Três imagens motivos para você repensar se é bom ou ruim ser Freelance
Três grandes motivos retratados em imagens para você ser FREE lance.
Reuniões de segunda-feira
A única reunião que você vai fazer segunda-feira é aquela em que você irá decidir, com você mesmo, onde, como e com quem vai querer passar uma segunda-feira normal. Talvez irá até descobrir os benefícios de não ver a diferença entre um Domingo ou uma Segunda, nem fazer distinção entre dia de semana e final de semana.
Todo dia é hora, toda hora é dia para ser FREELANCE.
Sorria! Mesmo quando o seu chefe está atrás de você
Manter a boa imagem e a cara de felicidade é crucial em tempos em que o trabalho é feito sob pressão, o contrato é de risco e o salário é apertado.
Seja um freelance e acabe com aquela estranha sensação de que tem alguém atrás de você querendo comê-lo vivo.
Enquanto um se diverte outros trabalham
O que dizer daquele cara que só entra na sala pra te lembrar que o trabalho é para hoje, que o prazo não existe e que ele está saindo de férias e quer tudo na sua mesa pela manhã?
Liberte-se dos sangue sugas e desenvolva seu próprio negócio como freelance!
Privilegiando aqueles clientes que querem - sobre tudo - a felicidade mútua em suas relações como cliente ou como profissional liberal.
A vida pode se desenvolver sem frustração e com muito mais prazer desse jeito.
Liberte-se da inefável missão de vender ideias que não se sustentam no mundo real
Pare de bolar propagandas milagrosas com aquele design futurista, de cores boladas a partir do conhecimento holístico psíquico indutivo, que faria até o mais cético dos clientes virar o consumista mais ávido de plantão.
Lemas para um freelancer feliz:
Torne-se um freelance e construa verdadeiras mensagens para a emancipação de mentes e corações vazios!
Voltamos para a felicidade baseada na realidade, no mundo concreto e possível a partir do agora, com valores profundamente ligados no espírito altruísta do ser FREELANCE.
Preencheremos os corações e mentes com ID baseada na originalidade, influenciados pelo espírito de UBUNTU, onde sou o que somos pela força da vida em comunidade!
Baixe algumas imagens para estimular sua criatividade
Uma coleção de imagens para fazer despertar em você o espírito freelance adormecido.
Sinta-se a vontade aqui.
iraniano de 80 anos, que não toma banho há 60 e escolheu viver isoladamente no sul do Irã, no província de Fars, segundo o Tehran Times.
Come carne de porco podre e fuma um cachimbinho de fezes animais, numa dieta pós-apocalíptica de fazer inveja a qualquer possível sobrevivente. Um homem deslocado no tempo, de qualquer tempo. E o bicho vai sentir falta da Souza Cruz corp. Seu único vício assumido consumista nas fotos abaixo. O ser humano surpreende.
Se apertarem "aquele" botão e o mundo for para os ares, esse homem sobreviverá, sem os cigarrinhos artificiais, só nos naturebas!
Esta é a minha homenagem aos políticos de nosso amado país.
Preparando o espírito para o pós copa do mundo 2014, ou o apocalipse now.
Siga a cartilha nestes vídeos e você, amigo sofredor, seu dia-a-dia vai ser bombado infinitamente de esperança e fé. Tem que acreditar. Especialmente nas instituições financeiras, nos partidos políticos e no crescimento econômico das políticas públicas do investimento privado.
Se deu nó na sua cabeça, você não está só! Então, seja bem vindo ao Estado Democrático do Direito Privado.
Segura o fôlego e boa viagem!
Aderindo ao discurso político no seu dia-a-dia
Somos um Rio
Jingle recusado R.Maia
COMENTÁRIO REMOVIDOS OU MODERADOS NOS VÍDEOS A SEGUIR: Questão de segurança pública [rs].
Assista a série a seguir, a saga que deu origem a trilogia de não ficção que deixaria George Lucas com recalque. Beijo no ombro da hipocrisia brasileira.
O Império Contra-ataca
Compositor: Marcelo D2 - O Império Contra Ataca (Part. Black Alien, B Negão, Speedfreaks, Jackson)
Atenção terráqueos leve-me ao seu líder Aquele que toma sua casa e o teu salario e você fica
Parado otário
Vou usar sua mente antes que você aposente
Não entendeu porque não é malandro,puxo forte prendo
E no beat vo levando,mas por favor doutor não me leve
Pra cadeia
Fui pro lugar errado,assine meu habeas corpus no local
Indicado,
Minha família quer tudo como quem não quer nada,black
Alien parceiro comigo na parada.
Pensamentos mortais por detrás das grades,da cela
Detritos Federais tentam me botar na sequela mais
Comigo tá tudo certo tá tudo tranquilo,como se eu
Tivesse dando um rolé descendo o rio Nilo ou o rio
Amazonas também eu sei que era neguinho neném que
Nasceu la em belém eo iiuu iepe iupi ai ei me da um
Microfone que eu derrubo um rei meidei meidei
Mayday,eu tenho uma pistola de ouro que nem
Goldfinger,eu mostro a minha rima as mina mostra sua
Ginga,meu estilo é que nem dos trapalhões circense
Acrobático,o mar gelado que te da um choque
Anafilático,enquanto nada com os tubarões,caça com os
Leões,na capa de confrontesco,confronta os
Dragões,transforma o deserto em oásis,atravesso sem
Transpirar,somos uns dos azes,das ruas eu tenho cartão
De acesso,testemunha ocular da história,como repórter
Esso,eu nunca corri da ku klux klan e nem dos alemão porque
Agora eu vou correr de um irmão que nem Poncio Pilatos o
Filha da puta que lave as mãos,que nem galactos devore
Os planetas de marte a plutão.
E o b. Negão tá aí? Então me ajuda no refrão.
O império contra o lado negro da força Speedy
Eu sou speedy na maior sempre sagaz qual o problema
Sem crise,se para no ar alguma duvida pense duas vezes
Com atenção redobrada,pra começa a me esculacha,
Eu já mandei mais de 15.Parado vira alvo então passe
Correndo pra não leva tiro,mas vê se passa em Zig
Zag,senão tua camisa branca,de vermelho,nego
Tinge,parado vira alvo,por isso você nunca vai me ver
Deitado à salvo,eu vivo sempre correndo risco,e quando
Eu quero dar um trisco eu dou meu jeito,só não pode
Fica parado esperando toma caroçada é di bem
Feito,speedy tá aqui pa te ensina pa te explica,você
Presta atenção na lição Jackson moleque sangue
Bom,começou a rimar com todo respeito. Outro mano
Eu entro no seu sonho como estrela da morte,exploro os
Limites destruo o individuo,o pesadelo continua me
Torno um homem mais forte com destreza coragem o os
Olhos no lugar numa fração de segundos grande força
Hipnotiza pessoa de cabeça fraca precisa se ligar, nas
Ruas sozinhos todos temos nossos
Caminhos,ultrapassamos
Barreiras aprendemos com isso,duas pickups e tal dj
Animando a festa churrasco no quintal a casa cai
Quando róla um som do tim maia racional
O império contra ataca o lado negro da força
Compre meu disco vista a camisa vá ao show,ligue 0800
E sinta o flow,eu entro em sua casa como virús letal,o
Cérebro é a arma a uzi é o vocal,de um lado zé
Gonzales,de um outro rodrigo nuts,o melhor trio de dj
Do brasil,dz cuts,eu continuo na luta filho da
Puta...
