Scientia Ad Sapientiam

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“Não há homem imprescindível, há causa imprescindível. Sem a força coletiva não somos nada” - blog da retórica magia/arte/foto/imagem.

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Olá futuro, prazer estar em você.

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O Homo Ciberneticus

por Alexandre Teixeira*

Confira entrevista com o futurólogo britânico

Ian Pearson

Ian-PearsonAos 51 anos, não é nenhum aventureiro diletante. Ele é formado em física teórica e matemática aplicada e, por 20 anos, foi pago pela British Telecom (BT), para antecipar tendências e ajudar a materializá-las sob a forma de produtos e serviços. Foi na BT, em 1991, quando o telefone celular ainda era novidade, que Pearson concebeu o sistema de transmissão de texto que daria origem ao SMS, o popular torpedo. Consta que ele anteviu o modelo de console sem fio para videogames dotado de um acelerômetro capaz de detectar movimentos em três dimensões que hoje se associa ao Wii, da Nintendo, e ao Xbox, da Microsoft. Em sua passagem pela BT, Pearson chamou a atenção para o potencial de serviços hoje consagrados, como os mecanismos de busca e o e-mail. Nem sempre o ouviram.
Atualmente, ele atua em carreira solo, à frente da empresa Futurizon, que fundou em Ipswich, na Inglaterra. Por meio dela, presta consultoria e faz palestras, internacionalmente. Consciente das vulnerabilidades da profissão de futurólogo, Pearson diz ter, desde 1991, um histórico comprovado de 85% de precisão em suas previsões para horizontes de dez anos.
“Minhas ferramentas são: uma sólida experiência em ciência e engenharia, análise de tendências, senso comum, tino comercial, saber quando ouvir outras pessoas e um montão de pensamentos”, afirma ele.
Pearson lançou seu livro mais recente, em 2011, You Tomorrow (Você amanhã), sem tradução brasileira. Ele define o trabalho como “um livro sobre o futuro da vida cotidiana”. Soa pretensioso?
Pearson se defende:
“Embora use o título de futurologista, que soa ligeiramente amalucado, sou apenas um engenheiro fazendo deduções lógicas para o amanhã, baseado em coisas que já podemos ver acontecendo”.
Alexandre — Sei que sua especialidade é o futuro, mas gostaria de falar, inicialmente, sobre o passado. O senhor é capaz de citar acertos de futurologistas que ajudaram organizações a antecipar tendências relevantes?
Pearson — Acertamos a maioria das coisas que aconteceram na world wide web, no começo dos anos 1990. Entre os anos de 1991 e 1992, ajudamos empresas de toda a Europa a projetar a infraestrutura necessária para a “banda larga” que agora vemos como algo comum. Houve pouquíssimas surpresas, porque fomos precisos na definição dessa estratégia. Este é, provavelmente, o melhor exemplo.
Alexandre — E o que dizer dos erros e fracassos dos futurólogos?
Pearson — Bom, há sempre aqueles notórios, como o do Bill Gates, dizendo que ninguém nunca iria querer mais do que 640K de memória, esse tipo de coisa. Mas ele não é um futurista profissional, então é realmente injusto. Não preciso ir além de mim mesmo para trazer alguns erros. No passado cheguei a dizer que, no ano 2000, estaríamos trocando a TV pela realidade virtual.
Alexandre — De acordo com suas previsões, em 20 anos, os computadores serão mais inteligentes que os seres humanos, capazes de transmitir sensações e mesmo de preservar o conteúdo da mente humana, o que soa um tanto assustador…
Pearson — É assustador, mas esse movimento não começa da noite para o dia. Ele chega pouco a pouco e você se acostuma a ele. A cada ano diversas coisas novas são lançadas e nós apenas as aceitamos. Ao longo de um período de dez anos, isso significa muita mudança. Hoje mesmo, temos supercomputadores mais rápidos que o cérebro humano, em termos de poder de processamento. Então, já temos essa equivalência com as máquinas. Daqui a 20 anos, você terá equipamentos, no seu bolso, mais espertos que seu cérebro. Você também será capaz de ligar computadores a seu sistema nervoso periférico usando uma pele microelétrica. Você poderá imprimir telas eletrônicas na superfície da pele. Essa pele eletrônica se ligará aos nervos na palma da sua mão. Os sinais elétricos digitados na pele viajarão por esses nervos acionando comandos ou sendo armazenados em um computador. E vice-versa. Em algum ponto do futuro, ao experimentar um jogo de computador ou assistir a um anúncio, você poderá, literalmente, sentir algo em seu corpo, graças a um estímulo dessas terminações nervosas.
Alexandre — Não estou tão certo de que iria gostar de que um anúncio me tocasse desse modo. O que mais seria possível?
Pearson — Muito do processo de pensamento vai ser capturado nessa mesma geração de tecnologias. Se você criar um link e transferir todo o seu processo de pensamento para um computador, poderá gravar a sua mente toda. Estamos falando de 2045, 2050, o que é um futuro mais distante. Mas capturar apenas sensações é uma coisa razoavelmente superficial. Poderemos fazer isso dentro de 20 anos ou antes disso.
Alexandre — Se pensarmos em termos de sociedades, e não apenas do desenvolvimento tecnológico puro, considerando também economia e política, o senhor acha que essa evolução será predominantemente positiva ou negativa?
Pearson — É inteiramente possível ter avanços positivos e, ao mesmo tempo, um aumento da opressão, da vigilância e da invasão de privacidade. Podemos ter as duas coisas: equipamentos fantásticos que fazem a nossa vida muito melhor e também um governo opressivo. A tecnologia se presta a ambos os propósitos. No momento, infelizmente, estamos vendo evidências de que vamos ter ambos ao mesmo tempo. Na Europa, por exemplo, temos governos que querem monitorar cada coisa que fazemos, com a instalação de câmeras para controle de velocidade nas ruas, o monitoramento do que você faz no seu telefone celular e dos seus e-mails.
Alexandre — A tecnologia pode tornar real a figura do Grande Irmão orwelliano.
Pearson — Há muitas invasões de privacidade para as quais os governos querem usar as novas tecnologias. Vemos forças policiais pedindo para usar veículos teleguiados que os militares utilizam no Afeganistão para nos monitorar. Temos grandes empresas de TI, como a Apple, tentando ajudá-las ao inventar novas tecnologias que permitam inabilitar todos os smartphones em uma área, apenas enviando um sinal especial.
