das sete perguntas para identificar seus melhores compradores; de como reduzir o tempo desperdiçado; da construção de um site atraente; e de como fazer um marketing simples, eficaz, indolor e inspirador. 

Um país rico é um país sem pobres! Ops... Sem corrupção no governo da federação global.

A descrição de Mcdougall da mente grupal

Consoante Freud, em sua análise de Mcdougall, em certas circunstâncias, os princípios éticos de um grupo são mais elevados que os dos indivíduos que o compõem. Na coletividade os indivíduos são capazes de um alto grau de desprendimento e devoção. Já isoladamente o interesse pessoal é quase a única força motivadora.

McDougall descreve diferentes tipos de grupo. No caso mais simples, quando não possui organização, trata-se de uma “multidão”, e para que esta seja considerada um grupo psicológico é preciso que tais indivíduos tenham interesse comum em um objeto. O resultado mais importante na formação de um grupo é a “exaltação ou intensificação de emoção”. As emoções são excitadas até um grau que elas raramente atingem sob outras condições, constitui experiência agradável para os interessados. Isso ocorre segundo McDougall através do contágio emocional. Quanto maior o número de indivíduos em que essa emoção é observada, maior a interação e a compulsão a fazer o mesmo que os outros em harmonia com a maioria. Quanto mais grosseiros e simples os impulsos, mais aptos a propagar-se no grupo.

A intensificação é favorecida por outros fatores, o grupo passa a segurança de ser insuperável, substitui a sociedade detentora de autoridade cujos castigos o sujeito teme. Quer dizer, tomando como base um líder ou outro de uma empresa de marketing de rede ou de dada instituição religiosa, esse diria que para a multidão de um culto ou evento que não há problema nos atos mentir, iludir, enganar, se esse comportamento fará o recruta “chegar lá”. Faz o recruta sentir que o que o mundo externo (mundo externo pode ser a família, os amigos, vários estudos sobre o assunto) comunica não importa, mas o que importa é seguir a palavra do líder, como verdade absoluta. Mas o potencial recruta acredita pelo fato de que quer acreditar, pelo fato de que naquele momento de sua vida ele precisa acreditar, pelo fato de que suas crenças e valores, em determinado nível, sentiram-se atraídas por esse tipo de discurso.

McDougall diz que as mentes de inteligência inferior fazem com que as de ordem mais elevada desçam a seu próprio nível. Em geral a intensificação da emoção cria condições desfavoráveis para o trabalho intelectual correto, sua atividade mental não se acha livre, há uma redução, em cada indivíduo, de seu senso de responsabilidade por seus próprios desempenhos.

Instituições religiosas adeptas da Teologia da Prosperidade e eventos de diversas empresas de marketing de rede são mestras em fazer isso. Seus componentes podem facilmente ser moldados como fanáticos, mesmo os mais inteligentes, que irão com muito prazer trabalhar com afinco e em alguns casos até morrer pela causa sagrada, no caso de algumas instituições religiosas. Sutphen chama esse razoado de um substituto para a fé perdida do fanático, e freqüentemente a instituição religiosa oferece um substituto para a sua esperança individual. Segundo ele, todos os cultos possuem esse tipo de crente em sua composição. Eles serão encontrados também na política, nas igrejas, nos negócios e nos grupos de ação social. São os fanáticos nestas organizações, e são sociáveis, seguidores, deixam-se conduzir por outros indivíduos. Eles procuram por respostas, significado e por iluminação somente fora de si mesmos ou fora da relação pessoal com a entidade divina que supostamente e hipoteticamente acredita.

Sutphen afirma que esse tipo de crente não está decidido a apoiar e afagar o seu ego; tem, isto sim, uma ânsia de se livrar dele. Eles são seguidores, não em virtude de um desejo de auto-aperfeiçoamento, de conhecimento profundo e do contato subjetivo com algo maior, mas porque isto pode satisfazer sua paixão pela auto-renúncia! São eternamente incompletos e eternamente inseguros. Seus seguidores querem converter outros para o seu modo de vida ou impor um novo estilo de vida.

Citado até agora um grupo sem organização, McDougall contrasta o comportamento de um grupo organizado. Enumera cinco “condições principais” para elevação da vida mental coletiva a um nível mais alto. 

  1. Primeira, existência de um grau de continuidade de existência no grupo. Material (os mesmos indivíduos persistem no grupo por certo tempo) e formal (desenvolvimento no grupo em sistema de posições fixas ocupadas por uma sucessão de indivíduos);
  2. Segunda, em cada membro do grupo deve se formar alguma ideia definida da natureza, composição, funções e capacidades do grupo, para a partir disso desenvolver uma relação emocional com o grupo como um todo;
  3. Terceira, o grupo ser colocado em interação (talvez sob forma de rivalidade) com grupos semelhantes, mas que dele difiram em muitos aspectos;
  4. Quarta, o grupo deve possuir tradições, costumes e hábitos, especialmente tradições, costumes e hábitos tais, que determinem a relação de seus membros uns com os outros;
  5. Quinta, o grupo ter estrutura definida, expressa na especialização e diferenciação das funções de seus constituintes.