é rapa isso é o que há isso é pra chapa,o tempo tá
Sinistro e não é difícil se estressa,eu sou b. Black Vulgo b. Negão,sangue bom digo na sua cara,então
Segura é pura pressão,vou te dizer vou te fala
Cumpadi,o qeu se passa nessa terra,qual é o preço que
Tu vale, se não se enquadra no padrão de gente, te
Olham diferente,beneficentes querem apagar a sua
Mente,por isso segura na pressão meu irmão,peido na
Hora errada cumpadi não tem perdão,sou soldado do funk
Por isso não se espante quando eu der meu sangue por
Alguma coisa que eu leve fé...
Foram muitas tempestades,mais eu ainda tô de pé,como
água mole pedra dura,minha verbe te perfura,e sua
Barrera se dissolve vira poeira,diluida no ar....
Ou ou ou ou ou, não ri pra mim não amigo não sou
Dentista meus camaradas não tão de bigode na
Pista,speedyfrits!
Larga do meu pé,não adianta vim tirando onda por que
Eu vo rir quando eu quiser,então se liga mané,que eu
Já me cansei de te explica como é que é,se logo quando
Amanhece fico de macaco,sou quem manda na minha
Cabeça,mas mesmo assim permaneço sentado,tranqüilo em
Mi mesa,falando gritando,com a voz potente como a de
Um trovão,dando pra ouvir onde quer que
Esteja,esteja,esteja,esteja,esteja...
O império contra ataca o lado negro da força
Pazzzz LCND
O Império Contra Ataca = A Cara do Novo[?]
O retorno do Jedi - Campanha Sérgio Gabral
Guerra nas Estrelas - Debate para a Prefeitura do Rio 2012
Raprockandrollpsicodeliahardcoreragga
Planet Hemp
Raprockandrollpsicodeliahardcoreragga, mc no microfone em atitude e HC
Representa o Hip Hop, pesadelo do pop, não ta ligado na missão? Foda-se!!
A Terra já girou o suficiente pra fazer o sol nascer várias vezes
E você não percebe que não apita nada nesse esquema
Se não faz parte da solução, então faz parte do problema
Telefone sempre quebrado por falta de pagamento
Parabéns, pelo seu novo aumento salarial: uma mariola e dois sacos de amendoim Nakayama sem sal, é cumpadi!
A riqueza de opções que lhe são dadas é impressionante
Uma variedade imensa de uma unidade
Te apagam ou te apagam, se adaptam ou te cagam pra fora da panela
Monocultura é a maior seqüela
Herança Colonial, não reza nessa cartilha, dá processo criminal
Underground ou mainstream a maioria age igual pra mim
Caminhos diferentes que levam pro mesmo fim
Eu tenho P-L-A-N-E-T H-E-M eu tenho P, eu pego o rock, rap, hardcore, eu pego o ragga, misturo a porra toda e continuo a minha saga
Raprockandrollpsicodeliahardcoreragga, mc no microfone em atitude e HC
Representa o Hip Hop, pesadelo do pop, não ta ligado na missão,foda-se
Esse é meu som, e ele representa o que sou
Esse é meu vôo e é em cima da batida que eu vou
Eu e B-negão representando a família, cercado de sangue-bom, como a água cerca a ilha
Deixei meu nome nos muros da vida como um bom grafiteiro
Lembra? 021, (HuHaHa) Rio de Janeiro
Ando de norte a sul e sempre encontro meus irmãos considerados,em qualquer jurisdição
Take 2, recomeçou o ataque verbal, de um MC com o controle total
Sofisticado como Tom Jobim
Revolucionário como Zumbi foi pra mim.
Fantástico
Como Mandela soube se impor,
Fantástico
Como Malcolm X foi preto,
Fantástico
Como grande Otello,
Fantástico
Como Pelé jogando provou,
Que porra é essa que chega na pressão?
100% groove e atitude no som. Segura:
Planet Hemp é o nome da minha quadrilha
Puxo forte, prendo, eles procuram, mas não acham a trilha
Marcelo D-2 sou eu. Rápido como quem rouba, um Robin Hood dos meus
Do underground ao mainstream, a maioria é igual pra mim
Caminhos diferentes que levam por mesmo fim
Ele bate no bumbo e você sente no peito, esse é o Planet Hemp fazendo efeito
Toda porrada que entra no ouvido sai da guitarra, raprockandrollpsicodeliahardcoregga
Raprockandrollpsicodeliahardcoreragga, mc no microfone em atitude e HC
Representa o Hip Hop, pesadelo do pop, não ta ligado na missão? Foda-se
Talk Show do Rafucko: Marcelo Freixo
Uma entrevista a luz de velas com Marcelo Freixo.
Entrevista realizada em 19/05/2014. Acesse o site do Rafucko - humor com coragem.
http://rafucko.com
Fora da experiência material não existe evolução. É na luta diária na matéria que conquistamos a consciência. É fácil ser santo longe das tentações.
Escorpião: o mito de Hércules e a Hidra de Lerna
Hércules e a Hidra de Lerna em
cerâmica grega do século VI a.C.
A Hidra era um monstro terrível que habitava numa caverna e infestava um pântano insondável. O monstro era uma serpente gigantesca com nove cabeças, sendo que uma era imortal. Seu hálito fétido, apenas, era capaz de destruir toda a vida ao seu redor, inclusive os rebanhos e as colheitas do lugar. Hércules usou flechas incandescentes para forçar o monstro a sair da caverna. O animal, enfurecido, tentava atingi-lo com sua cauda, mas ele se esquivava e golpeava as cabeças do monstro. A cada cabeça cortada, surgiam duas outras em seu lugar.
A luta prosseguiu até que Hércules se lembrou das palavras de seu mestre: é ajoelhando que nos elevamos e é nos rendendo que triunfamos. Então ele se ajoelhou e ergueu o monstro da água para a luz do sol. Conforme a luz batia sobre a hidra, ela encolhia cada vez mais até cair sem vida. Só a cabeça imortal ainda se agitava. Então Hércules a cortou e em seu lugar surgiu uma jóia.
