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“Não há homem imprescindível, há causa imprescindível. Sem a força coletiva não somos nada” - blog da retórica magia/arte/foto/imagem.

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Universidades discutem seu papel e funções na sociedade do futuro

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III Encontro Internacional de Reitores Universia reúne mais de 1.100 reitores e presidentes de universidades de mais de 30 países no Rio de Janeiro

O III Encontro Internacional de Reitores Universia tem quatro grandes objetivos:
1. Fortalecer e confirmar a aposta de todos na modernização da universidade;
2. Conhecer novas referências e tendências que permitam uma evolução sólida da estrutura, organização, governo e gestão universitária;
3. Descobrir novas ferramentas que facilitem a liderança social da universidade;
4. Valorizar a importância da universidade como geradora de conhecimento e como alavanca decisiva no desenvolvimento econômico e social dos diferentes países.


Nesta segunda-feira (28), a programação III Encontro Internacional de Reitores Universia conta com os seguintes debates:

# A Universidade hoje: Como nos veem? Como nós vemos?

# A Universidade e os estudantes: as nossas universidades respondem às necessidades dos estudantes?

# Qualidade e renovação do ensino: respondem às necessidades sociais?

# Investigação, inovação e transferência: é possível um passo à frente?

# Universidade e o entorno social: como podemos contribuir para o desenvolvimento de nossas sociedades?


Para esta terça-feira (29) os temas são:

# Universidade, sociedade e meio ambiente: estamos comprometidos com o nosso tempo?

# Internacionalização: Quais metas? Qual ritmo? Com que estratégias?

# A Universidade e os professores: Do que os professores precisam? Que professores precisaram?

# Organização, governo e financiamento: em que devemos mudar?

# A universidade e as tecnologias: qual o impacto?




No encontro, 1.103 reitores e presidentes de universidades de 33 países se reúnem para debater sobre os desafios que as universidades enfrentarão sobre a Educação Superior nos próximos anos, além de definir qual papel terão no desenvolvimento e crescimento mundial. “Nunca houve uma reunião tão relevante com representantes máximos de tantos países diferentes”, falou Botín.
Universidades de todos os continentes estão presentes no encontro: 80,5% da América Latina, 15,3% da Europa, 2,1% dos Estados Unidos e Canadá, 1,5% da Ásia e Oceania e 0,5% da África. Ao final do evento serão reunidas as conclusões dos debates entre os reitores para a evolução do ensino universitário.

"A Universia tem a sua força e razão de ser, precisamente, nas universidades hoje presentes e em seu compromisso" , falou Botín.

Além das discussões, o encontro tem a proposta de facilitar que os representantes das instituições de ensino se aproximem e troquem experiências - o que contribui (e muito) para o desenvolvimento da educação universitária. Para isso, são oferecidos espaços e salas para reuniões entre as instituições participantes. “Está nascendo uma nova sociedade, na qual o real e o virtual se entrelaçam e convivem. Essa sociedade irá desenvolver suas atividades em um cenário muito diferente do atual. Trata-se de um cenário em constante mudança devido à revolução tecnológica e digital”, comentou Botín.

“As sociedades que forem capazes de se desenvolver em conjunto com essa mudança de era, que conta com o vento favorável da revolução tecnológica e digital, irão gerar emprego qualificado e mais competitividade, internacionalização, progresso e bem-estar”, finalizou.




Nas edições anteriores, o Encontro Internacional de Reitores Universia reuniu, respectivamente, 975 reitores em Guadalajara, no México (em 2010), e 490 em Sevilla, Espanha (em 2005).
Acompanhe toda a cobertura do III Encontro Internacional de Reitores Universia aqui na Universia Brasil e no site www.universiario2014.com

Sobre a Universia


A Universia é uma rede de colaboração universitária que integra 1.290 instituições de Ensino Superior em 23 países iberoamericanos, que contam com 16,8 milhões de alunos e professores sendo 76% da comunidade universitária iberoamericana.

As melhores frases do primeiro dia do III Encontro de Reitores Universia


“Professor de verdade tem amor por seus alunos”, diz Reitor da UNAM

Reitor da mexicana UNAM, José Narro, diz como deve ser o professor nos próximos 5 anos.

“Prioriza-se o lucro e não a educação”, diz Vice-Reitor do Unicesumar

Wilson de Matos Silva, Vice-Reitor da Unicesumar, diz que repensar o futuro se torna vital para as universidades.

“As universidades precisam de mais agilidade”, diz Reitora da PUC-SP

Reitora Anna Maria Marques Cintra comenta como as universidades adquirem agilidade e adaptabilidade diante das novas tendências da educação.

“Toda aprendizagem é social”, diz Reitora da PUC-SP

Reitora Anna Maria Marques Cintra, da PUC-SP, comenta o uso das mídias sociais na educação.

“A pesquisa atualiza, inova e qualifica as atividades acadêmicas”, diz reitor da UFRJ

Reitor da UFRJ, Carlos Levi, fala sobre a importância da pesquisa e os desafios da universidade no III Encontro Internacional de Reitores Universia.

“O grande desafio da Educação é chegar a todos”, diz ex-reitor da Universidade de Salamanca

Don Ignacio Berdugo falou sobre os temas que serão discutidos no III Encontro Internacional de Reitores Universia.

Presidente do Santander abre III Encontro Internacional de Reitores Universia no Rio

Fonte: DivulgaçãoO III Encontro Internacional de Reitores Universia reúne mais de 1.100 reitores e presidentes de universidades de mais de 30 países no Rio de Janeiro.

Don Ignácio Verdugo dá continuidade aos discursos do III Encontro Internacional de Reitores

Na manhã dessa segunda-feira, no Rio de Janeiro, reitores de mais de 30 países se reúnem para discutir o futuro da educação superior.

Universidade ainda é lugar de elite, diz Reitor da PUC-RS

Reitor da PUCRS comenta sobre o tema durante o III Encontro de Reitores Universia, que acontece no Rio de Janeiro.

MiríadaX oferece ensino superior gratuito aberto em espanhol e português

Os presidentes da Telefônica, César Alierta, e do Banco Santander, Emilio Botín, apresentaram na tarde deste domingo (27), no Rio de Janeiro, a primeira plataforma de e-learning em língua espanhola e portuguesano mundo: MiríadaX.

Trata-se de uma plataforma de massive open online course (Mooc’s) – curso online aberto em massa, em inglês -, baseada na aprendizagem colaborativa. Os cursos são livres (qualquer pessoa pode fazê-los independentemente do nível de instrução), gratuitos e a distância. Atualmente, são 33 universidades latino-americanas que oferecem um total de 153 cursos através da MiríadaX, entre elas a prestigiadaUniversidade de Salamanca, na Espanha. A plataforma conta ainda com uma comunidade de 990 professores e 750 mil alunos inscritos.

"As novas tecnologias são fundamentais para ajudar na propagação do conhecimento. Na América Latina, encontramos uma necessidade crescente de educação e uma geração que demanda claramente por tecnologia. Isso suporta uma base sólida para o sucesso de MiríadaX. Sem conhecimento não há inovação”, falou Alierta.

Do ponto de vista econômico, o presidente da Telefônica destacou a formação e o conhecimento como pontos-chaves na competitividade dos países. “Nesse sentido, a tecnologia e a digitalização são cruciais. MiríadaX é um meio de comunicar-se e de educar-se."
Para Botín, a educação online tem potencial para revolucionar a própria história do mundo.
“A imprensa foi uma revolução e, certamente, o conhecimento que pode ser transmitido através da internet é, possivelmente, a próxima grande inovação educacional que temos o privilégio de estar vivendo”, disse.
A plataforma oferece às equipes docentes das 1.290 universidades iberoamericanas parceiras da rede Universia uma plataforma para a publicação e compartilhamento de Moocs. “As universidades enfrentam o desafio de utilizar a tecnologia como elemento de trabalho diário que as ajudem a adquirir uma perpectiva atual e eficaz, além de incorporar estratégias que façam parte ativa da sociedade”, falou Botín.
“As instituições têm a prioridade de adaptar a sua oferta acadêmica ao novo tipo de estudante. A MiríadaX permite que os professores difundam o seu trabalho a todo aquele que tenham necessidade de aprender cada vez mais e melhor. Educação é um objetivo prioritário”, completou Botín.
A apresentação de MiríadaX abre a programação de eventos do III Encontro Internacional de Reitores Universia, que reúne mais de 1.100 universidades de 31 países no Rio de Janeiro, nesta segunda e terça-feira, para discutir o futuro da Educação Superior. Também estavam presentes o CEO da rede Universia,Jaume Pagés; o Reitor da Universidad Nacional Autónoma de México (UNAM), José Narro; Reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), Joaquim Clotet e o presidente da Conferência dos Reitores das Universidades Espanholas (CRUE) e Reitor da Universidad de Zaragoza, Manuel J. López Pérez.
"Concluir um curso em MiríadaX pode ser um ativo muito importante no currículo", falou Pagés. 