Entre distribuidores de determinadas empresas de marketing multinível essas condições são notórias. Nas empresas em que essas condições não são claras, traços dessas características são encontrados. Aqueles que estão em um grau mais elevado na hierarquia do sistema de distribuição comandam aqueles que entram, ficam por determinado tempo e depois saem como resultado inexorável da rotação na base do sistema de distribuição. E quase sempre são os mesmos que estão na parte mais elevada da hierarquia do sistema de distribuição. Algumas instituições religiosas também possuem uma hierarquia: por exemplo, mestre, pastor, obreiro, ajudante etc, sempre imbuídos em cuidar do rebanho pra que esse recrute mais fiéis para a instituição.

Num grupo de recrutamento de novos distribuidores, sempre existem aqueles que lá estão para dar suporte técnico (luz e som, por exemplo), outros para evocar emoção, outros para divertir a platéia etc. Esse grupo forma entre si uma unidade relativamente coesa, que se sente segura ao buscar executar um trabalho com fins a deixar a impressão de que aquela família é uma família a qual todos os potenciais recrutas podem dela fazer parte. Os recrutas são incitados a imaginarem-se desde sempre executando com prazer uma tarefa ou outra, em nome do bem-estar regozijado ao estar perto daquelas pessoas tão nobres e em nome de algo maior.

Um grupo de algumas empresas de marketing de rede ou de algumas instituições religiosas podem entrar em conflito com grupos de empresas similares e até com grupos da mesma empresa. Dentre grupos da mesma empresa, pode ocorrer a diferenciação de foco entre um tipo de sistema e outro, como o Plano Total e o EVS, ambos da empresa Herbalife. Entre grupos de empresas diferentes que vendem produtos similares, e com o mesmo tipo de treinamento, ocorre com determinada frequência, como entre vários distribuidores das empresas Herbalife e Forever.

No filme a rede é a informação sigilosa capaz de modificar identidades ou realidades

A ciência dos Spinners - ou macacos de imitação
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A arte zen do amor inquebrável desde o aço à civilização

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A arte zen do amor inquebrável desde o aço à civilização moderna

Quem com ferro feres, com ferro serás ferido.
Ou então a célebre 'casa de ferreiro, espeto de pau'

Com quantas dobras do tempo se forja um coração inquebrável?

A história, implacável, assim como os fatos ora transmutados em mitos, não nos deixa escapa-los. Quer queira ou não estamos impregnados deles em nosso DNA. Somos atos transformados em consequências, somos a herança do seu criador. Porém sempre haverá a remota chance de mudar de direção, em qualquer direção que for, lá estará o acaso ou o resultado de uma escolha que passou.

“A Pátria não é ninguém. São todos. E cada qual tem no seio dela o mesmo direito à ideia, à palavra, à associação. A pátria não é um sistema, nem uma seita, nem um monopólio, nem uma forma de governo: é o céu, o solo, o povo, a tradição, a consciência, o lar, o berço dos filhos e o túmulo dos antepassados, a comunhão da lei, da língua e da liberdade. Os que a servem são os que não invejam, os que não inflamam, os que não conspiram, os que não sublevam, os que não desalentam, os que não emudecem, os que não se acovardam, mas resistem, mas ensinam, mas esforçam,mas pacificam, mas discutem, mas praticam a justiça, a admiração, o entusiasmo. Porque todos os sentimentos grandes são benignos e residem originalmente no amor.”
Rui Barbosa

Quiçá sairemos às ruas e encontraremos melhores caminhos que este?
Que se encontre o amor maior que este, que prova todos os corações no fogo das paixões de Rui, nas parábolas de Jesus, ou ainda nas reflexões de Quinn.

"Viva pela espada, morra pela espada".

Ou então "Olho por olho, dente por dente"

Este dito de Jesus vem de Mateus 26:52, que descreve um discípulo (identificado em João 18:10 como sendo Simão Pedro) sacando uma espada para defender Jesus no Jardim das Oliveiras, mas que é admoestado por Jesus, que lhe pede que guarde a arma:
"Então Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que tomam a espada, morrerão à espada. (Mateus 26:52)"
Orígenes sugeriu que a "espada" nos evangelhos seja interpretada como uma imagem[2] , cuja exegese seria consistente com a Epístola aos Efésios: "Tomai o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus» (Efésios 6:17)"

E também com a Epístola aos Hebreus:
"Pois a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante que qualquer espada de dois gumes, e que penetra até a divisão de alma e espírito, e de juntas e medulas, e pronta para discernir as disposições e pensamentos do coração.(Hebreus 4:12)"

