Scientia Ad Sapientiam

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“Não há homem imprescindível, há causa imprescindível. Sem a força coletiva não somos nada” - blog da retórica magia/arte/foto/imagem.

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Krishnamurti, links para um singular pensador

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Fragmentos de um pensador muito especial.

Para quem deve estar se sentindo de saco cheio de textos científicos ou excessivamente técnicos.

Especialmente referente a última aula de sociologia, onde partiu-se do fato consumado de que onde há sociedade, lá também haverá conflito. Veja de onde vem a raiz desse problema, aparentemente sem solução, segundo a visão deste pensador abaixo.





O que você esta fazendo com a sua vida?
Passagens selecionadas sobre as grandes questões que nos afligem.

Ensinar é a mais nobre das profissões, se é que se pode chamar essa atividade de profissão. É uma arte que requer não somente capacidade intelectual, mas paciência e amor infinitos.
Quando somos realmente instruídos, compreendemos nosso relacionamento com todas as coisas – dinheiro, bens, pessoas, a natureza – no vasto campo da existência.

Sei que você, jovem, pode achar difícil decidir o que de fato ama fazer, porque quer fazer muitas coisas. Quer ser engenheiro, piloto de aviões cruzando o céu azul ou, talvez, um famoso orador ou político, ate quem sabe um arquivista [isso fui eu quem escreveu]. Pode querer ser pintor, químico, biólogo, poeta ou carpinteiro. Talvez queira trabalhar com a cabeça, ou produzir algo com as mãos. Alguma destas coisas é o que você realmente ama. Ou seu interesse é meramente uma reação à pressão social?

Como descobrir?

O verdadeiro propósito da educação é ajudá-lo a descobrir o que quer, para que você, quando for adulto, possa se entregar de mente, coração e corpo aquilo que realmente ama fazer.

Descobrir o que realmente gosta de fazer exige bastante inteligência, porque, se tiver medo de não ser capaz de ganhar a vida, ou de não se encaixar nessa sociedade podre, nunca descobrirá. Mas, se não tiver medo, se recusar-se a serem puxados para o caminho da tradição por seus pais, professores, pelas exigências superficiais da sociedade, você poderá descobrir o que realmente ama fazer. Portanto, para descobrir, você não pode ter medo de não conseguir sobreviver.

Mas muito de nos tem esse medo. O que será de mim se eu não fizer o que meus pais querem, se não me encaixar na sociedade, perguntam-se. Com medo, fazemos o que nos mandam fazer, e nisso não há amor, há apenas contradição, e esta contradição intima é um dos fatores que criam ambição destrutiva.

Desse modo, a função básica da educação é ajudá-lo a descobrir o que realmente ama fazer, para que você entregue a mente  e o coração aquilo, porque isso cria dignidade humana, varre para longe a mediocridade, a mesquinha mentalidade burguesa. Por essa razão é tão importante ter os professores certos...

Descobrirão a resposta quando amarem o que estão fazendo. Se você é engenheiro porque precisa ganhar a vida, ou porque seu pai ou a sociedade esperam isso de você, esse é outra forma de compulsão, e compulsão, sob qualquer forma, cria contradição, conflito. Mas se você realmente ama ser engenheiro, ou cientista, ama plantar uma árvore, pintar um quadro, ou escrever uma poesia, não para ser admirado, mas apenas porque ama o que faz, então descobrirá que não está competindo com ninguém. Penso que este é o segredo: amar o que se faz.
...



A verdade é o catalisador para cessar o conflito

"Em uma sociedade basicamente errada, não pode haver meio de vida correto".




O que está acontecendo no mundo atualmente?

Nosso meio de vida, qualquer que seja, leva à guerra, à miséria geral e à destruição, e isso é perfeitamente óbvio. Nossa ocupação, seja qual for, contribui inevitavelmente para que haja conflito, decadência, implacabilidade e sofrimento.

Então, a atual sociedade é basicamente errada, fundada na inveja, no ódio e no desejo de poder, de modo que cria meios de vida errados, como as profissões de soldado, policial, advogado. Por sua própria natureza, essas profissões são um fator de desintegração da sociedade, e quanto mais soldados, policiais e advogados, mais evidente se torna a decadência da sociedade. No mundo todo há cada vez mais soldados etc... e os homens de negócios os acompanham.

Tudo isso precisa ser mudado para que seja fundada uma sociedade correta, e achamos que essa é uma tarefa impossível.

Não é, mas somos você é eu que temos que cumpri-la.
Hoje, qualquer meio de vida que escolhamos cria infelicidade para um outro ou contribui para a destruição da humanidade, como vemos diariamente.

Como pode isso ser mudado?

Só haverá mudança quando você e eu não estivermos buscando poder, quando não formos invejosos, cheios de ódio e antagonismo.
Quando, em nossos relacionamentos, causamos alguma transformação, estamos ajudando a criar uma nova sociedade formada por pessoas  que não estão pressas à tradição, que não pedem nada para si mesmas, que não estão em busca de poder, porque são ricas por dentro, encontraram a realidade. Só o homem que busca a realidade pode criar uma nova sociedade, só o homem que ama pode transformar o mundo.



Mais videos do pensador em:


Quem quiser estudar sobre os fundamentos do pensamento universal, tanto do oriente quanto do ocidente, e as bases filosóficas nas quais nossa sociedade foi formulada, sobretudo na visão de grandes sábios e não somente em escolas científicas ou filosóficas e religiosas, deve considerar este link, organizado sobre a trajetória de Gurdjieff:

http://www.filoinfo.bem-vindo.net/estudos/modelos/Gurdjieff/Gurdjieff.html

Obs: é necessário ter a máquina Java atualizada no navegador web para visualizar o esquema de estudo.



A EDUCACAO E O SIGNIFICADO DA VIDA 

Por J. Krishnamurti

http://books.google.com/books?id=msFhYRTigXwC&lpg=PA1&dq=krishnamurti%20vida&hl=pt-BR&pg=PA1#v=twopage&q&f=false


SOBRE A NATUREZA E O MEIO AMBIENTE 
Por JIDDU KRISHNAMURTI

http://books.google.com/books?id=THmEaijAq1oC&lpg=PP1&hl=pt-BR&pg=PA22#v=twopage&q&f=false


SOBRE A LIBERDADE 
Por J. Krishnamurti

http://books.google.com/books?id=18MRVyENwDwC&lpg=PA1&hl=pt-BR&pg=PA178#v=twopage&q&f=false


SOBRE O MEDO 
Por Jiddu Krishnamurti

http://books.google.com/books?id=Whp5WEJHeV8C&lpg=PP1&hl=pt-BR&pg=PA38#v=twopage&q&f=false


Ensaios sobre o medo Por Adauto Novaes

http://books.google.com/books?id=ht7AFnd55pMC&lpg=PP1&hl=pt-BR&pg=PA272#v=onepage&q&f=false


LIBERTE SE DO PASSADO 
Por J. Krishnamurti

http://books.google.com/books?id=mm0SeKCVMa8C&lpg=PP1&hl=pt-BR&pg=PA38#v=twopage&q&f=false


SOBRE RELACIONAMENTOS 
Por J. Krishnamurti

http://books.google.com/books?id=wjs01j3twEwC&lpg=PP1&hl=pt-BR&pg=PA186#v=twopage&q&f=false


SOBRE A VERDADE 
Por J. Krishnamurti

http://books.google.com/books?id=5zNta1YDmZcC&lpg=PA1&hl=pt-BR&pg=PA18#v=twopage&q&f=false


SOBRE DEUS 
Por J. Krishnamurti

http://books.google.com/books?id=ymXgXi3evN4C&lpg=PA1&hl=pt-BR&pg=PA38#v=twopage&q&f=false


SOBRE O VIVER CORRETO 
Por J. Krishnamurti

http://books.google.com/books?id=QPoZnqaSfAAC&lpg=PA1&hl=pt-BR&pg=PA194#v=twopage&q&f=false

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A liberdade e a simplicidade

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À liberdade e à simplicidade

Quanto mais nos sintonizamos com o amor e com a intuição da Alma, mais simples se torna viver. No nível da personalidade tendemos a complicar tremendamente as coisas; porém quando nos tornamos receptivos à orientação interior, a vida se torna simples, clara e livre do que é supérfluo.


