Scientia Ad Sapientiam

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“Não há homem imprescindível, há causa imprescindível. Sem a força coletiva não somos nada” - blog da retórica magia/arte/foto/imagem.

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Olá futuro, prazer estar em você.

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O Homo Ciberneticus

por Alexandre Teixeira*

Confira entrevista com o futurólogo britânico

Ian Pearson

Ian-PearsonAos 51 anos, não é nenhum aventureiro diletante. Ele é formado em física teórica e matemática aplicada e, por 20 anos, foi pago pela British Telecom (BT), para antecipar tendências e ajudar a materializá-las sob a forma de produtos e serviços. Foi na BT, em 1991, quando o telefone celular ainda era novidade, que Pearson concebeu o sistema de transmissão de texto que daria origem ao SMS, o popular torpedo. Consta que ele anteviu o modelo de console sem fio para videogames dotado de um acelerômetro capaz de detectar movimentos em três dimensões que hoje se associa ao Wii, da Nintendo, e ao Xbox, da Microsoft. Em sua passagem pela BT, Pearson chamou a atenção para o potencial de serviços hoje consagrados, como os mecanismos de busca e o e-mail. Nem sempre o ouviram.
Atualmente, ele atua em carreira solo, à frente da empresa Futurizon, que fundou em Ipswich, na Inglaterra. Por meio dela, presta consultoria e faz palestras, internacionalmente. Consciente das vulnerabilidades da profissão de futurólogo, Pearson diz ter, desde 1991, um histórico comprovado de 85% de precisão em suas previsões para horizontes de dez anos.
“Minhas ferramentas são: uma sólida experiência em ciência e engenharia, análise de tendências, senso comum, tino comercial, saber quando ouvir outras pessoas e um montão de pensamentos”, afirma ele.
Pearson lançou seu livro mais recente, em 2011, You Tomorrow (Você amanhã), sem tradução brasileira. Ele define o trabalho como “um livro sobre o futuro da vida cotidiana”. Soa pretensioso?
Pearson se defende:
“Embora use o título de futurologista, que soa ligeiramente amalucado, sou apenas um engenheiro fazendo deduções lógicas para o amanhã, baseado em coisas que já podemos ver acontecendo”.
Alexandre — Sei que sua especialidade é o futuro, mas gostaria de falar, inicialmente, sobre o passado. O senhor é capaz de citar acertos de futurologistas que ajudaram organizações a antecipar tendências relevantes?
Pearson — Acertamos a maioria das coisas que aconteceram na world wide web, no começo dos anos 1990. Entre os anos de 1991 e 1992, ajudamos empresas de toda a Europa a projetar a infraestrutura necessária para a “banda larga” que agora vemos como algo comum. Houve pouquíssimas surpresas, porque fomos precisos na definição dessa estratégia. Este é, provavelmente, o melhor exemplo.
Alexandre — E o que dizer dos erros e fracassos dos futurólogos?
Pearson — Bom, há sempre aqueles notórios, como o do Bill Gates, dizendo que ninguém nunca iria querer mais do que 640K de memória, esse tipo de coisa. Mas ele não é um futurista profissional, então é realmente injusto. Não preciso ir além de mim mesmo para trazer alguns erros. No passado cheguei a dizer que, no ano 2000, estaríamos trocando a TV pela realidade virtual.
Alexandre — De acordo com suas previsões, em 20 anos, os computadores serão mais inteligentes que os seres humanos, capazes de transmitir sensações e mesmo de preservar o conteúdo da mente humana, o que soa um tanto assustador…
Pearson — É assustador, mas esse movimento não começa da noite para o dia. Ele chega pouco a pouco e você se acostuma a ele. A cada ano diversas coisas novas são lançadas e nós apenas as aceitamos. Ao longo de um período de dez anos, isso significa muita mudança. Hoje mesmo, temos supercomputadores mais rápidos que o cérebro humano, em termos de poder de processamento. Então, já temos essa equivalência com as máquinas. Daqui a 20 anos, você terá equipamentos, no seu bolso, mais espertos que seu cérebro. Você também será capaz de ligar computadores a seu sistema nervoso periférico usando uma pele microelétrica. Você poderá imprimir telas eletrônicas na superfície da pele. Essa pele eletrônica se ligará aos nervos na palma da sua mão. Os sinais elétricos digitados na pele viajarão por esses nervos acionando comandos ou sendo armazenados em um computador. E vice-versa. Em algum ponto do futuro, ao experimentar um jogo de computador ou assistir a um anúncio, você poderá, literalmente, sentir algo em seu corpo, graças a um estímulo dessas terminações nervosas.
Alexandre — Não estou tão certo de que iria gostar de que um anúncio me tocasse desse modo. O que mais seria possível?
Pearson — Muito do processo de pensamento vai ser capturado nessa mesma geração de tecnologias. Se você criar um link e transferir todo o seu processo de pensamento para um computador, poderá gravar a sua mente toda. Estamos falando de 2045, 2050, o que é um futuro mais distante. Mas capturar apenas sensações é uma coisa razoavelmente superficial. Poderemos fazer isso dentro de 20 anos ou antes disso.
Alexandre — Se pensarmos em termos de sociedades, e não apenas do desenvolvimento tecnológico puro, considerando também economia e política, o senhor acha que essa evolução será predominantemente positiva ou negativa?
Pearson — É inteiramente possível ter avanços positivos e, ao mesmo tempo, um aumento da opressão, da vigilância e da invasão de privacidade. Podemos ter as duas coisas: equipamentos fantásticos que fazem a nossa vida muito melhor e também um governo opressivo. A tecnologia se presta a ambos os propósitos. No momento, infelizmente, estamos vendo evidências de que vamos ter ambos ao mesmo tempo. Na Europa, por exemplo, temos governos que querem monitorar cada coisa que fazemos, com a instalação de câmeras para controle de velocidade nas ruas, o monitoramento do que você faz no seu telefone celular e dos seus e-mails.
Alexandre — A tecnologia pode tornar real a figura do Grande Irmão orwelliano.
Pearson — Há muitas invasões de privacidade para as quais os governos querem usar as novas tecnologias. Vemos forças policiais pedindo para usar veículos teleguiados que os militares utilizam no Afeganistão para nos monitorar. Temos grandes empresas de TI, como a Apple, tentando ajudá-las ao inventar novas tecnologias que permitam inabilitar todos os smartphones em uma área, apenas enviando um sinal especial.
Alexandre — Não sei qual é a expressão certa para isso, mas o senhor vem escrevendo sobre algo que poderíamos chamar de imortalidade eletrônica. Quanto tempo teremos de esperar até esse tipo de imortalidade se tornar realidade?
Pearson — Há um projeto que as pessoas do Google chamam de Projeto 2045, porque é exatamente quando elas deverão estar atingindo essa imortalidade eletrônica. A essa altura, você terá um arquivo tão bom da sua mente no mundo das máquinas que seu corpo morrerá e você poderá seguir em frente como uma entidade-máquina. Acho que estão sendo otimistas quanto ao período de tempo. Se você quer um link tão transparente entre seu cérebro e as máquinas para que a maioria dos seus pensamentos e das suas memórias esteja acontecendo dentro do mundo da TI, provavelmente terá de esperar até os anos 2050. E então, 10, 15 ou 20 anos depois, vai virar rotina. Em 2070, será normal para as pessoas usar a TI como extensão de seus cérebros. Até certo ponto, muito de seu processo de pensamento e muitas de suas memórias estarão duplicadas ou totalmente armazenadas no mundo da TI. Então, seus corpos morrerão, seus cérebros morrerão, elas perderão uma porcentagem de sua mente e parte de sua personalidade desaparecerá com ela, mas muita coisa vai ficar no mundo da TI. Então, será de fato uma imortalidade eletrônica.
Alexandre — Nesse mundo que o senhor vislumbra, androides terão mentes humanas quase reais e coexistirão com seres humanos. Isso soa como ficção científica, algo como o filme Blade Runner, com androides se confundindo com humanos. Quão real é essa imagem?
Pearson — Estou certo de que você viu o filme Eu Robô [uma produção de 2004, inspirada numa coletânea de contos de Isaac Asimov e ambientada em 2035, na qual um policial tecnofóbico investiga um crime que pode ter sido cometido por um robô]. Acho que aquele equilíbrio [entre humanos e máquinas] não está muito longe do que eu esperaria ver. A maioria das casas provavelmente terá um ou dois desses robôs de estilo androide, desempenhando várias tarefas. Teremos um monte deles.
Alexandre — Quão parecidos com humanos? Reais a ponto de nos confundirmos?
Pearson — A tecnologia permitirá que sejam bem parecidos com humanos. Já temos peles de silicone que podem imitar a pele humana. Também teremos músculos de silicone, muito mais poderosos que o músculo humano. Então, poderemos ter androides cinco vezes mais poderosos que os humanos. Alguma coisa com a força do Schwarzenegger, um robô muito forte que se pareça com um ser humano normal. No que diz respeito à imortalidade eletrônica, muita gente pensa que teremos um robô ou androide no qual faremos um download da nossa mente e seguiremos em frente depois de mortos, ocupando-o o tempo todo. Eu não acho que será assim. Penso que poderemos muito bem compartilhar robôs.
Alexandre — Como isso seria possível?