A arte do aço provado pelo fogo


A expressão "Casa de ferreiro, espeto de pau" é usada quando se quer dizer que uma pessoa hábil em determinada coisa, não usa essa habilidade a seu favor.
Não acredito! João, o melhor pedreiro, pagou para Antônio construir o muro da casa dele, casa de ferreiro, espeto de pau. Presumivelmente detém as competências nesse dado ramo ou atividade, utilizava em beneficio do próximo, contudo, parece dicotomicamente não aplicar tais competências e experiências adquiridas em situações ou circunstâncias, em geral de âmbito pessoal, que lhe seriam benéficas, obviamente aplicáveis e sobretudo úteis. Ex.: Um pedreiro vive a reformar a casa dos outros, no entanto a sua própria casa ele não arruma.

O ferreiro aplica todo o seu tempo no ofício de fazer espetos de ferro para os outros que não lhe sobra tempo de fazer espetos de ferro para si próprio; usando em sua casa espetos de pau.




Além da civilização


“A articulação de um modo de vida mais simples (feita por Quinn) vai conquistar aqueles que a globalização deixou de fora”. Publishers Weekly

Os moradores de rua e os jovens estão convergindo rapidamente para o território sócio-econômico que identifiquei neste livro como um território que se encontra “Além da civilização”. A maior parte dos moradores de rua foram lançados nele involuntariamente, ao passo que muitos jovens anseiam inconscientemente por ele, como qualquer pessoa que deseja mais da vida do que apenas a chance de comer na manjedoura onde o mundo está sendo engolido. É a eles e a suas esperanças que este livro é particularmente dedicado.

Uma das crenças mais fundamentais da nossa cultura é a de que a civilização deve continuar a qualquer custo, sejam quais forem as circunstâncias. Implícita nessa crença está outra: a de que a civilização é a mais importante invenção humana e jamais deve ser abandonada.
Daniel Quinn, conhecido por seu transformador romance Ismael, adotado em escolas e universidades de mais de vinte países, questiona em Além da Civilização a forma como o homem se posiciona em relação ao restante da comunidade da vida, orientando-nos a viver como membros dessa comunidade, e não como senhores dela.

Em uma prosa densa, mas leve e agradável, ele nos apresenta uma série de pequenos ensaios de uma página, com idéias e reflexões que nos fazem vislumbrar uma nova alternativa para salvar o mundo, que envolve a desconstrução da civilização e a revisão de antigos paradigmas de nossa sociedade.

Por que a civilização planta o alimento para trancá-lo e depois obriga os indivíduos a ganhar dinheiro para comprá-lo de volta? Por que não progredimos além da civilização e abandonamos o estilo hierárquico de vida que causa grande parte de nossos problemas sociais?

Usando metáforas criativas e bastante eficazes, Quinn desfila para nós suas idéias sobre os problemas da sociedade humana e aponta caminhos rumo a um novo território, “além da civilização”. Esse território não é um espaço geográfico, mas um inexplorado espaço cultural, social e econômico situado “do outro lado” da organização hierárquica da civilização.

A jornada que conduz a esse território não representa um modo de demolir a hierarquia da civilização, mas, antes, apresenta uma maneira de deixá-la para trás. É a “rota de escape” para um futuro no qual as pessoas comuns podem reivindicar sua dignidade, alegria, igualdade e autoconfiança. Essa rota está, é claro, escondida; de outro modo, teria sido descoberta anteriormente. Mas, como Quinn demonstra, está escondida onde se encontram todos os grandes segredos: bem à vista de todos.

Zen and the arte of motorcycle maintenance - an inquiry into values


Veja a galeria de máquinas motocycles históricas, motocicletas custom desde 1930.


Robert M. Pirsig (1974)
(Ed. Harper Torch Philosophy, New York, 1999, 540 pgs.)

Resenha crítica de “Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas – Uma Investigação Sobre Valores”, de Robert M. Pirsig (1974)


Kerouac 


Os tensos e intensos anos 1960 já haviam passado mas ainda eram visíveis no espelho retrovisor quando Robert M. Pirsig publicou Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas em 1974.

Após ter sido recusado por 121 editores, este “romance filosófico” e quase auto-biográfico impactou de modo marcante a literatura norte-americana dos anos 70, vendendo mais de 5 milhões de cópias mundo afora.

Mas este não era só um best seller a ser esquecido no próximo verão como uma modinha passageira, mas também um livro que seria considerado por boa parte da crítica literária como uma obra definidora de época.

Talvez não seja exagero sugerir que Zen representou para os anos 70 algo de similar ao que significou para os anos 1950 o fenômeno On The Road – Na Estrada, que Jack Kerouac publicou em 1957 e que logo se tornou uma grande inspiração para a chamada Geração Beat.