Para o Reitor da UNAM, "educação é um bem público que todos os indivíduos devem ter acesso".
"O conhecimento é o principal motor da nossa sociedade. Contribui para o desenvolvimento das pessoas e para a resolução de problemas. MiríadaX é um projeto de qualidade que pretende oferecer uma educação de qualidade para milhões de estudantes de todas as partes do mundo. Não se trata de educação de segunda categoria. É uma opção para que as pessoas aprendam e não apenas tenham diplomas", disse.
"É uma plataforma excepcional que oferece cursos online gratuitos para a população independentemente da idade, classe social ou vínculo com a universidade. O ensino online exerce um papel insubstituível em nosso mundo moderno. É uma alavanca em prol do acesso ao conhecimento e da cultura", completou o Reitor da PUC-RS.
"Para ter um mundo mais justo precisa ter mais educação. Precisamos trabalhar mais por educação. MiríadaX promove uma educação global, social e acessível. É uma oportunidade de democratizar a educação", finalizou o Reitor da Universidad de Zaragoza, na Espanha.

Brasil no MiríadaX


Em 2014, três universidades brasileiras vão disponibilizar seus cursos em MiríadaX: Unisinos, PUC-RS e Anhembi Morumbi. A partir de agosto, a Unisinos oferecerá um curso sobre Empreendedorismo. Os cursos das demais instituições ainda não têm data prevista de lançamento.
"A PUC-RS acaba de assinar um convênio com a MiríadaX. Estou muito otimista. A educação online facilita o acesso ao conhecimento e ao progresso do país", falou o Reitor da da PUCRS, Joaquim Clotet. 
A MiríadaX nasceu de uma iniciativa da Telefônica e da Universia, que é promovida pela Divisão Global Santander Universidades. O projeto fomenta a difusão de conhecimento aberto em um Espaço Iberoamericano de Educação Superior, seguindo o caminho de outras iniciativas anteriores como o Open Course Ware, que começou na Universia em 2005. As universidades interessadas em cadastrar seu curso na MiríadaX pode obter mais informações através do e-mail relacionamento@universia.com.br
Leia também:
» Conheça todas as universidades participantes do III Encontro Internacional de Reitores Universia
» Siga a cobertura do III Encontro Internacional de Reitores Universia
Fonte: Alexsandra Bentemuller / Direto do Rio de Janeiro

Site cataloga e avalia todas as formas de conhecimento



Um exército está sendo montado para lutar contra os diplomas tradicionais. 

Por Porvir

Desse time já fazem parte a Microsoft Virtual Academy, a Khan Academy, o Coursera e uma série de outros sites que oferecem cursos on-line. Eles são capitaneados pela Degreed, uma plataforma que ajuda a catalogar todas as formas acesso a conhecimento que uma pessoa tem na vida. E dá nota para isso. A graduação em jornalismo na UERJ rende 3.682 pontos. Um curso de 6 horas no Coursera, 12. Livros somam a partir de 10 pontos e artigos de jornal e vídeos valem alguns décimos.

“Se você perguntar para alguém sobre sua educação, essa pessoa vai dizer em que universidade ele estudou. Não temos outras boas ferramentas para comunicar o restante do nosso aprendizado”, afirma David Blake, cofundador da Degreed, em entrevista ao Porvir. 

A plataforma foi lançada em janeiro passado e, com sua missão de “fugir da prisão” dos diplomas já levantou US$ 900 mil em doações e acaba completar o ciclo de três meses de aceleração da TechStars, aceleradora que tem 75 investidores e é uma das mais renomadas e disputadas do mundo da tecnologia –  quase 2.000 startups chegam a disputar suas 11 vagas.

Blake, que com a Degreed já está na sua terceira startup de edtech, critica a ineficiência dos diplomas para mostrar o que um estudante ou funcionário realmente sabe. Para ele, na vida, as pessoas vivem muitas experiências de aprendizado fora das salas de aula universitárias.

“Se os diplomas se tornaram uma moeda, esse mercado está sendo dominado por apenas um tipo de moeda. Com todas essas formas de aprender emergindo, isso se torna algo muito problemático. O diploma universitário é velho e binário”, diz o empreendedor, referindo-se à incapacidade de certificados oficiais de reportar, por exemplo, cursos completados por um aluno que abandonou a faculdade no último ano. 

“Se você desiste faltando uma disciplina para se formar, você não recebe 95% dos créditos da universidade. Você não recebe nada. E nada do que você estuda depois de se formar entra no diploma”, completa.

Baseada nos EUA, a startup surge em um momento de consolidação dos cursos on-line, a maioria gratuitos, voltados para o público universitário. “Os Moocs mudaram o tom da conversa. As universidades estão começando a entender que os estudantes e suas necessidades estão mudando. As instituições estão se fazendo perguntas muito difíceis sobre seu próprio futuro. Mas, dito isso, também acho que elas são estruturadas para avançar apenas muito lentamente”, afirma Blake. Apenas Coursera e EdX, para se ter uma idea, já têm juntos mais de 6 milhões de usuários e 130 instituições de ensino parceiras, com mais de 600 cursos oferecidos. Paralelamente à emergência dos Moocs, o país discute também o endividamento estudantil pelo alto custo de se cursar uma universidade e as altas taxas de abandono.

Segundo Blake, a Degreed é voltada a três tipos distintos de público. O primeiro é formado por empregadores, que passam a entender melhor os talentos da empresa. O segundo conta com recrutadores, que conseguem identificar candidatos com as habilidades de que precisa. O terceiro é o próprio usuário, que pode fazer da plataforma um meio de sistematizar seus conhecimentos, descobrir novas fontes de informação e estabelecer metas individuais de desenvolvimento.

A Degreed de dentro para fora


Criar um perfil na Degreed é grátis. Ao entrar no site, o estudante pode adicionar suas experiências de aprendizado formais e informais na categoria cursos e condecorações. Para acrescentar a universidade, é preciso que ela seja uma das 13.000 já cadastradas ­– existem dezenas de instituições brasileiras nessa lista. Ao inserir o curso, o próprio sistema traz a lista de disciplinas que o usuário cursou e dá uma nota para elas. Só é possível inserir cursos de universidades que tenham sido cadastradas. Na mesma categoria, é possível adicionar cursos on-line feitos em plataformas como Microsoft Virtual Academy, Coursera, EdX, Udacity e NovoEd.

A segunda categoria que o usuário deve preencher é o de conferências e eventos; a terceira, livros; e a quarta é formada por artigos e vídeos. O usuário pode anexar históricos e certificados que comprovem as informações que está prestando. No futuro, a equipe da Degreed vai oferecer um serviço de conferência de dados, para o qual vai cobrar uma taxa.

Além da área de preenchimento de perfil, o usuário tem também a oportunidade de acessar outras seções: aprendizado e caminhos. No aprendizado, a partir do perfil que vai montando, o sistema sugere cursos, livros, artigos e vídeos que possam interessá-lo. Em caminhos, o sistema oferece introdução a alguns temas – se você é um jornalista interessado por educação, poderá ser iniciado aos conceitos de design thinking e gamification, por exemplo.

A forma de cálculo dessa nota é um dos segredos do algoritmo de Blake. Mas, ao colocar cursos formais e informais e demais aprendizados na mesma régua, ele está passando uma mensagem: os diplomas não são mais suficientes. O exército já está em marcha.



GEORGE R. STEIN
em 7 de fevereiro de 2014 às 16:00

Agora sim!
Os cursos tradicionais “3D” (Desconectados da realidade, Desinteressantes e que só oferecem o Diploma, sem aprendizagem) começam a ter a merecida concorrência reconhecida.

A velocidade de atualização do conhecimento, dos conteúdos e da metodologia de cursos acadêmicos tradicionais não tem sido compatível com a proliferação de ótimos cursos tipo MOOC’s (Coursera e EdX conforme citados acima).
Muito bom que o Degreed surgiu para explicitar o valor do real aprendizado, e não do diploma academico na parede!
Ótima dica!