Pearson — Você terá uma população de, talvez, mil pessoas armazenada em um serviço on-line que suportará suas vidas, eletronicamente, dentro de uma rede. Elas poderão viajar pelo mundo na velocidade da luz. É um tipo de existência completamente diferente. Poderão, ocasionalmente, habitar um androide, mas não consigo ver por que iriam querer fazer isso o tempo todo. Então, esses robôs seriam perfeitamente adequados para o compartilhamento. As pessoas poderão alugar um androide por alguns minutos toda vez que precisarem de um.
Alexandre — Como um veículo para visitar o mundo físico?
Pearson — Talvez por umas poucas horas. Elas poderão vir, ocasionalmente, ao mundo físico como pessoas físicas. Mas, na maior parte do tempo, ficarão contentes em existir apenas eletronicamente, dentro de uma máquina. Há também a possibilidade de várias pessoas usarem um mesmo androide ao mesmo tempo. Indo além, há a possibilidade de usar um link entre o cérebro e a máquina para compartilhar o corpo de outra pessoa enquanto ela o usa.
Alexandre — Para quê?
Pearson — Para ocupar a mesma rede sensorial dela. Assim, você poderia experimentar as mesmas sensações, viver uma espécie de simbiose.
Alexandre — Muitas obras de ficção científica especulam sobre um mundo no qual as máquinas assumem o controle, como O Exterminador do Futuro e Matrix. Isto vai ser um risco real?
Pearson — Não vai ser; já é um risco real, uma vez que estamos avançando por uma estrada na qual as máquinas se tornam tão espertas quanto as pessoas e já estamos criando máquinas autônomas. As pessoas tentarão conectar essas duas coisas. Então, teremos máquinas autônomas tão espertas quanto ou mais do que humanos.
Alexandre — A ponto de poderem se insurgir?
Pearson — Isso parece quase inevitável no caminho que já estamos trilhando. Não é um risco; é uma probabilidade que seguiremos por uma estrada na qual haverá máquinas mais espertas que o homem. Existe um risco, então, de que terminemos entrando em conflito com elas em algum momento, se decidirem seguir um caminho diferente. Quando um robô é apenas uma máquina simples, a que se pede para aceitar instruções, ele faz o que mandam. Mas se damos a ele uma mente tão sofisticada quanto a de um ser humano, ele logo se torna capaz de entender situações. Ele percebe que foi instruído a fazer algo, mas que, na realidade, tem algum pensamento independente. Pode racionalizar a situação e, se não gostar das suas razões, optar por não fazer o que você quer. Ele pode optar por desobedecer, se tiver tecnologia superior à sua disposição.
Alexandre — Se vamos ter dispositivos tecnológicos conectados aos nossos cérebros para aumentar a velocidade em que operam, para melhorar nossa memória e expandir o conteúdo que eles podem armazenar, podemos assumir que isso vai gerar uma nova divisão de classes na sociedade?
Pearson — [longa pausa] Ah, sim… Podemos falar de uma nova classe de pessoas chamada homo ciberneticus, quando você adiciona capacidade eletrônica ao cérebro humano para melhorar seu desempenho. Você pode melhorar o desempenho de seu cérebro, teoricamente, por um fator de 100 milhões. Acrescentar um monte de zeros ao seu QI. Se você for muito mais esperto do que o seu vizinho, ele não poderá competir com você. É como uma competição entre você e um caracol, dado o abismo intelectual.
Alexandre — Esse abismo intelectual é um pesadelo ético.
Pearson — Se houver conflitos, não há meio de as pessoas comuns serem capazes de competir. Elas não irão conseguir projetar os mesmos sistemas de armamentos, se chegarmos ao nível do conflito armado. Certamente não poderiam ter as mesmas ideias para criar novas empresas ou tecnologias. Em todas as coisas para as quais você usa o cérebro, se tivermos uma geração de pessoas ciberneticamente melhoradas, elas teriam uma vantagem muito grande sobre as pessoas comuns.
Alexandre — De novo, é meio assustador. Mas vamos falar um pouco de negócios. Como o senhor acredita que o marketing será praticado pelas empresas nesse futuro?
Pearson — Penso em uma nova mídia, que deverá chegar direto ao seu sistema nervoso para estimular sensações. Isso amplia o escopo do marketing. Não é apenas vídeo e áudio. No futuro, vai ser possível sentir o produto, interagir com ele. Provar uma roupa como se a estivesse vestindo. Sentir a sua textura.
Alexandre — Quando se pensa no desenvolvimento da internet, muitas empresas tiveram sucesso no mundo real com modelos de negócio criados a partir das possibilidades que a web oferece. O Google é um exemplo disso. O senhor consegue imaginar que tipo de companhia e de novos setores tendem a liderar a criação de mercados nesse futuro?
Pearson — Elas virão do mundo da realidade aumentada. Acredito que dentro de 20 anos muita gente estará usando algum tipo de aparato na cabeça – que pode ser um par de óculos como o que estou usando, dentro dos quais haverá lasers capazes de “escrever” imagens diretamente na retina, ou mesmo lentes de contato ativas, que funcionarão como displays tridimensionais de alta definição e alta resolução. Isso abre um novo mundo, porque lhe permite levar sua vida cotidiana e ao mesmo tempo ter montes de informações de marketing, entretenimento, socialização, negócios…
Alexandre — É um admirável mundo novo para a publicidade.
Pearson — Você pode mudar o modo como as coisas se parecem, adicionar valor a ambientes digitalmente e obviamente processar informações de mão dupla. Ver o que os consumidores estão olhando, pesquisar o perfil deles e entregar informação customizada diretamente dentro de seus campos de visão. Se você me conhece bem, sabe que game vou jogar esta noite no meu Xbox. E, provavelmente, poderá usar esses mesmos personagens [do videogame] para entregar informação no meu campo de visão. Ou eu vou poder atirar nesses caras enquanto minha mulher faz compras.
Alexandre — Interessante, mas um tanto invasivo, não?
Pearson — O marketing ganha uma nova dimensão quando começa a colocar coisas no campo de visão das pessoas à medida que elas andam por aí no seu dia a dia. E a informação flui nas duas mãos. Eu gostaria de viver num mundo assim, porque ele torna minha vida mais divertida. Eles [os publicitários] gostariam de viver num mundo assim, porque lhes dá mais oportunidades de me vender coisas. E eu posso querer comprá-las. Vou gostar desse marketing, desde que ele seja personalizado. Não gostamos de ver anúncios porque eles são para outras pessoas. Você perde seu tempo. Quando o anúncio é sobre algo de seu interesse, você olha para ele. Às vezes, você sai explorando a internet atrás de informação sobre um produto, então uma ferramenta de marketing pode tentar antecipar o que você iria procurar, de todo modo. Vejo uma nova geração de empresas usando essa combinação de criação de perfis, contextualização e personalização para entrar na sua vida cotidiana utilizando novas mídias. É product placement na vida real para valer.
Alexandre — O senhor escreveu sobre a transição do capitalismo para a “economia do cuidado”. Pode explicar o que é “economia do cuidado” e como essa transição vai acontecer?
Pearson — Sim, à medida que os computadores ficarem mais espertos, eles vão assumir mais e mais dos nossos afazeres. Pense nas coisas mundanas da rotina, como procurar voos ou descobrir a que horas um avião vai chegar, providenciar um táxi para ir ao aeroporto, saber como o trânsito está hoje em São Paulo, achar um caminho melhor, esse tipo de coisa que nos aborrece hoje. No futuro, seu computador vai fazer esse tipo de função para você, perfeitamente. Isso vai tornar sua vida mais fácil. No limite, se você elimina do seu trabalho todas as coisas baseadas em conhecimento e todas as coisas administrativas, o que sobra são as partes que têm a ver com o lidar com outras pessoas. Lidar com a sua equipe, dar a ela avaliações de desempenho, guiá-la, liderá-la, esse tipo de tarefa. Ou trabalhos como ser uma enfermeira, um professor, um policial ou alguma coisa em que você tem de lidar com pessoas.
Alexandre — Daí o conceito de economia do cuidado.
Pearson — Chamo de economia do cuidado porque, nesse tipo de trabalho que envolve habilidades humanas, as competências mais valiosas são relacionadas a cuidar. Uma enfermeira, por exemplo, é normalmente considerada intelectualmente júnior, na comparação com o consultor mais graduado de um hospital. Mas o consultor mais graduado do hospital é basicamente um robô muito inteligente. Você pode substituir esse cérebro esperto por um computador esperto. Não é muito valioso.
Alexandre — Já a enfermeira não pode ser trocada por um robô.
Pearson — Você poderá dar a ela uma versão 20 anos melhorada de um iPad, de longe mais esperta do que o consultor do hospital, que a tornará mais esperta do que o consultor. Então, ela poderá superar o desempenho do consultor em termos de diagnósticos. É com a entrega de cuidados que sempre associamos uma enfermeira. Com o lado da compaixão, de interagir com um ser humano como um ser humano. As enfermeiras, supostamente, são muito boas nisso. Você valorizará a enfermeira mais do que o consultor, porque ela pode, facilmente, fazer o trabalho dele, mas ele não pode fazer o trabalho dela. Então, nós vemos uma inversão. Vamos de uma economia da informação dominada pelo intelecto para uma que é muito mais baseada em habilidades humanas.
Alexandre — Que competências serão mais valorizadas na economia do cuidado?
Pearson — Compaixão, amor, todo o lado emocional. É muito mais calorosa uma sociedade em que as pessoas têm habilidades pessoais e os computadores, robôs e androides dão conta das coisas mundanas que ninguém faz questão de fazer. A economia do cuidado é uma economia orientada para o humano, que é possível por termos máquinas muito espertas.