Apesar de não ser nada parecido com um panfleto celebratório do ideário hippie, a discussão sobre a herança, as contradições e os sonhos da contra-cultura nos crazy sixties é algo que marca as páginas de Robert M. Pirsig.


Sem ser um livro rotulável como hippie ou beatnik, ainda assim sente-se a presença de um diálogo com as várias vertentes contra-a-corrente que marcaram o pós-2ª Guerra. Uma tentativa de diagnosticar os males de seu tempo e sugerir estradas de melhor qualidade norteia como uma bússola esta viagem de motocicleta que realizam pai e filho através dos EUA.

Todo o agito utópico, psicodélico e lúdico da Geração Hippie já parecia em maré baixa em 1974, quando o livro foi publicado e tornou-se um estouro editorial. Mas as questões levantadas durante os anos 1960 continuavam prementes e urgentes, assim como os ideais de vida alternativa que foram propostos por aqueles que se revoltaram contra o Sistema yankee na época – fim dos anos 1960 e começo dos 1970 – em que este derramava bombas e napalm sobre o Vietnã, apoiava e financiava ditaduras militares na América Latina e prosseguia lobotomizando mentes com propaganda anti-comunista em um contexto de Guerra Fria.

Easy Rider

O plot narrativo do livro de Pirsig parece prestar tributo a certos road movies libertários como Easy Rider – Sem Destino (1969), de Dennis Hopper, hoje consagrado como um clássico do cinema sessentista. Há no protagonista de Pirsig algo daquela atitude “Born To Be Wild” que se encarna nos motoqueiros interpretados por Hopper e Peter Fonda.

Também o protagonista de Zen é descrito como uma espécie de rolling stone, mais interessado em ir do que em chegar, devorando quilômetros sem olhar para trás, com seu filho Chris na garupa e frequentemente às lágrimas com tanto nomadismo selvagem.

Mas há em Zen também algo de proustiano, uma busca pelo tempo perdido: o livro relata a jornada que realiza o protagonista para recuperar seu passado – que lhe foi em parte roubado pelos eletrochoques a que foi submetido. Estamos diante de um narrador que tem que lidar com um evento psíquico traumático, o shock treatment pelo qual passou, contra sua vontade, e através do qual procurou-se exterminar sua antiga personalidade.

Em busca das raízes da “insanidade” daquele Phaedrus que ele foi um dia, e cuja memória foi parcialmente dizimada pelo shock treatment, o narrador tenta refazer sua vida pregressa como professor de inglês e de retórica, como estudioso de religiões orientais na Índia, como aluno de um curso de filosofia em Chicago. E assim vai comunicando aos leitores, em uma série de chautaquas, sua filosofia-de-vida, lentamente reconstruída conforme as páginas progridem e os quilômetros são atravessados sobre duas rodas.

Pirsig procede sem pressa pois julga que uma das doenças do século 20 é justamente a impaciência, o corre-corre, a ansiedade, a incapacidade de estar com a mente quieta e o coração tranquilo. A sociedade ultra-tecnológica de racionalidade triunfante, longe de ter-nos conduzido a uma civilização sábia, com sujeitos capazes de meditação atenta e reflexão profunda, levou-nos aos labirintos de cimento e poluição destas selvas-de-pedra que chamados de metrópoles, polvilhadas por massas de frenéticas “formigas que trafegam sem porquê” (como cantarola Raul Seixas em “S.O.S”).


Phaedrus tem consciência de ser alguém que saiu dos trilhos da normalidade, tornando-se um perigoso questionador de autoridades e sistemas: “he was released from any felt obligation to think along institutional lines and his thoughts were already independent to a degree few people are familiar with. He felt that institutions such as schools, churches, governments and political organizations of every sort all tended to direct thought for ends other than truth, for the perpetuation of their own funcions, and for the control of individuals in the service of these functions.” (148)

A grande viagem que Pirsig nos descreve não é apenas através das estradas, rumo ao topo de montanhas, às margens dos rios, mas também a viagem interior de um personagem em busca da verdade sobre si mesmo. Uma busca inseparável de seu esforço de decifração do grande enigma do mundo.

Sua motocicleta não flui apenas sobre terra e asfalto, levantando poeira física, mas flui também pelos trilhos da lembrança, a-trippin’ down the memory lane… Ele tenta encontrar seu caminho em meios aos escombros, tentando colar os cacos de passado e de memória que restaram no filme um tanto desconexo e confuso de sua consciência.

Neste sentido, Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas lembra, em alguns de seus temas e episódios, outro clássico da literatura norte-americana da segunda metade do século XX: Um Estranho no Ninho, de Ken Kesey, que também traz vívidas e impressionantes descrições sobre as sequelas deixadas por certos bárbaros processos psiquiátricos, como a terapia-de-choque e a lobotomia.