Para as pessoas que inventaram as suas próprias leis quando sabem ter razão;
Para as que têm um prazer especial em fazer coisas bem feitas, nem que seja só para elas;
Para as que sabem que a vida é algo mais do que aquilo que os nossos olhos vêem…

Um hino à liberdade

É uma história com sentido. Para todas as outras, ela será na mesma uma aventura sobre a liberdade e o vôo para além de limites provisórios.


Minha vida é plena na simplicidade de minhas atitudes. Tudo em minha vida me leva a estar mais próximo de Deus.



Boa semana para todos, espero produzir mais posts sobre isso em breve. E a história de Fernão Capelo Gaivota na íntegra.





"Eu sou Vida Abundante e o Amor de Deus vive em mim. Não é sobre grande quantidade de coisas, é estar consciente da qualidade em tudo que se tem, trazendo riquezas espirituais sem preço.
Perdoo os outros, perdoo a mim mesmo, perdoo o passado. Esvazio-me das coisas e me encho de vida.

Estou Livre!"




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ArTE eM DIFerENTE FORmaS

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A ArTE eM DIFerENTE FORmaSExiste arte em tudo: num simples olhar, num jeito de acordar, numa rotina de trabalhar, na hora de de se inspirar, na hora de almoçar.Não importa se você estuda, trabalha ou não faz nada. Porque até no não fazer também há arte. Deixar que as coisas inertes que nos circundam, permaneçam inofensivas, sempre com a proposta de nos servir sem nos causar danos. E a utilizarmos sempre de forma viva, gerando vida e movimento.Se você entende de arte ou não, não importa. Se você entende do assunto, você dialoga com as ferramentas e possibilidades de transformar estas formas, ao seu comando e vontade. Se você não entende de arte mas a sente, você interfere com ela do mesmo jeito. Pois sua relação com o mundo, e o mundo só é mundo a partir desta relação, é que dá sentido, que a faz realidade, tornando-a real no seu universo em particular.
Se na imagem, seja no design, seja no movimento puramente em si, ou numa película cinematográfica...
Todos nós dançamos conforme a música, instintivamente à procura de dar significados as estas formas inertes e inofensivas, aplicando-lhes significado e utilidade.





E todos nós, independente de nosso nível de compreensão e entendimento de si, sente o real a partir de sua alma, sua essência,  participando do mundo material e tornando-o realidade.

Qual será a sua realidade de mundo, surrealismo ou suprematismo? Naturalismo ou Construtivismo? Dadaísmo ou Surrealismo?Impressionismo ou Expressionismo?Minimalista, Pop ou performático?
Não importa, TODOS FAZEMOS ARTE!


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Teoria sobre o caos

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A Teoria sobre o caos e as idéias desarticuladas no contra-fluxo da razão.


Desde que surgiu como uma estrutura de idéias articuladas, na década de 60, a teoria do Caos tem suscitado novos, amplos e formidáveis debates sobre as relações de causa e efeito que regem o Universo. Durante séculos, os cientistas analisaram os fenômenos exclusivamente à luz da leis da física clássica. Nas últimas décadas, no entanto, novas experiências indicaram que pequenos desvios nas condições iniciais de um processo são capazes de alterá-lo radicalmente com o decorrer do tempo. Trata-se do já famoso “efeito-borboleta”. De acordo com essa fórmula-provérbio, o bater de asas do inseto, na Ásia, pode determinar ou impedir a ocorrência de uma terrível tempestade nos Estados Unidos. Com base em novos estudos, percebe-se que uma incrível e sutil ordem microscópica de relações está presente onde antes presumia-se que houvesse apenas o caos . Todos os eventos, dos mais corriqueiros aos mais complexos, obedecem a esse fantástico sistema anônimo de organização. Dessa forma, o funcionamento do coração de um pato, o regime de chuvas em uma floresta tropical e os ciclos translacionais dos planetas têm algo em comum. São processos regulados por micro-fatores que escapam aos diagnósticos convencionais do veterinário, do meteorologista e do astrônomo. Muitas vezes, os caprichos dessa ordem mal compreendida são responsáveis por assustadoras manifestações do imponderável. Por que choveu tanto nesse mês de estiagem? Por que ocorreu tal mutação genética? Por que, chutada da linha de fundo, a bola tomou tal efeito e caiu dentro do gol?


Esses novos e até fantasmagóricos conceitos têm sido largamente utilizados na explicação de fenômenos físicos. Especialistas ligados às ciências humanas, entretanto, identificam o”dedo” do caos em revoluções políticas, em transformações econômica e na modificação de costumes e regras morais. O grito entusiasmado de um desconhecido na multidão, disparado no milésimo de segundo apropriado, pode ser o último e vital elemento necessário à deflagração de um conflito armado. A foto de uma artista nua, ou de um simples beijo, pode detonar irreversíveis processos de alteração na maneira de um povo conceber o sexo e a intimidade.

Nos últimos anos, o desenvolvimento dos computadores tem proporcionado uma rápida evolução no conhecimento dos modelos que determinam a “bagunça” da grande casa cósmica. A capacidade de realizar milhões de cálculos em poucos segundos, permite às máquinas encontrar padrões precisos em acontecimentos antes tidos como aleatórios. O grande desafio de hoje é empreender a viagem de volta dos redemoinhos fractais de infinitas profundidades. Trata-se de decifrar a ordem invisível e ampliar o ínfimo controle do homem sobre a natureza.





Determinadas Incertezas


O desenvolvimento recente das teorias sobre o caos colocou sob suspeita dogmas cultivados pelas ciências físicas e pela filosofia. Na base do debate, figura a disputa entre determinismo e indeterminismo. Durante séculos, apregoou-se a possibilidade da identificação de leis gerais e infalíveis que facultassem o ingresso do homem ao mundo do pleno conhecimento e das previsões perfeitas. Desde Maxwell, no entanto, vozes da dissonância mostram a complexidade dos sistemas dinâmicos, sejam eles ligados a fenômenos puramente naturais, sejam produzidos pela ação humana. O cientista escocês difundiu a idéia de “pontos de singularidade”, em que pequenos fatores têm influenciada amplificada e são capazes de alterar radicalmente um processo.

O francês Henri Poincaré mostrou com clareza a suscetibilidade dos sistemas às condições iniciais. Uma mínima incerteza na gênese de um processo pode conduzir a desvios enormes e crescentes. A ciência reconhece a impossibilidade, pelo menos temporal, de identificar todos os pequenos fatores de influência e de mapear com absoluta certeza as condições primordiais. Disso resulta a incapacidade de prever com precisão os eventos futuros.

Nos últimos anos, a difusão do uso de computadores possibilitou a resolução de equações deterministas newtonianas não-lineares, cujas soluções são extremamente sensíveis à condição inicial. “Ao contrário da mecânica quântica, que é indeterminista mas faz predições, parte-se agora de uma teoria determinista e chega-se a uma situação de imprevisibilidade”, afirma o doutor em física Luiz Pinguelli Rosa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Daí o nome de de caos determinista, muito usado pelos pesquisadores.”



Segundo Rosa, no entanto, o estudo do caos nos sistemas dinâmicos não deve ser visto como uma disputa conceitual de escolas científicas ou filosóficas. O professor vê aplicações práticas das novas descobertas na avaliação do comportamento de sistemas aparentemente desordenados, instáveis e aperiódicos. “A Medicina e a Biologia, por exemplo, têm utilizado com sucesso os conceitos desenvolvidos em outras áreas na avaliação de sistemas dinâmicos”, ressalta. “Na universidade temos realizado trabalhos para avaliar o comportamento de produtos utilizados pela engenharia química.” Dessa forma, tem sido possível avaliar a resposta de materiais a mudanças de regime e a situações não convencionais.

O professor destaca o alcance inimaginável do estudo dos problemas não-lineares. No caso da Economia, por exemplo, as polêmicas se multiplicam a cada dia. O comportamento das Bolsas de Valores, em particular, é um fenômento que intriga e desafia matemáticos todos os dias. Muitos computadores foram desmoralizados ao tentar prever com precisão eventos no mercado de ações.

No caso da macro-economia, colocam-se na linha de tiro os conceitos do liberalismo. O equilíbrio perfeito, supostamente resultante do livre comércio e da ausência de intervenção, pode jamais ser alcançado. Esse universo paradisíaco de prosperidade tende a se manifestar somente como uma trégua temporal e localizada em um ambiente de deformações e de evolução caótica. Na verdade, estuda-se hoje para diminuir o grau de indeterminismo dos processos e para dominar o conhecimento dos modelos heterogêneos que se misturam em um fenômeno. Esse é o grande desafio dos cientistas nesta conturbada esquina de milênios.