SIDINEY RODRIGUES
em 9 de fevereiro de 2014 às 20:16

Concordo, estou na rede e tenho sido beneficiado indirectamente pelo próprio aprendizado adquirido.
Espero logo encontrar novas oportunidades.
Apesar de ser uma base aberta, plural, o aprendizado on-line encontra resistência massiva pelas instituições 3D, resistência do próprio aprendiz em registrar seu aprendizado.
A derrocada da educação fechada, versus uma educação, plural, livre, heterogênea e completa abre espaço para discutir inclusive quais os objetivos dessas instituições e reafirma a máxima de que as instituições de educação são, aparelhos ideológicos.



fonte: http://porvir.org/porfazer/um-exercito-contra-os-diplomas-tradicionais/20140207

MIT lança Mooc em português para empreendedores

Curso App Inventor será oferecido pela plataforma latino-americana UnX e quer incorporar elementos reais à experiência virtual

Por Patricia Gomes

Empreendedores, estejam a postos. Entra no ar hoje o primeiro Mooc on-line e gratuito oferecido pelo MIT com legendas e material em português. O App Inventor é um curso prático e orientado por desafios, destinado a ensinar os estudantes a desenvolver aplicativos para celulares. Ele será ministrado pela plataforma UnX, uma plataforma latino-americana de Moocs especializada em empreendedorismo. Desde que foi criada em 2012, só havia oferecido cursos em espanhol. O lançamento traz consigo ao menos duas boas notícias: a possibilidade de alunos brasileiros que não falam inglês terem acesso a um curso inteiro de uma universidade de renome e a chance que lhes será dada de experimentar um modelo de curso aberto e massivo que tenta trazer benefícios da experiência de aprendizado real.

O brasileiro Leo Burd, do Center for Mobile Learning, é um dos professores responsáveis pelo curso. Ele explica que as aulas foram pensadas para funcionar em módulos curtos e, a cada semana, será apresentado um desafio. No final das seis semanas, os alunos deverão ter desenvolvido um aplicativo para telefone celular. A intenção, com isso, é criar ambientes estimulantes para os alunos, afirma o pesquisador.

Como o curso não exige conhecimentos prévios de programação, ele tanto ajuda quem quer fazer do app um negócio, quem já tem um negócio e quer fazer um aplicativo quanto quem só quer aprender. Durante as aulas, os estudantes vão analisar os aplicativos disponíveis hoje no mercado e refletir sobre seus modelos de negócio, desenhar interfaces, descobrir formas de torná-los rentáveis e ainda criar modelos de negócios próprios e inovadores. A dedicação semanal estimada é de quatro a seis horas. As inscrições já estão abertas e os interessados podem começar a qualquer momento.

O App Inventor já vá vem sendo oferecido em espanhol pela UnX. Para chegar aos alunos brasileiros, a plataforma fechou parceria com o Cederj, órgão do governo estadual do Rio para o ensino à distância, que será responsável por prover os tutores on-line que acompanharão os inscritos. O curso tem duração de seis semanas e requer um tempo estimado de dedicação de quatro a seis horas por semana. O curso é uma parceria que envolve também as instituições espanholas Csev (Centro Superior para o Ensino Virtual), Uned (Universidade Nacional de Educação à distância), RedEmprendia, Telefónica e Universia (do grupo Santander).

Injetando aprendizado presencial


Diferentemente do que ocorre nos modelos tradicionais de Mooc, a parceria entre MIT e UnX não se resume a oferta e hospedagem de cursos. Outro papel da universidade norte-americana é oferecer uma consultoria para tentar injetar elementos de aprendizado presencial em uma experiência essencialmente virtual na UnX como um todo. Para Burd, que também tem atuado nessa consultoria, o fato de a plataforma ser pequena lhes dá mais flexibilidade para testar. Apenas a título de comparação, em pouco mais de um ano, a UnX já teve quase 25 mil alunos. O edX, também do MIT e fundado mais ou menos na mesma época, já registra mais de um milhão de estudantes.



Segundo Burd, uma das intenções da UnX é experimentar um modelo que consiga engajar mais os participantes a partir do fortalecimento da comunidade.

“A UnX tenta unir Moocs e redes sociais, dando benefícios aos usuários de acordo com os pontos que acumulam em sua atuação no site”, afirma o brasileiro, que destaca a possibilidade de os participantes da rede UnX poderem trocar vários tipos de informação entre si, e não apenas entre aqueles que frequentam o mesmo curso. Na seção “Participa”, por exemplo, os usuários podem oferecer e demandar serviços relacionados com empreendedorismo em um quadro de anúncios público.

Ainda em âmbito virtual, um sistema de condecorações coloca usuários em destaque em diversas categorias, como “pergunta famosa”, “fanático” e “bom cidadão”. As honrarias, que vão sendo concedidas a partir da atuação dos estudantes na comunidade e nos Moocs, a partir do ano que vem vão deixar de trazer benefícios apenas virtuais. Em 2014 estão previstos investimentos semente em iniciativas de usuários atuantes, além de mentoria personalizada.

Já na modalidade totalmente presencial, a plataforma vai organizar e incentivar a organização de eventos locais, de forma que os empreendedores se conheçam e troquem experiências e oportunidades.

“Fico me perguntando qual seria o modelo ideal de Mooc tupiniquim. Como o brasileiro é muito social e criativo, temos que criar essas oportunidades de experimentação reais, que complementem o virtual”, diz Burd.



fonte: http://porvir.org/porfazer/mit-lanca-1o-mooc-em-portugues-para-empreendedores/20131125
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Preparação Pós Copa do Mundo 2014 - O Apocalipse será aqui?

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De Olho (Grande) nas Próximas Eleições


Esta é a minha homenagem aos políticos de nosso amado país. 

Preparando o espírito para o pós copa do mundo 2014, ou o apocalipse now.

Siga a cartilha nestes vídeos e você, amigo sofredor, seu dia-a-dia vai ser bombado infinitamente de esperança e fé. Tem que acreditar.
Especialmente nas instituições financeiras, nos partidos políticos e no crescimento econômico das políticas públicas do investimento privado

Se deu nó na sua cabeça, você não está só! Então, seja bem vindo ao Estado Democrático do Direito Privado.

Segura o fôlego e boa viagem!

Aderindo ao discurso político no seu dia-a-dia



Somos um Rio



Jingle recusado R.Maia




COMENTÁRIO REMOVIDOS OU MODERADOS NOS VÍDEOS A SEGUIR: Questão de segurança pública [rs].


Assista a série a seguir, a saga que deu origem a trilogia de não ficção que deixaria George Lucas com recalque. Beijo no ombro da hipocrisia brasileira.

O Império Contra-ataca

Compositor: Marcelo D2 - O Império Contra Ataca (Part. Black Alien, B Negão, Speedfreaks, Jackson)