O pântano onde habita a Hidra é a mente. Cada vez que uma cabeça é decepada outras duas aparecem. Acontece o mesmo com os pensamentos negativos: quando afastamos um, outros tomam seu lugar. Erguer o monstro no ar significa expor a fera interior à consciência, à razão, examiná-la à luz da sabedoria e do pensamento elevado. Assim, as respostas aos nossos problemas muitas vezes vêm quando buscamos um novo ângulo, uma nova perspectiva. Uma das cabeças contém uma jóia, ou seja, toda a dificuldade, por pior que seja, contém em si, algo de inestimável valor, um dom, uma fonte de poder.
Escorpião, signo oposto a Touro, significa o espírito, o que não tem forma. Aqui aparece em seu aspecto mais transcendente, a águia, simbolizando a vitória sobre as paixões, ou natureza animal propriamente dita. O verbo correspondente é Ousar. Ousar enfrentar a matéria, ultrapassá-la e vencê-la, divinizando-a, sem rejeitá-la, porque fora do plano material, não existe evolução. O apego material é que nos mantêm presos à Roda dos Renascimentos e Mortes.
Aquele que conhece os outros é sábio; mas quem conhece a si mesmo é iluminado! Aquele que vence os outros é forte; mas aquele que vence a si mesmo é poderoso! (Tao Te King, cap. 33; Lao Tsé)
A tarefa mais difícil para o ser humano é governar a si mesmo. Ainda temos que vencer a hidra, a matéria é o campo de batalha onde evoluímos. O desafio é fazer com que a mente, a emoção e a natureza física funcionem como uma unidade. Quando achamos que já superamos nossos instintos, eles nos surpreendem. Temos que mostrar a nós mesmos que a matéria não pode nos deter no caminho que já iniciamos. Sem a experiência física não podemos ter contato com o divino, até porque Deus está no nosso próximo, na natureza. Tudo depende do tipo de relação que mantemos com o mundo material: se de apego ou de desprendimento.
Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a ferrugem e as traças corroem, onde os ladrões cavam e roubam. Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não cavam nem roubam, porque onde está o teu tesouro, lá também está teu coração. (Mateus 6.19-21 e Lucas XII, 33-34)
Desenvolver dons espirituais, não amarrar nossa felicidade na matéria, que é transitória, mas nas coisas do mundo do espírito, eis a receita da paz emocional. Quem se apega a suas posses materiais perde a paz quando fica sem elas. Se guardarmos bens espirituais, ninguém nos poderá tirá-los.
Para quem deve estar se sentindo de saco cheio de textos
científicos ou excessivamente técnicos.
Especialmente referente a última aula de sociologia, onde
partiu-se do fato consumado de que onde há sociedade, lá também haverá conflito. Veja de onde vem a raiz desse
problema, aparentemente sem solução, segundo a visão deste pensador abaixo.
O que você esta fazendo com a sua vida?
Passagens selecionadas sobre as grandes questões que nos afligem.
Ensinar é a mais nobre das profissões, se é que se pode
chamar essa atividade de profissão. É uma arte que requer não somente
capacidade intelectual, mas paciência e amor infinitos.
Quando somos realmente instruídos, compreendemos nosso
relacionamento com todas as coisas – dinheiro, bens, pessoas, a natureza – no vasto
campo da existência.
Sei que você, jovem, pode achar difícil decidir o que de
fato ama fazer, porque quer fazer muitas coisas. Quer ser engenheiro, piloto de
aviões cruzando o céu azul ou, talvez, um famoso orador ou político, ate quem
sabe um arquivista [isso fui eu quem escreveu]. Pode querer ser pintor, químico,
biólogo, poeta ou carpinteiro. Talvez queira trabalhar com a cabeça, ou
produzir algo com as mãos. Alguma destas coisas é o que você realmente ama. Ou seu
interesse é meramente uma reação à pressão social?
Como descobrir?
O verdadeiro propósito da educação é ajudá-lo a descobrir o
que quer, para que você, quando for adulto, possa se entregar de mente, coração
e corpo aquilo que realmente ama fazer.
Descobrir o que realmente gosta de fazer exige bastante inteligência,
porque, se tiver medo de não ser capaz de ganhar a vida, ou de não se encaixar
nessa sociedade podre, nunca descobrirá. Mas, se não tiver medo, se recusar-se
a serem puxados para o caminho da tradição por seus pais, professores, pelas exigências
superficiais da sociedade, você poderá descobrir o que realmente ama fazer. Portanto,
para descobrir, você não pode ter medo de não conseguir sobreviver.
Mas muito de nos tem esse medo. O que será de mim se eu não fizer
o que meus pais querem, se não me encaixar na sociedade, perguntam-se. Com medo,
fazemos o que nos mandam fazer, e nisso não há amor, há apenas contradição, e
esta contradição intima é um dos fatores que criam ambição destrutiva.
Desse modo, a função básica da educação é ajudá-lo a
descobrir o que realmente ama fazer, para que você entregue a mente e o coração aquilo, porque isso cria
dignidade humana, varre para longe a mediocridade, a mesquinha mentalidade
burguesa. Por essa razão é tão importante ter os professores certos...
Descobrirão a resposta quando amarem o que estão fazendo. Se
você é engenheiro porque precisa ganhar a vida, ou porque seu pai ou a
sociedade esperam isso de você, esse é outra forma de compulsão, e compulsão,
sob qualquer forma, cria contradição, conflito.
Mas se você realmente ama ser engenheiro, ou cientista, ama plantar uma árvore,
pintar um quadro, ou escrever uma poesia, não para ser admirado, mas apenas
porque ama o que faz, então descobrirá que não está competindo com ninguém. Penso
que este é o segredo: amar o que se faz.
...
A verdade é o catalisador para cessar o conflito
"Em uma sociedade basicamente errada, não pode haver meio de
vida correto".
O que está acontecendo no mundo atualmente?
Nosso meio de vida, qualquer que seja, leva à guerra, à miséria
geral e à destruição, e isso é perfeitamente óbvio. Nossa ocupação, seja qual
for, contribui inevitavelmente para que haja conflito, decadência, implacabilidade e sofrimento.
Então, a atual sociedade é basicamente errada, fundada na
inveja, no ódio e no desejo de poder, de modo que cria meios de vida errados,
como as profissões de soldado, policial, advogado. Por sua própria natureza,
essas profissões são um fator de desintegração da sociedade, e quanto mais
soldados, policiais e advogados, mais evidente se torna a decadência da
sociedade. No mundo todo há cada vez mais soldados etc... e os homens de negócios
os acompanham.
Tudo isso precisa ser mudado para que seja fundada uma
sociedade correta, e achamos que essa é uma tarefa impossível.
Não é, mas somos você é eu que temos que cumpri-la.
Hoje, qualquer meio de vida que escolhamos cria infelicidade
para um outro ou contribui para a destruição da humanidade, como vemos
diariamente.
Como pode isso ser mudado?
Só haverá mudança quando você e eu não estivermos buscando
poder, quando não formos invejosos, cheios de ódio e antagonismo.