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fonte: Revista da ESPM, Edição nº 5 • setembro/outubro 2013 - Por Alexandre Teixeira

Um dia no cotidiano de 2280

Rui Santo*

Você acorda e vai “escovar os dentes” cujas cerdas são sensores emocionais, combinados com a visão astrológica.

As cerdas identificam e enviam sinais para uma central, que reenvia direto para sua mesa virtual, os alimentos necessários e na quantidade exata para equilibrar emocionalmente o seu dia, conforme você programou.
Com o advento da transferência de matéria não há sobras de alimentos e os objetos materiais – armários, fogões, mesas, geladeiras, estoques, casas, carros – agora existem apenas virtualmente. Tudo é virtual.
Toma o “café da manhã” e vai trabalhar, isto é, muda de ambiente no mesmo lugar. Pega seu “controle pessoal celular” que recebeu ao nascer e ao apertar o único botão do controle, pela identificação digital sintonizada com sua mente e o que você está pensando, projeta na parede virtual desse ambiente a tela de um computador e outra tela pequena a sua frente, como um teclado para digitar, que foi sua opção entre falar, pensar  e digitar.
“Trabalha” atendendo os compromissos solicitados pelo seu contratante temporário e pelos clientes de outras dimensões, aqui mesmo, no planeta terra.
Esse trabalho exige a instalação na mente de um chip especial, relacionado com o aperfeiçoamento de seu conhecimento profissional e em função de sua capacidade cognitiva (e /ou física) ampliada.
É um provocador de sinapses mentais para respostas adequadas aos clientes.
Mais tarde sai para fazer alguns trabalhos externos, nos órgãos do governo que ainda se mantém 200 anos atrasados, isto é, as instalações existem fisicamente como lembrança do século XX, mas como a transferência de matéria ainda não consegue transferir seres vivos, você prefere ir pela rede aérea, invisível para os demais.
- Oh Rui! Só falta precisar carimbar com tinta azul escuro e reconhecer firma nos documentos, não é?
Quando sai do órgão público no fim da tarde, resolve ficar por ali mesmo. Aciona seu “controle pessoal celular” trazendo sua “casa virtual” para onde está ao invés de pegar transporte e todo o movimento de pessoas que preferem voltar para o mesmo lugar de onde vieram.
Na verdade, ninguém tem mais endereço físico como conhecemos até o século XX. Temos apenas endereço eletrônico e GPS. Aonde formos nossa “casa virtual” estará a um aperto de botão do seu intransferível “controle pessoal celular” que sabe tudo sobre você e só funciona com você. Essa revolução foi causada pela formulação matemática de Einstein: E = mc2, isto é, tudo que era matéria, desmaterializou-se e agora é só energia. Assim, cada um pode dar a forma que preferir a energia, isto é, sua própria moda, decoração, design, casa, carro, etc. tudo virtual, embora pareça, ilusoriamente, material.
- Oh Rui, será que os vírus, na hora da transferência, não vão colocar a cama virtual no chuveiro, se é que vamos precisar tomar banho e com que água?
Na cozinha na hora de jantar você chama sua mulher que surge em uma tela que é a própria parede lateral, e ela senta do outro lado da mesa, na “casa virtual” dela, mas é como se estivessem na mesma mesa que você está agora.
Enquanto conversam, na outra parede, digo na outra tela, seu clone, isto é, seu filho o chama.
Você conversa com ele e com sua mulher como se estivessem todos juntos na mesma mesa, embora cada um esteja distante do outro, algumas centenas de quilômetros. No canto da tela, há um mapa GPS indicativo de onde cada um está, as características climáticas do lugar naquele instante, a saúde pelo DNA, a foto kirlian, o horóscopo diário, o I Ching, o estado de humor, o estado emocional e os campos energéticos dos que aparecem na tela (você escolheu o que deve aparecer entre as 1.200 opções!!!).
Os noticiários net-on-line (você dispõe de mais de 290, simultaneamente), e mais os programas que você escolheu, aparecem espalhados nas diversas e pequenas telas que contornam a tela central. Sua cognição se desenvolveu em tal nível nos últimos 30 anos, que você pode assistir três a quatro programas simultaneamente.
A filha do casal – clone de sua mulher – aparece na hora do jantar em outra tela de parede inteira e pede a mãe alguma coisa que esta solicita ao sistema de transferência de matéria, apertando aquele único botão, e mandando que seja entregue, on-line, no endereço eletrônico + GPS, onde está a filha de sua mulher.
Os quatro (o pai com seu clone – filho com a mulher e com a clone – filha dela)[1] conversam como se estivessem juntos na mesma mesa, até que o filho resolve ir fazer alguma outra coisa, saindo da conexão.
Num dia “Tempo Net” programado, já que o calendário e o conceito de “mês, semana e fim de semana” acabaram, combinam uma posição “GPS – primavera” para se encontrarem fisicamente e escolhem a “casa virtual” de quem vão ficar em função da estação do ano no local para onde vão. O mais votado deve levar seu “controle pessoal celular” para transferir sua casa para esse ponto GPS e receber todos.
Depois de dois dias de encontro, cada um volta para seus endereços GPS, mas a filha – clone resolve ficar mais perto da mãe por uns dias.
O consumo foi desmaterializado completamente como condição para salvação do planeta. Há um excesso de alternativas virtuais gratuitas e os baixíssimos impostos pagos sustentam os cursos públicos para desenvolvimento da cognição e motivação nos quais participam os que se “desguiaram“.
O mundo mudou muito nos últimos 280 anos.
Os valores transferiram-se do “fazer” na revolução industrial, para o “ter” que quase destruiu a terra no ano 2000, e agora em 2280 os valores transferiram-se para o “ser” como a melhor forma de dar sustentação à população e preservar o ambiente para todos.
A mudança moral do “ter” para o “ser”, transformou os valores de propriedade em valores de conhecimento, criatividade e intuição, emoções e relacionamentos em detrimento de objetos materiais que praticamente deixaram de existir, exceto nos museus de história do tempo.
Agora todos têm disposição para tudo que quiserem, já que aquele tempo consumido em trabalho para o “ter” pode ser eliminado e preenchido com esforços prazerosos para o “ser”.
Um valor extraordinário para o desenvolvimento e elevação do espírito humano, baseando-se nas novas descobertas e compreensão de estar de passagem na dimensão conhecida como “vida”, na qual, “malas pesadas tiram o prazer de caminhar”.
– Vamos dormir – diz o pai para a mãe, durante o encontro real.
– É Rui, pelo jeito, certas coisas vão demorar mais para mudar… Ainda bem!!!
O futuro pode estar difícil de ser profetizado, mas pode ser fácil de ser “reconstruído”.
fonte: Galáxia Criativa, 2003. A mola propulsora para criatividade, inovação e futuro. Rui Santo.
[1] Essa foi uma decisão da humanidade: cada um cria clones de si mesmo e não da junção de um homem com uma mulher naquele tal de casamento que existia no sec. XX. Tal decisão está criando um grande e novo problema. O avanço do ser humano parou nas cognições que existiam, já que todos querem ter seu clone aos 25 anos. Uma solução está sendo discutida no universo: clone de si mesmo somente após os 65 anos, já que a população vive até os 105 anos, como único jeito de avançar cognitivamente uma vez que se pressupõe que aos 65 anos todos evoluíram mentalmente
CRIA = ATIVA + A + MENTE
Se você concorda, por favor, envie para todos os seus amigos.
Se você não concorda, por favor, envie para os seus inimigos.
Mas contribua com a circulação, socializando a informação!
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Sobre o futuro da informação

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Ambivalências da sociedade da informação* 


“O futuro tem muitos nomes: para os fracos, ele é inatingível; para os temerosos, ele é desconhecido; para os corajosos, ele é a chance...” Victor-Marie Hugo 

Em obra marcante recente, Bauman discute a ambivalência das relações sociais, em suas faces negativas e positivas, permanecendo a impressão de que a vida em sociedade é essencialmente ambígua, como são, ademais, as relações de poder: podemos até encontrar o poder que enobrece, mas é bem mais comum o poder manhoso, dissimulado, que se aproveita da sombra para prosperar. 

O poder, como bem diria Foucault, se esgueira pelas beiradas, busca não ser percebido para influir tanto mais, procura a obediência do outro sem que este a perceba, inventa privilégio que a vítima pensa ser mérito, usa o melhor conhecimento para imbecilizar

Não seria diferente com a informação: desinformar pode ser seu projeto principal. Não se trata apenas de nos entupir com informação de tal forma que já não a saibamos manejar, mas sobretudo de usá-la para seu oposto, no sentido mais preciso de cultivo da ignorância. Mais que tudo, conhecimento é ambivalente: sempre foi nossa arma mais decisiva da emancipação, mas não o é menos da colonização. 

O processo atual de globalização aponta para esta direção de modo ostensivo: o que mais se globaliza são formas globalizantes de discriminação. Longe de as chances estarem mais bem distribuídas, concentram-se em clivagens tanto mais drásticas. Neste texto, pretendemos abordar muito preliminarmente o outro lado da sociedade da informação, com o objetivo de alargar o espectro da discussão sobre a importância marcante da informação em nossa sociedade. 