Atenção terráqueos leve-me ao seu líder Aquele que toma sua casa e o teu salario e você fica Parado otário Vou usar sua mente antes que você aposente Não entendeu porque não é malandro,puxo forte prendo E no beat vo levando,mas por favor doutor não me leve Pra cadeia Fui pro lugar errado,assine meu habeas corpus no local Indicado, Minha família quer tudo como quem não quer nada,black Alien parceiro comigo na parada. Pensamentos mortais por detrás das grades,da cela Detritos Federais tentam me botar na sequela mais Comigo tá tudo certo tá tudo tranquilo,como se eu Tivesse dando um rolé descendo o rio Nilo ou o rio Amazonas também eu sei que era neguinho neném que Nasceu la em belém eo iiuu iepe iupi ai ei me da um Microfone que eu derrubo um rei meidei meidei Mayday,eu tenho uma pistola de ouro que nem Goldfinger,eu mostro a minha rima as mina mostra sua Ginga,meu estilo é que nem dos trapalhões circense Acrobático,o mar gelado que te da um choque Anafilático,enquanto nada com os tubarões,caça com os Leões,na capa de confrontesco,confronta os Dragões,transforma o deserto em oásis,atravesso sem Transpirar,somos uns dos azes,das ruas eu tenho cartão De acesso,testemunha ocular da história,como repórter Esso,eu nunca corri da ku klux klan e nem dos alemão porque Agora eu vou correr de um irmão que nem Poncio Pilatos o Filha da puta que lave as mãos,que nem galactos devore Os planetas de marte a plutão. E o b. Negão tá aí? Então me ajuda no refrão. O império contra o lado negro da força 
Speedy
Eu sou speedy na maior sempre sagaz qual o problema Sem crise,se para no ar alguma duvida pense duas vezes Com atenção redobrada,pra começa a me esculacha, Eu já mandei mais de 15.Parado vira alvo então passe Correndo pra não leva tiro,mas vê se passa em Zig Zag,senão tua camisa branca,de vermelho,nego Tinge,parado vira alvo,por isso você nunca vai me ver Deitado à salvo,eu vivo sempre correndo risco,e quando Eu quero dar um trisco eu dou meu jeito,só não pode Fica parado esperando toma caroçada é di bem Feito,speedy tá aqui pa te ensina pa te explica,você Presta atenção na lição Jackson moleque sangue Bom,começou a rimar com todo respeito.
Outro mano
Eu entro no seu sonho como estrela da morte,exploro os Limites destruo o individuo,o pesadelo continua me Torno um homem mais forte com destreza coragem o os Olhos no lugar numa fração de segundos grande força Hipnotiza pessoa de cabeça fraca precisa se ligar, nas Ruas sozinhos todos temos nossos Caminhos,ultrapassamos Barreiras aprendemos com isso,duas pickups e tal dj Animando a festa churrasco no quintal a casa cai Quando róla um som do tim maia racional O império contra ataca o lado negro da força Compre meu disco vista a camisa vá ao show,ligue 0800 E sinta o flow,eu entro em sua casa como virús letal,o Cérebro é a arma a uzi é o vocal,de um lado zé Gonzales,de um outro rodrigo nuts,o melhor trio de dj Do brasil,dz cuts,eu continuo na luta filho da Puta... é rapa isso é o que há isso é pra chapa,o tempo tá Sinistro e não é difícil se estressa,eu sou b. Black
Vulgo b. Negão,sangue bom digo na sua cara,então Segura é pura pressão,vou te dizer vou te fala Cumpadi,o qeu se passa nessa terra,qual é o preço que Tu vale, se não se enquadra no padrão de gente, te Olham diferente,beneficentes querem apagar a sua Mente,por isso segura na pressão meu irmão,peido na Hora errada cumpadi não tem perdão,sou soldado do funk Por isso não se espante quando eu der meu sangue por Alguma coisa que eu leve fé... Foram muitas tempestades,mais eu ainda tô de pé,como água mole pedra dura,minha verbe te perfura,e sua Barrera se dissolve vira poeira,diluida no ar.... Ou ou ou ou ou, não ri pra mim não amigo não sou Dentista meus camaradas não tão de bigode na Pista,speedyfrits! 
Larga do meu pé,não adianta vim tirando onda por que Eu vo rir quando eu quiser,então se liga mané,que eu Já me cansei de te explica como é que é,se logo quando Amanhece fico de macaco,sou quem manda na minha Cabeça,mas mesmo assim permaneço sentado,tranqüilo em Mi mesa,falando gritando,com a voz potente como a de Um trovão,dando pra ouvir onde quer que Esteja,esteja,esteja,esteja,esteja... O império contra ataca o lado negro da força Pazzzz LCND

O Império Contra Ataca = A Cara do Novo[?]



O retorno do Jedi - Campanha Sérgio Gabral




Guerra nas Estrelas - Debate para a Prefeitura do Rio 2012








Raprockandrollpsicodeliahardcoreragga Planet Hemp Raprockandrollpsicodeliahardcoreragga, mc no microfone em atitude e HC Representa o Hip Hop, pesadelo do pop, não ta ligado na missão? Foda-se!! A Terra já girou o suficiente pra fazer o sol nascer várias vezes E você não percebe que não apita nada nesse esquema Se não faz parte da solução, então faz parte do problema Telefone sempre quebrado por falta de pagamento Parabéns, pelo seu novo aumento salarial: uma mariola e dois sacos de amendoim Nakayama sem sal, é cumpadi! A riqueza de opções que lhe são dadas é impressionante Uma variedade imensa de uma unidade Te apagam ou te apagam, se adaptam ou te cagam pra fora da panela Monocultura é a maior seqüela Herança Colonial, não reza nessa cartilha, dá processo criminal Underground ou mainstream a maioria age igual pra mim Caminhos diferentes que levam pro mesmo fim Eu tenho P-L-A-N-E-T H-E-M eu tenho P, eu pego o rock, rap, hardcore, eu pego o ragga, misturo a porra toda e continuo a minha saga Raprockandrollpsicodeliahardcoreragga, mc no microfone em atitude e HC Representa o Hip Hop, pesadelo do pop, não ta ligado na missão,foda-se Esse é meu som, e ele representa o que sou Esse é meu vôo e é em cima da batida que eu vou Eu e B-negão representando a família, cercado de sangue-bom, como a água cerca a ilha Deixei meu nome nos muros da vida como um bom grafiteiro Lembra? 021, (HuHaHa) Rio de Janeiro Ando de norte a sul e sempre encontro meus irmãos considerados,em qualquer jurisdição Take 2, recomeçou o ataque verbal, de um MC com o controle total Sofisticado como Tom Jobim Revolucionário como Zumbi foi pra mim. Fantástico Como Mandela soube se impor, Fantástico Como Malcolm X foi preto, Fantástico Como grande Otello, Fantástico Como Pelé jogando provou, Que porra é essa que chega na pressão? 100% groove e atitude no som. Segura: Planet Hemp é o nome da minha quadrilha Puxo forte, prendo, eles procuram, mas não acham a trilha Marcelo D-2 sou eu. Rápido como quem rouba, um Robin Hood dos meus Do underground ao mainstream, a maioria é igual pra mim Caminhos diferentes que levam por mesmo fim Ele bate no bumbo e você sente no peito, esse é o Planet Hemp fazendo efeito Toda porrada que entra no ouvido sai da guitarra, raprockandrollpsicodeliahardcoregga Raprockandrollpsicodeliahardcoreragga, mc no microfone em atitude e HC Representa o Hip Hop, pesadelo do pop, não ta ligado na missão? Foda-se



Talk Show do Rafucko: Marcelo Freixo 

Uma entrevista a luz de velas com Marcelo Freixo. 

Entrevista realizada em 19/05/2014.
Acesse o site do Rafucko - humor com coragem. http://rafucko.com

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Rio mais vinte problemas

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Rio mais vinte coisas bonitas pra se falar;

Rio mais vinte palavras repetidas até todos memorizar;

Rio mais vinte restaurantes chiques e famintos sem se alimentar;

Rio mais vinte documentos para assinar;

Rio mais vinte coisas que não vão mudar;

Rio mais vinte produtos para se criar;

Rio mais vinte consumidores para gastar;

Rio mais vinte ilustríssimos governantes investigar;

Rio mais vinte dinheiro para desviar;

Rio mais vinte minutos de trânsito e poluição no ar;

Rio mais vinte causas que todos sabem negar;

Rio mais vinte bilhões em superpopulação;

Rio mais vinte contas à pagar;

Rio mais vinte modelos ultrapassados para descartar;

Rio mais vinte meios de ganhar;

Rio mais vinte delegações para chegar;

Rio mais vinte vagas de luxo para ocupar;

Rio mais vinte chances de reclamar;

Rio mais vinte problemas que ainda estão para estourar;

Rio mais vinte na mesa que não vão deixar de lucrar.

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Rock in Rio a ideia o sonho e a realidade do mundo do rock

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Campanha para os Medinas


ROCK IN RIO REFORÇA DIÁLOGO COM FÃS VIA PLATAFORMA DIGITAL

O novo site tem blog com conteúdo exclusivo sobre os bastidores e agrega em um só local ferramentas sociais para estabelecer uma comunicação mão dupla. 


cidade_do_rock3O Rock in Rio está de volta ao Rio de Janeiro, sua cidade de origem, após ter se tornado uma marca global. Ele é, hoje, o maior festival de música e entretenimento do mundo e causa grande impacto no turismo, indústria fonográfica e economia. Em suas nove edições, sendo três no Brasil (1985, 1991 e 2001), quatro em Portugal (2004, 2006, 2008 e 2010) e duas na Espanha (2008 e 2010), reuniu mais de 5 milhões de pessoas e 656 bandas. Além disso, suas 780 horas de música foram transmitidas para 1 bilhão de telespectadores em 80 países.
Com o mote Por um Mundo Melhor, o Rock in Rio sempre buscou o pioneirismo em seu modelo de negócios, visando uma atuação consciente e socialmente responsável. Essa atitude vai desde a compensação das emissões de carbono até a escolha de parceiros com atuação socioambiental e apoio a projetos de educação.
Conscientes da força dessa marca, os organizadores do evento buscaram este ano uma agência especializada para realizar a estratégia de comunicação digital de forma atraente e ousada, com foco em relacionamento, conteúdo, serviços e engajamento. A postura de sustentabilidade e conscientização estará refletida na estratégia on‐line: mesmo um ano antes do início dos shows, a plataforma digital oferece ao público um conteúdo relevante e inspirador, acompanhando cada passo da produção do festival e estimulando o compartilhamento de idéias por um mundo melhor.


“A filosofia do festival pode ser resumida em três palavras: convergência, convivência e permanência” – revela o empresário Roberto Medina, que criou o Rock in Rio no início da abertura política brasileira e foi responsável por abrir as portas do país para as grandes atrações internacionais.