Alexandre — Não sei qual é a expressão certa para isso, mas o senhor vem escrevendo sobre algo que poderíamos chamar de imortalidade eletrônica. Quanto tempo teremos de esperar até esse tipo de imortalidade se tornar realidade?
Pearson — Há um projeto que as pessoas do Google chamam de Projeto 2045, porque é exatamente quando elas deverão estar atingindo essa imortalidade eletrônica. A essa altura, você terá um arquivo tão bom da sua mente no mundo das máquinas que seu corpo morrerá e você poderá seguir em frente como uma entidade-máquina. Acho que estão sendo otimistas quanto ao período de tempo. Se você quer um link tão transparente entre seu cérebro e as máquinas para que a maioria dos seus pensamentos e das suas memórias esteja acontecendo dentro do mundo da TI, provavelmente terá de esperar até os anos 2050. E então, 10, 15 ou 20 anos depois, vai virar rotina. Em 2070, será normal para as pessoas usar a TI como extensão de seus cérebros. Até certo ponto, muito de seu processo de pensamento e muitas de suas memórias estarão duplicadas ou totalmente armazenadas no mundo da TI. Então, seus corpos morrerão, seus cérebros morrerão, elas perderão uma porcentagem de sua mente e parte de sua personalidade desaparecerá com ela, mas muita coisa vai ficar no mundo da TI. Então, será de fato uma imortalidade eletrônica.
Alexandre — Nesse mundo que o senhor vislumbra, androides terão mentes humanas quase reais e coexistirão com seres humanos. Isso soa como ficção científica, algo como o filme Blade Runner, com androides se confundindo com humanos. Quão real é essa imagem?
Pearson — Estou certo de que você viu o filme Eu Robô [uma produção de 2004, inspirada numa coletânea de contos de Isaac Asimov e ambientada em 2035, na qual um policial tecnofóbico investiga um crime que pode ter sido cometido por um robô]. Acho que aquele equilíbrio [entre humanos e máquinas] não está muito longe do que eu esperaria ver. A maioria das casas provavelmente terá um ou dois desses robôs de estilo androide, desempenhando várias tarefas. Teremos um monte deles.
Alexandre — Quão parecidos com humanos? Reais a ponto de nos confundirmos?
Pearson — A tecnologia permitirá que sejam bem parecidos com humanos. Já temos peles de silicone que podem imitar a pele humana. Também teremos músculos de silicone, muito mais poderosos que o músculo humano. Então, poderemos ter androides cinco vezes mais poderosos que os humanos. Alguma coisa com a força do Schwarzenegger, um robô muito forte que se pareça com um ser humano normal. No que diz respeito à imortalidade eletrônica, muita gente pensa que teremos um robô ou androide no qual faremos um download da nossa mente e seguiremos em frente depois de mortos, ocupando-o o tempo todo. Eu não acho que será assim. Penso que poderemos muito bem compartilhar robôs.
Alexandre — Como isso seria possível?
Pearson — Você terá uma população de, talvez, mil pessoas armazenada em um serviço on-line que suportará suas vidas, eletronicamente, dentro de uma rede. Elas poderão viajar pelo mundo na velocidade da luz. É um tipo de existência completamente diferente. Poderão, ocasionalmente, habitar um androide, mas não consigo ver por que iriam querer fazer isso o tempo todo. Então, esses robôs seriam perfeitamente adequados para o compartilhamento. As pessoas poderão alugar um androide por alguns minutos toda vez que precisarem de um.
Alexandre — Como um veículo para visitar o mundo físico?
Pearson — Talvez por umas poucas horas. Elas poderão vir, ocasionalmente, ao mundo físico como pessoas físicas. Mas, na maior parte do tempo, ficarão contentes em existir apenas eletronicamente, dentro de uma máquina. Há também a possibilidade de várias pessoas usarem um mesmo androide ao mesmo tempo. Indo além, há a possibilidade de usar um link entre o cérebro e a máquina para compartilhar o corpo de outra pessoa enquanto ela o usa.
Alexandre — Para quê?
Pearson — Para ocupar a mesma rede sensorial dela. Assim, você poderia experimentar as mesmas sensações, viver uma espécie de simbiose.
Alexandre — Muitas obras de ficção científica especulam sobre um mundo no qual as máquinas assumem o controle, como O Exterminador do Futuro e Matrix. Isto vai ser um risco real?
Pearson — Não vai ser; já é um risco real, uma vez que estamos avançando por uma estrada na qual as máquinas se tornam tão espertas quanto as pessoas e já estamos criando máquinas autônomas. As pessoas tentarão conectar essas duas coisas. Então, teremos máquinas autônomas tão espertas quanto ou mais do que humanos.
Alexandre — A ponto de poderem se insurgir?
Pearson — Isso parece quase inevitável no caminho que já estamos trilhando. Não é um risco; é uma probabilidade que seguiremos por uma estrada na qual haverá máquinas mais espertas que o homem. Existe um risco, então, de que terminemos entrando em conflito com elas em algum momento, se decidirem seguir um caminho diferente. Quando um robô é apenas uma máquina simples, a que se pede para aceitar instruções, ele faz o que mandam. Mas se damos a ele uma mente tão sofisticada quanto a de um ser humano, ele logo se torna capaz de entender situações. Ele percebe que foi instruído a fazer algo, mas que, na realidade, tem algum pensamento independente. Pode racionalizar a situação e, se não gostar das suas razões, optar por não fazer o que você quer. Ele pode optar por desobedecer, se tiver tecnologia superior à sua disposição.
Alexandre — Se vamos ter dispositivos tecnológicos conectados aos nossos cérebros para aumentar a velocidade em que operam, para melhorar nossa memória e expandir o conteúdo que eles podem armazenar, podemos assumir que isso vai gerar uma nova divisão de classes na sociedade?
Pearson — [longa pausa] Ah, sim… Podemos falar de uma nova classe de pessoas chamada homo ciberneticus, quando você adiciona capacidade eletrônica ao cérebro humano para melhorar seu desempenho. Você pode melhorar o desempenho de seu cérebro, teoricamente, por um fator de 100 milhões. Acrescentar um monte de zeros ao seu QI. Se você for muito mais esperto do que o seu vizinho, ele não poderá competir com você. É como uma competição entre você e um caracol, dado o abismo intelectual.
Alexandre — Esse abismo intelectual é um pesadelo ético.