Quando, em nossos relacionamentos, causamos alguma transformação,
estamos ajudando a criar uma nova sociedade formada por pessoas que não estão pressas à tradição, que não pedem
nada para si mesmas, que não estão em busca de poder, porque são ricas por
dentro, encontraram a realidade. Só o homem que busca a realidade pode criar
uma nova sociedade, só o homem que ama pode transformar o mundo.
Quem quiser estudar sobre os fundamentos do pensamento universal, tanto do oriente quanto do ocidente, e as bases filosóficas nas quais nossa sociedade foi formulada, sobretudo na visão de grandes sábios e não somente em escolas científicas ou filosóficas e religiosas, deve considerar este link, organizado sobre a trajetória de Gurdjieff:
“ANTES de falar de minhas peripécias pela apoplética metrópole paulista, e minhas anotações sobre o evento LAZER EM DEBATE, que rolou final de semana passado, onde poucos discursos foram inspiradores, mas dentre esses em especial o de Mauricio Souza – não o cartunista da Turma da Mônica – mas um cientista artista de mão cheia, me inspirou a relatar esse pequeno artigo – embora não menos importante – a cerca do valor que se pode ter uma mensagem ou uma reunião, seja qual for o fim, devemos dar a exata noção de valor para que estes momentos sejam únicos, e que realmente valha a pena investir em conhecimento. Rompendo conceitos e definindo objetivos, deixo com a palavra o amigo Trigo, que resume com maestria os principais aspectos para se tornar uma pessoa de valor, ao invés de ‘com valor’, como resultado pode faz de seus discursos como bala, que rasga o ar e ecoa forte na memória, e faz sentido se estar vivo”.
Por Luiz Gonzaga Godoi Trigo*
Outro dia estava em uma dessas reuniões cuja finalidade é a gente se mostrar, bancar argumentos e conseguir atingir objetivos óbvios. Enfim, uma reunião mais costumeira do que deveria ser em nossas organizações. Enquanto me chateava profundamente ouvindo coisas previsíveis, comecei a reparar no discurso das pessoas e a dividir os argumentos em algumas categorias, o que me ajudou a passar o tempo e a refletir sobre nossas mazelas lingüísticas e comportamentais.
Em linhas gerais, nas reuniões, há os discursos aproveitáveis e os que ficam entre a inutilidade e o lixo execrável. Comecemos pelos ruins para terminarmos, rumo ao ideal, pelos discursos bons e exemplares que merecem ser lembrados e exercidos.
Características dos discursos inúteis, desagradáveis ou safados:
Lugares comuns - É a vala comum da mediocridade. São preposições infantilizadas, estereotipadas, repetitivas e, portanto, chatíssimas para quem terminou pelo menos uma graduação. Denota falta de criatividade e de pensamentos próprios.
Elogios gratuitos ou filisteísmo - Filisteu é o povo não semita, inimigo dos hebreus, do Antigo Testamento. Atualmente significa pessoa inculta cujos interesses são vulgares ou convencionais, uma pessoa sem inteligência ou imaginação. Um bom exemplo são os puxa-sacos descarados, muito à vontade no seu papel de capacho, bem limpinho, que protagonizam essa categoria.
Auto-elogios - É quando a conveniente bonomia se volta para si mesmo. Através de indiretas e raciocínios tortuosos a pessoa acaba por se vangloriar, aparentando humildade e sem interesse, claro, mas deixa em público os rastros de sua pretensa magnanimidade e competência. Em geral esses auto-elogios trazem doses generosas de má-fé.
Auto e inter-referências - É uma mescla dos elogios aos outros com os elogios a si mesmo através da mediação de outras fontes: pessoas, textos, filmes, citações etc. Isso é também chamado de cabotinismo, ou seja, alguém presunçoso, vaidoso, afetado, que tenta atrair a atenção para si mesmo a qualquer preço. Já vi gente se auto-intitular "líder do grupo", "exemplo de vida", algo desnecessário e patético. Com a Internet é cada vez mais fácil se auto-vangloriar, mas tudo se dilui no volume da rede. Em uma reunião isso é tão sutil quanto um pinico na cristaleira.
Lamúrias e lamentações - Uma reunião não é terapia de grupo ou sessão de auto-ajuda para tentar justificar as próprias mazelas pondo a culpa nos outros, na organização, no governo ou nos alienígenas. Se houver carências (sempre há, de alguma forma) seja direto e sugira alguma medida razoável para resolver ou melhorar a situação. É contraproducente se justificar através dos problemas alheios além de demonstrar ressentimento e pouca estabilidade emocional.
Emocionalismo enfadonho - Na falta de sólidos argumentos e fatos comprovados, as lamúrias se aprofundam rumo à irracionalidade, ao saudosismo, aos questionamentos emocionais calcados num sentimentalismo rudimentar. É uma categoria diretamente relacionada às lamúrias.
Adjetivos exuberantes - Os termos mais comuns geralmente são: intensamente, extremamente, muito grande, muito consistente, postura pró-ativa, contextualizador e por aí vai. Esses adjetivos ou expressões são acompanhados por uma voz emocionada, postura corporal sofrida tentando demonstrar o esforço que a pessoa faz - ou pensa que faz, ou quer enganar que faz - para exercer suas tarefas e comprovar seus feitos, sempre os mais elevados e árduos.
Enrolação - Isso é tergiversar, ou seja, usar evasivas ou subterfúgios, procurar desculpas. Ou ainda usar velhos argumentos ou textos, amplamente conhecidos por todos, para ganhar tempo, espaço e importância na reunião ou através dessas manobras, fugir do assunto principal.
Relativizar para neutralizar - "Se temos problemas os outros também os tem, e piores que os nossos". Ou então, "A baixa produtividade de nossa empresa faz-se no contexto da crise internacional e considerando suas consequências, nosso desempenho nem foi tão ruim assim..." É algo como um erro justificando o outro, não cola.
Mas nem só de bobagens, de ressentimentos ou de má-fé vive o mundo do trabalho. Nas reuniões também ocorrem momentos de lucidez e dignidade discursiva.
Característica dos discursos produtivos e bem fundamentados
Objetividade - Direto ao ponto, sem rodeios, desculpas ou enrolação. As equipes mais eficientes e eficazes não falam desnecessariamente, mas usam seu tempo para preparar reuniões objetivas e poderem discutir suas táticas e estratégias visando ação. Ram Charan denomina essas qualidades de poder de "execução", título de seu livro a respeito.
Brevidade - Diz a lenda que o finado Mário Covas foi a um evento contra a vontade porque tinha outros compromissos, mas prometeram uma cerimônia rápida. Um político menor, que falou antes dele, se estendeu muito mais do que o combinado. Na sua vez o governador pegou o microfone e disse: "Há dois tipos de discurso, os longos e os bons. Declaro inaugurada a obra, obrigado". Uma boa reunião é uma reunião rápida, que cumpra a agenda e traga bons resultados.