Seguindo essa filosofia, o site terá um conteúdo com foco no entretenimento e na mobilização do público, estimulando mudanças de atitude no dia a dia. Dessa maneira, irá além da divulgação e cobertura dos shows: conterá uma agenda cultural periódica e outros serviços, estabelecendo um canal permanente de convergência artística e transformação social. 


wallpaper-guitar Nessa nova versão, o site traz: o tradicional contador regressivo de dias até o festival; um blog escrito pela produção, por personalidades e pelo internauta; uma seção multimídia onde estarão disponíveis conteúdos para download; um tour pela Cidade do Rock e novidades sobre sua construção; imagens e dados históricos do festival acompanhando sua linha do tempo; TV Rock in Rio com vídeo‐depoimentos e arquivo de imagens; além de concursos, ações especiais e solução de dúvidas freqüentes.


Complementando o site, todo o conteúdo e serviços da estratégia digital estarão presentes de forma integrada em redes sociais como Facebook, Twitter, Flickr e Youtube, entre outras ferramentas de diálogo digital. Fora isso, inúmeras parcerias comerciais serão anunciadas em breve com ações contextualizadas que promoverão interatividade e diálogo entre marcas e público, utilizando a plataforma digital do Rock in Rio como meio – ações que vão desde aplicativos e games até um guia de lazer e entretenimento para a cidade do Rio de Janeiro, o “How to Rock in Rio”.


A agência de conteúdo e relacionamento Grudaemmim é a responsável pela criação de toda a plataforma digital do Rock in Rio, incluindo o site, perfis oficiais, geração de conteúdo e relacionamento em multiplataformas. “Queremos promover o diálogo. Uma comunicação realmente produtiva é aquela onde existe uma conversa e ambos os lados podem falar e ouvir com a mesma eficiência” ‐ explica Alberto Blanco, sócio‐fundador da Grudaemmim. “Será uma plataforma digital que crescerá a cada dia de forma colaborativa. Nós faremos nossa parte e contaremos com os fãs do festival para que deixem suas marcas pessoais também no projeto”, conta Blanco.


Para mais informações, visite o site oficial: www.rockinrio.com.br
Assessoria de Imprensa Grudaemmim
Cartaz Comunicação
www.agenciacartaz.com.br
Leandro Matulja e Sandra Calvi

Informações para Imprensa:
Ana Luiza Galvão (+55 11) 3871-3030 ramal 215
ana@agenciacartaz.com.br
Assessoria de Imprensa Rock in Rio
Approach
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Tel: (21) 3461-4616 r. 152 / 8818-4845
Fabiana Guimarães Lavinas
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ROCK IN RIO: NÚMEROS QUE IMPRESSIONAM



Em 25 anos, foram investidos 247 milhões de euros para um público de mais de cinco milhões de pessoas.
Com 25 anos de história, o Rock in Rio é hoje mais do que o maior evento de entretenimento e música do mundo. Ao longo de nove edições, mobilizou um público de mais de cinco milhões de pessoas que assistiu, em 57 dias, 653 atrações que passaram em mais de 780 horas de música, com transmissão para mais de um bilhão de telespectadores, em 80 países. Ao todo, o investimento ultrapassou 247 milhões de euros. Além disso, mais de cinco milhões de euros foram destinados a projetos sociais. Mais do que números expressivos de público e investimento, o Rock in Rio movimentou a economia dos lugares por onde passou: foram mais de 39 mil empregos diretos nesses anos. 


filipeta-rir-cardE não para por aí: em 2011, de volta à sua terra natal, o Brasil, a expectativa é que o Rock in Rio atraia mais 600 mil pessoas para desfrutarem com segurança e conforto cada uma das atrações que serão oferecidas, como os palcos Mundo, Sunset e Eletrônica, além de muitas outras novidades.


Esta história de sucesso mostrou força logo na primeira edição, em 1985. Neste ano, o Rock in Rio alavancou a indústria fonográfica brasileira, que cresceu 180%. Outro case foi com o McDonald’s, que entrou para o Guiness Book com um recorde de 58 mil hambúrgueres vendidos em apenas um dia.
Na segunda edição do evento, em 1991, decidiu-se que o Rio de Janeiro iria, mais uma vez, transformar-se na capital mundial do rock, e o evento foi realizado no Maracanã. Para o espetáculo, foram necessários três mil refletores para iluminar o estádio, sendo que 480 eram faróis de avião estrategicamente posicionados na cobertura. O evento foi transmitido para 55 países e teve o total de 580 milhões de telespectadores.


Quinze anos depois da primeira edição, o evento regressou à Cidade do Rock. O mesmo local que tinha recebido 1,380 milhão de pessoas — o equivalente a cinco Woodstocks. Em 2001, o festival gerou 350 milhões de dólares para a economia da cidade do Rio de Janeiro. Só na produção do espetáculo foram investidos mais de 30 milhões de euros. As enormes dimensões da Cidade do Rock absorveram mão de obra formada por três mil pessoas. O projeto foi responsável pela criação de sete mil empregos diretos. Em cada dia de espetáculo, 17 mil pessoas foram credenciadas para trabalhar, prestando serviços nas áreas de produção, segurança, limpeza, assistência médica, comercialização de produtos etc. Também foi neste ano que o Rock in Rio criou o projeto social Por Um Mundo Melhor, uma forte proposta social, com ênfase na área educacional e ambiental.


Em 2004, o evento cruzou as fronteiras quando Roberto Medina decidiu internacionalizar a marca e levou o Rock in Rio para Lisboa. Em seis dias, o Rock in Rio-Lisboa reuniu 386.300 pessoas. A repercussão internacional foi muito positiva: cerca de 60 países assistiram ao evento. Só no Brasil, 70 milhões de espectadores viram os concertos pela televisão. Com uma estrutura semelhante à da terceira edição, o Rock in Rio-Lisboa apresentou aos europeus a grandiosidade do projeto já consagrado no Brasil. Nos 200 mil m2 do Parque da Bela Vista foram montados o Palco Mundo (palco principal), a Tenda Raízes, a Tenda Mundo Melhor e a Tenda Electrônica. Foram 77 atrações — representantes da música portuguesa, grupos brasileiros e bandas internacionais consagradas — num total de mais de 120 horas de espetáculos. Mais de 700 jornalistas foram credenciados para fazer a cobertura diária do evento.
Dois anos após a primeira edição em Lisboa, em 2006, o Rock in Rio provou aos portugueses que tinha chegado para ficar. O investimento de 25 milhões de euros teve o retorno do público: em cinco dias, o evento recebeu 350 mil pessoas. E neste ano, o Parque da Bela Vista ganhou uma novidade: uma pista de neve verdadeira.
Já em 2008, na terceira edição do Rock in Rio-Lisboa, foram cinco dias de muita festa e alegria, que superaram as expectativas do público de 354 mil pessoas e da organização — com dois dias de lotação esgotada, com 90 mil pessoas em cada. Cerca de 800 jornalistas foram credenciados para fazer a cobertura diária e estima-se que a realização do evento tenha gerado mais de 63 milhões de euros de receita.
A primeira edição espanhola, também no ano de 2008, foi realizada na Cidade do Rock de Arganda del Rey, um espaço de 200 mil m2, em Madri. Assim como nos outros mercados, a organização apostou em apresentar artistas nacionais, grupos brasileiros e bandas internacionais consagradas. Foram credenciados mil jornalistas para fazer a cobertura diária, 20% deles estrangeiros. A Cidade do Rock recebeu 291 mil pessoas ao longo dos cinco dias de evento.


O Rock in Rio-Lisboa 2010 reafirmou o sucesso das edições anteriores: em cinco dias, 82 bandas tocaram para um público de 329 mil pessoas. O investimento total foi de 25 milhões de euros.
E para a edição espanhola deste ano, o montante foi de 27 milhões de euros. No Rock in Rio- Madri 2010, a cobertura jornalística bateu recorde com o credenciamento de 1.200 jornalistas. Ao todo foram 6.562 matéria publicadas sobre o evento, que reuniu 250 mil pessoas.


Mais informações:
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Carolina Bellei

Tel: (21) 3461-4616, ramal 110 / (21) 8850-0388 carolina.bellei@approach.com.br



Artes
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ROCK IN RIO LANÇA CAMPANHAS “VOLTEI” E “CIDADE DO ROCK” E PROMETE SURPRESAS




O clima do Rock in Rio, o maior evento de entretenimento e música do mundo, começa a esquentar. A campanha “Voltei”, criada pela Artplan, tem início marcado para 7 de novembro, e foi produzida para transmitir ao público toda a emoção do retorno do evento à sua cidade natal após 10 anos. Essa primeira ação reforça que “em setembro de 2011, o sonho está de volta”. Na semana seguinte, a campanha “Cidade do Rock” trará filme e spot para apresentar as novidades do festival que estão vindo para o Rio de Janeiro e aumentar ainda mais a expectativa para a grande festa.