*Resumo

O texto discute a possibilidade da desinformação em processos informativos como componente intrínseco da comunicação humana. Em parte é fenômeno normal, por conta de dupla seletividade: nosso aparato perceptor capta o que lhe é viável captar, e cada sujeito capta de acordo com seus interesses. O problema está sobretudo na manipulação excessiva da informação, provocando efeitos imbecilizantes mais ou menos ostensivos. 
É o caso do advertising que pretende causar um tipo de influência imperceptível muito efetiva, porque se apóia em estratégias refinadas de conhecimento especializado. É fundamental preservar o ambiente crítico e autocrítico para poder reduzir e controlar a informação. 

...Continua em breve.

 Palavras-chave: Sociedade da informação; Sociedade do conhecimento; Globalização; 



Pedro Demo

PhD em Sociologia, Alemanha, 1967-1971. Professor Titular da UnB, Departamento de Serviço Social. Pós-Doutor pela UCLA, Los Angeles, agosto de 1999 a abril de 2000. Mais de 40 livros nas áreas de política social e metodologia científica. 

fonte: Ci. Inf., Brasília, v. 29, n. 2, p. 37-42, maio/ago. 2000
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NO AR Cultura Digital Quando a Cultura encontra a Tecnologia

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http://culturadigital.org.br/aovivo/

O Festival CulturaDigital.Br ocupará o Odeon Petrobras e o MAM RJ com diversas atividades.

A DEMOCRACIA não é um algoritmo. Não é uma fórmula que vai resolver nosso problema. São os pobres que estão criando cultura e estilo de vida. É importante investigar quais as ferramentas da revolução.

< ! -- ATUALIZANDO -- ! >


Degustações no menu dominical:


11:05-11:20
Gravadora Livre Amnésia Discos
APRESENTAÇÃO CANCELADA
Empreendimento solidário que atua trocando a produção de discos por dinheiro, serviços ou outros produtos. Falarão sobre as gambiarras necessárias para sua criação, a fim de contribuir com o debate crítico sobre a indústria fonográfica, direitos autorais e alternativas possíveis


12:05-12:20
OpenSourceInteractive
Essa oficina vai ensinar crianças a fazer videogames e outras instalações interativas em tempo real, usando Open Source.


13:00-13:15
Chaos Computer Club
Pioneiros da cultura digital na Alemanha se propõem falar sobre o como a cultura hacker e os artistas estão construindo o futuro


13:40-13:55
Hackerspaces: uma oportunidade para o conhecimento livre em sw&hw
Durante o Festival, membros do Garoa explicarão como montar um hackerspace em 44 dias. Hackers, simpatizantes e interessados são bem vindos para participar, compartilhar e colaborar.


14:20-14:35
Resistência – Proteja sue identidade – Como fazer carteiras protegidas de RFID. Este workshop vai explicar como funciona, como pode ser usado e os riscos do RFID, um pequeno sistema de circuitos eletrônicos que se comunica por wireless em uma curta distância. Qual o tamanho da conveniência disso e quais podem ser os abusos?


16:50-17:05
Bitcoin – a construção da nova economia digital: sem bancos e intermediários
A construção da nova economia digital, sem intermediários desnecessários e livre do controle de como seu dinheiro é usado, suas implicações, como vai afetar a mídia digital, e suas ramificações sociais





A entrada é livre. O acesso às atividades será garantido por ordem de chegada dos interessados até a capacidade máxima dos espaços. A programação pode ser conferida aqui.
Museu de Arte Moderna Rio de Janeiro
Av Infante Dom Henrique 85
Parque do Flamengo

O Festival CulturaDigital.Br, em parceria com a produtora Filmes para Bailar, realizou um video de divulgação convidando todo mundo a participar do encontro que acontece de 2 a 4 no MAM Rio e no Odeon Petrobras, no Rio de Janeiro.
O filme foi construído a partir de uma diretriz: reforçar a chegada do encontro ao Rio de Janeiro. A partir daí, surgiu a proposta de utilizar as faixas transparentes multicoloridas que compõem a identidade visual do Festival para percorrer as ruas da capital carioca: o centro, a praia, os morros e, finalmente, os lugares sedes do encontro.
Este processo incluiu também a construção coletiva de 7 “tags” que caracterizam o Festival: Diversidade, Colaboração, Compartilhamento, Liberdade, Remix, Afetividade e Ativismo. Além da definição de 3 frases orientadoras: ”O futuro é agora”, ”A vida é um laboratório” e ”Invente seu caminho”, elementos textuais que foram incorporados ao trabalho audiovisual.
O resultado é um video com a cara do Festival: construído a vários mãos e aberto para a recriação por quem se interessar.

Vale lembrar que o festival acontece durante a alta temporada do Rio de Janeiro. Preparar sua viagem com antecedência é o melhor caminho para encontrar opções de transporte e hospedagem com o melhor custo-benefício.
Aqui você poderá encontrar algumas dicas para essa fase.
http://culturadigital.org.br/cobertura-colaborativa/

Grande parte da programação do Festival

será composta por projetos selecionados na Chamada Pública. Aqui você pode saber mais sobre os 358 projetos inscritos, de quase todos os Estados do Brasil e dos cinco continentes. Um qualificado mapeamento de projetos, ideias e redes com atuação destacada e inovadora nas áreas de cultura, política e tecnologia.
Um processo dinâmico e vivo como o Festival CulturaDigital.Br só pode ser realizado com o suor de muitas cabeças. Desde a primeira edição, sob o nome de Fórum da Cultura Digital, em 2009, até este ano,  foram muitas as pessoas que contribuíram e continuam contribuindo para que o encontro seja incrível e que ele perdure até a realização do próximo.

Organizamos a programação complexa do Festival CulturaDigital.Br numa planilha pública do Google Calendar. Assim, os usuários do serviço podem incorporar os eventos que quiserem aos seus próprios calendários, além de outras opções úteis e bacanas :)
  • escolher os eventos exibidos (clique na seta em cima do calendário e elimine/insira a lista que quiser)
  • conhecer detalhes de cada evento (basta clicar sobre a caixa e ler a descrição, com links e mapa)
  • saber a duração de cada evento (e se programar direitinho para não perder nada)
Siga as cores de cada eixo da programação:
Visualidades Mostra de experiências Espaço multimídia Arena
Encontro de rede Laboratório experimental Palestrantes Show
Sábado, 3/12

 

Domingo, 4/12
https://www.google.com/calendar/embed?src=u10dm6iiqk49pan4pkjnlon23o%40group.calendar.google.com&ctz=America/Sao_Paulo
https://www.google.com/calendar/embed?src=h909t35q6uspeqfnc17k3e8qr4%40group.calendar.google.com&ctz=America/Sao_Paulo

Grade completa aqui:

  http://culturadigital.org.br/programacao/grade/




Por Renata Tonezi e Luiza Peixe

Os cartazes colaborativos do Festival CulturaDigital.Br

Quando lançamos a chamada pública convidando designers, artistas, ilustradores e interessados para criarem cartazes de divulgação do evento se apropriando da identidade visual do Festival, não esperávamos que a ação teria tanta repercussão. Recebemos um total de 48 cartazes de diversas cidades do Brasil, incluindo outros países. Todos os cartazes enviados receberam créditos no material de divulgação com a licença Creative commons BY-SA 3.0, que permite divulgação, livre adaptação e eventuais remixes.
O mais bacana, além da participação dos colaboradores, foi ver o quanto as pessoas se dedicaram para criar e transmitir um conceito que dialogasse com os temas abordados pelo Festival. Trabalhar de forma colaborativa ainda é um desafio dentro da comunidade dos designers. Além de levantar dúvidas e questionamentos sobre a forma ideal de como documentar as etapas, metodologias e técnicas utilizadas na criação de um projeto, gera algumas polêmicas sobre o assunto.
Esta ação foi inspirada pela metologia utilizada no desenvolvimento de software livre, e tem sido também discutida por grupos de designers de produtos. Seguindo a lógica proposta pelos desenvolvedores, a proposta é abrir o processo de criação, documentar as etapas e compartilhar a metodologia de criação.
Esse movimento nos motivou a inicialmente abrir uma roda de discussão sobre o tema com outros designers e interessados durante o Festival. Com o passar dos dias foram surgindo novas e boas ideias. Uma delas foi a de pesquisar e compreender mais a fundo como seria o formato de trabalhar com design de forma colaborativa. Convidamos, então, o Henrique Monnerat (letslevo.com), que ministra workshops e oficinas sobre o tema Design Livre, para fazer uma breve apresentação sobre a proposta. Além da parte teórica pensamos também que seria muito produtivo explorar o lado técnico do processo, então convidamos o Felipe Sanches “Juca”, membro e responsável pelo Garoa Hacker Clube e desenvolvedor doInkscape, para fazer parte do nosso bate-papo sobre softwares livres de desenho.
Para dar continuidade a essa ação, estamos convidando todos os colaboradores, designers e interessados para remixarem os cartazes colaborativos enviados para o Festival em uma oficina.