Pearson — Se houver conflitos, não há meio de as pessoas comuns serem capazes de competir. Elas não irão conseguir projetar os mesmos sistemas de armamentos, se chegarmos ao nível do conflito armado. Certamente não poderiam ter as mesmas ideias para criar novas empresas ou tecnologias. Em todas as coisas para as quais você usa o cérebro, se tivermos uma geração de pessoas ciberneticamente melhoradas, elas teriam uma vantagem muito grande sobre as pessoas comuns.
Alexandre — De novo, é meio assustador. Mas vamos falar um pouco de negócios. Como o senhor acredita que o marketing será praticado pelas empresas nesse futuro?
Pearson — Penso em uma nova mídia, que deverá chegar direto ao seu sistema nervoso para estimular sensações. Isso amplia o escopo do marketing. Não é apenas vídeo e áudio. No futuro, vai ser possível sentir o produto, interagir com ele. Provar uma roupa como se a estivesse vestindo. Sentir a sua textura.
Alexandre — Quando se pensa no desenvolvimento da internet, muitas empresas tiveram sucesso no mundo real com modelos de negócio criados a partir das possibilidades que a web oferece. O Google é um exemplo disso. O senhor consegue imaginar que tipo de companhia e de novos setores tendem a liderar a criação de mercados nesse futuro?
Pearson — Elas virão do mundo da realidade aumentada. Acredito que dentro de 20 anos muita gente estará usando algum tipo de aparato na cabeça – que pode ser um par de óculos como o que estou usando, dentro dos quais haverá lasers capazes de “escrever” imagens diretamente na retina, ou mesmo lentes de contato ativas, que funcionarão como displays tridimensionais de alta definição e alta resolução. Isso abre um novo mundo, porque lhe permite levar sua vida cotidiana e ao mesmo tempo ter montes de informações de marketing, entretenimento, socialização, negócios…
Alexandre — É um admirável mundo novo para a publicidade.
Pearson — Você pode mudar o modo como as coisas se parecem, adicionar valor a ambientes digitalmente e obviamente processar informações de mão dupla. Ver o que os consumidores estão olhando, pesquisar o perfil deles e entregar informação customizada diretamente dentro de seus campos de visão. Se você me conhece bem, sabe que game vou jogar esta noite no meu Xbox. E, provavelmente, poderá usar esses mesmos personagens [do videogame] para entregar informação no meu campo de visão. Ou eu vou poder atirar nesses caras enquanto minha mulher faz compras.
Alexandre — Interessante, mas um tanto invasivo, não?
Pearson — O marketing ganha uma nova dimensão quando começa a colocar coisas no campo de visão das pessoas à medida que elas andam por aí no seu dia a dia. E a informação flui nas duas mãos. Eu gostaria de viver num mundo assim, porque ele torna minha vida mais divertida. Eles [os publicitários] gostariam de viver num mundo assim, porque lhes dá mais oportunidades de me vender coisas. E eu posso querer comprá-las. Vou gostar desse marketing, desde que ele seja personalizado. Não gostamos de ver anúncios porque eles são para outras pessoas. Você perde seu tempo. Quando o anúncio é sobre algo de seu interesse, você olha para ele. Às vezes, você sai explorando a internet atrás de informação sobre um produto, então uma ferramenta de marketing pode tentar antecipar o que você iria procurar, de todo modo. Vejo uma nova geração de empresas usando essa combinação de criação de perfis, contextualização e personalização para entrar na sua vida cotidiana utilizando novas mídias. É product placement na vida real para valer.
Alexandre — O senhor escreveu sobre a transição do capitalismo para a “economia do cuidado”. Pode explicar o que é “economia do cuidado” e como essa transição vai acontecer?
Pearson — Sim, à medida que os computadores ficarem mais espertos, eles vão assumir mais e mais dos nossos afazeres. Pense nas coisas mundanas da rotina, como procurar voos ou descobrir a que horas um avião vai chegar, providenciar um táxi para ir ao aeroporto, saber como o trânsito está hoje em São Paulo, achar um caminho melhor, esse tipo de coisa que nos aborrece hoje. No futuro, seu computador vai fazer esse tipo de função para você, perfeitamente. Isso vai tornar sua vida mais fácil. No limite, se você elimina do seu trabalho todas as coisas baseadas em conhecimento e todas as coisas administrativas, o que sobra são as partes que têm a ver com o lidar com outras pessoas. Lidar com a sua equipe, dar a ela avaliações de desempenho, guiá-la, liderá-la, esse tipo de tarefa. Ou trabalhos como ser uma enfermeira, um professor, um policial ou alguma coisa em que você tem de lidar com pessoas.
Alexandre — Daí o conceito de economia do cuidado.
Pearson — Chamo de economia do cuidado porque, nesse tipo de trabalho que envolve habilidades humanas, as competências mais valiosas são relacionadas a cuidar. Uma enfermeira, por exemplo, é normalmente considerada intelectualmente júnior, na comparação com o consultor mais graduado de um hospital. Mas o consultor mais graduado do hospital é basicamente um robô muito inteligente. Você pode substituir esse cérebro esperto por um computador esperto. Não é muito valioso.
Alexandre — Já a enfermeira não pode ser trocada por um robô.
Pearson — Você poderá dar a ela uma versão 20 anos melhorada de um iPad, de longe mais esperta do que o consultor do hospital, que a tornará mais esperta do que o consultor. Então, ela poderá superar o desempenho do consultor em termos de diagnósticos. É com a entrega de cuidados que sempre associamos uma enfermeira. Com o lado da compaixão, de interagir com um ser humano como um ser humano. As enfermeiras, supostamente, são muito boas nisso. Você valorizará a enfermeira mais do que o consultor, porque ela pode, facilmente, fazer o trabalho dele, mas ele não pode fazer o trabalho dela. Então, nós vemos uma inversão. Vamos de uma economia da informação dominada pelo intelecto para uma que é muito mais baseada em habilidades humanas.
Alexandre — Que competências serão mais valorizadas na economia do cuidado?
Pearson — Compaixão, amor, todo o lado emocional. É muito mais calorosa uma sociedade em que as pessoas têm habilidades pessoais e os computadores, robôs e androides dão conta das coisas mundanas que ninguém faz questão de fazer. A economia do cuidado é uma economia orientada para o humano, que é possível por termos máquinas muito espertas.