Discurso lógico e articulado - Argumentos baseados em fatos, dados e informações expostos com um método simples (introdução, desenvolvimento, referências e conclusão) e articulado com outros argumentos relacionados e que se complementam.
Exemplos e fatos relacionados - É a lógica, a coerência e a fundamentação da reunião. Os conceitos, ideias, fatos e exemplos surgem numa ordem que facilite a compreensão dos assuntos tratados, possibilita que as referências dadas sejam posteriormente comprovadas através das fontes bem explicitadas e que tudo garanta uma organicidade à pauta tratada e às decisões tomadas.
Clareza nos argumentos - Aí entra a logística. Uma boa reunião é preparada antecipadamente com documentos (digitais ou impressos) distribuídos a todos(as) para que o encaminhamento seja ágil, racionalizado e eficiente.
Humor na medida certa - Sem cair no relaxo total ou no cinismo deslavado, pitadas de humor são importantes para quebrar o formalismo e especialmente arrasar os emocionalismos, cabotinismos e outras mazelas já relacionadas. Nada como o humor para expor a má-fé, para expurgar ressentimentos, para ridicularizar os pretenciosos e convencer os inteligentes. Conheci um diretor de empresas que era autoritário e centralizador, porém muito correto com as pessoas e as reuniões eram quase uma stand up comedy protagonizada por ele, se bem que às vezes a coisa desandava mas, no geral, as reuniões garantiam ótimas risadas e comentários espirituosos.
Bom senso - Isso evita muitos aborrecimentos, atrasos e confusões desnecessárias. Algumas pessoas atingem mais facilmente sua compreensão; outras, demoram para entender que o bom senso facilita a vida do grupo; e outras, infelizmente, serão sempre carentes dessa qualidade relativamente rara em nossas organizações.
Tenham ótimas reuniões.
Contato
trigo@usp.br
www.luiztrigo.blogspot.com
*Luiz Gonzaga Godoi Trigo é escritor, pesquisador e professor associado à Escola de Artes, Ciências e Humanidades da Universidade de São Paulo.
Primeiro devo pedir desculpas pela ausência. Ando por aí sem muita cabeça para escrever, e os recursos estão precários. Agora, um pouco mais sobreo e consciente do que aconteceu, volto aqui nesta mesma cadeira para tentar compilar as experiências destes tempos de afastamento. E a viagem foi longa e agitada. Computados mais ou menos dois mil quilômetros, passando da região sudeste ao centro-oeste do Brasil, depois de me ver arrancado à força da cidade maravilhosa, acabei curtindo a viagem e, como sempre, procurei pelas informações mais interessantes e suas possibilidades. No princípio, não entendi onde estava e nem como faria as coisas acontecerem, tanto foi a desorientação que não consegui sacar a câmera da mochila e fazer alguns cliques da nova residência. Nem ao menos dei-me conta da diversidade que a "pequena" cidade de Dourados apresentava. As pessoas apresentavam-se de forma heterogenia, o comércio diversificado e a surpresa de encontrar um complexo de lojas num shopping central na cidade, que não deixa-a distante de qualquer outra cidade voltada para o consumo em qualquer lugar do planeta. E todas as mazelas que a acompanham vieram juntas com a enxurrada que caia do céu e deixava barrenta as ruas que dão acesso ao centro desta cidade. No colocar-me em outro campo cultural e deslocar-me entre contextos contrastantes, fez-me olhar para o próprio lugar de onde vim e onde, a partir de hoje viverei. Levado a estabelecer paralelos e compreender as divergências das vivências em diferentes rotinas e situações, a latitude contrastante no roteiro Cidade Maravilhosa-Interior-Megalópole engendrou em mim o clímax do entendimento. Sem dúvidas, deslocar-se é algo prazeroso, libertador e criativo. A importância e o choque de culturas foi crucial para entender este momento e "cair a ficha". O entendimento só foi assimilado após visita à FAAP, já no meio da viagem de volta ao Rio, parei em sampa para visitar e rever pessoas especiais. Foi uma experiência importante porque o contato com a arte e ajuda de um guia maravilhoso e solícito, surgiu o supervisor monitor de classes Marcio, a quem agradeço pelo tour na faculdade de artes plásticas em São Paulo, que foi a chave para entender o propósito da viagem. Logo de cara, tropecei no que há de mais rico de um movimento que cativa-me e ao mesmo tempo me perturba a mente - mostra de expressionismo - entrega aos olhos da alma uma riqueza de sentidos traduzidos em traços simples e técnicas chapantes. Algo que fez de imediato pensar sobre meus próprios trabalhos, além de lançar um olhar crítico nas filosofias e movimentos a que venho investigando. O suporte é simples e acessível a quaisquer mortais, entre naquins e gauches, xilogravuras, litos e pinceladas fortes, fui imediatamente arrebatado para dentro das angústias e incertezas que aquelas imagens passavam, e assim pude instantaneamente compreender, intuitivamente, o significado de que só é possível ser verdadeiro dando um passo à frente, mesmo que a direção seja desconhecida. Sabendo da importância de estar em movimento mas não vivendo a radical experiência, não se pode ser real, e aí reside o verdadeiro significado do ser e estar vivo. Por mais livros e informações que recebemos na confusão de nossa rotina, somente a real experiência e a radicalidade dos eventos sucessivos é capaz de traduzir, em nossos desejos, a vontade inexorável de expressar e comunicar nossa realidade de forma expressionista. Porque é disso que se trata a vida, é por isso que estamos aqui consumindo, não apenas produtos e sim sensações, sentidos, aspirações, posicionamentos sociais, estes se concretizaram de forma dramática em mim a partir da clara síntese de Gilles Lipovetsky, que foi outro achado na terra da garoa. Enquanto a chuva caía - O Império do Efêmero - foi o abrigo mais seguro e promissor, caminho para seguir a viagem nesta compreensão. Como andarilho, me vi incitado a vencer os limites estabelecidos pela minha própria cidade, e ao mesmo tempo motivado a criar as oportunidades, lançando mão de recursos até então não explorados. A escassez em meus trabalhos poderia ser em si mesma a motivação para representa-los. Prometo reunir aqui algumas ilustrações e fotos que fizeram parte desta viagem em breve. Então retorne neste post para conferir as atualizações.