Design Commons


Oficina que busca incentivar projetos abertos, aproximar os designers dos sofwares livres de desenho e dar continuidade à ação dos cartazes colaborativos. A oficina está prevista para acontecer no domingo, 04/12 das 12h às 15h no Espaço Multimídia. Faça o download do Inkscape, teste e/ou traga dúvidas e sugestões.

Sobre a licença Creative Commons BY-SA 3.0

Todas as artes enviadas serão utilizadas como parte da identidade visual do Festival e todos os artistas receberão créditos em todo material de divulgação. Vale informar que os cartazes enviados nesta ação receberão a licença Creative commons BY-SA 3.0 para permitir eventuais remixes.

http://culturadigital.org.br/cartazes-colaborativos/lista/

Como chegar?

De avião
Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro – Galeão/Antônio Carlos Jobim
Av. 20 de Janeiro, Ilha do Governador
Tel: (21) 3398-5050 e (21) 3393-2288
Confira a
lista de Companhias Aéreas que operam no aeroporto
Aeroporto Santos Dumont
Praça Senador Salgado Filho, Centro
Tel: (21) 3814-7070
Confira a
lista de Companhias Aéreas que operam no aeroporto
De ônibus
Terminal Rodoviário Novo Rio
Av. Francisco Bicalho, 1, Santo Cristo
Tel: (21) 3213-1800

As empresas São Geraldo (0800-704-3496), Itapemirim (0800-723-2121), Cometa (4004-9600), 1001 (4004-5001), Águia Branca (4004-1010) e Penha (0800-723-2121) têm saídas das principais capitais do país
De carro
Do Centro-Oeste e Minas Gerais: acesso pela BR-040
De São Paulo: acesso pela Via Dutra
Do Litoral Norte de São Paulo: acesso pela Rio-Santos
Do Sul e do Nordeste: acesso pela BR-101

Onde ficar?
O Festival tem fechado parcerias com hostels legais no Rio de Janeiro para oferecer descontos nos dias do encontro.
Os nossos parceiros para hospedagem são:
Além disso, selecionamos alguns sites que reunem dicas de Albergues; Pousadas; Apart Hotéis; Hotéis; e Pousadas no Rio de Janeiro
Estamos abertos a negociar espaços para abrigar coletivos, redes, grupos com muitos integrantes. Entre em contato!


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O MUNDO x WALL STREET SOCIEDADE DA CORRUPCAO ESTADO-UTOPIA

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O MUNDO x WALL STREET SOCIEDADE DA CORRUPCAO ESTADO-UTOPIA

O MUNDO x WALL STREET

Queridos amigos,

Pela primeira vez eu vejo as pessoas manifestarem-se contra a real raiz do problema social:

O SISTEMA FINANCEIRO MUNDIAL é o câncer de origem e fundação da SOCIEDADE DA CORRUPÇÃO e do ESTADO-PODER-UTOPIA.

100% APOIADOS E REPLICADOS EM TODA REDE. UP THE IRONS!

Milhares de norte-americanos tomaram conta de Wall Street -- se juntando a um movimento global de Madri a Jerusalém para recuperar a democracia dos interesses corruptos. Se milhões de nós apoiá-los, vamos impulsionar seus ânimos e mostrar aos meios de comunicação e líderes que este não é um movimento extremista. Clique abaixo para assinar a petição - cada assinatura será mostrada ao vivo em um gigante contador no meio da ocupação de Wall Street:

Sign the petition!

Milhares de norte-americanos ocuparam sem violência a Wall Street - um epicentro do poder financeiro global e da corrupção. Eles são os últimos raios de luz em um novo movimento pela justiça social que está se espalhando rapidamente pelo mundo: de Madrid a Jerusalém e a 146 outras cidades, com outras aderindo a cada instante. Mas eles precisam de nossa ajuda para triunfarem.
Como são as famílias de trabalhadores que estão pagando a conta de uma crise financeira causada por elites corruptas, os manifestantes estão exigindo uma verdadeira democracia, justiça social e combate à corrupção. Mas eles estão sob forte pressão das autoridades e alguns meios de comunicação estão retratando-os como grupos extremistas. Se milhões de nós de todo o mundo os apoiarem, vamos aumentar a sua determinação e mostrar a mídia e aos líderes que os protestos fazem parte de um movimento massivo pela mudança.
Este ano pode ser o nosso 1968 desse século, mas para ter sucesso ele deve ser um movimento de todos os cidadãos, de todas classes sociais. Clique para participar da campanha para a democracia real - um contador gigante será erguido no centro da ocupação em Nova York mostrando ao vivo cada um de nós que assinarmos a petição e retransmitido ao vivo na página da petição:


http://www.avaaz.org/po/the_world_vs_wall_st/?vl


A onda mundial de protestos é o capítulo mais recente na história deste ano do poder global do povo. No Egito, as pessoas tomaram a praça Tahrir e derrubaram seu ditador. Na Índia, o jejum de um homem trouxe milhões às ruas e o governo teve que ceder - vencendo uma ação real para acabar com a corrupção. Durante meses, os cidadãos gregos protestam sem descanso contra os injustos cortes nos gastos públicos. Na Espanha, milhares de "indignados" desafiaram a proibição de manifestações pré-eleitoral e montaram um acampamento de protesto na praça do Sol para manifestar contra a corrupção política e a manipulação do governo da crise econômica. E neste verão em Israel as pessoas construíram "cidades de tendas" para protestar contra o aumento dos custos de habitação e por justiça social.


Estes assuntos nacionais estão ligados por uma narrativa global de determinação para acabar com a conivência das elites e de políticos corruptos - que em muitos países ajudaram a causar uma prejudicial crise financeira e agora eles querem que as famílias de trabalhadores paguem a conta. O movimento de massas que está respondendo a isso pode não só garantir que o ônus da recessão não caia sobre os mais vulneráveis, mas também pode ajudar a melhorar o equilíbrio de poder entre democracia e corrupção. Clique para apoiar o movimento:


http://www.avaaz.org/po/the_world_vs_wall_st/?vl


Em cada revolta, do Cairo a Nova York, o pedido por um governo responsável que sirva o povo é claro e nossa comunidade global tem apoiado esse poder do povo em todo o mundo, onde quer que tenha surgido. O tempo em que os políticos ficavam nas mãos dos poucos corruptos está terminando e, em seu lugar, estamos construindo democracias reais, de, por e para as pessoas.

Com esperança,

Emma, ​​Maria Paz, Alice, Ricken, Morgan, Brianna, Shibayan e o resto da equipe Avaaz

Mais informações:

Protestos nos EUA entram no 18º dia e se alastram (O Estado de S. Paulo)
http://www.estadao.com.br/noticias/internacional,protestos-nos-eua-entram-no-18-dia-e-se-alastram,781126,0.htm

A ocupação de Wall Street e a luta simbólica (O Globo)
http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2011/10/05/a-ocupacao-de-wall-street-a-luta-simbolica-409477.asp

Contra medidas de austeridade, Grécia faz greve no setor público (G1)
http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/10/grecia-tem-dia-de-greve-no-setor-publico.html

Protestos contra corrupção reúnem milhares no Kuait (Folha de S. Paulo)
http://www1.folha.uol.com.br/mundo/986423-protestos-contra-corrupcao-reunem-milhares-no-kuait.shtml

Ocupa Wall St - recursos on-line para a ocupação (em inglês)
http://occupywallst.org/

Apoie a comunidade da Avaaz!

Nós somos totalmente sustentados por doações de indivíduos, não aceitamos financiamento de governos ou empresas. Nossa equipe dedicada garante que até as menores doações sejam bem aproveitadas:


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que se mobiliza para garantir que os valores e visões da sociedade civil global influenciem questões políticas internacionais. ("Avaaz" significa "voz" e "canção" em várias línguas). Membros da Avaaz vivem em todos os países do planeta e a nossa equipe está espalhada em 13 países de 4 continentes, operando em 14 línguas. Saiba mais sobre as nossas campanhas aqui, nos siga no Facebook ou Twitter.
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Ficcao cientifica realidade aumentada e viagens espaciais – real mundo imaginario

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Ficção científica, realidade aumentada, viagens espaciais, gadgets smartphones e outros brinquedinhos do nosso real mundo imaginado.

As últimas, nem tão novas assim, mas muito mais pedidos sobre tecnologia e ficção científica, alimentando o imaginário real do mundo das possibilidades.

Novo material de carbono da NASA pode construir elevadores espaciais

A idéia de um elevador capaz de transportar humanos para o espaço com facilidade é uma fantasia de escritores de ficção científica já há tempos. No entanto, uma nova forma de fita de carbono pode de fato tornar isto uma realidade.

Motivada por um investimento de 4 milhões de dólares da NASA, a equipe da Universidade de Cambridge desenvolveu uma fita leve e flexível que acredita-se ser a mais forte do mundo. No momento, a equipe está produzindo 1 grama do material por dia, suficiente para esticar até 29km em comprimento.

De acordo com Alan Windle, professor de ciência dos Materiais em Cambridge, a NASA quer 230.400km deste troço – mas ele menciona que seria necessário um nível industrial de produção para obter isso.

space-elevator-carbon-fibe

Ainda assim, esta idéia que já foi ridícula está de fato ganhando adeptos. Os japoneses já consideraram seriamente fazer um a partir de nanotubos de carbono e alguns acreditam que este novo projeto pode ser bem-sucedido em menos de uma década. Eu não acredito muito nisso – mas ainda fico com a minha mente aberta. [Times Online via io9]

Braço arrancado é substituído por protótipo biônico realístico

Um belo dia andando no carro do amigo, Evan Reynolds teve seu braço arrancado e ele se tornou uma das primeiras pessoas a receber um I-Membro robótico inteiramente funcional estilo Luke Skywalker da empresa Touch Bionics.