Ken Kesey

Uma das primeiras teses que o livro apresenta ao leitor é de uma tendência, naqueles que foram chamados de hippies (e, uma geração antes, de beatniks), de revolta contra a massificação e a tecnologia. Em boa parte da trip, o narrador e seu filho Chris são acompanhados pelos amigos John e Sylvia, o casal Sutherland, descritos como um par de rebeldes radicalmente “anti-tecnológicos” e “anti-sistema”. É como um modo de escapar de uma sociedade tecnocrática, desumanizadora e mortífera que John e Sylvia sobem em suas motocicletas e aderem a um estilo de vida de outsiders.

Mas Pirsig logo aponta o paradoxo na atitude daqueles que pensam protestar contra a tecnologia, mas sentados numa BMW de duas rodas e motor possante. A imagem um tanto caricatural do hippie como uma criatura natureba, abraçadora de árvores, com flores nos cabelos, que só aprecia cenários idílicos, que nunca come nada industrializado, que tem seu próprio pomar e horta, é posta em questão pelo livro de Pirsig. Zen nos faz pôr em dúvida se existiu de fato na história cultural da América do Norte nos 1960 qualquer real movimento, disseminado e significativo, que questionasse as raízes do projeto tecno-científico ocidental.



A revolta contra a massificação, o consumismo, o individualismo, os valores do capitalismo selvagem, muitas vezes se dá através de um radical virar às costas a “tudo isso que está aí”, ao Sistema como um todo – podemos pensar, por exemplo, em Chris McCandless, vulgo Alexander Supertramp, cuja vida-viagem foi descrita com tanta vivacidade e brilhantismo tanto no livro-reportagem de Jon Krakauer quanto no filme de Sean Penn, Into the Wild – Na Natureza Selvagem.

McCandless queima todo seu dinheiro, abandona seu carro e adere a um estilo-de-vida nômade como andarilho e caroneiro, até que enfim parte para o Alaska para ficar em meio à natureza selvagem. Mas também neste caso a situação de McCandless é paradoxal: se, por um lado, como fiel seguidor de Thoreau, ele vai em busca de um lugar que possa chamar de Walden, ele ao mesmo tempo não consegue recusar completamente toda a vida civilizada: lembremos que ele constrói seu refúgio contra a friaca em um ônibus abandonado, que leva consigo manuais de botânica que o auxiliam na escolha dos alimentos, além de carregar consigo seus livros prediletos. Trata-se claramente, portanto, de uma recusa de certos aspectos da civilização, enquanto outros continuam sendo valorizados como benesses muitas vezes essenciais para a sobrevivência.

Em sua obra Pirsig está constantemente mostrando estas contradições daqueles que se colocam na contra-corrente das tendências culturais hegemônicas – como os hippies e beatnikes. A leitura de Zen me fez pensar naqueles que estiveram envolvidos nos eventos que mais marcaram época na era Flower Power.

Tudo bem que durante os dias que durou a lendária festa de Woodstock em 1969 era o maior barato tomar banho pelado no rio, rolar na grama molhada pelo orvalho da madrugada ou brincar de guerrinha de lama. No interior do estado de Nova York, redescobria-se um cenário onde a natureza ainda não havia sido tão transformada (e poluída) pelo engenho humano – em contraste, por exemplo, ao corredor polonês de arranha-céus em Manhattan.


Mas a maior parte daqueles que estiveram no festival ali chegaram em automóveis e motocicletas, com o desejo expresso de curtir música amplificada em mega altofalantes, e poucos dias depois estariam talvez em suas casas com ar condicionado, bebendo cerveja enlatada, guardando comida industrializada no freezer…

Em suma: é quase impossível ser um hippie que defende fanaticamente um estilo-de-vida arcaico e roots, condenatório da tecnologia, e ao mesmo tempo estar em êxtase com o LSD e ouvindo a guitarra elétrica de Jimi Hendrix. Pois estas experiências psicodélicas e estéticas são inimagináveis sem os avanços tecnológicos precedentes. O próprio Albert Hoffmann não criou sua “poção mágica”, tão celebrada pelos hippies, enquanto trabalhava para a indústria farmacêutica em um laboratório high-tech? E seria concebível toda a apologia do “amor livre” sem que antes houvesse surgido e se disseminado outro rebento farmacológico do início dos anos 60, a pílula anti-concepcional?

Eis portanto um dos “problemas” que Pirsig persegue em seu livro: aqueles que se dizem anti-sistema, contra-cultura, críticos da tecnologia, são os mesmos que louvam motocicletas, guitarras elétricas e drogas sintéticas, ou seja, “produtos” da racionalidade tecno-científica ocidental que supostamente estava em questão para os movimentos sociais norte-americanos nos anos 60.