legenda artes fig.1 Marco Paulo Rolla. A coqueteleira, 1991, acrílico em tela. fig.2 Marina Cram.ST,_1967. Nanquim e guache papel fig.3 Marina Caram, Menina pobre, menina rica,1954, nanquim no papel fig.4 Emile Tuchband. Cristo, st, óleo sobre tela fig.5 Marco Paulo Rolla. Lavajato, 1991, acrílica em tela
O Museu de Arte Brasileira da FAAP apresenta
A partir de 15 de fevereiro, a exposição Marcas do Expressionismo, que reúne cerca de 90 obras de seu acervo, entre pinturas, gravuras e desenhos. O visitante terá a oportunidade de apreciar obras de artistas brasileiros e estrangeiros radicados no Brasil, representantes das artes visuais nacionais do século XX e da primeira década do século XXI. Obras de Anita Malfatti, Flávio de Carvalho e Oswaldo Goeldi, notáveis artistas do movimento modernista brasileiro, são as grandes atrações da mostra pela quantidade de obras que os representa, pela qualidade artística das mesmas e, fundamentalmente, por serem os mais significativos expoentes do Expressionismo nas artes visuais brasileiras. As fortes e fragmentadas linhas encontradas nos desenhos de Anita e Flávio e nas gravuras de Goeldi são exemplos dessa manifestação, assim como a ousada e impetuosa paleta de cores utilizada por estes dois primeiros artistas. Participam da exposição, também, desenhos de Marina Caran e Heinz Kühn, fortes nas formas e conteúdos; pinturas de Juarez Magno, Pierre Chalita, Émile Tuchband e Otoni Gali Rosa, produzidas nas últimas décadas do século XX, e obras de artistas mais contemporâneos como Herman Tacasey e Marco Paulo Rolla. Segundo o curador da mostra, José Luis Hernández Alfonso, o objetivo da exposição é constatar que o cerne dessa tendência artística se manteve atuante quanto aos seus fundamentos conceituais e seus aspectos formais, apesar do tempo transcorrido desde seu surgimento e graças à solidez atemporal dos valores artísticos, gerados na busca por revelar os caminhos que levam ao mundo interior do ser humano e sua existência: análogos e universais sempre.
Expressionismo
O começo do século XX, na Europa, singularizou-se por um dinâmico movimento cultural nas diferentes esferas do conhecimento humano. Mudanças formais e conceituais deram origem a tendências artísticas de vanguarda que compartilhavam novas visões e interpretações da arte e cujos representantes se autoproclamavam condutores de uma cultura que estava à frente de seu tempo. Surgidas no caminho de um espaço histórico cercado pelos anos que antecederam a Primeira Guerra Mundial e se prolongaram até o término da Segunda Guerra Mundial, as denominadas “vanguardas históricas” foram todas elas influenciadas – em conjunto ou indistintamente – tanto pelos reais problemas sociais daqueles acontecimentos bélicos – devastação, miséria e mortes –, como por suas consequências psicológicas – angústias e pessimismos em escala individual e coletiva. No comportamento das vanguardas intervieram também, significativamente, os progressos científico-tecnológicos e sociais e suas decorrências na vida pessoal e social dos indivíduos motivados, entre outras coisas, pelos avanços da industrialização e dos meios de transporte, os novos tipos de emprego e costumes na vida das pessoas, o mercantilismo e a cultura de massas. Em sentido geral, no imaginário estético dos protagonistas das vanguardas, a arte deveria ter uma afinidade integral com a vida, a sociedade e a realidade do ser humano, a fim de transformá-lo em um espectador ativo e mobilizado, capaz de apreender e interpretar a obra de arte.
Entre essas manifestações artísticas, o Expressionismo, surgido na Alemanha, reuniu artistas de diferentes níveis intelectuais e produções marcadas pela diversidade formal. O movimento defendia uma arte voltada para a interiorização da criação artística, ou seja, mais pessoal e intimista, em que predominava a visão do artista, sua reflexão individual e subjetiva. Do ponto de vista formal, o Expressionismo passou a ser entendido como um modo de deformar e alterar a realidade para expressar a natureza e o ser humano de uma maneira mais subjetiva, dando primazia à revelação dos sentimentos, mais do que à descrição objetiva da realidade. Assim concebido, o Expressionismo invadiu todo o universo artístico das vanguardas, desde o Fauvismo, o Futurismo e o Cubismo até o Dadaísmo e o Surrealismo. Interpretado nesse sentido, e seguindo os passos das artes visuais até os dias de hoje, pode-se convir que a essência do Expressionismo passou além de seu tempo, ao vê-lo extrapolar qualquer época e território.
SERVIÇO
Data: de 15 de fevereiro a 29 de maio de 2011 Local: Museu de Arte Brasileira da FAAP Endereço: Rua Alagoas, 903 Higienópolis Informações: (11) 3662-7198 E-mail: museu.secretaria@faap.br Horários: de terça a sexta, das 10h às 20h. Sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h. (Fechado às segundas-feiras, inclusive quando feriado) ENTRADA FRANCA
Ain´t over until it´s over - a viagem ainda não acabou
Em sentido geral, no imaginário estético dos protagonistas das vanguardas, a arte deveria ter uma afinidade integral com a vida, a sociedade e a realidade do ser humano, a fim de transformá-lo em um espectador ativo e mobilizado, capaz de apreender e interpretar a obra de arte.
A Teoria sobre o caos e as idéias desarticuladas no contra-fluxo da razão.
Desde que surgiu como uma estrutura de idéias articuladas, na década de 60, a teoria do Caos tem suscitado novos, amplos e formidáveis debates sobre as relações de causa e efeito que regem o Universo. Durante séculos, os cientistas analisaram os fenômenos exclusivamente à luz da leis da física clássica. Nas últimas décadas, no entanto, novas experiências indicaram que pequenos desvios nas condições iniciais de um processo são capazes de alterá-lo radicalmente com o decorrer do tempo. Trata-se do já famoso “efeito-borboleta”. De acordo com essa fórmula-provérbio, o bater de asas do inseto, na Ásia, pode determinar ou impedir a ocorrência de uma terrível tempestade nos Estados Unidos. Com base em novos estudos, percebe-se que uma incrível e sutil ordem microscópica de relações está presente onde antes presumia-se que houvesse apenas o caos . Todos os eventos, dos mais corriqueiros aos mais complexos, obedecem a esse fantástico sistema anônimo de organização. Dessa forma, o funcionamento do coração de um pato, o regime de chuvas em uma floresta tropical e os ciclos translacionais dos planetas têm algo em comum. São processos regulados por micro-fatores que escapam aos diagnósticos convencionais do veterinário, do meteorologista e do astrônomo. Muitas vezes, os caprichos dessa ordem mal compreendida são responsáveis por assustadoras manifestações do imponderável. Por que choveu tanto nesse mês de estiagem? Por que ocorreu tal mutação genética? Por que, chutada da linha de fundo, a bola tomou tal efeito e caiu dentro do gol?
Esses novos e até fantasmagóricos conceitos têm sido largamente utilizados na explicação de fenômenos físicos. Especialistas ligados às ciências humanas, entretanto, identificam o”dedo” do caos em revoluções políticas, em transformações econômica e na modificação de costumes e regras morais. O grito entusiasmado de um desconhecido na multidão, disparado no milésimo de segundo apropriado, pode ser o último e vital elemento necessário à deflagração de um conflito armado. A foto de uma artista nua, ou de um simples beijo, pode detonar irreversíveis processos de alteração na maneira de um povo conceber o sexo e a intimidade.