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fonte: Revista da ESPM, Edição nº 5 • setembro/outubro 2013 - Por Alexandre Teixeira

Um dia no cotidiano de 2280

Rui Santo*

Você acorda e vai “escovar os dentes” cujas cerdas são sensores emocionais, combinados com a visão astrológica.

As cerdas identificam e enviam sinais para uma central, que reenvia direto para sua mesa virtual, os alimentos necessários e na quantidade exata para equilibrar emocionalmente o seu dia, conforme você programou.
Com o advento da transferência de matéria não há sobras de alimentos e os objetos materiais – armários, fogões, mesas, geladeiras, estoques, casas, carros – agora existem apenas virtualmente. Tudo é virtual.
Toma o “café da manhã” e vai trabalhar, isto é, muda de ambiente no mesmo lugar. Pega seu “controle pessoal celular” que recebeu ao nascer e ao apertar o único botão do controle, pela identificação digital sintonizada com sua mente e o que você está pensando, projeta na parede virtual desse ambiente a tela de um computador e outra tela pequena a sua frente, como um teclado para digitar, que foi sua opção entre falar, pensar  e digitar.
“Trabalha” atendendo os compromissos solicitados pelo seu contratante temporário e pelos clientes de outras dimensões, aqui mesmo, no planeta terra.
Esse trabalho exige a instalação na mente de um chip especial, relacionado com o aperfeiçoamento de seu conhecimento profissional e em função de sua capacidade cognitiva (e /ou física) ampliada.
É um provocador de sinapses mentais para respostas adequadas aos clientes.
Mais tarde sai para fazer alguns trabalhos externos, nos órgãos do governo que ainda se mantém 200 anos atrasados, isto é, as instalações existem fisicamente como lembrança do século XX, mas como a transferência de matéria ainda não consegue transferir seres vivos, você prefere ir pela rede aérea, invisível para os demais.
- Oh Rui! Só falta precisar carimbar com tinta azul escuro e reconhecer firma nos documentos, não é?
Quando sai do órgão público no fim da tarde, resolve ficar por ali mesmo. Aciona seu “controle pessoal celular” trazendo sua “casa virtual” para onde está ao invés de pegar transporte e todo o movimento de pessoas que preferem voltar para o mesmo lugar de onde vieram.
Na verdade, ninguém tem mais endereço físico como conhecemos até o século XX. Temos apenas endereço eletrônico e GPS. Aonde formos nossa “casa virtual” estará a um aperto de botão do seu intransferível “controle pessoal celular” que sabe tudo sobre você e só funciona com você. Essa revolução foi causada pela formulação matemática de Einstein: E = mc2, isto é, tudo que era matéria, desmaterializou-se e agora é só energia. Assim, cada um pode dar a forma que preferir a energia, isto é, sua própria moda, decoração, design, casa, carro, etc. tudo virtual, embora pareça, ilusoriamente, material.
- Oh Rui, será que os vírus, na hora da transferência, não vão colocar a cama virtual no chuveiro, se é que vamos precisar tomar banho e com que água?
Na cozinha na hora de jantar você chama sua mulher que surge em uma tela que é a própria parede lateral, e ela senta do outro lado da mesa, na “casa virtual” dela, mas é como se estivessem na mesma mesa que você está agora.
Enquanto conversam, na outra parede, digo na outra tela, seu clone, isto é, seu filho o chama.
Você conversa com ele e com sua mulher como se estivessem todos juntos na mesma mesa, embora cada um esteja distante do outro, algumas centenas de quilômetros. No canto da tela, há um mapa GPS indicativo de onde cada um está, as características climáticas do lugar naquele instante, a saúde pelo DNA, a foto kirlian, o horóscopo diário, o I Ching, o estado de humor, o estado emocional e os campos energéticos dos que aparecem na tela (você escolheu o que deve aparecer entre as 1.200 opções!!!).
Os noticiários net-on-line (você dispõe de mais de 290, simultaneamente), e mais os programas que você escolheu, aparecem espalhados nas diversas e pequenas telas que contornam a tela central. Sua cognição se desenvolveu em tal nível nos últimos 30 anos, que você pode assistir três a quatro programas simultaneamente.
A filha do casal – clone de sua mulher – aparece na hora do jantar em outra tela de parede inteira e pede a mãe alguma coisa que esta solicita ao sistema de transferência de matéria, apertando aquele único botão, e mandando que seja entregue, on-line, no endereço eletrônico + GPS, onde está a filha de sua mulher.
Os quatro (o pai com seu clone – filho com a mulher e com a clone – filha dela)[1] conversam como se estivessem juntos na mesma mesa, até que o filho resolve ir fazer alguma outra coisa, saindo da conexão.
Num dia “Tempo Net” programado, já que o calendário e o conceito de “mês, semana e fim de semana” acabaram, combinam uma posição “GPS – primavera” para se encontrarem fisicamente e escolhem a “casa virtual” de quem vão ficar em função da estação do ano no local para onde vão. O mais votado deve levar seu “controle pessoal celular” para transferir sua casa para esse ponto GPS e receber todos.
Depois de dois dias de encontro, cada um volta para seus endereços GPS, mas a filha – clone resolve ficar mais perto da mãe por uns dias.
O consumo foi desmaterializado completamente como condição para salvação do planeta. Há um excesso de alternativas virtuais gratuitas e os baixíssimos impostos pagos sustentam os cursos públicos para desenvolvimento da cognição e motivação nos quais participam os que se “desguiaram“.
O mundo mudou muito nos últimos 280 anos.
Os valores transferiram-se do “fazer” na revolução industrial, para o “ter” que quase destruiu a terra no ano 2000, e agora em 2280 os valores transferiram-se para o “ser” como a melhor forma de dar sustentação à população e preservar o ambiente para todos.
A mudança moral do “ter” para o “ser”, transformou os valores de propriedade em valores de conhecimento, criatividade e intuição, emoções e relacionamentos em detrimento de objetos materiais que praticamente deixaram de existir, exceto nos museus de história do tempo.
Agora todos têm disposição para tudo que quiserem, já que aquele tempo consumido em trabalho para o “ter” pode ser eliminado e preenchido com esforços prazerosos para o “ser”.
Um valor extraordinário para o desenvolvimento e elevação do espírito humano, baseando-se nas novas descobertas e compreensão de estar de passagem na dimensão conhecida como “vida”, na qual, “malas pesadas tiram o prazer de caminhar”.
– Vamos dormir – diz o pai para a mãe, durante o encontro real.
– É Rui, pelo jeito, certas coisas vão demorar mais para mudar… Ainda bem!!!
O futuro pode estar difícil de ser profetizado, mas pode ser fácil de ser “reconstruído”.
fonte: Galáxia Criativa, 2003. A mola propulsora para criatividade, inovação e futuro. Rui Santo.
[1] Essa foi uma decisão da humanidade: cada um cria clones de si mesmo e não da junção de um homem com uma mulher naquele tal de casamento que existia no sec. XX. Tal decisão está criando um grande e novo problema. O avanço do ser humano parou nas cognições que existiam, já que todos querem ter seu clone aos 25 anos. Uma solução está sendo discutida no universo: clone de si mesmo somente após os 65 anos, já que a população vive até os 105 anos, como único jeito de avançar cognitivamente uma vez que se pressupõe que aos 65 anos todos evoluíram mentalmente
CRIA = ATIVA + A + MENTE
Se você concorda, por favor, envie para todos os seus amigos.
Se você não concorda, por favor, envie para os seus inimigos.
Mas contribua com a circulação, socializando a informação!
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Internet para todos e acesso a informacao campanha