Em 1960, o precário e ruidoso computador de Edward Lorenz, no campus do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, passava os dias a reproduzir imaginários eventos climáticos. A cada minuto, correspondente a um dia, a máquina (um Royal McBee) fabricava uma série de números estranhos. Eram códigos que exprimiam condições meteorológicas, como regime de ventos e mudanças de temperatura.

Para Lorenz, apaixonado pela Matemática e pela Meteorologia, os primeiros computadores foram a realização de um sonho antigo. Só a máquina poderia explorar a afirmação newtoniana de que o mundo era constituído e se alterava de maneira determinista. O computador, em teoria, permitiria prever o futuro do universo a partir de suas condições iniciais e das leis que regem sua evolução.

No caso das condições climáticas, o número de variáveis é tão grande que qualquer previsão merece alguma desconfiança. Mesmo assim, Lorenz seguiu suas experiências. O computador produzia uma série de eventos prováveis, plausíveis e amplamente reconhecíveis. Os ciclos de fenômenos não eram iguais, mas respondiam a um padrão.

Num dia de inverno, em 1961, Lorenz determinou-se a examinar mais detalhadamente uma sequência de eventos. Para poupar tempo, entretanto, tomou um caminho mais curto. Para fornecer à máquina suas condições iniciais, digitou os números obtidos da impressão anterior. Foi tomar um café e quando voltou, uma hora depois, espantou-se com o que viu.

Os padrões de comportamento climático começaram a divergir radicalmente na máquina. Pensou que uma válvula eletrônica tivesse queimado. Não tinha. O problema era outro. A memória do computador armazenava seis casas decimais: 0,506127. Na impressão colhida por Lorenz, entretanto, apareciam apenas três números depois da vírgula.

Ele os digitou acreditando que a diferença (um para mil) não interferiria nos ciclos de eventos. Errou. O Royal McBee usava um programa clássico, com um sistema de equações determinista. Concebido um ponto de partida, as condições meteorológicas se repetiriam de maneira exatamente igual, a cada vez. Um ponto de partida ligeiramente diferente resultaria em eventos apenas ligeiramente diferentes. No caso de Lorenz, no entanto, os pequenos erros e alterações refutaram essa teoria. Revelaram-se perfeitamente capazes de produzir grandes catástrofes.





O Caos por escrito


A literatura e as narrativas orais estão repletas de exemplos da presença do caos nas vidas humanas. Em realidade ou ficção, os escritores e jornalistas mostram como é complexa a teia dos acontecimentos, e como é também complexo o tecido da teia. “Pela falta de um prego, perdeu-se a ferradura; pela falta da ferradura, perdeu-se o cavalo; pela falta do cavalo, perdeu-se o cavaleiro; pela falta do cavaleiro, perdeu-se a batalha; por falta da batalha, perdeu-se o reino.”

Os exemplos multiplicam-se no dia-a-dia, em fatos reais. O italiano chegou adiantado alguns minutos ao aeroporto e embarcou noutro avião. Aquele que lhe era inicialmente destinado, o Jumbo da TWA, explodiu no ar minutos depois da decolagem. O tenista brasileiro Fernando Meligeni vai sacar, em um jogo na Olímpiada de Atlanta. Um torcedor anônimo, na platéia grita: “ele vai errar!”. A “praga” é destinada ao adversário, mas mesmo assim Meligeni perde a concentração, perde o ponto, depois o jogo e a chance de obter medalha.

Caos em tempos de racionalismo – Em 1809, Wolfgang Goethe compõe uma obra clássica que mostra quão imprevisível pode ser o futuro de um homem. Em “Afinidades Eletivas”, Goethe faz referência ao fenômeno químico em que dois elementos associados, sob atração de dois outros elementos, se desagregam para formar dois novos pares. A vida tranquila de um casal é subitamente transformada pela chegada de dois hóspedes. O autor mostra as forças da natureza, aparentemente ocultas, em ação sobre as relações pessoais e sociais. Goethe fala sobre um mundo de “incertezas inextricáveis”. A obra detecta os paradoxos da consciência racional que se consolidou com o Século das Luzes.

Na teia das estradas – O escritor italiano Italo Calvino produz uma alegoria do caos e da multiplicidade em seu conto “A Aventura de um automobilista”, do livro “Os Amores Difíceis”. Um homem briga, por telefone, com a namorada que mora em outra cidade. Ele diz que pretende terminar a relação e ela responde que ligará para um outro pretendente. Em seguida, ele se arrepende do que disse e resolve viajar de carro para desculpar-se.
Na estrada, à noite, inúmeras possibilidades atormentam o apaixonado. Imagina que qualquer carro que vem na direção contrária pode ser o de sua amada, o que criaria um desencontro. Depois de muito pensar resolve retornar, mas qualquer carro na direção contrária pode ser o do rival, que estaria rumando para um encontro com moça.
O protagonista imagina que os três podem continuar indefinidamente a correr para frente e para trás naquela estrada. “Verdade que o preço a ser pago é alto, mas temos que aceitá-lo: não podermos nos distinguir dos muitos sinais que passam por este caminho, cada um com um significado seu que permanece escondido e indecifrável, pois fora daqui não há mais ninguém capaz de nos receber e nos entender.”




Fractais


Durante muito tempo, o homem dedicou-se a desenvolver teorias para explicar coincidências (ou a ausência delas) no universo dos números e das formas. Essas fórmulas, baseadas sobretudo nos princípios de Euclides, foram, no entanto, incapazes de abranger a essência dos episódos irregulares. Nas últimas décadas, os cientistas acabaram por saltaram dos trilhos da linearidade euclidiana para se aventurar no túnel dos fragmentos.

Além de exercício paraestético, o trabalho com fractais é hoje um símbolo sofisticado da ciência do caos, cujo objetivo é detectar padrões nas coisas desprovidas de ordem aparente. O criador das primeiras imagens de fractais, na década de 70, foi o polonês Benoit Mandelbrot, nascido de uma família judia. O cientista passou boa parte da infância e da juventude fugindo de guerras e teve sua formação intelectual marcada por saltos e interrupções.

O laborioso e criativo menino jamais decorou o alfabeto e a tabuada além de cinco. Tinha, no entanto, uma ótima intuição geométrica, que aplicava a seus estudos de economia, engenharia e fisiologia. Mandelbrot, dono de uma inteligência desorganizada e substancialmente imaginativa, acabou por dar à luz os fractais nos computadores da IBM, empresa em que trabalhou por vários anos.

Em uma tarde de inverno em 1975, o cientista encontrou no dicionário de latim do filho pequeno um nome para sua abstração. Mandelbrot escolheu o termo fractus, do verbo frangere (fraturar, quebrar), que depois se tornaria fractal. Uma palavra que se casava bem com os ingleses fracture e fraction. Um traço importante da vida daquele homem estava representado naquela expressão.




A nova ordem caótica controla a internet



A fantástica malha de informações da Internet é hoje um modelo vivo das relações caóticas do universo. Na rede, conjugam-se as ofertas da multiplicidade e as dúvidas da escolha. Um pesquisador que prepara um estudo pode servir-se, via computador, de milhões de diferentes informações. Em poucos minutos, em condições técnicas ideais, pode colher dados oferecidos por um colega chinês e compará-los com o de outro na Groenlândia.

O pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), Ronaldo Entler, tem se dedicado a estudar os processos caóticos na produção artística e no uso dos novos sistemas informatizados de comunicação. Em suas observações, percebeu claras similaridades entre sistemas dinâmicos das ciências físicas e as teias de informação da Internet. “A rede oferece acesso a diferentes assuntos, todos interligados, em ordens que não obedecem necessariamente aos catálogos das bibliotecas e aos processos de pesquisa convencional”, analisa. “A maneira como se trilha o caminho da informação acaba por alterar as indagações do pesquisador e o resultado final de seu trabalho”.



Em seu trabalho “O Caos na Rede e a Ruptura das Hierarquias”, Entler destaca a interdisciplinaridade como virtude de um novo padrão de construção do conhecimento. Na Internet, as informações não estão necessariamente arquivadas como nas estantes de uma livraria. Na busca por um dado, esbarra-se ao acaso em uma série de informações correlatas, muitas vezes capazes de enriquecer o estudo em curso. “A situação sugere que o pesquisador se coloque sensível aos eventuais novos caminhos, apontados no próprio trajeto”, teoriza Entler.