O que Pirsig investiga a fundo neste seu romance-viagem, sem mencionar Adorno e Horkheimer, é algo semelhante ao que os autores da Escola de Frankfurt chamavam de Razão Instrumental. Zen procura decifrar o enigma do porquê o século XX tornou-se um pesadelo – resumível em nomes como Hiroshima, Auschwitz, Chernobyl… – e quais os possíveis caminhos para uma vida mais zen.

O que a manutenção de motocicletas tem a ver com tudo isso? Seria muito demorado repassar todos os argumentos de Pirsig livro afora, então aqui intento uma modesta tentativa de síntese, com as minhas próprias palavras, da defesa entusiasmada que faz o narrador de um sujeito que não é só o piloto de sua motoca, mas também o seu mecânico.

Em meio à reflexão sobre a racionalidade científica e seus produtos tecnológicos, a motocicleta que carrega os personagens através da América selvagem aparece como digna da atenção do filósofo – e não só por ter se tornado uma espécie de símbolo libertário, pelo menos de acordo com grupos como os Hell’s Angels (vide o livro de Hunter S. Thompson) e todos os “asseclas” do estilo-de-vida Easy Rider.

A motocicleta, que pode ser considerada uma bicicleta motorizada e complexificada, é ao mesmo tempo o resultado histórico de um processo de avanço tecnológico indissociável da tecno-ciência ocidental. O século XX tem uma de suas peculiaridades justamente no fato de ser o primeiro século com produção em massa de novos meios de transporte individual, veículos movidos por motores de combustão interna e que queimam combustíveis fósseis…

O livro de Pirsig silencia quase completamente sobre os subprodutos ecológicos destes inventos – como a poluição que recobre tantas das metrópoles globais, repletas de carangas que são junkies de gasolina e peidam pelos escapamentos densas nuvens de CO2…

Ele prefere se deter sobre um fenômeno que analisa detidamente e que ele chama pelo nome de “dualismo sujeito-objeto”: este fenômeno é “encarnado” por seu amigo John Sutherland, aquele sujeito que só quer saber de pilotar sua motoca e curtir sua viagem, mas não entende bulhufas sobre a mecânica e o funcionamento interno do objeto que possui. Sempre que a joça enguiça, John precisa sair correndo em busca da ajuda salvífica de um especialista.

Já o narrador é o entusiástico defensor da tese: “seja você seu próprio mecânico” – o que exige um conhecimento técnico dos processos envolvidos no funcionamento de uma motocicleta que a grande maioria dos usuários nunca se preocupa em adquirir.

Isso lembra um pouco o modo como lidamos com outros produtos tecnológicos, como telefones celulares ou aviões. A grande maioria dos usuários de celular não compreende o processo histórico através do qual as tecnologias de comunicação foram mutando e se transformando. Julgam desnecessário compreender o longo caminho trilhado desde os tempos de Graham Bell até a era do Skype, dos smartphones, da telefonia via satélite.

De modo similar, quase todos os passageiros de um grande avião seriam incapazes de explicar em detalhes como é possível que um jumbo de milhares de toneladas possa planar no ar como uma águia, assim como desconhecem a história das evoluções que separam os primeiros experimentos de Santos Dumont e dos irmãos Wright dos atuais boeings 737 ultra hi-tech.


Lidamos com os bens tecnológicos, via de regra, como meros usuários de um serviço, ou possuidores de um objeto que foi inventado por outros, sendo que deixamos a uma casta de especialistas o trabalho de criar, compreender, ajustar e operar aquilo que não temos paciência ou interesse para tentar compreender.

Para o narrador do romance de Pirsig, realizar a manutenção da própria motocicleta aparece como um meio de superar essa cisão entre o usuário e o especialista. Trata-se de compreender intimamente a motocicleta não como um punhado “morto” de matéria, mas como resultado de um longo processo através do qual o engenho humano foi compreendendo e transformando a natureza, aprendendo a controlar suas forças e dar direção às suas energias.

Além disso, realizar uma constante manutenção da motoca é acreditar em sua durabilidade, na possibilidade de tê-la como possante companheira de jornada por toda uma vida, o que é um antídoto contra a mentalidade descartista típica de tempos de obsolescência programada – aquele tipo de ideologia que tenta nos convencer que só seremos pessoas plenas caso tenhamos o “carro do ano” e que devemos trocar de moto a cada 5 anos (ou menos…).

A cultura consumista e descartista é claramente descrita por Pirsig como junk, como um estilo-de-vida de baixa qualidade. E, como o próprio título do livro já aponta, alguns dos remédios possíveis para curar as tendências estúpidas e destrutivas do capitalismo ocidental estão… no Oriente.