Ele estava com o braço pra fora da janela do carro quando seu amigo saiu de um estacionamento tirando uma fina de um poste de madeira. “Em uma fração de segundo o braço foi amputado”, contou o universitário britânico de 19 anos ao Telegraph UK. “Foi algo bem nojento”. Seu amigo aplicou um torniquete e salvou a vida de Evan (uma observaçãozinha: ainda bem que ele ainda é seu amigo, Evan – eu não sei se eu seria tão clemente assim).

Mais tarde, o irmão mais velho de Evan entrou em contato com a Touch Bionics, uma empresa escocesa, e eles acabaram acoplando no garoto um braço de 60 mil dólares que você vê no vídeo acima, capaz de “descascar uma batata, agarrar uma bola e segurar uma garrafa d’água”. No ano passado, a Touch forneceu braços para diversas pessoas, inclusive soldados feridos em combate. A cirurgia de Evan foi em fevereiro do ano passado.

bioarm

“Ele é tão sensível que eu consigo pegar uma garrafa d’água ou um copo de papel sem esmagá-lo, e até mesmo arremessar uma bola. Eu só preciso imaginar estar pegando algo ou agarrando algo e os dedos se movem automaticamente”, contou ao Telegraph. [Telegraph UK via Geekologie]

Leia aqui a seqüencia deste tópico e mais viagens espaciais, realidade aumentada e outras ‘reais’ nunca antes imaginadas e discutidas.

 

Como escolher um smartphone?

Confira características e funcionalidades dos ‘computadores de bolso’. Dicas sobre contratação de plano de dados, confira.

por Juliana Carpanez

Os smartphones são chamados de telefones celulares inteligentes por causa das diversas funções que desempenham: com esses computadores de bolso, é possível acessar a internet, criar e visualizar diferentes tipos de arquivo, enviar e receber e-mails, tirar fotos, fazer vídeos, armazenar e ouvir músicas, além de ter acesso a diversas outras funcionalidades. Confira dicas para escolher um smartphone.

Para quem é?

Os smartphones têm como público-alvo os usuários que precisam – ou acham realmente útil – ter as funcionalidades de um computador sempre à mão, mesmo quando estão na rua. Com o smartphone, o usuário pode consultar e-mails sempre que quiser ou atualizar seu Twitter a qualquer hora, por exemplo. No entanto, isso tem um custo: para ter acesso à web é necessário ter disponível uma rede sem fio (Wi-Fi) ou contratar um plano de dados oferecido pela operadora móvel.

>>> Características físicas

As telas desses aparelhos são geralmente maiores que as dos telefones celulares tradicionais. Os comandos podem ser dados de duas formas: pela tela sensível ao toque (algo que se tornou popular depois do lançamento do iPhone) ou pelo teclado. Cabe ao usuário saber qual a alternativa mais confortável para uso do aparelho.

A capacidade de armazenamento pode já ser disponibilizada pelo próprio aparelho (8 GB, 16 GB, 32 GB, por exemplo) ou ser oferecida com o uso de cartões de memória, como o microSD, vendidos separadamente.

>>> Funcionalidades

Os smartphones geralmente oferecem acesso à internet (e todas as vantagens aí incluídas, como e-mails, mapas, redes sociais, notícias e sites de vídeos, por exemplo), câmera digital (geralmente de 2 megapixels a 5 megapixels), câmera de vídeo e tocador digital, entre outras funcionalidades.

Essa lista de funcionalidades ganha ainda mais força com o uso de programas chamados aplicativos: pagos ou gratuitos, eles permitem por exemplo que o usuário visualize as melhores opções de rotas de trânsito, receba notícias de seus sites favoritos, veja qual a programação da TV, as próximas sessões do cinema mais perto e até controle as calorias de cada refeição. Tudo na tela do celular.

>>> Preços

O valor pago pelo smartphone não se restringe ao preço do aparelho. Pelo fato de o produto oferecer acesso à internet, o consumidor deve pensar também no plano contratado na operadora de telefonia móvel: quanto mais barato o eletrônico, mais caro tende a ser o plano. E vice-versa.

A Vivo, por exemplo, cobra R$ 2,1 mil por um iPhone 3GS de 16 GB no plano pré-pago. No plano pós-pago de R$ 585 mensais (com internet ilimitada e 1.400 minutos de ligações, entre outros), o mesmo modelo sai por R$ 750. Já na TIM, o iPhone 3GS de 16 GB mais barato custa R$ 999, dentro do plano mensal de R$ 299 mensais (pacote de dados com 1 GB, 400 minutos de ligações para TIM, cem minutos para demais operadoras móveis ou fixas, entre outros).

Também é possível comprar smartphones desbloqueados, sem qualquer vínculo com operadoras (nesse caso, é possível por exemplo fazer um plano pré-pago). No entanto, muitos dizem que um celular inteligente sem plano de dados para acesso à internet é como uma Ferrari sem gasolina: usa-se muito pouco de sua grande capacidade.

>>> Como escolher um plano?

Um plano de telefonia móvel para celulares inteligentes geralmente contém ligações de voz, torpedos e plano de dados. Na hora de fazer a contratação, o usuário deve ter em mente quanto de cada serviço vai usar, para não pagar por aquilo que não vai usar (ou pagar valores extras por exceder o limite de seu plano).

Talvez a parte mais difícil dessa contratação seja o plano de dados. Se o usuário tem acesso à tecnologia de conexão sem fio (Wi-Fi) em sua casa e escritório, por exemplo, não precisará do plano de dados quando estiver nesses dois ambientes: nesse caso, uma opção ilimitada (e mais cara) pode não ser vantajosa. O mesmo não acontece para uma pessoa que passa muito tempo na rua, precisa ter acesso constante a seus e-mails e não tem internet sem fio no ambiente doméstico.

Para se ter uma ideia que 100 MB de dados podem fazer, a Claro exemplificou a pedido do G1: com esse pacote é possível enviar ou receber 10.240 e-mails; baixar 2.048 imagens; fazer o download de 26 músicas em MP3 de quatro minutos cada; assistir a quatro horas de vídeo streaming ou fazer o download de quatro trailers com cinco minutos cada. Se ultrapassar o limite do pacote de dados, o cliente paga por megabyte excedente (o valor depende do plano).

>>> Sistema operacional

Assim como os computadores, os smartphones funcionam com sistemas operacionais. Os aparelhos disponíveis no mercado usam, entre outras, as plataformas Windows Mobile, Symbian, Mac OS X, Palm webOS, Blackberry e Android – esta última alternativa, desenvolvida pelo Google, chegará em breve ao mercado brasileiro.

“Esse mercado ainda não está maduro o bastante para que o usuário faça a escolha da compra com base no sistema operacional. Hoje, o que faz a diferença na hora da compra é o aparelho”, afirmou ao G1 Juan Ortiz, diretor regional da HTC América Latina. A empresa produz aparelhos baseados em Windows Mobile, da Microsoft, e recentemente passou a oferecer também produtos com o Android.

Na hora de comprar um aparelho, se não houver preferência pelo sistema operacional, o usuário deve fazer um teste para ver com qual modelo se sente mais confortável (peça o smartphone do amigo emprestado por meia hora). O aparelho moderno pode, de fato, tirar fotos em alta resolução e mandá-las por e-mail – no entanto, se você não se adaptar bem ao sistema operacional e interface, essa tarefa pode se mostrar bem complicada.

A plataforma também determina quais aplicativos estarão disponíveis para o smartphone. Os programas para o iPhone estão disponíveis na loja on-line iTunes, as opções para os aparelhos da Nokia (Symbian) estão na Ovi, os aplicativos para modelos com plataforma Android estão na Android Market e os programas para Blackberry estão na App World, por exemplo.

>>>Desvantagens

Os smartphones são mais caros que aparelhos com menos funcionalidades e, pelo fato de o usuário ter de contratar um plano de dados, pode acabar pagando mais caro para a operadora de telefonia móvel (os valores referem-se à comodidade não oferecida pelos aparelhos mais simples). Além disso, navegar na internet ou visualizar documentos em uma tela de 3,5 polegadas (do iPhone, por exemplo) é mais desconfortável do que fazer o mesmo em um monitor de 19 polegadas.

Leia mais notícias de Tecnologia

Saiba mais

  • 'Personal nerd' ensina a usar internet e até iPhone

    Pessoas pouco ligadas à tecnologia podem se sentir desconfortáveis quando se deparam com termos relacionados ao assunto: Orkut, Twitter, YouTube, MSN, iPod, iPhone e Blackberry não são, exatamente, palavras das mais fáceis. Para se familiarizar com esse universo -- muitas vezes mais simples do que parece (ou soa) - os desconectados já contam com o serviço de especialistas que oferecem aulas particulares para ensinar somente aquilo que seus alunos precisam.

    As aulas vão desde ligar e desligar o computador a fazer conexão com a internet, passando pelo acesso a sites e utilização de programas específicos (MSN Messenger e Skype, por exemplo). Também já existem professores particulares caso a dificuldade esteja no uso de dispositivos portáteis, como o tocador digital iPod e os telefones iPhone e Blackberry, por exemplo.