De acordo com o pesquisador, a Internet tem articulado uma nova ordem no aparente universo dos dados desconexos e da informação desencontrada. O histórico divórcio entre a rede e os sistemas convencionais de pesquisa teria três aspectos fundamentais: multiplicidade dos gêneros de informação, novos métodos de classificação de dados e interatividade. Entler acredita que o novo perfil dos meios de comunicação e interação determinará uma nova concepção de pesquisa de estruturação do conhecimento adquirido. “O caos não é um obstáculo a ser transposto, já que é uma característica genética da Rede”, afirma. “É, ao contrário, um estímulo à livre experimentação”.


Walter Facelta Jr
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O quantum comportamental do empreendedor

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O fundamento quântico do comportamento empreendedor

Resumo

A lei de causa e efeito segue por um traçado cartesiano, previsível e pontual. O cérebro processa múltiplas ações por segundo, mas na verdade processa muito mais, apenas o faz de forma inconsciente. Tais fenômenos de relacionamento de informação só é possível considerar quando comparados a fenômenos “quânticos”. A física quântica é a física das possibilidades, das múltiplas e infinitas possibilidades.

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O ser humano em sua estrutura já pode afirmar a presença e ocorrência de comportamentos quânticos, isto é, fenômenos muito rápidos, em um espaço de tempo muito pequeno e com muita informação. O pensamento empreendedor analogamente se comporta dessa mesma forma, comparando e analisado informações para agir.

O que a “Física Quântica” tem a ver com empreendedorismo?

Talvez por que a Física Quântica seja a física das muitas possibilidades!

Para auxiliar esse entendimento tentaremos ilustrar o que vem a ser alguns dos “fenômenos quânticos”.

Cientistas e pesquisadores questionam-se sobre os comportamentos das subpartículas que compõem o átomo, pois ainda hoje há uma grande distancia a percorrer para compreender totalmente esses fenômenos. Isso se dá pelo fato que muitos fenômenos quânticos são justificados por complexos cálculos matemáticos, nunca foram “vistos” apenas postulados.

 

A palavra “quantum” é algo como: “pacote ou quantidade”, essa descoberta da Física no campo da energia e da matéria considera que as medições e percepções dessas subpartículas ocorram em pacotes de energia, denominados como “quantum”(“quanta”no singular) de energia”.

Esses fenômenos apresentam um comportamento de forma surreal e para muitos, tem algo de “sobrenatural”, chegando ao ponto que alguns físicos, logo, homens de ciência, permitirem que seu lado místico predomine para poder aceitar tais fenômenos.

Um átomo é formado, a “grosso modo”, de um núcleo, composto de prótons e nêutrons e elétrons girando ao seu redor.

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Mesmo em escalas microscópicas não são partículas solidas como imaginamos, há espaço vazio entre eles.

Estudos do átomo levaram os cientistas a considerar uma dualidade comportamental, essa dualidade é conhecida como dualidade onda e partícula.

A conclusão foi que ora se comportam como ondas (uma referencia ao “espalhamento” que expressa, tipo as ondas na água e ondas sonoras) e ora se comportam como partículas definidas.

Pode se concluir que: “Massa” e “energia” sendo uma mesma coisa.

Na verdade tudo é energia, hora mais “adensada”, concentrada em um ponto ou então, ainda energia, espalhada em uma malha de possibilidades.

Na mecânica quântica os elétrons aparecem e desaparecem em suas órbitas, eles vão e vem, mudam de órbita sem apresentar um percurso observável, apenas desaparecem e logo em seguida aparecem, quando o fazem é que ocorre o chamado “salto quântico”.

A dificuldade de entendimento é por que ainda se relativiza alguns fenômenos quânticos considerando como velocidade máxima a velocidade da luz, algo em torno de 300.000 km/s.

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Mas é possível também postular, ainda sem o poder de medição, na possibilidade desses fenômenos quânticos ocorrerem em velocidades superiores a da luz, logo, não podemos ainda medi-los.

Um elétron some e depois aparece, sem se saber para onde foi, mas, sobretudo quanto tempo ficou “fora”, pois também não sabe se o elétron que apareceu é o mesmo que desapareceu.

Muitos comportamentos e decisões de empreendedores de sucesso ocorrem da mesma forma, em velocidades muito altas, mudam de um sentido para outro sem uma ligação visível.

Muitas vezes uma decisão sem procedência visível determinará a ação e, os resultados obtidos, sobre inúmeras outras decisões coligadas, apresentando um comportamento sincrônico.

O empreendedor em sua dinâmica apresenta-se hora como uma onda de possibilidades, percebendo e atuando sobre varias coisas ao mesmo tempo e hora também como uma partícula certeira, precisa em situações de caos total.

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Aqueles que o acompanham, dificilmente conseguem perceber a sua posição ao mesmo tempo que a sua velocidade, tal como o “principio de Incerteza”, outro conceito da Física Quântica.

Agora pare e respire fundo! Se estiver sentindo a mente confusa e leve desequilíbrio, mesmo sentado, pare e respire fundo de novo. Beber um pouco d’água ajuda também!

Continuando... Os elétrons na verdade passam a ser representados como ondas de probabilidades e curvas de possibilidades e se comportam partículas após serem consideradas por um observador ou melhor dizendo, na presença de um observador.

No estado de onda, elétrons e fótons (partículas de luz) não têm localização precisa, existem como “campos de probabilidade”. No estado de partícula esse campo “colapsa” produzindo um objeto solido, localizado no espaço e no tempo.

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O fato de ter um observador determina a “existência” da partícula, chamado de “colapso de onda”.

Uma conclusão interessante foi obtida pelos físicos após um experimento denominado: “Dupla Fenda”.

Nesse experimento cientifico, elétrons são projetados por duas fendas e se comportam hora como partículas e em outro momento apresentam resultados iguais a das interferências observadas quando ondas se encontram, como se ficasse espalhado e múltiplas partes dele mesmo estivessem em vários lugares.

“O empreendedor observa as possibilidades e vê um negocio em potencial e diante dele as possibilidades se tornam tangíveis e materiais.”

Nessa ilustração, é possível extrapolar e dizer que é algo similar a um fenômeno quântico.

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Alguns pesquisadores, realizando comparações e medições acreditam que os fenômenos quânticos ocorreriam em velocidades muito altas e em medidas (dimensões) muito pequenas.

O nosso cérebro capta de forma inconsciente 400 bilhões de bits por segundo de informação, mas só processa cerca de 2 mil bits por segundo, logo, mesmo com toda essa percepção o nosso “processador” ainda é muito lento e nossas referencias para viver são ainda muito limitadas, haja visto o referencial de 5 dos muitos sentidos que possuímos.

Dizem que hoje são mais de 20, os sentidos conhecidos. Com certeza um empreendedor de sucesso faz uso de todos eles.

“Um cérebro empreendedor deve, antes de mais nada, ter como característica processual e comportamental essa predisposição ao raciocínio quântico, isto é, processar inúmeras informações ao mesmo tempo, em um espaço de tempo reduzido e a uma velocidade acima do normal.”

A “função de onda”, uma expressão matemática para declarar que é, usando inúmeros cálculos matemáticos quase ao impossível, justifica uma realidade que na verdade não existe.

“Um cérebro empreendedor deve desenvolver sua curva de probabilidade em múltiplas possibilidades e colapsar essa “onda” que esta espalhada, em realizações, isto é, acreditar e fazer acontecer.”

E mais que isso, têm que sustentar essa realização com muito empenho, trabalho e planejamento, revisando constantemente para nortear a próxima decisão.

Para o cérebro empreendedor tudo que ocorre ao seu redor, antes e depois do agora, deve ser utilizado para formar as suas estratégias.

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Pode parecer algo impossível, porém muitos dos empreendedores de sucesso pensam dessa forma.

Na Física Quântica, outro comportamento denominado de “fenômeno não local”, onde dois elétrons separados mesmo a longa distancia, se movem ao mesmo tempo e da mesma forma. Seguindo esse entendimento e indo mais além é possível postular que, se ocorrem ao mesmo tempo, independente da distancia que os separam, desconsideram o espaço e o tempo, logo, pode se extrapolar e aceitar que passado, presente e futuro também ocorreriam ao mesmo tempo.

O que divide o passado e o futuro é o momento presente, a medida que a velocidade empregada vai aumentando e nesse caso é a velocidade da luz, isso já foi dito na teoria da relatividade, o momento presente vai “diminuindo” ficando apenas uma sutil separação entre os dois momentos.