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ACESSO A INFORMAÇÃO PARA TODOS

 
As empresas de Internet estão fazendo altos lucros, mas enganando seus clientes em relação a uma Internet rápida e confiável. O governo finalmente quer intervir e regulamentar, mas ele precisa de um protesto em massa do público para abafar o lobby das telecoms que são contra a regulação. Temos apenas 24 horas até o voto decisivo -- envie uma mensagem de apoio pelos novos padrões de Internet urgent e encaminhe para todos:



Sign the petition
As empresas de Internet estão fazendo lucros imensos, mas enganando seus clientes em relação a uma Internet rápida e confiável. Finalmente o governo quer intervir e regulamentar, mas ele precisa de um protesto em massa do público para abafar o lobby das telecoms que são contra a regulação.

O serviço de internet é como um faroeste virtual - um mercado sem regulamentação do governo, onde o serviço é lento ou muitas vezes inexistente. Aqueles de nós que vivem no Norte do Brasil pagam três vezes mais pela Internet do que aqueles em São Paulo, mas o nosso serviço é quatro vezes mais lento. Enquanto isso, a Telefonica, sozinha, fez 4,3 bilhões de reais em lucros no ano passado.

Temos 24 horas até a votação crucial para o acesso à Internet rápida e confiável para todos - envie uma mensagem para a Anatel, a agência responsável por estabelecer os regulamentos, e em seguida, encaminhe este email para seus amigos e familiares:

http://www.avaaz.org/po/internet_para_todos/?vl

Neste momento, nosso governo está planejando uma expansão maciça dos serviços de Internet por todo o país, trazendo o acesso à informação a todos e até mais lucros para as empresas privadas de telecomunicações. Mas essa expansão é inútil se não existirem normas que garantam o bom serviço de Internet para os cidadãos mais pobres e as comunidades rurais. Normas de qualidade da Internet são o primeiro passo importante para um Brasil completamente conectado.

A ANATEL tem o poder de regulamentar as comunicações no Brasil, mas fontes dizem que o conselho diretor está sendo pressionado por grandes empresas a adiar ou abandonar estes regulamentos - protegendo grandes lucros ao invés do direito à informação para os brasileiros.

Se enviarmos uma enxurrada de mensagens de apoio a ANATEL apoiando a regulamentação do acesso à Internet, poderemos dominar o lobby de telecomunicações e garantir um futuro com Internet confiável e justa para todos os brasileiros. Envie uma mensagem agora, e depois encaminhe para todos:

http://www.avaaz.org/po/internet_para_todos/?vl

Nossos direitos enquanto usuários da Internet estão em perigo constante, mas juntos podemos vencer mesmo as maiores ameaças. Em agosto, o poder do povo ajudou a adiar um projeto de leis de crimes digitais altamente restritivo no Congresso abrindo o caminho para o Marco Civil, um projeto de lei pelos direitos do usuário da Internet. Agora vamos nos unir mais uma vez e levantar um coro enorme a nível nacional para melhorar a qualidade de nosso acesso à Web e alcançar o direito de Internet para todos.

Com esperança,

Luis, Diego, Carol, Emma, Ricken, Alex, Alice e o resto do time da Avaaz

Mais informações:

Saiba mais sobre a Campanha Banda Larga para pressionar a Anatel e garantir a Internet para todos:
http://campanhabandalarga.org.br/

Conselheira da Anatel sugere redução das taxas de interconexão (Folha de S. Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/992494-conselheira-da-anatel-sugere-reducao-das-taxas-de-interconexao.shtml

Idec convoca consumidores para pressionar Anatel por qualidade da internet (Portal do Consumidor)
http://www.portaldoconsumidor.gov.br/noticia.asp?busca=sim&id=19900

Fatos sobre as operadoras de telefonia no Brasil (Teleco)
http://www.teleco.com.br/operadoras/grupos.asp

Campanha "Toda quinta é dia de pressão na Anatel" tem participação do Procon (UOL)
http://economia.uol.com.br/ultimas-noticias/infomoney/2011/10/20/campanha-toda-quinta-e-dia-de-pressao-na-anatel-tem-participacao-do-procon.jhtm


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Google + plus tour revendo o conceito de rede social

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Se tem uma coisa que eu gosto nesse negócio do tecno business é saber que quem sempre sai ganhando somos nós 'consumidores' clientes finais. Bom, pelo menos com empreendedorismo de pessoas que estão a frente de seu tempo.

Há algum tempo eu publiquei aqui um artigo chamado gênesis e não foi à toa. Naquela época estava acabando de surtar com as possibilidades da internet e sua principal empresa de tecnologia. E os dias vão passando e aquela empresa continua surpreendendo tudo que se pode esperar de uma empresa vanguardista, avant garde que entende o principal conceito da web e o futuro do mercado de serviços: tornar tudo gratuito em novos modelos de negócios, onde seu público-alvo sempre será o principal beneficiado.

É o Google ensinando como se faz. Vale o tour e a lição ; )


http://www.google.com/+/demo/
http://google.com/+/demo/

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Negocios com Celular Moda e Sorvetes on-line

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Cresce audiência de comércio eletrônico no Brasil

Negócios no mundo digital:
Comércio eletrônico de celular, moda maquiagem, tênis, sapatos e sorvetes online. Estudos e pesquisas de negócios no mundo digital

Só há um jeito de produzir eficácia digital: medindo, analisando e corrigindo

Ibope//NetRatings



Quem estava acostumado a ver o Brasil sempre com a maior média de tempo de navegação e de páginas vistas na web mundial achou um espanto termos ficado atrás da França e da Alemanha em dezembro. Com o forte crescimento que vem ocorrendo desde 2006 na internet residencial, começa a mudar o perfil de uso da web brasileira.