    “Esse tipo de aula é conveniente, porque ensina somente o que o aluno deseja aprender. Nos cursos de informática, as pessoas veem muitas coisas que acabam não colocando em prática”, afirma Roberto Takashi Endo, de 32 anos, que começou a dar aulas de internet em Guarulhos, São Paulo, há cerca de um ano. “O professor particular também tem mais paciência para ensinar do que a família, pois vê o aluno como um cliente”, continua Roberto, que cobra R$ 25 a hora.

    De acordo com ele, os “mais pedidos” entre seus alunos são como usar ferramentas on-line para reduzir fotos, como baixar arquivos, como mudar a extensão de arquivos digitais e também questões específicas sobre o Orkut. Entre o público de mais de 50 anos, diz o professor sem formação na área técnica, as dúvidas relacionadas aos comunicadores instantâneos são bastante frequentes.

    Também nesse mercado, o cientista da computação José Roberto Santos da Cruz, de 32 anos, acredita que a demanda por aulas particulares de tecnologia seja bastante grande: cada vez mais as pessoas têm computadores em casa e muitas delas não fazem ideia de como usá-los. Por isso, conta, muitas vezes é necessário começar as explicações realmente do básico, ensinando o usuário sobre conceitos para iniciantes. “Muitos ainda confundem sites com endereço de e-mail”, exemplifica o professor de Curitiba, que cobra R$ 35 a hora.

    A ideia das aulas particulares surgiu quando José ainda estava na faculdade e participou de um projeto de inclusão digital para a terceira idade. “Naquela ocasião, vi que muitas pessoas são enganadas por aqueles que se dizem entendidos em informática. Por isso, decidi mostrar para essas pessoas que a internet não é tão assustadora nem difícil de ser usada quanto elas pensam.”

    Aula de smartphone

    Marisa Kulik enfrentou um dilema quando foi presenteada com um celular multimídia iPhone: deixá-lo de lado e fazer uma desfeita a quem a presenteou ou encarar o problema de frente? “Não sabia nem ligar. Uso muito pouco a tecnologia, não é uma necessidade no meu trabalho”, disse a artista plástica, que mora em Perdizes, na Zona Oeste de São Paulo. Pedir a ajuda dos filhos, nem pensar. “Eles já me conhecem, nem tentam me ensinar.”

    Como escolheu a segunda opção, a artista tomou uma decisão parecida com a dos alunos de internet e contratou os serviços de um consultor para aprender a usar o aparelho.

    Após uma hora de aula em sua própria residência com o instrutor Flávio Trascoveschis, de 37 anos, ela já sentia um pouco mais confiante. “Já dá para ter uma noção. Vou poder utilizar a agenda, o Google Maps [página do site de buscas do Google, que disponibiliza mapas na internet] e tirar fotos do meu trabalho”, contou. Obviamente que nem tudo é tão fácil quanto parece. E Marisa admite que está apenas começando a dominar a sua mais nova “ferramenta” de trabalho.

    De acordo com Flávio, a dificuldade de lidar com os mais variados tipos de aparelhos eletrônicos, a exemplo do que ocorre com Marisa, é mais comum do que se imagina e independe de idade. Para alguém que já tenha algum conhecimento de como utilizar a tecnologia, o consultor estima um curso com o total de quatro horas para que esta pessoa dominar plenamente o uso de um iPhone.
    Flávio trabalha em um escritório de São Paulo criado há dez anos, que hoje conta seis consultores: quatro atendem a domicílio ou diretamente nas empresas, enquanto outros dois dão aulas on-line. O custo da hora/aula presencial é de R$ 50, e o da aula on-line é de R$ 25.

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Criatividade – Original Sagaz Inteligente Consciencia no universo quantico

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Veja este e outros assuntos AQUI, o futuro do mundo e da tecnologia em uma visão do Universo Quântico.

Anunciado primeiro computador quântico programável

por Luciana Alves, Antonio Blanc e Henrique Cesar Ulbrich

Um consórcio de pesquisadores do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST, sigla em inglês), em Boulder, Colorado, exibiu o primeiro computador quântico universal programável do mundo. Segundo um relatório publicado na New Scientist, a máquina tem futuro, mas por enquanto ainda está "verde".

Computadores quânticos estão em pesquisa há muitos anos, mas nunca se havia conseguido construir nada prático até junho deste ano, quando a Universidade de Yale, nos Estados Unidos, anunciou o primeiro processador quântico rudimentar. Mas o processador de Yale conseguia fazer apenas algumas operações simples, e o anúncio do NIST parece ser um passo adiante.

Em um computador comum, a menor unidade de informação é o bit, que pode ter dois valores: zero (desligado) ou um (ligado). Seu equivalente quântico é o qubit (Quantum bit), que tem um diferencial: pode assumir vários estados superpostos ao mesmo tempo, armazenando mais informação.

Um computador quântico fica exponencialmente mais poderoso a cada "qubit" adicionado. Para se ter uma idéia de seu potencial, estima-se que mesmo máquinas simples poderiam ser capazes de quebrar, em questão de minutos, cifras criptográficas consideradas impenetráveis para os computadores atuais, já que os cálculos demorariam milhares de vezes mais que o tempo de vida de seus programadores.

Computadores quânticos são capazes deste feito ao tirar proveito da capacidade de superposição dos qubits para testar todas as combinações possíveis ao mesmo tempo, enquanto nossas máquinas tem que testar cada combinação sequencialmente, uma a uma.

A máquina do NIST também usa apenas dois qubits e armazena dados binários em um par de íons de berílio, que são mantidos em espécie de "armadilha" eletromagnética, de cerca de 200 micrômeros, e manipulados com laser ultravioleta. A "armadilha" contém ainda dois íons de magnésio para resfriar os íons de berílio.

Como em um computador clássico, uma série de portas lógicas, com funções como "NÃO E", "OU" e "OU EXCLUSIVO", processa a informação. "Por exemplo, (da mesma forma que nos computadores tradicionais), uma simples porta inversora "qubit" mudaria seu estado de "1" para "0" e vice-versa", diz David Hanneke, um membro da equipe de cientistas ao Newscientist.

Mas, ao contrário dos bits na computação convencional, que são elétricos, e de suas portas lógicas, que são componentes físicos de silício, as "portas" no computador quântico do NIST são pulsos de laser que alteram o estado das partículas nos átomos de berílio.

Embora haja um número infinito de possíveis operações com "qubits", a equipe optou por executar apenas 160 delas para demonstrar a universalidade do processador. Após rodar cada uma das operações 900 vezes, os cientistas conseguiram um índice de precisão de apenas 79%, o que mostra que o computador ainda precisa ser aperfeiçoado.

legenda - arte colaborativa em tempo real

Google demonstra algoritmo quântico para busca

A Google demonstrou durante a conferência NIPS 2009 (Neural Information Processing Systems 2009) em Vancouver, no Canadá, um novo algoritmo de busca para reconhecimento de padrões em imagens mais rápido que qualquer coisa que possa ser executada nos gigantescos datacenters atuais da empresa. O segredo? Computação Quântica.

Segundo Hartmut Neven, líder da equipe de reconhecimento de imagem do Google, o algoritmo roda em uma máquina desenvolvida pela canadense D-Wave Systems, conhecida como "computador quântico adiabático".

Longe de ser um computador no sentido a que estamos acostumados, a máquina é uma espécie de "acelerador de cálculo", que recebe um problema de um computador tradicional e, usando o princípio da superposição quântica, encontra a solução testando todas as possibilidades ao mesmo tempo. Este é o principal atrativo da computação quântica, já que nossos computadores atuais trabalham de forma seqüencial, testando uma possibilidade atrás da outra.

O problema proposto como teste foi encontrar um objeto (um automóvel) em um conjunto de imagens. Segundo a revista New Scientist, os pesquisadores primeiro "treinaram" a máquina para reconhecer carros, alimentando-a com um conjunto de 20 mil imagens. Metade delas continha um veículo, e a outra metade não.

Uma vez treinada, a máquina foi alimentada com outras 20 mil imagens, e resolveu o problema "mais rápido do que os algoritmos clássicos usando os computadores que temos em nossos datacenters" disse Neven. O desempenho exato, entretanto, não foi revelado.

Para os interessados, um paper descrevendo o algoritmo pode ser encontrado no site arxiv.org

Originalmente publicado em 14 de dezembro de 2009.

 

Saiba por que a computação quântica é o futuro

computacao quantica  

Mais de 400 milhões de transistores são inseridos em chips dual-core fabricados usando o processo de 45nm da Intel. Isto em breve dobrará, de acordo com a Lei de Moore. E isto ainda será como computar com pedrinhas em comparação com a computação quântica.

A computação quântica é um assunto bem complicado - hummm, vejamos, mecânica quântica mais computadores. Vou tentar manter isto no nível básico, mas recentes descobertas como esta (http://tinyurl.com/m5sp4n) provam que você definitivamente deve começar a prestar atenção nela. Algum dia, no futuro, a computação quântica estará quebrando códigos, operando buscas pela internet e talvez, apenas talvez, fazendo funcionar os nossos painéis holográficos estilo Star Trek.