A tomada de decisão para uma mente empreendedora dependera dessa característica, basta exercita-la caso não a possua de forma inata. Não há para o empreendedor, um passado a esquecer, um presente a desconsiderar ou um futuro distante. A mente empreendedora, percebe, organiza, direciona e age de forma total e absoluta.

Muitos argumentam que tal comportamento seria um comportamento sincrônico, quer dizer, coisas que ocorrem de igual forma em locais diferentes, independente da distancia.

Exercício fundamental é o estar sempre preparado e alerta. Buscar constantemente a aquisição de conhecimentos, isto é, estudar muito e se preparar pra valer, colocar em pratica muitas vezes a mesma coisa ou a mesma teoria, ir fazendo os ajustes e revendo resultados até acertar.

O sucesso é formado de 5% de inspiração e 95% de transpiração. Para alguns isso ocorre de vez em quando, para o empreendedor de sucesso isso ocorre a todo o momento.

Seria a criatividade um processo quântico?

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Passe a usar a criatividade sobre situações ou problemas densos e maciços e perceba como se resolvem.

O nosso inconsciente registra um mundo de possibilidades e muitas vezes ele determina as saídas de uma questão que nos trava, independente da nossa participação consciente.

A questão da criatividade pode ser uma representação de um fenômeno quântico, pois a criatividade se comporta como ondas de possibilidade que ecoam ao infinito, testando as possibilidades até “colapsar”.

Essa onda, logo, como um passe de mágica (pra quem acredita) trás a solução ao seu alcance ou aquela idéia fenomenal diante de você.

Chegam a dizer que é um “SEGREDO” revelado! Que nada! Nem precisava ter filme nem livro pra isso.

O empreendedor de sucesso apenas usa a sua formula “mágica” de 5% inspiração e 95% de transpiração. O empreendedor de sucesso transpira, planeja, objetiva, trabalha, se organiza, lidera, persiste, muda de estratégia, revê as metas, analisa os riscos, prima pela qualidade, motiva, renova, dinamiza e faz tudo isso e muito mais plenamente consciente de seus objetivos e resultados.

A autoconfiança é condição essencial para unir todos esses comportamentos.

“O cérebro empreendedor é um cérebro criativo, pois processa muitas informações ao mesmo tempo trazendo muita coisa do inconsciente para o consciente.”

Existe uma cultura do “achismo” e do “achamento” ao invés do planejamento.

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Planejar é algo que dá trabalho e poucos estão dispostos a trabalhar por seus objetivos, muitos preferem acreditar em formulas mágicas e teorias fantasiosas, a realmente acreditar no próprio taco.

Na Física Quântica existe o “Principio de Incerteza” onde não se pode determinar, ao mesmo tempo, a posição e velocidade de uma partícula.

O empreendedor trabalha e desenvolve no caos das situações externas e internas, com ou sem recursos, mais ou menos sabendo o que fazer, sabendo que alguma coisa deve ser feita.

Ele age e reage ao mesmo tempo. Tem capacidade estratégica extremamente aprimorada, consegue ver o bolo pronto e vendido apenas olhando para a farinha e os ovos ainda na prateleira do supermercado.

Nem sempre acredita no que vê, muitas vezes dá mais importância naquilo que não vê. Não vê impossibilidades, vê possibilidades a serem superadas.

Onde muitos choram, ele vende lenços.

Obtém resultados positivos nos muitos momentos que um raciocínio cartesiano não possibilita mais a realização e o sucesso.

Desafios e superações pessoais é seu combustível, pois o empreendedor de sucesso se desafia a todo instante.

Não se cansa, pois percebe em si mesmo a necessidade constante de movimentar as suas múltiplas e infinitas inteligências para que as coisas ocorram conforme a sua visão.

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A visão do empreendedor tem que ser “holográfica”, conceito onde um objeto representado em 3D pode ser visto como um todo mesmo se tendo acesso apenas a uma parte dessa imagem.

De um ponto a principio “cego” (para a maioria) o empreendedor “quântico” percebe todo um negocio existente ou que irá surgir.

O nosso cérebro ainda tem limitações para processar de forma plena tanta informação, é nesse momento que não se considera mais apenas os processos cerebrais, mas processos mentais e podemos ir mais além, processos da consciência.

Alguns físicos quânticos especulam que tais condições quânticas, dadas as características das subpartículas, só poderiam ocorrer somente sob a ação da consciência.

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Se desejar pode colocar em uma escala: a consciência que liga a mente que liga o cérebro. Não que exista uma dicotomia entre consciência e mente, a primeira é uma porção da segunda.

Os processos cerebrais seriam, embora muito rápidos, ainda lentos, comparando-se aos processos quânticos, logo o cérebro sob o “ comando” da mente seria esse gerenciador, que é coordenado pela consciência. Onde a consciência atuaria sobre subpartículas em escalas ainda menores das conhecidas no momento.

Possuir esses limites avançados permite a mente criativa atuar sobre os processos “mecânicos” do cérebro, processos condicionados e processos cartesianos. Os processos criativos, permitem em si mesmo inúmeras e múltiplas possibilidades de realizar maior numero de processos quânticos em sua mente para encontrar soluções e acessar as idéias criativas presentes no inconsciente que estão disponíveis para se expressar.

A criatividade é um processo de múltiplas possibilidades e avançado, pois resulta sempre em algo inovador e é super veloz, muitos chamam de “insights criativos”, colapsam uma idéia, tudo isso nos moldes dos fenômenos quânticos.

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Processos que ocorrem em nosso inconsciente são em número milhares de vezes maiores que os processos e soluções que encontramos de forma consciente.

O estresse em muitas situações é fator negativo e bloqueador.

A Astrofísica pesquisa a chamada matéria escura, que não se vê, mas se postula a sua existência apenas pelos comportamentos das estruturas materiais que podemos ver ou medir.

Analogamente podemos considerar que o empreendedor realiza em base aos efeitos do mercado e das informações ocultas do mercado sobre as atividades e negócios existentes.

O melhor negocio é aquele que vive no mercado, mas não depende dele para crescer.

Existe negócio assim? Precisa ser inventado? Existe e não conseguimos vê-lo?

Todas as coisas animadas e inanimadas são formadas por átomos e suas subpartículas quânticas.

Os nossos negócios, sólidos e firmes, também são formados por átomos e suas subpartículas quânticas.

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As ações mecânicas se percebem mais sobre as coisas mais adensadas e mais sólidas.

 

Como em uma escala de valores seria algo como a consciência, algo muito sutil, através da mente, que seria algo um pouco mais perceptível, atuaria sobre expressões infinitamente pequenas, tais como as subpartículas quânticas, promovendo colapsos das ondas de possibilidades em partículas, realizando desde as bases quânticas, infinitamente pequeno e sutil, ate a escala atômica, logo já se expressando em subpartículas e partículas.

Mas não apenas os negócios “sólidos”, também as idéias (pensamentos) também são formadas por subpartículas quânticas, pois sendo resultados de processos mentais conclui-se que é também energia, lembrando que energia também é massa, logo matéria.

Idéias energéticas podem se transformar em negócios sólidos, basta apenas você colapsar a sua onda e fazer assim realizar a sua idéia.

Lembrando que o pensamento positivo, só é realmente positivo se estiver sob a formula de sucesso : 5% de inspiração e 95% de transpiração.

Não apenas uma idéia, mas múltiplas e infinitas possibilidades de negócios.

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Massa é energia e vice versa.

Hoje existem negócios infinitamente lucrativos e nem precisam de uma forma física para existir, são os negócios virtuais, você não os vê, mas representam negócios verdadeiros.

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A internet tem possibilitado grandes e lucrativos negócios e tudo é virtual.

Os ativos intangíveis dos negócios, em muitos casos, valem muito mais que o patrimônio físico que uma empresa possa possuir.

 

Os ativos intangíveis podem ser o fundo de comércio, a tecnologia acumulada, o nome, a marca, a referencia, a credibilidade, a segurança pela tradição, a lista de clientes e outros itens correlatos.

O empreendedor não pode ficar parado observando onde e como o negocio vai acontecer ou se está acontecendo, pois, se faz assim, corre o risco de perder a velocidade do negócio e ele passar do ponto.

O negócio, assim como a idéia, podem ter que passar por um teste da dupla fenda e dependendo do observador, diria um mal observador, um que não trabalha com planejamento, se comportará não como uma simples partícula, mas como uma “pedra” e pode levar o negocio para o fundo do poço.

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Traduzindo: Você realiza tudo bem, mas se não partiu para transpirar os 95%, é possível que o negócio siga rumo ao buraco.