Nos últimos anos, o desenvolvimento dos computadores tem proporcionado uma rápida evolução no conhecimento dos modelos que determinam a “bagunça” da grande casa cósmica. A capacidade de realizar milhões de cálculos em poucos segundos, permite às máquinas encontrar padrões precisos em acontecimentos antes tidos como aleatórios. O grande desafio de hoje é empreender a viagem de volta dos redemoinhos fractais de infinitas profundidades. Trata-se de decifrar a ordem invisível e ampliar o ínfimo controle do homem sobre a natureza.
Determinadas Incertezas
O desenvolvimento recente das teorias sobre o caos colocou sob suspeita dogmas cultivados pelas ciências físicas e pela filosofia. Na base do debate, figura a disputa entre determinismo e indeterminismo. Durante séculos, apregoou-se a possibilidade da identificação de leis gerais e infalíveis que facultassem o ingresso do homem ao mundo do pleno conhecimento e das previsões perfeitas. Desde Maxwell, no entanto, vozes da dissonância mostram a complexidade dos sistemas dinâmicos, sejam eles ligados a fenômenos puramente naturais, sejam produzidos pela ação humana. O cientista escocês difundiu a idéia de “pontos de singularidade”, em que pequenos fatores têm influenciada amplificada e são capazes de alterar radicalmente um processo.
O francês Henri Poincaré mostrou com clareza a suscetibilidade dos sistemas às condições iniciais. Uma mínima incerteza na gênese de um processo pode conduzir a desvios enormes e crescentes. A ciência reconhece a impossibilidade, pelo menos temporal, de identificar todos os pequenos fatores de influência e de mapear com absoluta certeza as condições primordiais. Disso resulta a incapacidade de prever com precisão os eventos futuros.
Nos últimos anos, a difusão do uso de computadores possibilitou a resolução de equações deterministas newtonianas não-lineares, cujas soluções são extremamente sensíveis à condição inicial. “Ao contrário da mecânica quântica, que é indeterminista mas faz predições, parte-se agora de uma teoria determinista e chega-se a uma situação de imprevisibilidade”, afirma o doutor em física Luiz Pinguelli Rosa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro. “Daí o nome de de caos determinista, muito usado pelos pesquisadores.”
Segundo Rosa, no entanto, o estudo do caos nos sistemas dinâmicos não deve ser visto como uma disputa conceitual de escolas científicas ou filosóficas. O professor vê aplicações práticas das novas descobertas na avaliação do comportamento de sistemas aparentemente desordenados, instáveis e aperiódicos. “A Medicina e a Biologia, por exemplo, têm utilizado com sucesso os conceitos desenvolvidos em outras áreas na avaliação de sistemas dinâmicos”, ressalta. “Na universidade temos realizado trabalhos para avaliar o comportamento de produtos utilizados pela engenharia química.” Dessa forma, tem sido possível avaliar a resposta de materiais a mudanças de regime e a situações não convencionais.
O professor destaca o alcance inimaginável do estudo dos problemas não-lineares. No caso da Economia, por exemplo, as polêmicas se multiplicam a cada dia. O comportamento das Bolsas de Valores, em particular, é um fenômento que intriga e desafia matemáticos todos os dias. Muitos computadores foram desmoralizados ao tentar prever com precisão eventos no mercado de ações.
No caso da macro-economia, colocam-se na linha de tiro os conceitos do liberalismo. O equilíbrio perfeito, supostamente resultante do livre comércio e da ausência de intervenção, pode jamais ser alcançado. Esse universo paradisíaco de prosperidade tende a se manifestar somente como uma trégua temporal e localizada em um ambiente de deformações e de evolução caótica. Na verdade, estuda-se hoje para diminuir o grau de indeterminismo dos processos e para dominar o conhecimento dos modelos heterogêneos que se misturam em um fenômeno. Esse é o grande desafio dos cientistas nesta conturbada esquina de milênios.
Em 1960, o precário e ruidoso computador de Edward Lorenz, no campus do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, passava os dias a reproduzir imaginários eventos climáticos. A cada minuto, correspondente a um dia, a máquina (um Royal McBee) fabricava uma série de números estranhos. Eram códigos que exprimiam condições meteorológicas, como regime de ventos e mudanças de temperatura.
Para Lorenz, apaixonado pela Matemática e pela Meteorologia, os primeiros computadores foram a realização de um sonho antigo. Só a máquina poderia explorar a afirmação newtoniana de que o mundo era constituído e se alterava de maneira determinista. O computador, em teoria, permitiria prever o futuro do universo a partir de suas condições iniciais e das leis que regem sua evolução.
No caso das condições climáticas, o número de variáveis é tão grande que qualquer previsão merece alguma desconfiança. Mesmo assim, Lorenz seguiu suas experiências. O computador produzia uma série de eventos prováveis, plausíveis e amplamente reconhecíveis. Os ciclos de fenômenos não eram iguais, mas respondiam a um padrão. Num dia de inverno, em 1961, Lorenz determinou-se a examinar mais detalhadamente uma sequência de eventos. Para poupar tempo, entretanto, tomou um caminho mais curto. Para fornecer à máquina suas condições iniciais, digitou os números obtidos da impressão anterior. Foi tomar um café e quando voltou, uma hora depois, espantou-se com o que viu.
Os padrões de comportamento climático começaram a divergir radicalmente na máquina. Pensou que uma válvula eletrônica tivesse queimado. Não tinha. O problema era outro. A memória do computador armazenava seis casas decimais: 0,506127. Na impressão colhida por Lorenz, entretanto, apareciam apenas três números depois da vírgula.
Ele os digitou acreditando que a diferença (um para mil) não interferiria nos ciclos de eventos. Errou. O Royal McBee usava um programa clássico, com um sistema de equações determinista. Concebido um ponto de partida, as condições meteorológicas se repetiriam de maneira exatamente igual, a cada vez. Um ponto de partida ligeiramente diferente resultaria em eventos apenas ligeiramente diferentes. No caso de Lorenz, no entanto, os pequenos erros e alterações refutaram essa teoria. Revelaram-se perfeitamente capazes de produzir grandes catástrofes.
O Caos por escrito
A literatura e as narrativas orais estão repletas de exemplos da presença do caos nas vidas humanas. Em realidade ou ficção, os escritores e jornalistas mostram como é complexa a teia dos acontecimentos, e como é também complexo o tecido da teia. “Pela falta de um prego, perdeu-se a ferradura; pela falta da ferradura, perdeu-se o cavalo; pela falta do cavalo, perdeu-se o cavaleiro; pela falta do cavaleiro, perdeu-se a batalha; por falta da batalha, perdeu-se o reino.” Os exemplos multiplicam-se no dia-a-dia, em fatos reais. O italiano chegou adiantado alguns minutos ao aeroporto e embarcou noutro avião. Aquele que lhe era inicialmente destinado, o Jumbo da TWA, explodiu no ar minutos depois da decolagem. O tenista brasileiro Fernando Meligeni vai sacar, em um jogo na Olímpiada de Atlanta. Um torcedor anônimo, na platéia grita: “ele vai errar!”. A “praga” é destinada ao adversário, mas mesmo assim Meligeni perde a concentração, perde o ponto, depois o jogo e a chance de obter medalha.