Antes de entrarmos na parte quântica, vamos começar somente com a parte "computação". Tudo se resume a bits. Eles são a estrutura básica da informação de computação. Eles têm dois estados - 0 ou 1, desligado ou ligado, falso ou verdadeiro, e por aí vai. Mas dois estados definidos é uma chave. Quando você junta um monte de bits, geralmente 8 deles, você consegue um byte. Como em kilobytes, megabytes, gigabytes e por aí vai.

As suas fotos digitais, músicas, documentos, tudo isso não passa de longas cadeias de 1s e 0s, segmentados em filamentos de 8 dígitos. Em função da sua estrutura binária, um computador clássico opera de acordo com uma certa lógica que a torna excelente para certos tipos de computação - as coisas genéricas e básicas que você faz todos os dias - mas não tão boa para outras, como encontrar gigantescos fatores primos (aquelas coisas das nossas antigas aulas de matemática), que são uma importante parte da quebra de códigos.

A computação quântica opera de acordo com um tipo diferente de lógica - ela de fato usa a regra da mecânica quântica para computar. Bits quânticos, chamados de qubits, são diferentes dos bits comuns porque eles não têm apenas dois estados. Eles têm múltiplos estados, ou melhor, superposições - eles podem ser 0 ou 1 ou 0-1 ou 0+1 ou 0 e 1, tudo ao mesmo tempo. É muito, muito mais profundo que o velho bit comum.

A capacidade de um qubit de existir em múltiplos estados - o combo de todos eles em superposição - abre uma porta incrivelmente grande de possibilidades para o poder computacional porque ele é capaz de fatorar números a velocidades insanamente maiores que os computadores comuns.

O emaranhamento - um estado quântico que dita as correlações estreitas entre os sistemas - é a chave para isto. É um troço bem difícil de se descrever, então eu pedi ajuda para o Boris Blinov, um professor do Grupo de Computação Quântica por Íons Capturados (http://depts.washington.edu/qcomp/) da Universidade de Washington. Ele usou o Gato de Schrödinger (http://tinyurl.com/5zzdou) para explicar: basicamente, se você tiver um gato dentro de uma caixa fechada e lançar gás venenoso lá dentro, o gato ou estará morto, 0, ou vivo, 1.

Até eu abrir a caixa para descobrir, ele existe em ambos os estados - uma superposição. Esta superposição é destruída quando eu a mensuro. Mas suponha que eu tenha dois gatos em duas caixas correlacionadas e eu aplico o mesmo processo. Se eu abrir uma caixa e o gato estiver vivo, isto significa que o outro gato também estará, mesmo que eu nunca tenha aberto aquela caixa. É um fenômeno quântico com uma correlação mais forte do que você consegue compreender em uma simples aula de física, e por causa disto você pode fazer algo como algoritmo quântico - mude uma parte do sistema e o resto responderá em consequência sem alterar o resto da operação. Isto é parte do motivo para ela ser mais veloz em certos tipos de cálculos.

A outra parte, explica Blinov, é que você consegue obter verdadeiro paralelismo na computação - ou seja, de fato processar um monte de informações em paralelo, "não como o Windows" ou mesmo outros tipos de computadores clássicos que prometem paralelismo.

 

Então, pra que a computação quântica serve?

infinitas posibilidades de realidades virtuales


Por exemplo, uma senha que levaria anos para se quebrar pela força bruta usando os computadores de hoje poderia levar poucos segundos com um computador quântico, então há um bocado de coisas malucas para as quais os governos (em especial o dos EUA) poderiam colocá-la em uso no campo da criptografia.

E também seria útil para os engenheiros de busca do Google, Microsoft e outras empresas, já que você pode buscar e indexar bancos de dados muito, muito mais rapidamente. E não devemos nos esquecer das aplicações científicas - não é nenhuma surpresa que os computadores clássicos sejam bem ruins para modelar mecânica quântica. Jonathan Home, do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia dos EUA, sugere que, do jeito que anda a computação em nuvem, se você precisa executar um cálculo insano, é capaz de preferir alugar um mainframe quântico no quintal do Google.

O motivo para ainda não estarmos detonando com os computadores quânticos agora é que este lance quântico, neste momento, ainda é extremamente frágil. E sempre será, já que os estados quânticos não são exatamente robustos.

Estamos falando de trabalho com íons - em vez de elétrons - e, se você acha que o sobreaquecimento é um problema dos processadores atuais, você não faz a menor idéia. Na descoberta revelada pela equipe de Home no INCT (em inglês, pelo atalho http://tinyurl.com/lmx954) - completar um conjunto inteiro de operações quânticas de "transporte", deslocando informações de uma área do "computador" para outra - eles trabalharam com um único par de átomos, usando lasers para manipular os estados dos íons de berílio, armazenando os dados e executando uma operação antes de transferir esta informação para um diferente local no processador. O que permitia que funcionasse sem acabar com o processador e perder todos os dados devido ao calor eram os íons de magnésio refrigerando os íons de berílio conforme estes eram manipulados. E estes lasers têm limitação do quanto podem fazer. Se você quiser manipular mais íons, precisará acrescentar mais lasers.

Poxa, a computação quântica é tão frágil e desajeitada que, quando conversamos com o Home, ele disse que boa parte do esforço é voltado para bolar métodos de correção de erros. Em cinco anos, diz ele, nós provavelmente estaremos trabalhando com míseras dezenas de qubits. O estágio em que se encontra agora, diz Blinov, é "o equivalente a confeccionar um transistor confiável" de algumas décadas atrás.

Mas isso não quer dizer que estas poucas dezenas de qubits não serão úteis. Mesmo que elas não sejam alocadas para quebrar códigos na Agência de Segurança Nacional dos EUA - seriam necessários 10.000 qubits para uso em criptografia de alto nível - ainda é poder de computação quântica suficiente para calcular propriedades de novos materiais, coisa que seria difícil de modelar com um computador clássico.

Em outras palavras, os cientistas de materiais poderiam já na próxima década desenvolver um case para o iPhone 10G ou os primórdios do próximo processador cavalar da Intel usando computadores quânticos. Só não espere é um computador quântico na sua mesa de trabalho nos próximos 10 anos.

(Um agradecimento especial a Jonathan Home do Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia e ao professor Boris Blinov da Universidade de Washington!)

 

Site lista materiais high-tech do futuro

O site Popular Mechanics juntou uma coleção de 16 materiais high-tech que nós poderíamos encontrar em produtos do futuro. Veja alguns desses abaixo.

Tecido de cerâmica: tecido de malha de fibras de cerâmicas pode fornecer proteção contra temperaturas extremas. Seria bastante útil para militares e bombeiros, por exemplo.

ladrilho termo color

Vidro sensível à temperatura: você se lembra das camisetas Hypercolor? Imagine o mesmo tipo de coisa acontecendo com os ladrilhos de vidro no seu chuveiro. A água causaria uma mudança nos ladrilhos para todos os tipos de cores.

Aditivos que mudam sabores: imagine uma comida que muda de sabor repetidas vezes enquanto você come. Esses aditivos contêm nano esferas encapsuladas em micro-esferas maiores que se rompem com novos sabores sucessivamente. Isso poderia transformar tudo o que você come em um pé-de-moleque, por exemplo.

Gancho condutor e Loop Velcro: o velcro mostrado aqui pode conduzir eletricidade e completar o circuito quando o lado do gancho entra em contato com o lado da alça. Isso poderia resultar em um interruptor maleável pra roupas, mochilas, etc.

 

 

 

 

Outros materiais citados pelo site incluem concreto translúcido, tinta magnética, papel eletrônico e plástico que se expande com a água. Veja a lista completa pelo atalho http://tiny.cc/3BuUG

 

Novo chip pode realizar mil operações químicas ao mesmo tempo

ship quimicoPesquisadores da UCLA (Universidade da Califórnia em Los Angeles) desenvolveram um chip capaz de realizar mais de mil reações químicas em paralelo, que poderá revolucionar o processo de desenvolvimento de novas substâncias e medicamentos que poderão ser úteis na cura do câncer e outras doenças.

O equipamento usa o conceito de micro fluídica, onde milhares de minúsculos canais entalhados em um substrato de vidro conduzem as substâncias usadas nas reações.

As quantidades utilizadas são mínimas, da ordem de algumas moléculas por reação, o que ajuda na economia de material muitas vezes raro e caríssimo, aumentando a eficiência do laboratório e reduzindo custos. Além disso, menos quantidade significa na maioria das vezes menos tempo para a reação ocorrer, apressando o processo.

Nos testes iniciais, o chip conduziu 1024 reações simultaneamente, automatizou um processo com milhares de ciclos em apenas algumas horas e identificou corretamente inibidores para uma enzima.

Tudo é controlado por um PC e, uma vez completado o experimento, o chip é colocado em um espectrômetro de massa para a análise dos resultados. Os cientistas esperam, em breve, automatizar também esta parte do processo.

O estudo foi patrocinado pelo Departamento de Energia dos EUA e pelo Instituto Nacional de Saúde. Segundo os pesquisadores, um dos próximos passos é ajustar o sistema para detecção de um tipo de enzima responsável pela transformação de células cancerígenas em uma variante maligna.

 

Desvio social e genialidade: pilares da criatividade, originalidade sagaz inteligência e consciência – Q.I. Teste

Parte I entrevista com Paul Cooijmans

Veja AQUI Uma entrevista com respostas de Paul Cooijmans

 

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