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O primeiro filme, “Voltei”, de um minuto, é impactante: traz imagens da cidade maravilhosa de vários ângulos e mostra a guitarra, símbolo do Rock in Rio, nas mãos da modelo Luize Altenhofen, que exibe o instrumento no alto de um prédio. A campanha envolve também spots de 30 segundos para rádio.
As ações, que ainda incluem anúncios em jornais, revistas, web e mídia internacional, iniciam a contagem regressiva para o Rock in Rio e relembram as nove edições do evento que marcou época e reuniu mais de 5 milhões de pessoas e 656 bandas em mais de 780 horas de música. Em clima crescente de comemoração, será apresentada a campanha “Cidade do Rock”, que inclui filme e spots.
Em 30 segundos, esse segundo filme mostra ao público, o sucesso do festival na Europa e destaca a super estrutura que será montada em três espaços diferenciados: o Palco Mundo, o Palco Sunset e a Eletrônica. Ainda serão exibidas outras diferentes atrações desta edição, como roda-gigante, montanha russa, free fall, tirolesa, entre muitas outras novidades. No fim, a Artplan ainda aguça a curiosidade do público: a partir do dia 19 de novembro, é melhor se preparar para ganhar um presentão de Natal. Fica mais uma expectativa sobre tudo o que está reservado para essa grande festa, que ainda promete muitas surpresas.



Ficha Técnica Título: “Voltei” e “Cidade do Rock”
Cliente: Roberto Medina
Criação: Roberto Vilhena, Betoca Jencarelli, Jorge Falsfein, André Sampaio, Ana Esteves e Leandro Valente
Atendimento: Rodolfo Medina, Elisa Simões e Mariana Lellis Produção RTVC: Rodolpho Donato e Tatiana Torres
Produção gráfica: Ronaldo Martins, Davi Vidal e Ana Paula Aguiar
Art Buyer: Bianca Repsold
Data da produção: Agosto de 2010
Produtora: Tycoon
Foto: Ricardo Cunha
Período de veiculação: 07 a 18/11/2010



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RiR Lagoa JPA


JINGLE DA CAMPANHA

Poucas músicas-tema foram tão marcantes como essa, que desde 1985 causa arrepios em quem pôde ouvi-la ao vivo, cercado por milhares de pessoas no maior evento de música e entretenimento do mundo.


Trilha Rock in Rio 2011 by RockinRio
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barra da tijuca – A historia e o sonho do brazilian dream way of life

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BARRA DA TIJUCA – A história e o sonho do Brazilian Dream Way of Life. Sua origem e a mega ultra blaster plus modéstia


Introdução


Sorria, você está na Barra!

A Avenida das Américas atravessa toda extensão do bairro, desde a Pedra da Gávea até o Recreio, é repleta de condomínios, shoppings, supermercados e prédios comerciais em todo seu trajeto. Para nossa análise, escolhemos a Avenida das Américas pela sua riqueza de comunicação visual e grande diferença dos demais bairros do Rio de Janeiro. Ela é a avenida principal da Barra e possui uma identidade muito forte e característica do bairro
.
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Histórico do Bairro


A ocupação da Barra e de Jacarepaguá começou em 1594, com a concessão de duas sesmarias pelo governador do Rio de Janeiro da época, Salvador Corrêa de Sá, a seus dois filhos, Martim de Sá e Gonçalo Corrêa de Sá.
As terras de Gonçalo Corrêa de Sá foram legadas em testamento por sua filha, Victória Corrêa de Sá, ao Mosteiro de São Bento. Os monges tomaram posse da área em 1667 e fundaram várias fazendas, onde se dedicaram por mais de 200 anos à cultura de cana de açúcar, mandioca e criação de gado.
A sesmaria de Martim de Sá ficou em poder de seus descendentes até 1694, quando foi vendida à família Serpa Pinto, que fundou ali a Fazenda da Restinga. Em 1920, esta passou ao controle de uma companhia ferroviária inglesa.

Em 1938, o industrial Euvaldo Lodi fez o primeiro loteamento da Barra, ele também foi o responsável pela fundação do loteamento do Jardim Oceânico.
No fim dos anos 60, com a abertura do túnel Dois Irmãos e do elevado do Joá, ligando a Zona Sul à Barra pela costa, deu o início para o projeto de urbanização idealizado pelo arquiteto Lúcio Costa. Esse plano tinha por objetivo controlar a expansão urbana e preservar a geografia do lugar, suas belezas naturais como as praias, as dunas, restingas e lagoas, já que era uma das últimas áreas disponíveis para onde a cidade poderia se expandir.


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O ponto central do plano era a construção de duas vias principais, a Avenida das Américas e a Avenida Alvorada (atualmente Avenida Ayrton Senna), que fariam a ligação de todo o bairro, e também limitava os gabaritos para construção dos prédios, dentre outros aspectos. Também definia os usos do espaço: residencial, comercial, lazer e preservação ambiental. As moradias se concentrariam em uni ou pluri-familiares, formando os já conhecidos condomínios fechados, que tentam reproduzir dentro deles um pequeno centro com comércio e serviço, dando segurança a seus moradores.

Lúcio Costa pretendia ordenar essa “nova área” da cidade, caracterizada por ser uma extensão das áreas de Copacabana, Ipanema e Leblon, em a nova zona Sul da cidade. Impedindo que acontecesse o que ocorreu nesses mesmos bairros – com uma barreira de cimento” construída nas avenidas litorânea- bloqueando a vista do mar dos demais quarteirões. Com esse plano, Lúcio Costa pretendeu harmonizar a urbanização e a natureza.


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O bairro apresentou a partir da década de 70 um grande impulso de ocupação, caracterizado por um rápido processo de expansão e urbanização, no qual transformou rapidamente uma área pouco habitada, onde predominava a agricultura, em um espaço bastante ocupado e movimentado, e que atualmente é um dos mais valorizado do Rio de Janeiro. De acordo com a contagem de 2000, feita pelo IBGE, o bairro apresenta uma população de aproximadamente 174.353 habitantes.

Desenvolvimento


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A Barra da Tijuca apresenta uma urbanização totalmente diferente da maioria dos bairros do Rio de Janeiro, com uma predominância de ruas largas de alta velocidade onde há poucos pedestres e ciclistas. Em alguns pontos da cidade, a urbanização ainda se assemelha com a dos bairros mais tradicionais, porém nesta análise vamos trabalhar com a Avenida das Américas, que é uma das maiores da cidade e a mais característica da Barra.


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A Avenida das Américas se estende desde o início da Barra até o bairro de Vargem Grande, passando ainda pelo Recreio dos Bandeirantes, e é uma via de alta velocidade onde os motoristas costumam andar em velocidades superiores a 80 km/h.

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Esse fato é determinante no que diz respeito ao planejamento de design da comunicação visual dos estabelecimentos comerciais que se instalam ao longo da Avenida.

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Os shoppings – é tudo free!

Ao longo “das Américas” como é chamada, estão várias lojas de automóvel, supermercados, prédios comerciais, condomínios residenciais, shoppings abertos e fechados.

Os shoppings abertos são aqueles que dispõem suas lojas para o lado de fora, e a circulação dos freqüentadores é ao ar livre. Nesses shoppings a comunicação das lojas é semelhante à de lojas de bairros como os da Zona Sul, por exemplo, pois a experiência dos freqüentadores é parecida com de pedestres que andam em calçadas.

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Os shoppings fechados como o BarraShopping - principal shopping do bairro - já dispõe suas lojas para dentro, ou seja, o freqüentador tem que entrar no shopping para ver as lojas, o que também altera a comunicação das lojas com os clientes.
Existem ainda shoppings mistos, onde as lojas são dispostas para fora e para dentro, e ainda existem escritórios e consultórios médicos de diversos ramos instalados nos andares superiores e em prédios anexos.