A chegada do computador na residência estimula o interesse dos jovens — que navegam por muito tempo —, sobretudo por mensagens instantâneas e sites de comunidades. Mas, no segundo semestre de 2008, os adultos e idosos da família também passaram a ganhar espaço no uso do computador. No período de um ano, o número de internautas ativos com até 24 anos aumentou 7,5%. Entre adultos com 25 anos ou mais a evolução foi de 21,5%. Como os adultos não navegam tão intensamente quanto os jovens, a média de tempo e de páginas consumidas entre todos os usuários obrigatoriamente diminuiu.


O crescimento da audiência adulta na internet residencial tem um efeito imediato sobre alguns tipos de sites, com destaque para os de comércio eletrônico. Em dezembro de 2008, a audiência única conjunta de todos os sites de comércio eletrônico chegou a 14,1 milhões, incremento de 15,5% sobre dezembro de 2007. É um aumento superior ao de toda a internet residencial, que se expandiu 14,7% no período.


Os sites que mais contribuíram para o crescimento da audiência da categoria comércio eletrônico foram os da subcategoria lojas de varejo, que, de 40,9% de alcance em dezembro de 2007, subiram para 43,1% dos usuários ativos em dezembro de 2008.


O amadurecimento do perfil do internauta residencial brasileiro e dos que navegam em sites de compras produz efeitos em várias direções. Por exemplo, aumenta a média de consumo por pessoa no comércio eletrônico, já que os adultos tendem a navegar mais demoradamente do que os jovens nesses sites.
As redes sociais, que neste ano devem oferecer ao mercado mais meios de gerar rentabilidade com sua poderosa audiência, só agora começam a ser apresentadas oficialmente ao comércio eletrônico. Enquanto isso, no mundo todo, nos sites de comunidades amam-se ou odeiam-se determinadas lojas e distribuem-se links para obtenção devida ou indevida de descontos.

BOLSA DE ESTUDOS

Audiência em milhões e alcance em percentual

audiencia-unica-mensal
  • alcance % mensal
  • audiência única mensal

    Fonte: NetView - IBOPE//NetRatings VOL


Bens de consumo lideram

DOM Strategy Partners

A DOM Strategy Partners analisa dados sobre os indicadores VOL (Varejo Online) e B2BOL (Business to Business Online).

Algumas conclusões:
• Varejo online cresceu mais que o tradicional no último quarter de 2008 (efeito da maior penetração da web nas classes A e B x tíquete médio relativamente baixo na web x crise econômica), aumentando sua penetração no total.
• O VOL Bens de Consumo lidera esse crescimento, com leve vantagem no online x off-line. O Natal online chegou perto de R$ 1 bi.
• O VOL Turismo sente o efeito do aumento do dólar, enquanto o VOL Automóveis tem seus números revisados para baixo — expectativa de crescimento cai 16%.
• Os consumidores das classes C e D ainda sofrem com a menor taxa de inclusão digital e acesso a crédito (este item, estrangulado em Q4/08).


VOL

Crecimento-Varejo-Online-trimestral
Crescimento Varejo Online (R$ bilhões)
Turismo
Bens de Consumo
Autos
Fonte: VOL - E-Consulting Corp




B2BOL

Crescimento-B2B-Online
Crescimento B2B Online (R$ bilhões)
E-Markets
Companies
Fonte: B2BOL - E-Consulting Corp




VOL

Crecimento-Varejo-Online-8-anos
Crescimento Varejo Online (R$ bilhões)
Turismo
Bens de Consumo
Autos
Fonte: VOL - E-Consulting Corp



Celular, tênis e sorvete em blogs e redes sociais

E.life

O E.Life Map é uma metodologia de análise que permite visualizar os termos mais associados com uma marca em depoimentos espontâneos de consumidores em blogs e redes sociais. A proximidade dos termos do centro do mapa reflete o quanto cada um está associado à marca. A análise da proximidade dos termos com a marca proporciona insights sobre cada marca analisada.


E.Life Map – Celular

E-Life-Map-Celular
• No mapa da categoria celular, vemos que os termos mais associados ao produto são relacionados às funcionalidades oferecidas pelos aparelhos ou suas características (internet, vídeo, música, tela, mp3 e SMS). Observamos que câmera já não é o item mais desejado. As características atuais denotam um interesse maior por funções ligadas ao acesso à internet, à música e ao vídeo.
• As operadoras aparecem com mais freqüência nos depoimentos dos blogs em relação aos fabricantes de aparelhos.
• O iPhone ainda é um objeto de desejo entre os blogueiros. É a marca mais próxima do centro do mapa. Motorola, Samsung, LG e Sony Ericsson estão próximos entre si e com uma distância similar do centro do mapa.
• Com relação aos atributos, “bonito” é um termo que aparece com alta freqüência nos depoimentos sobre celulares, denotando a importância do design como fator de venda para a blogosfera.


E.Life Map – Tênis

E-Life-Map-Tenis
• Na categoria tênis, as marcas aparecem mais no centro do mapa, principalmente Nike, Adidas, Fila e All Star.
• Reebok e Converse surgem com menos freqüência.
• As modalidades de esportes também têm alta freqüência nos depoimentos sobre tênis, sendo futebol e corrida as mais citadas pelos blogueiros.
• Os materiais também aparecem altamente associados a tênis. Jeans e moda estão bem próximos entre si.
• Nike Shox é o modelo que se destaca nos depoimentos na categoria.
• Os atributos são mencionados com menos freqüência nos depoimentos, sendo design, casual e sneakers os mais comuns.


E.Life Map – Sorvete

E-Life-Map-Sorvete
• Os termos relacionados a situações de consumo de sorvete e atributos são os mais associados à categoria.
• Aparecem com alta freqüência e associadas entre si as palavras praia, amigos, criança, verão, calor, janeiro, melhor, vontade e delícia.
• As marcas Kibon e Nestlé são as mais citadas nos depoimentos sobre sorvete, mas não estão associadas aos demais termos de situações e atributos.
• O termo promoção aparece mais próximo a Kibon, o que demonstra a repercussão de promoções relacionadas à marca na blogosfera brasileira.