Zen e a Arte da Manutenção de Motocicletas reitera aquela apologia das sabedorias orientais tão recorrente na contra-cultura dos anos 50 e 60  – é só lembrar, por exemplo, de George Harrison e sua adesão ao hare krishna, sua paixão pelas cítaras, suas canções (especialmente na carreira solo) recheadas com mantras, sua admiração pelo guru Maharishi, ou em John Lennon indo buscar inspiração para “Tomorrow Never Knows”, canção que encerra Revolver, no Livro Tibetano dos Mortos.

O fato dos Beatles – influência imensuravelmente impactante sobre a cultura dos sixties – terem passado um tempo morando na Índia, na época do White Album, é apenas um dentre centenas de outros casos de orientalização manifestada na era Hippie.

Beatles e o Maharishi

Os Beatles na Índia com o Maharishi em 1968

Os principais conceitos do sistema filosófico de Phaedrus (o personagem de Pirsig antes do eletro-choque) têm confessas similaridades com noções do zen budismo, do hinduísmo, do taoismo. É como se Pirsig estivesse tentando traduzir para um público ocidental o que significa, por exemplo, o Tao ou o Zen. Mas não há nada no livro que cheire à pregação dogmática ou fanática – e o trecho do livro que descreve o período do personagem na Índia, quando ele estuda misticismo e religiões orientais em Benares, mostra bem as contradições irreconciliáveis entre uma mente formada nos rigores do racionalismo ocidental e uma mente mística que busca o completo silenciamento dos raciocinações em prol de uma intuição a-intelectual.

No fundo, Phaedrus está muito mais “ancorado”, conhece muito mais profundamente, tem uma carga de leitura muito maior, no racionalismo filosófico ocidental – e os diálogos-com-pensadores de maior envergadura do livro de Pirsig se dão em relação a Platão, Sócrates, Aristóteles, Kant…

O Oriente, longe de “impregnar” o texto, faz aparições esporádicas, um tanto fragmentárias, e sempre em contraponto com a exacerbada valorização do racional que caracteriza o galho socrático da história da filosofia. Pirsig tem plena consciência de que o zen budismo está longe de valorizar a razão tanto assim – e que um grande mestre zen budista, através de seus ditos misteriosos ou de enigmáticos e indecifráveis koans, pretende conduzir a mente a um dilema insolúvel que a faça desesperar dos poderes racionais.

O zen budismo está todo organizado como um sistema de atentados contra a megalomania da razão; deseja a todo momento pôr a razão em maus lençóis, mostrar a razão em toda sua pequenez e todo seu ridículo; o mestre fica contente quando a mente do discípulo atinge um estado que Pirsig descreve como stuck, tradutível como “travado”, “estacionado”, “estagnado”.

Eis uma grande oposição entre dois sistemas de pensamento: de um lado, o racionalismo científico ocidental, que se orgulha pelos avanços tecnológicos imensos e variados que possibilitou, e que aponta como panacéia uma tentativa de compreensão de mundo neutra, objetiva, desapaixonada, “puramente racional”; de outro, as milenares doutrinas orientais, que valorizam a meditação, a serenidade, a paz de espírito, a busca pelo nirvana, a harmonização entre o humano e a natureza a que pertencemos, com a valorização da intuição pré-intelectual e da abertura de consciência (awareness)…

Se Phaedrus acaba lançado no turbilhão da insanidade, talvez seja pois seu corpo parece estar no centro de um cabo-de-guerra entre o Ocidente e o Oriente, sendo que ele ouve o chamado tanto das motocicletas quanto dos monastérios. E todo esse livro-viagem parece animado pelo desejo de reconciliar o que antes era pensado como oposição, unir aquilo que a compreensão dualista separa.

Pirsig retrata um pensamento acostumado a operar com oposições dualistas – Phaedrus adora dividir o mundo entre a mentalidade clássica e a romântica, entre as pessoas hip e os squares, entre o ocidente e o oriente… – ao mesmo tempo que vai progressivamente descobrindo uma doutrina, muito próxima do taoísmo e do monismo spinozista, e que procura demolir todo tipo de oposição dual. Não mais a razão contra a emoção, não mais o espírito contra a matéria, mas uma compreensão mais plena que abrace ambos os pólos da oposição e toda a imensidão que há entre eles e fora deles.

No fundo, talvez não haja ilusão maior do que a de se pensar que se compreende a vida por inteiro, que é possível dominá-la com a razão; talvez não haja megalomania mais perniciosa do que pensar que qualquer linguagem inventada por humanos possa dar conta de descrever o espetáculo inominável do universo. No fim das contas, a viagem da vida talvez não valha tanto pelo ponto de chegada, que para todos nós é o túmulo, mas pela própria jornada por estes caminhos tão estranhos, polvilhados de beleza e de mistério. A jornada é a recompensa.