Totens e letreiros

supercentermegaultraplusOutro fator de grande relevância nessa área de comunicação visual da Barra é a dimensão do bairro em si e dos shoppings e lojas que o ocupam.
Devido à extensão da Barra, todos esses estabelecimentos são muito grandes e tem necessidade de mostrar essa grandeza em sua identidade visual. Esse fato é comprovado pelo tamanho dos totens que expõe as marcas dos supermercados e shoppings.
Alguns, ainda acumulam marcas de estabelecimentos que não existem mais, pois estes já se tornaram indicadores da localidade, como o supermercado Pão de Açúcar que ainda tem o totem do Freeway, que foi o primeiro supermercado a se estabelecer naquele prédio,tornou-se o nome do lugar.
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E usado até como ponto de referência por algumas pessoas. Isso acontece com muitos shopping e lojas ao longo da Avenida das Américas, como o Hipermercado Extra, que abriu uma loja onde antigamente existia o Paes Mendonça, hoje em dia muitas pessoas chama o Extra de Extra Paes Mendonça, até mesmo para diferenciar de outras filiais do supermercado que existem na Barra
.
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Um fato que ocorre com alguma freqüência também é a identificação de um shopping por causa de uma loja que está dentro deste, como no caso do Info Barra, que identifica mais o shopping do que o próprio nome original American Mall.
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obairropopstar_thumb1Isso acontece também no shopping Città América, que apesar de não perder a identidade como o American Mall, é identificado muitas vezes mais pela enorme guitarra do bar Hard Rock Café.



A americanização – the brazillian way of life

A ocupação da Barra aconteceu tardiamente em comparação com os demais bairros da cidade e por conta disso outro fenômeno característico da Barra é a americanização dos nomes dos shoppings e lojas.

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Como os nomes em inglês tem uma sonoridade moderna, a Avenida das Américas e o bairro todo em geral sofreram uma influência muito grande da cultura americana.
Essa influência, que é normal em muitos lugares, se tornou exacerbada na Barra a ponto de ter uma réplica da estátua da liberdade de Nova York em um shopping chamado New York City Center. A gringa do Cristo.

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Distância e proximidade


Mais uma característica peculiar da Barra da Tijuca, em especial da Avenida das Américas, é a existência de dois estabelecimentos iguais muito próximos um do outro, mas separados no que diz respeito ao sentido da via.
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Acontece com postos de gasolina de mesma bandeira e restaurantes como o McDonald’s, que são geograficamente próximos, mas a necessidade que o cliente tem de fazer o retorno em uma via expressa para chegar à loja, gerou a necessidade da abertura de dois restaurantes tão próximos.



Conclusão


Todos estes fatores tornaram a Barra um bairro muito diferente de todos os demais bairros da cidade do Rio de Janeiro. A sua dimensão e sua urbanização fizeram a comunicação visual e a arquitetura de suas lojas e demais estabelecimentos totalmente diferente do que se costumava ver na cidade.


a long long time agoBarramuitomuitoantigamente_thumb3A Barra é um bairro preocupado com o design desde a sua criação até os dias de hoje, e mesmo assim é comum ver alguns erros graves como a poluição visual e o super dimensionamento de alguns letreiros e totens.

A necessidade de que as lojas tem de se destacar nesse ambiente diferenciado, de por junto a outdoors e elementos urbanos, provocam uma grande poluição visual no bairro, que a pesar do aspecto amplo e grandioso muitas vezes sufoca o motorista ou pedestre em meio a tantos elementos de tamanho desproporcional.
Esse exagero acontece também por diversas vezes no uso de palavras, expressões e até mesmo de tradições americanas na escolha do nome das lojas e shoppings.


Formação Histórica do Bairro da Barra da Tijuca e do Rio de Janeiro


Desde o início da formação da Cidade, a Região Barra da Tijuca sempre esteve ligada à história do Rio de Janeiro, apesar de ser a mais nova das regiões, em termos de desenvolvimento e ocupação.
A idéia de criar no Rio de Janeiro uma colônia francesa, apoiada por Henrique II, rei da França (1547-1559), foi de Nicolas Durand de Villegaignon, que desembarcou aqui em novembro de 1555. Os franceses foram senhores do Rio de Janeiro durante quatro anos e três meses. Em 1560, por ordem real, Mem de Sá combateu-os com uma esquadra enviada da metrópole, desalojando os invasores e arrasando suas fortificações, acreditando ter restabelecido o domínio português.

Em fevereiro de 1564, quando Estácio de Sá chegou, incumbido de estabelecer as bases de uma colonização sistemática, encontrou a Cidade novamente dominada, sendo impossível estabelecer-se. Buscando reforços em São Vicente, desembarcou um ano depois, em março de 1565, subjugando os franceses e índios hostis. Estácio de Sá Iniciou seus atos oficiais doando sesmarias aos jesuítas (1o de julho de 1565) e ao patrimônio territorial da Cidade (16 de julho).
Mas as dificuldades em consolidar a destruição das forças inimigas e cumprir sua missão forçaram-no a um pedido de ajuda. Avisado pelo jesuíta Anchieta, Mem de Sá veio em seu auxílio, à frente de tropas organizadas na Bahia. A intervenção derrotou temporariamente os franceses, na batalha onde morreu seu sobrinho Estácio de Sá, em 20 de janeiro de 1567.
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Após a expulsão dos invasores, Mem de Sá nomeou outro sobrinho, Salvador Correia de Sá, capitão e governador (1567-1572) da Cidade, recebendo o mesmo, como benefício da guerra, as terras que hoje constituem o Município. Como governador do Rio de Janeiro, Salvador Correia de Sá doou terras a dois colonizadores portugueses que participaram da luta: Jerônimo Fernandes e Julio Rangel de Macedo receberam sesmarias que partiam de Jacarepaguá e chegavam até a atual Barra da Tijuca.


Em 1594, quase no final do último período de seu governo (1578-1598), Salvador Correia de Sá passou o amplo território que hoje corresponde a Jacarepaguá e a Barra da Tijuca a seus dois filhos, Gonçalo e Martim Correia de Sá, que concordaram em dividir a área. Gonçalo ficou com as terras que hoje correspondem aos atuais bairros da Freguesia, Taquara, Camorim até Campinho, e a maior parte da Barra da Tijuca.
A área de Martim Correia de Sá, mais tarde governador por três vezes da capitania do Rio de Janeiro (1602-1608, 1618-1620 e 1623-1630), ia desde Camorim, atravessava Vargem Pequena e Vargem Grande e chegava ao Recreio dos Bandeirantes, alcançando a extensa faixa litorânea.

As duas partes tiveram uma evolução desigual. Nas terras da planície de Jacarepaguá, foram instalados engenhos e fazendas, em função do terreno plano e dos mananciais de água, o que proporcionou um desenvolvimento econômico baseado em atividades rurais. A área praiana, por outro lado, não teve desenvolvimento regular e crescente, justamente por não ser adequada nem para o plantio nem para a criação de gado. Localizados entre lagoas e alagados, os areais eram mais propícios a atividades de pesca e lazer.
Em 1625, a filha de Gonçalo Correia de Sá, Dona Vitória de Sá e Benevides, recebeu como herança as terras do pai, dadas mais tarde como dote, em 1628, a seu esposo, o fidalgo espanhol e governador-geral do Paraguai, D. Luís Cespede Xeria. Em 1667, as propriedades de Dona Vitória, correspondentes à maior parte da Barra da Tijuca, foram legadas, por testamento, ao Mosteiro de São Bento.
O filho de Martim Correia de Sá, General Salvador Correia de Sá e Benevides, primo de Dona Vitória, além da área herdada do pai, comprou todas as terras que pertenciam aos foreiros e ao marido da prima, que incluíam o atual bairro de Jacarepaguá, ficando dono quase absoluto da região, com exceção da enorme área doada por D. Vitória aos beneditinos, a atual Barra da Tijuca.
Os religiosos fundaram três engenhos, o primeiro em Camorim, depois em Vargem Grande e Vargem Pequena. Os três ocupavam quase a metade da região. A comunicação com a Cidade era feita por uma estrada aberta por eles, que atravessava o maciço da Tijuca.
Os monges beneditinos sempre gozaram de estima junto às populações em que desenvolveram seus trabalhos, entre eles a catequese dos índios, a cultura dos campos nas suas fazendas, a instrução e educação da juventude em seus mosteiros ou em educandários do governo, o conforto espiritual e moral prestado às forças armadas e a colaboração na expulsão do inimigo: primeiro os holandeses - ao longo do século XVII; depois - como os jesuítas, nos primórdios da fundação da Cidade - os franceses, no século XVIII. lebloncolonialparadiselost1


Em 16 de agosto de 1710, uma nova esquadra francesa chegou à vista do Rio, numa expedição enviada por Luís XIV contra o Brasil, mas repelidos pelos canhões da fortaleza de Sta. Cruz, os franceses desistiram de forçar a entrada na baía, desembarcando em 11 de setembro na praia de Guaratiba. A estrada dos beneditinos foi então utilizada por eles que, liderados por Duclerc, chegaram ao Centro, na tentativa de invadir a Cidade, sendo rechaçados pelas tropas aquarteladas nos fortes que guarneciam o morro do Castelo. Duguay-Trouin sucedeu a Duclerc e invadiu a Cidade no ano seguinte (1711), com dezessete navios e 5.764 marinheiros e soldados, tendo os beneditinos participados ativamente da resistência ao inimigo e contribuído para o resgate da Cidade com grande soma de dinheiro. Além dessa, pode-se citar outras ajudas financeiras de vulto por parte dos beneditinos - como doações de terrenos ao governo, a hospedagem da família real e a edificação de inúmeros prédios no Rio de Janeiro.