Aumenta o uso de campanhas Rich Media

O Índice Único de Performance Digital

é a taxa de click-through (CTR) de todas as campanhas veiculadas pela Aunica – The Tagnology Company. O click-through na publicidade online é a divisão entre o número de cliques e a quantidade de impressões das respectivas peças publicitárias. O IUPD® pode ser encontrado no www. aunica.com/iupd.asp.
Com mais de cem campanhas por mês, uma média de 70 anunciantes monitorados e todos os segmentos/modelos de anunciantes na América Latina, o IUPD® serve como referência para comparação de resultados e definição de qual tecnologia e serviço são ideais para os objetivos das empresas no mercado digital. O índice é formado pela amostragem das campanhas veiculadas no mês vigente. Não são contabilizados dados de e-commerce.
O CTR é uma métrica cujo diferencial é permitir uma análise geral comparativa de efetividade de campanha entre os mais diversos segmentos e utilizações, já que o clique é igual para todos.

IUPD-Rich-Media


Análise dos dados

Durante os últimos meses, o IUPD® registrou tendência de aumento do CTR% das peças de padrão criativo de Rich Media Standard e Advanced, bem como queda nas peças de AdServer.
Pelo histórico da amostra, as peças AdServer são menos elaboradas em termos visuais, gráfico e sonoro, e tendem a menor efetividade em relação à Rich Media, lembrando que a análise é feita pelo CTR% (Clique/Impressão), e não pelo volume absoluto de impressões.
De fevereiro para janeiro , o CTR% dos dois tipos de Rich Media aumentou em média 64,22%; em relação ao formato AdServer, a queda foi de 44%.

OS INDICADORES

AdServer

Peças com poucas e breves imagens, de baixa ou média qualidade, sem nenhuma interação ou engajamento do usuário, permitindo apenas o clique. Geralmente, com baixo custo de produção e não mais do que 30Kb de peso.

Rich Media (Standard)

Peças enriquecidas com imagens de melhor qualidade, recursos multimídia e possibilidade de interação do usuário, tal como formatos que expandem ao comando da ação e que podem ou não combinar áudio e animação, fazendo uso de linguagens distintas como Flash, Shockwave e Java. Contemplam produção mais avançada e geralmente utilizam até 100Kb de peso.

Rich Media (Advanced)

Contemplam todos os recursos de mídia enriquecidos com o uso avançado de atributos que abrangem maior interação, tal como a possibilidade de inserir até mesmo vídeos de alta qualidade nas peças, games, formulários completos, transmissão ao vivo, diversos menus, cadastros e compartilhamento com outros usuários sem precisar clicar e sair da página onde a peça está veiculada. São peças avançadas que potencializam a exposição de marca/ produto através de maior interatividade e engajamento com o usuário. Essas peças geralmente apresentam imagens e sons de altíssima qualidade e podem ter peso de até 4Mb ou mais.

Mais pessoas compram pela web

O número de pessoas que já fizeram uma compra na internet continua crescendo. Só em 2008, aproximadamente 4MM de internautas aderiram a esse mercado. O perfil do consumidor virtual vem, a cada ano, sofrendo alterações, se tornando mais feminino e com perfil socioeconômico menos abastado.
O tíquete médio subiu 9% em relação a 2007 em virtude do aumento nas vendas de produtos de informática, eletroeletrônicos e eletrodomésticos.
A satisfação de compra na internet permaneceu elevada, com 85,65%, mostrando que ainda há espaço para chegar à excelência de atendimento.
E-BIT-compras-internet-aumentam
Fontes desta edição: Ibope//NetRatings, E-Life, DOM Strategy Partners, e-bit, Aunica – The Tagnology Company e Chat Trax
fonte:MEIO DIGITAL Maio, Junho 2009.

Cresce o valor médio das compras pela web

O tíquete médio de compras pela internet continuou a crescer no segundo semestre de 2009. Subiu de R$ 315, no primeiro trimestre, para R$ 330. O número de e-consumidores, pessoas que já realizaram uma compra pela web, também aumentou. Desde o ano 2000, são 15,2 milhões de consumidores que compraram na internet. Apenas no segundo trimestre deste ano o índice chegou a cerca de 1 milhão de novos e-consumidores.

E-BIT

Novos e-consumidores 1 milhão
Total de e-consumidores desde 2000 15,2 milhões
Tíquete médio R$ 330



Crise afeta menos os produtos com tíquete médio baixo

A E-Consulting analisa dados sobre os indicadores VOL (Varejo Online) e B2BOL (Business to Business Online). Veja os resultados do segundo trimestre de 2009

Para o indicador B2BOL, o segundo trimestre apresentou volumes menores em termos percentuais do que nos anos anteriores, ou seja, a representatividade do período no ano foi inferior a outros anos.
Entretanto, o B2BOL Companies (que computa as transações feitas entre as empresas e seus parceiros em ambiente digital próprio da empresa) ainda representa um volume muito superior ao B2BOL E-Markets (que representa o volume de transações entre empresas nos mercados online abertos). No último trimestre, a representatividade média prevista para o B2BOL E-Markets caiu 4%. Mas, ainda assim, não foram alteradas as previsões para o ano, uma vez que foram considerados os efeitos sistêmicos da crise em diversos segmentos que compõem esse indicador, como exportações e indústria de transformação, na composição da perspectiva para o ano. A expectativa é que no terceiro e quarto trimestres, com previsão de crescimento do País anualizado (jul/09-jul/10) de 4,2%, já seja recuperado o ritmo anterior do B2BOL.


VOL-B2BOL-Seg-trimestre-09

Valores em Bilhões de Reais

B2BOL 2009
783.7
Demais 673.99
Companies 2009 642.3
E-Marketing 2009 141.4

B2BOL em Q2
109.71
B2BOL Companies em Q2 89.9
B2BOL E-Markets em Q2 19.81

Companies 2009 82%
E-Markets 2009 18%
Representatividade Segmentos 2009

Demais 86%
Q2 14%
Representatividade Q2

B2BOL Companies em Q2 81,9%
B2BOL E-Markets em Q2 18,1%
Representatividade Segmentos Q2



Em relação ao indicador VOL, a categoria bens de consumo manteve o desempenho esperado, uma vez que a crise afetou menos as compras de produtos de varejo de baixo tíquete médio e alta recorrência. Porém, automóveis representou queda relativa em relação à expectativa anual. Apesar de representar apenas 19% do total anual, o segundo trimestre não teve desempenho tão negativo quanto se poderia imaginar, sustentando as metas analisadas para o ano. No terceiro trimestre deverá haver início de recuperação de autos e pequeno crescimento de bens de consumo, que tenderá a ser maximizado no último trimestre deste ano.