Caos em tempos de racionalismo – Em 1809, Wolfgang Goethe compõe uma obra clássica que mostra quão imprevisível pode ser o futuro de um homem. Em “Afinidades Eletivas”, Goethe faz referência ao fenômeno químico em que dois elementos associados, sob atração de dois outros elementos, se desagregam para formar dois novos pares. A vida tranquila de um casal é subitamente transformada pela chegada de dois hóspedes. O autor mostra as forças da natureza, aparentemente ocultas, em ação sobre as relações pessoais e sociais. Goethe fala sobre um mundo de “incertezas inextricáveis”. A obra detecta os paradoxos da consciência racional que se consolidou com o Século das Luzes. Na teia das estradas – O escritor italiano Italo Calvino produz uma alegoria do caos e da multiplicidade em seu conto “A Aventura de um automobilista”, do livro “Os Amores Difíceis”. Um homem briga, por telefone, com a namorada que mora em outra cidade. Ele diz que pretende terminar a relação e ela responde que ligará para um outro pretendente. Em seguida, ele se arrepende do que disse e resolve viajar de carro para desculpar-se. Na estrada, à noite, inúmeras possibilidades atormentam o apaixonado. Imagina que qualquer carro que vem na direção contrária pode ser o de sua amada, o que criaria um desencontro. Depois de muito pensar resolve retornar, mas qualquer carro na direção contrária pode ser o do rival, que estaria rumando para um encontro com moça. O protagonista imagina que os três podem continuar indefinidamente a correr para frente e para trás naquela estrada. “Verdade que o preço a ser pago é alto, mas temos que aceitá-lo: não podermos nos distinguir dos muitos sinais que passam por este caminho, cada um com um significado seu que permanece escondido e indecifrável, pois fora daqui não há mais ninguém capaz de nos receber e nos entender.”
Fractais
Durante muito tempo, o homem dedicou-se a desenvolver teorias para explicar coincidências (ou a ausência delas) no universo dos números e das formas. Essas fórmulas, baseadas sobretudo nos princípios de Euclides, foram, no entanto, incapazes de abranger a essência dos episódos irregulares. Nas últimas décadas, os cientistas acabaram por saltaram dos trilhos da linearidade euclidiana para se aventurar no túnel dos fragmentos.
Além de exercício paraestético, o trabalho com fractais é hoje um símbolo sofisticado da ciência do caos, cujo objetivo é detectar padrões nas coisas desprovidas de ordem aparente. O criador das primeiras imagens de fractais, na década de 70, foi o polonês Benoit Mandelbrot, nascido de uma família judia. O cientista passou boa parte da infância e da juventude fugindo de guerras e teve sua formação intelectual marcada por saltos e interrupções. O laborioso e criativo menino jamais decorou o alfabeto e a tabuada além de cinco. Tinha, no entanto, uma ótima intuição geométrica, que aplicava a seus estudos de economia, engenharia e fisiologia. Mandelbrot, dono de uma inteligência desorganizada e substancialmente imaginativa, acabou por dar à luz os fractais nos computadores da IBM, empresa em que trabalhou por vários anos.
Em uma tarde de inverno em 1975, o cientista encontrou no dicionário de latim do filho pequeno um nome para sua abstração. Mandelbrot escolheu o termo fractus, do verbo frangere (fraturar, quebrar), que depois se tornaria fractal. Uma palavra que se casava bem com os ingleses fracture e fraction. Um traço importante da vida daquele homem estava representado naquela expressão.
A nova ordem caótica controla a internet
A fantástica malha de informações da Internet é hoje um modelo vivo das relações caóticas do universo. Na rede, conjugam-se as ofertas da multiplicidade e as dúvidas da escolha. Um pesquisador que prepara um estudo pode servir-se, via computador, de milhões de diferentes informações. Em poucos minutos, em condições técnicas ideais, pode colher dados oferecidos por um colega chinês e compará-los com o de outro na Groenlândia.
O pesquisador da Universidade de São Paulo (USP), Ronaldo Entler, tem se dedicado a estudar os processos caóticos na produção artística e no uso dos novos sistemas informatizados de comunicação. Em suas observações, percebeu claras similaridades entre sistemas dinâmicos das ciências físicas e as teias de informação da Internet. “A rede oferece acesso a diferentes assuntos, todos interligados, em ordens que não obedecem necessariamente aos catálogos das bibliotecas e aos processos de pesquisa convencional”, analisa. “A maneira como se trilha o caminho da informação acaba por alterar as indagações do pesquisador e o resultado final de seu trabalho”.
Em seu trabalho “O Caos na Rede e a Ruptura das Hierarquias”, Entler destaca a interdisciplinaridade como virtude de um novo padrão de construção do conhecimento. Na Internet, as informações não estão necessariamente arquivadas como nas estantes de uma livraria. Na busca por um dado, esbarra-se ao acaso em uma série de informações correlatas, muitas vezes capazes de enriquecer o estudo em curso. “A situação sugere que o pesquisador se coloque sensível aos eventuais novos caminhos, apontados no próprio trajeto”, teoriza Entler.
De acordo com o pesquisador, a Internet tem articulado uma nova ordem no aparente universo dos dados desconexos e da informação desencontrada. O histórico divórcio entre a rede e os sistemas convencionais de pesquisa teria três aspectos fundamentais: multiplicidade dos gêneros de informação, novos métodos de classificação de dados e interatividade. Entler acredita que o novo perfil dos meios de comunicação e interação determinará uma nova concepção de pesquisa de estruturação do conhecimento adquirido. “O caos não é um obstáculo a ser transposto, já que é uma característica genética da Rede”, afirma. “É, ao contrário, um estímulo à livre experimentação”.
Pensa escreve desenha cria imagina planeja inspira observa transforma emociona convence comunica mensura anuncia e ainda por cima de um jeito conceitualmente original.
Cuidamos dos conteúdos de comunicação e tecnologias de informação para propósitos transformadores.
Fav_icons
Estratégias e Ferramentas para vencer no jogo da vida > Marketing de PAZ >>> Serviços
Arte e Fotografia Limitações superadas e transcendidas por meio da arte
by Caboco Satélite Uma canja com um pouco de tudo. Um potpourri louco pra sacudir o esqueleto e espantar qualquer uruca | pesquisa: Richard Verdoorn | imagem: santo Agostinho e o diabo com o livro dos vícios, por Micheal Pacher (1475)