Sob o poder deles, a Região manteve as suas características rurais. Com a proibição do comércio aos jesuítas e a perseguição movida por Pombal, culminando com a lei de três de setembro de 1759 expulsando-os de Portugal e seus domínios, os beneditinos passam a exercer maior influência política, assumindo o papel dos jesuítas em inúmeros empreendimentos lucrativos na Cidade e na Região.



No início do século XIX, a população da área - a maior da Cidade - ainda era constituída basicamente de escravos. Entretanto, apesar do enorme contingente de mão-de-obra escrava, os beneditinos não tinham a mesma vocação empreendedora dos jesuítas - estes realizavam trabalhos de cultivo da terra e criação de animais, de carpintaria, marcenaria, engenharia de estradas, hidráulica e militar, cerâmica, tecelagem, construção de embarcações navais, etc. Para realizar tais atividades possuíam inúmeros bens e ganhavam subsídios reais, doações de terras, sesmarias, heranças, prédios, isenções, entre outros.


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Durante mais de dois séculos, a Ordem dos Beneditinos explorou ou arrendou as terras herdadas. Com o passar do tempo, a produtividade dos engenhos declinou. Plantações de café substituíram a cana-de-açúcar, mas com as crises do café, as grandes fazendas foram divididas em pequenos sítios. Em conseqüência da perseguição às ordens religiosas, ocorridas no Segundo Império, e com o fim da escravidão no final do século XIX, os beneditinos ficaram quase arruinados. Em 1891, todas as terras remanescentes foram vendidas à Companhia Engenho Central de Jacarepaguá, sendo repassadas ao Banco de Crédito Móvel, em pagamento de dívidas.





Em 1900, as terras foram vendidas à empresa Saneadora Territorial e Agrícola S.A., ainda hoje grande proprietária de terrenos na área, assim como a Carvalho Hosken, a ESTA e a Pasquale Neto. Desde seus primórdios manifestou-se a vocação local de ter poucos proprietários, como os Sá, os Telles de Menezes e, principalmente, os beneditinos. A concentração de grandes extensões de terras em mãos de poucos foi uma das causas do lento crescimento da Região.
Conhecida como Região dos Sete Engenhos, a Barra da Tijuca hoje tem poucos marcos históricos. O mais importante é a Igreja de N. Sra. do Mont Serrat, construída pelos beneditinos por volta de 1766, em Vargem Pequena. Uma característica interessante da área são os nomes das localidades, que se mantiveram desde o período colonial: Camorim, Vargem Grande, Vargem Pequena e Recreio dos Bandeirantes.
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A dificuldade de acesso foi outro motivo também responsável pela lenta evolução da Barra da Tijuca. A ocupação mais significativa na época colonial começou por Jacarepaguá, justamente porque o acesso podia ser feito, embora de forma lenta, através da antiga estrada dos beneditinos. As características do meio geográfico dificultaram o acesso da Região ao centro da Cidade. Outros caminhos já existentes, como a antiga Estrada Real de Santa Cruz e os canais navegáveis de Irajá, acabaram atraindo a expansão da Cidade, irradiada a partir do seu centro, favorecendo os subúrbios e as zonas leste e sul.

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O sistema de transportes foi outro aspecto que diferenciou a Barra da Tijuca das demais regiões. No caso da Barra, o meio de locomoção utilizado foi o veículo automóvel e não o sistema sobre trilhos, como bondes e trens. abrindocaminho_thumb1Este fato é evidenciado pelo grande número de estradas abertas antes mesmo que a Região se adensasse, como as estradas dos Bandeirantes, do Joá, de Furnas, das Canoas, da Gávea, entre outras. Estas estradas começaram a surgir desde o século XIX, para atender a localidades distantes e de difícil acesso.
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Até as primeiras décadas do século XX, os movimentos de ocupação se mostraram inconsistentes, pontuando apenas pequenas casas de veraneio no Recreio. A ocupação da Barra da Tijuca se deu pelas extremidades. No sentido Zona Sul, surgiram novas vias de acesso, como a Avenida Niemeyer (1920) e a Estrada de Furnas, que se juntavam para alcançar a Barra da Tijuca, contornando a Pedra da Gávea. Em 1939, foi construída uma ponte sobre a Lagoa da Tijuca. A obra foi executada por particulares para atender aos loteamentos Jardim Oceânico e Tijucamar e - no outro extremo - ao loteamento de duas grandes glebas no Recreio dos Bandeirantes, que pertencia ao inglês Joseph W. Finch.

orladorionumseiaondeficaisso1Historicamente, a Barra da Tijuca sempre esteve ligada à Zona Norte e à Tijuca. Esse fator foi decisivo para a sua ocupação. Atraídos pelas águas límpidas de suas praias oceânicas pouco freqüentadas, os moradores dos bairros de ambas as regiões preferiam seguir até a Barra da Tijuca, a qual, segundo o dito popular, foi uma “invenção tijucana”. Isso pode ser constatado devido ao fato de quase todos os grandes investimentos anteriores à década de 60 terem sido destinados às vias de acesso ligando estas regiões, como a Estrada Grajaú-Jacarepaguá, Av. Menezes Cortes, concluída em 1951 pelo prefeito Mendes de Moraes.

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Até 1960, quase todas as melhorias para a Região eram executadas com o objetivo de fazer escoar a parca produção rural ainda existente e para atender ao lazer da população. Em 1969, quando o governador Francisco Negrão de Lima convidou o urbanista Lúcio Costa para elaborar o Plano Piloto da Barra, uma nova fronteira de expansão imobiliária se abriu e a partir daí a ocupação da Barra se deu de forma definitiva.
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pontaldoleblonolhaafavelanapedra1Lúcio Costa elaborou um plano diretor propondo uma urbanização racional e planejada da baixada compreendida entre a Barra da Tijuca, o Pontal de Sernambetiba e Jacarepaguá, rompendo com padrões de gabarito existentes, criando áreas "non aedificandi" e vias expressas, etc. Era uma forma de tentar conter a ocupação caótica e desordenada já iniciada, evitando a repetição dos erros cometidos em outras regiões e fornecendo um novo modelo urbano para a Cidade, baseado no racionalismo modernista e na onda desenvolvimentista surgidos no Brasil a partir do governo Kubitschek, na 2a. metade da década de 1950.

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Com a construção da Auto-Estrada Lagoa Barra, na década de 80, a urbanização da Região se intensificou. Hoje, apesar das profundas modificações do plano original, mesmo tendo uma arquitetura característica que a assemelha mais à cidade de Miami do que ao restante do Rio de Janeiro, com shopping centers que são verdadeiras catedrais de consumo, ainda é impressionante o crescimento da Região.


barra19651As melhores taxas demográficas da Cidade estão na Barra, que apresenta ainda os menores adensamentos, ótimos padrões de ocupação e excelente qualidade de vida, apesar do trânsito cada vez mais problemático e da crescente poluição de suas lagoas e praias, por falta de um eficiente sistema de saneamento básico.

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O encontro entre uma zona até recentemente rural e a pujança urbana moderna resultou num espaço bastante diversificado socialmente, com interações entre forças do Estado, o mercado capitalista, os setores de comércio e serviços e uma população heterogênea formada por diversos grupos sociais emergentes, estabelecidos formal e informalmente. Em suma, a Região Barra da Tijuca é hoje um espaço dinâmico e mutante, um paradigma de desenvolvimento intrigante e discutível e, por isso mesmo, constitui um fenômeno novo na Cidade.

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:
Abreu, Mauricio de Almeida, Evolução Urbana do Rio de Janeiro, Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro, SMU/IPLANRIO, 3a Edição, 1997
Brasil, Gerson, História das Ruas do Rio de Janeiro
Coroacy, Vivaldo, Memórias da Cidade do Rio de Janeiro
Macedo, Joaquim Manuel de, Um Passeio pela Cidade do Rio de Janeiro
Delta Larousse, Grande Enciclopédia
José Inácio Parente, Guia Amoroso do Rio
Pesquisa realizada na Internet sobre a história dos bairros
PUC - Rio / Departamento de Artes & Design - Análise Gráfica
Guilherme Curado e Henrique Rajão

Portal Barra da Tijuca
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