“Sábio é quem se contenta com o espetáculo do mundo”, escreveu Fernando Pessoa. E este espetáculo é tão maior que a linguagem e a razão! Não conheço frase que melhor sintetize essa sabedoria que transcende a razão do que o sarcástico e sagaz ditado zen: “quando o sábio aponta para a Lua, o idiota fica olhando para o dedo…”


Na sequência, uma seleção de alguns dos trechos do livro que mais me impressionaram:

“Clichés and stereotypes such as ‘beatnik’ or ‘hippie’ have been invented for the antitechnologists, the antisystem people, and will continue to be. But one does not convert individuals into mass people with the simple coining of a mass term. John and Sylvia are not mass people and neither are most of the others going their way. It is against being a mass person that they seem to be revolting.” (21)

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“…to tear down a factory or to revolt against a government or to avoid repair of a motorcycle because it is a system is to attack effects rather than causes; and as long as the attack is upon effects only, no change is possible. The true system, the real system, is our present construction of systematic tought itself, rationality itself, and if a factory is torn down but the rationality which produced it is left standing, then that rationality will simply produce another factory. If a revolution destroys a systematic government, but the systematic patterns of thought that produced that government are left intact, then those patterns will repeat themselves in the suceeding government…” (122)

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“It’s sometimes argued that there’s no real progress; that a civilization that kills multitudes in mass warfare, that pollutes the land and oceans with ever larger quantities of debris, that destroys the dignity of individuals by subjecting them to a forced mechanized existence can hardly be called an advance over the simpler hunting and gathering and agricultural existence of prehistoric times. But this argument, though romantically appealing, doesn’t hold up. The primitive tribes permiteed far less individual freedom than does modern society. Ancient wars were committed with far less moral justification than modern ones. A technology that produces debris can find, and is finding, ways of disposing of it without ecological upset. And the schoolbook pictures of primitive man sometimes omit some of the detractions of his primitive life – the pain, the disease, famine, the hard labor needed just to stay alive. From that agony of bare existence to modern life can be soberly described only as upward progress, and the sole agent for this progress is quite clearly reason itself.” (157)

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“No one is fanatically shouting that the sun is going to rise tomorrow. They know it’s going to rise tomorrow. When people are fanatically dedicated to political or religious faiths or any other kinds of dogmas or goals, it’s always because these dogmas or goals are in doubt. The militancy of the Jesuits he somewhat resembled is a case in point. Historically their zeal stems not from the strenght of the Catholic Church but from its weakness in the face of the Reformation. It was Phaedrus lack of faith in reason that made him such a fanatic teacher. (…) He was telling them you have to have faith in reason because there isn’t anything eles. But it was a faith he didn’t have himself.” (190)

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“What was behind this smug presumption that what pleased you was bad, or at least unimportant in comparison to other things? It seemed the quintessence of the squareness he was fighting. Little children were trained not to do ‘just what they liked’ but… but what?… Of course! What others liked. And which others? Parents, teachers, supervisors, policemen, judges, officials, kings, dictators. All authorities. When you are trained to despise ‘just what you like’ then, of course, you become a much more obedient servant of others – a good slave. When you learn not to do ‘just what you like’ then the System loves you. But suppose you do just what you like? Does that mean you’re going to go out and shoot heroin, rob banks and rape old ladies? (…) Soon he saw there was much more to this than he had been aware of. When people said, ‘Don’t do just what you like’, they didn’t just mean, ‘Obey authority’. They also meant something else. This ‘something eles’ opened up into a huge area of classic scientific belief which stated that ‘what you like’ is unimportant because it’s all composed of irrational emotions within yourself.” (297)

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“…at the cutting edge of time, before an object could be distinguished, there must be a kind of nonintellectual awareness, which he called awareness of Quality. You can’t be aware that you’ve seen a tree until after you’ve seen the tree, and between the instant of vision and instant of awareness there must be a time lag. We sometimes think of that time lag as unimportant. But there’s no justification for thinking that the time lag is unimportant – none whatsoever. The past exists only in our memories, the future only in our plans. The present is our only reality. The tree that you are aware of intellectually, because of that small time laf, is always in the past and therefore is always unreal. Any intellectually conceived object is always in the past and therefore unreal. Reality is always the moment of vision before the intellectualization takes place. There is no other reality. The preintellectual reality is what Phaedrus felt he had properly identified as Quality. (…) He showed a way by which reason may be expanded to include elements that have previously been unassimilable and thus have been considered irrational. I think it’s the overwhelming presence of these irrational elements crying for assimilation that creates the present bad quality, the chaotic, disconnect spirit of the 20th century.” (315 – 327)

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“One thing about pioneers that you don’t hear mentioned is that they are invariably, by their nature, mess-makers. They go forging ahead, seeing only their noble, distant goal, and never notice any of the crud and debris they leave behind them. Someone else gets to clean that up and it’s not a very glamorous or interesting job.” (326)

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“Reality is, in its essential nature, not static but dynamic. And when you really understand dynamic reality you never get stuck. It has forms but the forms are capable of change.” (364)

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