O empreendedor sabe, pois vive com as suas certezas que haverá sempre uma curva de probabilidade com ondas de possibilidades.

Empreender, muitas vezes, é tarefa solitária e árdua, por isso dependerá do próprio empreendedor colapsar a própria onda.

 

Por isso, caro empreendedor ou aprendiz de empreendedor, o seu “segredo” só você pode construir!

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por Adams Auni
adamsauni@adeloxoil.com
Administrador de empresas
Empreteco – Sebrae RJ

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Sistema Financeiro Mundial – a economia dos valores fantasma

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Sistema Financeiro Mundial – a economia dos valores fantasma
Países realmente podem falir?

Da Redação Der Spiegel

Os pacotes de resgate que visam escorar os mercados financeiros na Europa estão ficando cada vez mais caros. Uma preocupante depreciação da moeda é inevitável e falências de Estados não podem mais ser descartadas. Poderia a zona do euro também cair vítima da crise financeira global?



"Há um rumor circulando de que os Estados não podem falir", disse recentemente a chanceler alemã, Ângela Merkel, em um evento de um banco privado em Frankfurt. "Este rumor não é verdadeiro."

É claro que ela está certa. Os países podem falir se permitirem que seus gastos deficitários saiam do controle e não puderem mais arcar com o serviço de suas dívidas. Os comentários de Merkel podem ser interpretados como um alerta de que os países precisam manter seus déficits sob controle. A mensagem é: se os governos forem longe demais na tentativa de resgatar as empresas e a economia, eles próprios poderão enfrentar uma insolvência.



Até o momento, os governos nacionais já foram bem longe. Sejam os Estados Unidos ou a Europa, as somas que os governos estão desembolsando para impedir o colapso do sistema financeiro são impressionantes.

A Alemanha sozinha já forneceu garantias de crédito de €42 bilhões para impedir o colapso do Hypo Real Estate de Munique, um poço sem fundo que a maioria agora acredita que terá que ser totalmente nacionalizado. O único obstáculo é uma cláusula legal que limita a participação acionária do Estado nos bancos a 33%. Enquanto isso, o segundo maior banco popular da Alemanha, o Commerzbank, foi resgatado, com o Estado assumindo um quarto das ações da empresa. E o prejuízo de € 4,8 bilhões no último quarto trimestre na principal instituição financeira da Alemanha, o Deutsche Bank, sugere que ele também poderá necessitar de assistência do Estado.

De inconcebível a inevitável



A imagem é ainda mais sombria nos Estados Unidos, onde o economista Nouriel Roubini estima que os prejuízos no setor financeiro totalizarão US$ 3,6 trilhões. No Reino Unido, o governo já nacionalizou em parte o Royal Bank of Scotland e o Lloyds TSB -e muitos especialistas vêem a nacionalização plena como inevitável.



Há poucos que discordam dessas medidas. Caso bancos vitais para o sistema quebrem, o sistema financeiro global poderia sofrer um colapso. Mas quanto os países podem gastar até que a bolha dos gastos deficitários estoure? Um cenário inimaginável? Há menos de um ano, a nacionalização de bancos nos Estados Unidos, Alemanha e Reino Unido seria inconcebível. Hoje, mesmo os Estados Unidos -lar do capitalismo desenfreado- vêem estas medidas como inevitáveis.



Os empréstimos tomados pelos países para financiar os resgates, programas de estímulo econômico e queda na receita tributária criarão um fardo duradouro. Pior, com a continuidade do declínio no setor bancário, não está claro se esses gastos imensos serão eficazes. Especialmente quando outros países menos estáveis economicamente ao redor da Alemanha estão mergulhando em parafuso.

Veja o exemplo do Reino Unido. O país está à beira da ruína financeira. Os imóveis estão supervalorizados, os lares estão altamente endividados e seu vasto setor financeiro foi duramente atingido pela crise. A confiança na capacidade do Reino Unido de superar a turbulência econômica está diminuindo a cada dia, como ficou evidente com a forte desvalorização da libra, que quase chegou à paridade com o euro. Há apenas 13 meses, ela valia € 1,40.

Uma segunda Islândia



"Eu não investiria dinheiro nenhum no Reino Unido", diz o investidor americano Jim Rogers. E o economista Willem Buiter, um ex-consultor do Banco da Inglaterra, alerta sobre o "risco do Reino Unido se tornar uma segunda Islândia".





Também é possível olhar para o exemplo da Itália, que está caminhando para ingressar em um clube bastante exclusivo -e indesejável. Com 106% do produto interno bruto, a Itália terá o terceiro maior déficit nacional do mundo.



Em um país que há muito tinha uma taxa de poupança sólida, os gastos deficitários não provaram ser um problema muito grande no passado. O maior desafio para o governo era fazer as pessoas se interessarem por comprar títulos a uma taxa de juros estabelecida. O ministro das finanças do país descreveu esse investimento como "o mais sólido e seguro disponível". É claro, nem todo mundo compartilha essa opinião no momento -particularmente nem os próprios italianos. Um título da dívida oferecido em meados de janeiro só encontrou interessados depois que o governo aumentou acentuadamente a taxa de juros oferecida.



Neste ano, Roma teve que pagar € 220 bilhões em títulos de curto prazo. Autoridades financeiras foram citadas como tendo dito que caso um título não encontre interessados, "seria um desastre para o Estado". Em dezembro, o ministro do trabalho italiano, Maurzio Sacconi, alertou que a Itália poderia falir se o país não conseguisse mais vender títulos públicos, por causa da abundância de oferta de outros países. "Isso criaria um problema de liquidez para o pagamento de salários e aposentadorias e acabaríamos como a Argentina."

O Reino Unido como uma segunda Islândia, a Itália como uma segunda Argentina. A Islândia atualmente está praticamente falida e a Argentina se tornou insolvente em 2001. Não é de se estranhar que esses comentários de autoridades públicas estejam deixando as pessoas nervosas. Em nenhum outro momento da história, desde o final da Grande Depressão, o risco de falências nacionais foi tão grande na Europa quanto agora.

Os orçamentos nacionais na maioria dos países membros da União Européia estão em estado miserável. Especialistas financeiros da Comissão Européia em Bruxelas estimam que, apenas neste ano, os gastos deficitários nos 16 membros da zona do euro totalizarão 4% do PIB, com esse número aumentando para 4,4% no próximo ano. O Pacto de Estabilidade do euro, entretanto, permite apenas 3%. A Comissão estima que em 2010, 17 países da UE ultrapassarão esse total. A lista inclui países como a Alemanha (4,2%), França (5%), Espanha (5,7%) e Reino Unido (9,6%). Espera-se que a Irlanda fique no topo da lista com gastos deficitários previstos de 13%.

Essas previsões, é claro, existem apenas no papel por ora. Mas o ministro das finanças da Áustria, Josef Pröll, alerta que "algum dia chegará o dia do pagamento".

Títulos de dívida europeus?



Na semana passada, Pröll e seus colegas formularam um pedido de mudança de curso, dizendo que um estímulo fiscal coordenado era necessário e deveria incluir uma "consolidação orçamentária coordenada" por toda a Europa. Mas como isso ocorreria não está claro.



Em uma audiência perante o comitê econômico do Parlamento Europeu na semana passada, Joaquim Almunia, comissário de Assuntos Econômicos e Monetários da UE, foi fuzilado de perguntas para as quais tinha poucas respostas. Como um primeiro passo, ele sugeriu que seis a oito países deveriam reduzir seus déficits. Mas ele não sugeriu como poderiam fazer isso.



Para alguns governos, consolidação orçamentária é a coisa mais distante de seu pensamento no momento. Em vez disso, esses países estão fazendo tudo o que podem para encontrar formas de assegurar o crédito, que está se tornando cada vez mais difícil. "Países menores estão sendo empurrados para fora dos mercados de crédito porque os países maiores estão tomando bilhões", membros do Parlamento disseram para Almunia. Sua resposta: é verdade, mas não é possível "pôr de lado os mercados de capital".

Visando resolver o problema, o primeiro-ministro de Luxemburgo, Jean-Claude Juncker, que também é o ministro das Finanças de seu país, propôs que os 16 países da zona do euro criassem um "Euro título" comum. Os países menores elogiaram a proposta, mas ela foi recebida com rejeição instantânea por Berlim.