VOL-B2BOL-Cat-trimestre-09

Valores em Bilhões de Reais

total e-commerce
21.8
Demais 17.66
total Q2 4.14

Autos 1.12
Turismo 0.87
Bens de consumo 2.15

Autos 27,1%
Turismo 21%
Bens de consumo 51,9%
Representatividade Categorias

Demais 81%
Q2 19%
Representatividade Q2



E-Consulting




Moda, sapato e maquiagem em blogs e redes sociais

A metodologia de análise E.Life Map E.Life, desenvolvida pela empresa E.Life, especializada em inteligência de mercado na web 2.0, acaba de concluir um estudo sobre moda, sapato e maquiagem. Com a ferramenta, é possível visualizar os termos mais associados a uma marca ou assunto em depoimentos espontâneos de consumidores postados em blogs e redes sociais abertas, proporcionando insights sobre cada tema analisado. A coleta de dados foi feita entre os dias 1º de janeiro e 20 de julho de 2009.


E.Life Map – Moda



E-Life-Map-Moda
• Os blogs são bastante utilizados pelos internautas para noticiar sobre moda e compartilhar dicas e truques.
• Não somente roupas, mas também a casa, incluindo o design de móveis e interiores, e calçados e acessórios entram nas discussões sobre moda. Com relação ao design, entram também discussões sobre design de jóias, design de moda e design de calçados, dentre outros.
• Mulheres compartilham também dicas e tendências de moda na blogosfera.
• Acontecimentos do calendário de moda mundial também aparecem nos posts e comentários. Os desfiles, as semanas de moda, as coleções outono/inverno e primavera/verão, principalmente de 2010.
• As semanas em Paris e São Paulo são as mais freqüentes nos depoimentos dos blogs brasileiros.


E.Life Map – Sapato



E-Life-Map-Sapato
• Nos blogs também aparecem discussões sobre sapatos. Lindo, moda e super são os termos mais associados a sapatos pelas mulheres na blogosfera.
• São freqüentes blogs que servem como brechós para a venda de roupas, acessórios e sapatos usados, geralmente das próprias blogueiras. A troca de dicas de brechós e bazares com a venda de calçados também é freqüente. Nos posts aparecem indicações de preços e tamanho dos calçados.
• Tipos de calçado (como os de couro) estilo boneca também são indicados nos posts. As cores que possuem mais referências são preto e branco.
• Qual tipo de sapato usar com um tipo de vestido e sapatos de noiva são outras discussões presentes na blogosfera.


E.Life Map – Maquiagem



E-Life-Map-Maquiagem
• As mulheres trocam dicas e truques de maquiagem com freqüência na blogosfera. Além dos blogs, que, fora as dicas, falam sobre produtos, os vídeos são utilizados como meio de ensinar a fazer maquiagem. Informações sobre cursos também são trocadas.
• O termo make também é freqüente nos posts dos blogs ao se referir à maquiagem. As meninas falam sobre quais produtos utilizar na pele, no rosto, nos olhos, quais as modas do verão e do inverno, que tipo de maquiagem utilizar em uma festa, dentre outros.
• Os produtos mais discutidos são blush, sombra, base, pó e maquiagens minerais. As cores, as linhas das diversas marcas e os tipos de pincéis também são discutidos. Linda e super são adjetivos bastante citados pelas blogueiras.
fone: PROXXIMA Setembro 2009

Mídias sociais conquistam internautas brasileiras

As mídias sociais conquistaram o público feminino de forma avassaladora.

Uma pesquisa realizada pela Sophia Mind, empresa de inteligência de mercado do Grupo Bolsa de Mulher, mostrou que 93% das 1.962 entrevistadas costumam usar, pelo menos, uma modalidade de mídia social.
As modalidades mais acessadas são as ferramentas de mensagens instantâneas e os sites de relacionamento. A freqüência de acesso é bastante elevada: 36% das usuárias visitam as redes sociais várias vezes ao dia, com objetivos diversos — da comunicação à busca de informações e opiniões sobre produtos e serviços. As entrevistas foram realizadas entre outubro e novembro de 2009, com usuárias de internet, via questionário online.
A pesquisa revelou também que, comparado com os últimos dois anos, 83% das mulheres afirmam acessar a internet por mais tempo hoje — especificamente para as redes sociais, esse percentual é de 58%. Em contrapartida, o tempo de utilização das mídias tradicionais, como rádio, revista, jornal impresso e TV, está sendo reduzido.

Perfil da usuária

Mulheres de todas as idades e estados civis são freqüentadoras assíduas. Dentre as mulheres mais jovens, entre 18 e 25 anos, 97% costumam acessar alguma modalidade de mídia social. Já para as mulheres entre 31 e 60 anos esse percentual é de 90%. Entre as mulheres com acesso semanal às mídias sociais, as mães apresentam percentual mais baixo de utilização do que as mulheres sem filhos em todas as modalidades.

O acesso

Na média, o consumo diário das mídias sociais concentra-se em até duas horas. Mulheres que trabalham em casa ou não trabalham dedicam mais tempo às mídias sociais.
As atividades mais importantes no uso das mídias sociais são a comunicação com amigos/familiares, a leitura sobre assuntos de interesse e a atualização, por meio de notícias. Uma parcela grande das mulheres também utiliza as mídias sociais para assuntos relacionados ao trabalho ou networking.
O Orkut predomina entre os cadastros femininos dos sites de relacionamento, com 75% das usuárias de mídias sociais. O Sonico e o Facebook se igualam na segunda posição, com 22% e 21%, respectivamente. O microblog Twitter também possui cadastro de 21% das entrevistadas.

Publicidade

O público feminino usa cada vez mais a web para dividir informações sobre produtos e serviços. 60% delas afirmam comentar suas experiências com produtos nas redes sociais. O ambiente deixou de ser usado apenas para reclamações — 26% dizem comentar quando se surpreendem positivamente.
Mais da metade das entrevistadas já comprou algum produto baseado em comentários que leram em redes sociais.
O impacto da publicidade online na decisão de compra é o mesmo que o da publicidade veiculada na TV. As mulheres não se sentem incomodadas quando são expostas a promoções ou comunicações criativas e de seu interesse.
fonte: PROXXIMA Março 2010



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