A Alemanha, até o momento, conseguiu tomar empréstimos baratos porque ainda conta com uma excelente classificação de crédito. Se o país enchesse seus cofres oferecendo Euro títulos da dívida, ele teria que pagar € 3 bilhões ou mais neste ano. Pröll, o ministro das finanças austríaco, também pareceu desinteressado, rejeitando os Euro títulos como dando carta branca para a criação de mais dívidas às custas dos outros.

Muitos líderes europeus criticaram a abordagem da Alemanha diante da crise financeira -o país foi lento na implantação de um pacote de estímulo econômico e alguns zombaram da chanceler Ângela Merkel como sendo a "Madame Não". Mas na Alemanha, o governo está preocupado com o risco de uma tomada excessiva de empréstimos e em sobrecarregar as futuras gerações com dívidas. O governo já abandonou seu plano de um orçamento equilibrado até 2011, e Merkel alertou sobre os limites do papel de Berlim em qualquer resgate.

Merkel teme que os resgates sobrecarregarão o governo. Afinal, se a dívida do governo continuar crescendo, em algum momento ele não mais será capaz de pagar os juros. A tomada de empréstimos no valor de € 18,5 bilhões prevista para 2009 já é maior do que a do ano passado, e nesta semana o governo está em processo de aprovação de um segundo pacote de estímulo econômico que, combinado com outros empréstimos, poderia elevar o gasto deficitário de 2009 para a marca de € 50 bilhões. Nenhum outro governo alemão teve que tomar tanto dinheiro em empréstimo.



Para assegurar que futuras gerações não fiquem amarradas a uma dívida imensa, o plano contém uma cláusula que a partir de 2011 canalizará € 1 bilhão por ano das receitas do banco central da Alemanha, o Bundesbank, que antes iam para o orçamento do governo. Atualmente, o Bundesbank injeta € 3,5 bilhões por ano no orçamento. Até 2012, quaisquer lucros no banco ultrapassando € 3,5 bilhões serão destinados ao pagamento da crescente dívida pública.



A maioria dos especialistas acredita que o governo alemão ainda possui espaço para manobra, mas um maior gasto deficitário pode ser inevitável e poucos sabem quanto seria necessário. Berlim poderá em breve estabelecer um ou mais dos chamados "bancos podres", onde as instituições financeiras em dificuldades colocariam seus empréstimos podres -um programa que exigiria uma maior tomada de empréstimos pelo governo.



Um verdadeiro teste para a zona do euro



O governo exercitou um certo grau de cautela nos gastos deficitários nos últimos anos, o que frequentemente faltou em alguns outros países da UE. E os políticos em Berlim relutaram em promover enormes programas de estímulo econômico que poderiam encorajar outros a abandonarem qualquer senso de responsabilidade fiscal.



No passado, um punhado de países membros da UE tomou empréstimos sem pensar duas vezes. Agora, eles foram duramente atingidos pela desaceleração econômica, porque suas classificações de crédito foram rebaixadas e estão sendo forçados a tomar empréstimos a taxas de juros mais altas. Espanha, Itália, Irlanda e Grécia foram atingidas de forma particularmente dura.


Os países que têm que tomar empréstimos tão caros são ameaçados pelo aumento constante das taxas de juros, que por sua vez aumentam suas dívidas. Em resposta, a classificação de crédito cai ainda mais, elevando ainda mais os juros, o que se transforma em um círculo vicioso.

Os especuladores no mercado criam pressões adicionais. As tensões poderiam escalar ainda mais e criar um verdadeiro teste para a zona do euro.

A rede de segurança do euro



Antes de sua adoção do euro, países como Itália, Grécia e Espanha simplesmente desvalorizavam suas moedas em tempos de dificuldades e reduziam suas taxas de juros para aumentar as oportunidades de exportação para suas economias. Atualmente, como membros da zona do euro, esta opção não está mais disponível por causa das regras orçamentárias rígidas que visam assegurar a estabilidade da moeda comum.



O colapso potencial da zona do euro é um assunto altamente debatido recentemente nas rodas do mercado financeiro. Um problema é que o tratado do euro não possui cláusulas que permitam que países altamente endividados abandonem voluntariamente a moeda comum. Mesmo se existissem, entretanto, qualquer país que deixasse a zona do euro apenas exacerbaria seus problemas. Suas classificações de crédito despencariam ainda mais, os empréstimos se tornariam mais caros. E as velhas dívidas teriam que ser quitadas em euro. Em caso de desvalorização da própria moeda, elas ficariam ainda mais caras. O comissário europeu da Alemanha, Günter Verheugen, considera o debate sobre uma saída do euro como "pura propaganda barata contra o euro por parte de especuladores nos mercados anglo-americanos".

Mas o que aconteceria se um país membro da zona do euro falisse? Durante os próximos 24 meses, por exemplo, a Grécia terá que levantar € 48 bilhões para o serviço de dívidas antigas, ao mesmo tempo em que precisa tapar os buracos em seu orçamento.



Se um país como a Grécia se tornar insolvente, ele seria inicialmente poupado das piores consequências da falência por ser membro da zona do euro. O euro perderia parte de seu valor, certamente, mas a economia grega não tem um papel muito grande na Europa e a desvalorização seria limitada.

As consequências para a Grécia também seriam limitadas. Como a moeda permaneceria relativamente forte, não haveria crise no setor varejista, não haveria estocagem especulativa e não haveria mercado negro -em outras palavras, não criaria uma crise econômica maior do que a já existente. Nem levaria a um aumento do desemprego.

Sob o escudo protetor da União Européia, a vida em um Estado falido seria relativamente confortável. A pergunta mais importante, entretanto, é como a UE reagiria.

Cenário de pior caso



Um cenário é que ela poderia declarar a Grécia como sendo um caso excepcional e fornecer empréstimos visando impedir a falência. Mas isso teria consequências desastrosas. Afinal, por que países fracos fariam algum esforço para equilibrar seus orçamentos se soubessem que a UE os resgataria em um cenário de pior caso.



Se a UE permanecesse firme contra a Grécia, isso certamente seria justo em relação aos países membros que praticaram uma disciplina orçamentária equilibrada no passado. Mas isso também seria politicamente insustentável, porque provocaria uma fuga dos investidores de qualquer país que exibisse o menor sinal de não ser capaz de manter o serviço de sua dívida. Eles teriam que continuar aumentando os juros sobre seus títulos, e o vírus da Grécia acabaria por se disseminar ainda mais, levando outros países à falência.

Neste cenário altamente teórico, o euro, de fato, sofreria um colapso. A moeda poderia sobreviver à falência de um país membro, mas não poderia sustentar uma série delas.



Os euro céticos há muito alertam que a tensão dentro da zona do euro poderia destruir a moeda algum dia. Eles agora sentem que suas convicções foram confirmadas -apesar desses cenários mencionados ainda estarem longe da realidade.



A própria Alemanha tem pouca dificuldade em levantar dinheiro. Mas mesmo aqui, diante dos rombos multibilionários no orçamento nacional, os investidores estão lentamente ficando nervosos em relação aos títulos da dívida alemã. Muitos investidores inseguros estão começando a perguntar "o que o futuro reserva para países com classificação AAA", diz o analista da Moody's, Alexander Kockerbeck. Especialistas da empresa de classificação americana já estão alimentando seus computadores com cenários de pior caso. Em um, eles inseriram dados de teste para 2010 e 2011 presumindo uma retração da economia de 3% a cada ano. Neste modelo, o déficit nacional subiria rapidamente dos atuais cerca de 70% para 80% do PIB.

"O fardo dos juros seria de cerca de 7% da receita do governo", disse Kockerbeck, dizendo que a Alemanha ainda conseguiria preservar sua alta classificação de crédito. Mas se esse número subir para 10%, o país poderia perder a melhor classificação, porque seus custos de financiamento subiriam.



A agência de classificação de crédito concorrente, Standard & Poors, que na semana passada rebaixou a classificação da Espanha, mantém uma posição semelhante. O analista Kair Stukenbrock confirmou na semana passada a classificação AAA da Alemanha. Ele também disse que atualmente presume "que a economia alemã e o orçamento do governo podem suportar a atual crise financeira sem perder sua classificação de crédito".

Estrangulado pelo pagamento de juros



Em tempos normais, presumindo que um país tenha uma classificação de crédito sólida e uma boa economia, a tomada de empréstimo é rotineira. A Alemanha emite rotineiramente títulos de curto e longo prazo que pagam juros. Eles podem ter qualquer duração entre um dia e 30 anos. Mas alguns outros países, como a Espanha e a França, emitem até mesmo títulos de 50 anos. A maioria deles é vendida por leilões -e quanto mais alto o preço, mais barato é para os países tomarem empréstimo, mas isso também reduz os lucros para os investidores.



O pagamento da dívida é bem mais complicado. No caso mais simples, o país apenas quita a dívida. É extremamente raro, é claro, um país fazer isso. Na maioria dos casos, os países renovam suas dívidas em vez de quitá-las -e ao fazê-lo eles criam uma nova dívida. Hoje, o governo alemão tem que pagar € 43 bilhões por ano em juros. É a segunda maior despesa no orçamento federal atrás dos gastos sociais.



Mas isso poderá mudar rapidamente. Se, por exemplo, as taxas de juros subirem aos níveis de 1995, o país poderia se ver diante de € 20 bilhões adicionais em pagamentos, e isso sem levar em conta qualquer nova dívida. É claro, dada a natureza da atual crise, o fardo da dívida aumentará. Ninguém sabe quanto, nem como o país poderá eliminar essa dívida antes que ele comece a ser estrangulado pelo pagamento de juros.

Uma forma de pagar a dívida, é claro, é por meio de cortes imensos de gastos e programas austeros de poupança. Mas isso é difícil. Muito mais atraente é a rota da inflação. O Estado pode simplesmente imprimir dinheiro e pagar suas dívidas. Ou o banco central imprime dinheiro e o injeta na economia. A moeda é desvalorizada, mas o Estado não se importa porque isso facilita o pagamento de suas dívidas.



Independente de como o país escolha pagar sua dívida, serão os contribuintes que terão que arcar com a conta no final. De fato, o único momento em que é possível quitar o déficit por meio da poupança do governo é durante períodos de boom, períodos em que o governo pode elevar impostos, ou se puder reduzir seus gastos.

“As pessoas também pagam o preço da inflação porque à medida que a moeda é desvalorizada, os preços aumentam”.


Até agora, o processo tem sido sutil. Desde o final dos anos 90, os principais bancos centrais nos Estados Unidos e Europa triplicaram o volume de dinheiro em circulação. Nos últimos meses, o volume de dinheiro em circulação nos Estados Unidos e Europa aumentou quase 50%.

Fenômeno universal



Os bancos centrais estão tentando usar a enxurrada de liquidez para prevenir um colapso do sistema financeiro global e, consequentemente, das economias. Ao mesmo tempo, eles também podem estar abrindo o caminho para a próxima crise. O dinheiro já está insanamente barato: o Federal Reserve (Fed, o banco central) americano já reduziu sua taxa de juro chave para quase zero e o Banco Central Europeu já a reduziu a 2%. É extremamente provável que as taxas de juros sejam reduzidas ainda mais.



Mas se os pacotes de resgate surtirem efeito e a economia começar a se recuperar, então os bancos centrais aumentarão novamente as taxas de juros -caso contrário seríamos ameaçados por uma onda imensa de inflação e uma próxima crise, ainda pior, seria inevitável. Mas a ação poderia também levar muitos países altamente endividados à falência.

Em um estudo feito pelo FMI (Fundo Monetário Internacional), os economistas americanos Carmen Reinhart e Kenneth Rogoff pesquisaram as crises financeiras dos últimos 800 anos e concluíram que falências do Estado eram um "fenômeno universal". Muitos países, na verdade, faliram mais de uma vez.

Entre 1500 e 1800, a França se tornou insolvente oito vezes. A Espanha faliu sete vezes durante o século 19. A insolvência é um fenômeno comum em cada período da história, eles concluíram, e seria errôneo pensar que falências do Estado são uma "característica distinta do mundo financeiro moderno".

Nada mais é inimaginável



Na maioria dos casos, os cofres do país foram esvaziados pela guerra. Mas em cada caso, os países conseguiram se recuperar da ruína. Eles provaram ser incrivelmente cheios de recursos no uso de suas ligações com bancos, empresas e, especialmente, com a população.



A solução mais simples para os Estados era simplesmente se recusar a pagar suas dívidas. Em 1557, o rei Felipe 2º da Espanha se recusou a pagar as dívidas de seu país após suas caras batalhas militares contra a Holanda e os otomanos. Foi uma decisão que prejudicou seriamente os bancos mutuantes em Augsburgo, Alemanha, e eles nunca se recuperaram plenamente.



Mesmo após a Revolução, os novos regentes da França foram ainda mais longe. Eles expropriaram propriedades das igrejas, de grandes latifundiários e executaram alguns mutuantes.



Uma opção igualmente brutal foi ir à guerra visando saquear as áreas ocupadas. Mas esses métodos de consolidação orçamentária tendiam a acontecer apenas quando as coisas começavam a entrar em colapso. Mesmo no passado, a inflação era o método preferido de lidar com a dívida. Eles criavam mais dinheiro e o desvalorizavam. É um método que foi adotado já na Roma antiga, quando os romanos desvalorizavam suas moedas usando menos metais preciosos nelas. Isso se tornou uma prática padrão. Em Viena, o conteúdo de prata na moeda de Kreuzer foi reduzido em 60% entre 1500 e 1800, e o pfennig de Augsburgo perdeu mais de 70% de seu valor.

Assim que o papel moeda foi introduzido, o processo foi ainda mais simplificado, já que bastava imprimi-lo. O primeiro país a começar a imprimir dinheiro em grande escala foi a França, no século 18, quando precisou pagar a montanha de dívida acumulada por Luís 14. Em tempos de crise, os governos franceses sempre caíram nessa tentação.

O alerta da hiperinflação



Em 1914, com o início da Primeira Guerra Mundial, o Reich alemão também começou a desatrelar sua moeda do ouro. Até então, qualquer um podia trocar o papel moeda por metais preciosos. A desvinculação da moeda fez com que a quantidade de dinheiro em circulação subisse de 13 bilhões para 60 bilhões de marcos no final da guerra, enquanto os produtos em oferta foram reduzidos em um terço. Os preços dispararam.



O desenvolvimento desastroso atingiu seu pico em 1923, com a hiperinflação. O dólar na época chegou a valer 4,2 trilhões de marcos. As notas bancárias eram impressas em 130 gráficas privadas, freqüentemente em apenas um lado do papel para economizar tinta. A única forma de deter a desvalorização em massa era a troca da moeda.

Em novembro de 1923, o governo emitiu o chamado rentenmark. A moeda anterior podia ser trocada a uma taxa de 1 trilhão de marcos para 1 rentenmark. A inflação parou rapidamente. As pessoas falavam do "milagre do rentenmark". Mas a verdade é que ele eliminou as economias e investimentos de grande parte dos alemães de classe média, enquanto os ricos foram forçados a financiar a guerra comprando títulos do governo que agora não valiam nada. Os bancos e seguradoras também perderam seu capital. O maior vencedor, além das pessoas que tinham empréstimos e hipotecas que não conseguiam mais pagar, foi o governo. Sua dívida da guerra encolheu até se tornar insignificante.



“Esses eventos traumáticos permanecem como parte da memória coletiva da Alemanha e alimentam um temor latente da hiperinflação até hoje. As pessoas precisam temer?”

Por ora não. Em comparação a muitos outros países, a Alemanha está bem posicionada para enfrentar a crise. A economia nos últimos anos vinha mais forte do que a de outros países membros da UE e ela não era tão dependente do setor financeiro quanto o Reino Unido. E diferente dos Estados Unidos, ela não é dependente de mutuantes estrangeiros.



A Islândia, por sua vez, já está praticamente falida. No Leste Europeu, vários países estão cambaleando -a Letônia já teve que pedir ajuda ao FMI e ao Banco de Desenvolvimento do Leste Europeu. Na capital, Riga, 40 pessoas ficaram feridas em um protesto violento que ocorreu em 13 de janeiro.



O Reino Unido também está em apuros. E se não fosse pela proteção que sua adoção da moeda comum lhes confere, alguns países da zona do euro estariam no momento lutando pela sua sobrevivência. Os Estados Unidos, por outro lado, estão explorando o fato de ainda serem considerados estáveis apesar de seus problemas enormes -e o fato dos chineses serem detentores de uma parcela imensa de suas reservas de moeda estrangeira na forma de títulos americanos.



A situação melhorará? Seria uma ilusão acreditar que os países aprenderam com seus erros do passado, alertaram os economistas americanos Reinhart e Rogoff. De fato, outro Estado poderia falir a qualquer momento e levar sua população consigo.



Nesta crise, nada mais é inimaginável.


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Tradução: George El Khouri Andolfato
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